STF – OS EUNUCOS MORAIS

STF – OS EUNUCOS MORAIS.
Carlos José Ribeiro do Val

*Eunuco*
substantivo masculino
1. no Oriente, homem castrado que tinha a função de guardar as mulheres do harém.
2. POR ANALOGIA
indivíduo débil e impotente, física e/ou espiritualmente.

*Somente daqui a alguns anos a nação brasileira vai entender o tamanho do dano que o Supremo Tribunal Federal está fazendo com esse país*

E estão fazendo isso por diversas razões.

Uma delas é porque são um bando de egocêntricos apátridas embriagados pelo poder, psicologicamente imaturos, e que não tem grandeza moral para desempenharem o papel de juízes.

Eles são aproveitadores das benesses e das carcaças de um país apodrecido pela corrupção, cujos políticos ladrões são amparados pelo foro privilegiado, pela lentidão planejada da justiça, e pela fraqueza moral que impera principalmente naquela corte.

São coadjuvantes da destruição de uma democracia que começava a despontar, hipócritas de um teatro macabro, vassalos da criminalidade.

Esse fantasma vai seguramente assombrar os seus descendentes, mas nem isso os afeta.

Ao invés de guardiães da Constituição como se arvoram, são os prostitutos constitucionais, estafetas da imoralidade e da desesperança, gigolôs do poder absoluto das contravenções, e dos seus defensores feitos milionários pelo dinheiro do crime vindo dos cofres públicos, pelo Dinheiro dos Impostos que nós Brasileiros Pagamos.

Eles não sabem o que é construir uma nação.

*Eles se dobram a um líder corrupto, bêbado, vendedor de ilusões, e entregador de desgraças, que quebrou o país e as suas instituições*

Esses supostos juízes são mais baixos que os desinformados que votam no ilusionista pigmeu, amoral e analfabeto.

Eles são cúmplices do populismo devorador do progresso e do desenvolvimento.

São verdadeiros assassinos da evolução civilizatória de um povo.

Esses lenientes doentios, pretensos artistas eruditos de televisão, consumidos por uma vaidade injustificada com tintas de psicopatia, são os torpedeadores da esperança nacional.

Os trejeitos efeminados de um deles, na tentativa de projetar uma grandeza inexistente revela a fraqueza moral e a vaidade desmedida.

Os argumentos exagerados e mutantes do outro revela que Saulo Ramos tinha razão; é um juiz de merda.

As mudanças de opinião de outro revela o caráter mercantilista de sua personalidade e o DNA coronelista que não consegue disfarçar.

A necessidade de outro de agradecer o emprego arrumado pela mãe, através da amizade com a mulher do presidente ultrapassa todos os limites, chega a ser patética, se não fosse trágica, o seu clamor por generosidade para com o corrupto condenado.

Outro, advogado partidário, não precisaria estar lá, bastaria enviar o voto pelo correio, pois todos os brasileiros já sabem como vai votar.

*É um voto partidário, a favor do Crime digo, da criminalidade*

*Essa corte é o próprio retrato de Sodoma e Gomorra, chegamos ao fim dos tempos*

Depois de Lula, eles vão libertar Cabral, Cunha, Geddel, Palocci, Beira-Mar, só para mencionar uns poucos.

É só questão de mais um pouquinho de Tempo.

Esses exploradores do lenocínio político que se tornou a nossa nação transformaram a Suprema Corte em guardiã do assalto aos cofres públicos, protetora das máfias partidárias, masturbadores persistentes das mazelas nacionais.

A Quadrilha do STF é pior que Lula, Michel Temer, Palocci, Geddel, Lucio Vieira Lima, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Jader Barbalho, juntos.

Esse pessoal só queria roubar a nação, eles tinham um propósito.

Mas eles não tinham o poder de condenar a nação ao eterno inferno do subdesenvolvimento e da violência.

Os políticos podem ser expulsos pelo voto, o que não é possível com os “Kalifas do STF”.

Que deveriam ser juízes em benefício do povo e não no próprio.

Eles só podem ser retirados pelo Congresso, onde estão os corruptos que os colocaram lá.

Eles tem o poder de condenar o país ao inferno do subdesenvolvimento, e decidiram fazer exatamente isso.

O pequeno e frágil conjunto de regras da democracia é constantemente estuprado pelos parasitas supremos, para proteger criminosos famosos.

Então eles são mais criminosos do que os criminosos que protegem.

Quem defende bandido, bandido é.

Veja-se a decisão da cassação da chapa Dilma-Temer, onde o Presidente na época prestou um serviço sujo ao seu mestre, deturpando a legislação e a constituição, para mostrar gratidão a quem lhe deu o emprego.

Veja-se o outro soltando o amigo e parceiro de negócios do Rio, Barata o Sócio nos Ônibus do Rio, por diversas vezes seguidas.

*Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei*

E o outro que pediu vistas do caso do foro privilegiado, depois de já ter a maioria formada.

É ou não é um agente do obscurantismo defendendo o interesse dos seus mestres.

Os longos e hipócritas argumentos de proteção da constituição proferidos quando a televisão está filmando se esvaem quando, em lugar da proteção da constituição, entregam a cocaína da leniência populista e hipócrita para deleite dos saqueadores da nação.

São todos muito iguais, nomeados pelos criminosos que deveriam julgar, parceiros nos crimes contra a nação.

Eles são, da mesma forma que os corruptos, traidores da nação e dos brasileiros em geral.

*Diga-se por justiça, que não são todos iguais*

A Corte faz uma maioria macabra, mas existem almas solitárias que se rebelam contra isso, em homenagem à própria consciência, mas são minoria.

Essa corte poderia se chamar Supremo Tribunal da Fornicação, ou Tribunal da Eterna Prescrição.

Quadrilha que ao longo da sua história, julgou menos de 5% dos processos que lá chegaram.

*Vejam o caso de Renan Calheiros, com 11 processos e nenhum anda*

Romero Jucá, Eliseu Padilha, Michel Temer, Lucio Vieira Lima, só para mencionar alguns nomes. Meu Deus, o Brasil não merece isso.

Todos esse pessoal está protegido pelo STF.

E agora o princípio Lula vai valer para todos. Os criminosos da Lava Jato vão estar todos soltos, desfrutando do saque dos últimos anos, e dividindo com os coadjuvantes dessa obra grotesca.

Esses juízes não se importam se os seus nomes fizerem parte do esgoto da história.

Eles querem o aqui e agora… que se Fôda o futuro.

São hedonistas, amorais radicais, midiáticos embriagados, não se importam em ser vilões, desde que sejam remunerados adequadamente e estiverem na TV.

O maior mercador da Corte se comporta como Primeiro Ministro e degusta da mesma forma o poder sobre o presidente e parlamentares enrolados, como do comando dos jagunços de Mato Grosso.

Ele aprecia muito os dois papéis.

Esse é o maior psicopata, que tem os políticos todos na mão, e sem nenhum pudor desfruta disso avassaladoramente.

O que fazer?

Precisamos no mínimo execrar esses personagens macabros da desgraça nacional.

Ir para ruas.

Introduzir mais leis de iniciativa popular.

Mudar a forma de indicar os juízes da Suprema Corte. Bandidos no Executivo, bandidos no Legislativo, e bandidos no Judiciário, todos se protegem, não farão leis que beneficiem o país, a não ser com pressão popular.

Votem em pessoas que nunca estiveram lá. Vamos trocar todos.

Só o povo na rua para acabar com esse incesto criminoso entre membros de todos os poderes. Vamos começar indo para rua , para tentar reverter o salvo conduto do molusco pinguço e doente.”

“(Nota: essa publicação tem autor e notoriedade pública)”

Agora, somente cabe a nós povo de bem; fazer circular, com a mais absoluta velocidade, tal qual à da luz, ok?

Por favor ajude as nossas Crianças e os nossos indefesos.

IMPOSSÍVEL A UM BRASILEIRO DE BEM NÃO DIVULGAR ESSE TEXTO E PRINCIPALMENTE NÃO SEGUIR SUAS RECOMENDAÇÕES
SE NÃO INICIARMOS JÁ UMA COMPLETA FAXINA NESSE SUPREMO E NO GALINHEIRO DO CONGRESSO , NÃO RESTARÁ NEM CINZAS DO QUE UM DIA JÁ FOI UMA NAÇÃO.

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TRAIÇÃO NO GOVERNO?

Por muito pouco, Renato Feder não foi nomeado como novo ministro da Educação. Quando soube que uma pessoa ligada ao empresário Jorge Paulo Lemann estava para ser anunciado por Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia movimentou sua assessoria e pediu para que lhe colocassem em contato telefônico com o presidente. Enquanto isso, pediu que deputados evangélicos “levantassem a ficha” de Feder.

Com um dossiê completo em mãos, Malafaia foi atendido por Bolsonaro em um telefonema e fez uma cobrança ao presidente da República: que ele não abandonasse suas crenças, que não abandonasse a Palavra de Cristo. Então Silas Malafaia resolveu ser mais direto ao ponto e praticamente exigiu que o presidente não colocasse à frente do MEC uma pessoa que defende a legalização das drogas.

Bolsonaro se mostrou surpreso com o que acabava de ouvir e pediu que Silas Malafaia explicasse melhor sobre o que estava falando. Foi aí que o líder da Assembleia de Deus mostrou “o outro lado” do currículo de Renato Feder, como a ligação com Lemann, a doação para a campanha de João Doria, e bom trânsito com ferrenhos críticos do governo, como MBL e Luciano Huck, além da boa relação com ONG’s e sindicatos ligados à partidos da extrema-esquerda.

*Jair Bolsonaro ficou bastante irritado e fez um desabafo a Silas Malafaia*. O presidente reclamou que *pessoas do governo não estão passando as informações completas como deveriam*. De acordo com apuração feita por O Congressista, essas pessoas são os generais *Walter Braga Netto*, ministro-chefe da Casa Civil, e *Luiz Eduardo Ramos*, da Secretaria de Governo. É a primeira vez que se tem notícia de Bolsonaro reclamando dos seus dois conselheiros mais próximos.

Outra informação levantada por O Congressista é que o presidente Jair Bolsonaro está bastante nervoso com o fato de vários veículos da imprensa brasileira terem noticiado ao longo de sexta-feira que a nomeação de Renato Feder para o MEC já estava definida. Bolsonaro também acredita que essas notícias foram ao ar por informações passadas por Braga Netto e Ramos para jornalistas.

Corre nos bastidores do Palácio do Planalto que a denominada “ala militar” do governo, encabeçada justamente por Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos, trabalha incansavelmente para afastar Jair Bolsonaro dos seus apoiadores conservadores, que também são chamados de “olavistas” por esses militares. Acredita-se que o vazamento da informação sobre a nomeação de Feder foi motivada por esse objetivo.

Ainda não é possível afirmar que os dois citados estejam correndo risco de demissão, já que eles ocupam funções bastante estratégicas dentro do governo. Porém, até mesmo outros militares como General Heleno e Tarcisio Gomes de Freitas acreditam que Braga Netto e Ramos estão “passando dos limites” na briga contra os apoiadores conservadores do presidente.

Vale lembrar que assim como Renato Feder, Carlos Alberto Decotelli também era uma indicação de Braga Netto e Ramos. Portanto, já são dois nomes que a chamada cúpula positivista do governo tentou levar para o MEC e não conseguiu. E as duas derrotas aconteceram na mesma semana.

Fontes consultadas por O Congressista informaram que Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do MEC, Sérgio Sant’Ana, ex-assessor do próprio Weintraub, e Ilona Becskeházy, atual secretária de Educação Básica do MEC, continuam com chances de serem o escolhido, mas o candidato mais forte é Anderson Correia, ex-presidente da Capes e atual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Trata-se de um militar que também é evangélico e que já é conhecido de Bolsonaro há bastante tempo.

*Fonte* – O Congressista

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EM DEFESA DA VIDA

Sábado, 27 de junho de 2020

A TODOS OS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA,

A deputada Natália Bonavides (PT-TN), relatora do PL 1444/2020 e dos demais apensados ao projeto, apresentou na quarta feira dia 24 de junho um substitutivo contendo uma síntese dos vários projetos que estavam apensados ao PL 1444/2020, referentes a medidas de apoio à mulher vítima de violência durante a pandemia de Coronavirus.

Este substitutivo deveria ter sido votada na quinta feira dia 25 de junho, mas a pedido de vários deputados, para os quais não estava claro se o projeto realmente promovia do aborto, foi retirado de pauta. Pretende-se votar o substitutivo na quarta ou quinta feira dias 1 ou 2 de julho.

O desafio para os que defendem a vida e a família nesta semana será o de mostrar claramente aos parlamentares que o projeto realmente contempla a promoção do aborto.

O relatório da Deputada Natália, juntamente com o substitutivo, pode ser lido na íntegra neste endereço:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/Relatorio-2020-06-24.pdf

Segue uma breve análise dos problemas do substitutivo, acompanhado de um resumo do que pode ser feito.

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HISTÓRICO ESSENCIAL.

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Um breve histórico é essencial para entender-se por que uma lei que não menciona o aborto em nenhum momento pode ser aprovado com o fim de promover a sua prática.

Os grandes iniciadores da Cultura da Morte foram, entre os anos 60 e 90, as Fundações Rockefeller e Ford, às quais, a partir dos anos 90, foram se agregando, a convite da Fundação Ford, após a apresentação, por parte desta, da Nova Estratégia de Direitos Sexuais e Reprodutivos para os anos 90, uma grande quantidade de outras fundações e organismos internacionais.

No Brasil a Cultura da Morte se estabeleceu no Brasil quando, em 1989, a Fundação McArthur decidiu, em cooperação com a Fundação Ford, concentrar seus esforços para promover a legalização do aborto em quatro países estrategicamente escolhidos: o Brasil, o México, a Índia e a Nigéria. Ao mesmo tempo criou-se em São Paulo, no Hospital do Jabaquara, o primeiro
serviço para disponibilizar gratuitamente à população abortos em casos de estupro. A Fundação McArthur trabalhou para ampliar a rede destes serviços para todo o Brasil, financiou os estudos de vários futuros líderes do movimento a favor do aborto, incluindo a professora Débora Diniz, a qual veio a se tornar uma de principais ativistas do aborto no Brasil, promoveu a propaganda entre os médicos brasileiros para que estes pedissem regularmente alvarás judiciais sempre que encontrassem uma gestação de um bebê defeituoso com a finalidade de criar predcedentes legais para a ADPF 54 que sentenciou a favor do aborto dos anencéfalos, criou a Rede Feminista
de Direitos Sexuais e Reprodutivos, uma rede da qual participaram várias centenas de organizações a favor do aborto, apoiou a edição da Norma Técnica do Ministério da Saúde sobre o aborto em casos de violência sexual, financiou editoras de livros didáticos sobre educação sexual, criou e trouxe para o Brasil uma grande variedade de ONGs que trabalharam pela promoção do aborto, assessorou o governo para promover a legalização do aborto no país. No meio feminista todas sabiam que se alguém precisasse de recursos para promover o aborto, bastava recorrer à Fundação MacArthur.

Em 2002 a Fundação McArthur publicou um relatório sobre o que havia aprendido no Brasil. Neste relatório ela afirmava que, diante dos esforços que haviam sido desenvolvidos pela Fundação na década de 90, o Brasil já estava pronto para legalizar o aborto, bastantodo para isto que o governo apresentasse uma proposta de lei neste sentido.

O Relatório de 2002 da Fundação McArthur pode ser lido neste endereço:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/MacArthurLessonsLearned.pdf

Seguindo as recomendações da MacArthur, entre os principais passos do governo Lula no sentido de legalizar o aborto estão, em primeiro lugar, a publicação, em 2004, pelo Ministério da Saúde, de uma Norma Técnica sobre o Tratamento dos Agravos à Violência contra a Mulher, na qual a gestante que pretendesse realizar um aborto em caso de estupro não necessitaria mais provar o estupro, nem sequer apresentar um boletim de ocorrência. Bastaria sua palavra, que deveria ser aceita com presunção de credibilidade pelos médicos.
Conforme a Norma, para que a gestante pudesse pedir um aborto, não deveria ser exigida nenhuma prova ou documento comprovando o estupro.
Bastaria “A PALAVRA DA MULHER QUE BUSCA OS SERVIÇOS DE SAÚDE AFIRMANDO TER SOFRIDO VIOLÊNCIA, A QUAL DEVERÁ TER CREDIBILIDADE, ÉTICA E LEGALMENTE, DEVENDO SER RECEBIDA COM PRESUNÇÃO DE VERACIDADE”.

A Norma Técnica definia, ademais, o conceito de “ATENDIMENTO INTEGRAL EM CASOS DE VIOLÊNCIA” que, segundo a Norma, ainda vigente, inclui
“O ENCAMINHAMENTO PARA O ABORTO EM CASOS DE GRAVIDEZ RESULTANTE POR ESTUPRO OU, POR ANALOGIA, POR QUALQUER OUTRA FORMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL”.

Em seguida, o presidente Lula encaminhou à Câmara, em setembro de 2005, sob a forma do Substitutivo do PL 1135/1991, um projeto que revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam qualquer forma de aborto, fazendo com que, deste modo,nenhum tipo de aborto pudesse ser considerado crime. Com isto, se o projeto tivesse sido aprovado, a prática do aborto estaria legalizada durante todos os nove meses da gestação.

Entretanto, o projeto não prosperou, o que levou o governo a, pouco a pouco, criar uma nova estratégia que consistiu na introdução da política de redução de danos e da Lei do Cavalo de Tróia, reinterpretando o significado dos conceitos de violência e de aborto.

A Política de Redução de Danos tentou ser introduzida no Brasil, sem sucesso, em 2012 e 2013. O médico pernambucano Olímpio Moraes comenta no vídeo abaixo como a estratégia da Redução de Danos obteve sucesso em alcançar a legalização do aborto no Uruguai e como o Ministério da Saúde empenhou-se em seguir a mesma estratégia no Brasil:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/ReducaoDanos.zip

Mais sucesso, porém, teve a aprovação em agosto de 2013 da Lei Cavalo de Tróia, a Lei 12.845/2013, sancionada pela presidente Dilma.

Uma cronologia detalhada de como, com ajuda das Fundaçõesinternacionais, chegou-se à aprovação da Lei Cavalo de Tróia pode ser lido, ano a ano, desde o final dos anos 80 até 2013, neste documento:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/CronologiaLei12845.pdf

A própria Lei 12.845/2013 pode ser consultada neste endereço:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12845.htm

A Lei Cavalo de Tróia, usando propositalmente uma manipulação semântica semelhante à política de redução de danos, estabelece fundamentalmente os seguintes três pontos:

[1] O artigo 1 da lei obriga todos os hospitais do SUS a oferecerem ATENDIMENTO INTEGRAL E MULTIDISCIPLINAR às vítimas de violência sexual:

ARTIGO 1. TODOS OS HOSPITAIS DO SUS DEVEM OFERECER ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
SEXUAL ATENDIMENTO INTEGRAL E MULTIDISCIPLINAR, VISANDO AO TRATAMENTO DOS AGRAVOS FÍSICOS E PSÍQUICOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL.

Note-se que, segundo a Norma Técnica de 2004, ATENDIMENTO INTEGRAL E
MULTIDISCIPLINAR À VIOLÊNCIA SEXUAL inclui o ABORTO.

[2] O artigo 2 da lei redefine o conceito de violência sexual e, por analogia, de estupro:

ARTIGO 2. CONSIDERA-SE VIOLÊNCIA SEXUAL, PARA OS EFEITOS DESTA LEI, QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA

Para a Lei 12.845, tal como afirmou o Dr. Olimpio em seu vídeo sobre redução de danos, o estupro não é mais uma relação sexual obtida por meio da violência. A partir da Lei 12.845, segundo o Dr. Olimpio, se uma mulher é casada mas não queria a relação sexual com seu marido, isto já configura estupro e os médicos não tem competência para julgarem as afirmações das
mulheres.

[3] O artigo 3 da Lei Cavalo de Tróia estabelece, em palavras ambíguas, que todos os hospitais do SUS são obrigados a oferecerem aborto para as mulheres que declararem não terem consentido na sua relação sexual. Mas em vez de utiliar a palavra aborto, a lei obriga a oferecer A PROFILAXIA DA GRAVIDEZ:

Artigo 3, §4. O ATENDIMENTO IMEDIATO, OBRIGATÓRIO EM TODOS OS HOSPITAIS
INTEGRANTES DA REDE DO SUS, COMPREENDE A PROFILAXIA DA GRAVIDEZ.

Os dicionários modernos afirmam que profilaxia é A ATIVIDADE MÉDICA DESTINADA A EVITAR A PROPAGAÇÃO DE DOENÇAS.

A palavra vem do grego. PRO significa ANTES e FÍLAX significa GUARDIÃO.

Originalmente significando VIGIAR COM ANTECEDÊNCIA, nas linguas modernas SOMENTE É USADO EM RELAÇÃO A DOENÇAS. A expressão PROFILAXIA DA GRAVIDEZ, nunca usada antes na terminologia médica ou jurídica, é uma invenção da Lei Cavalo de Tróia, que passou a considerar a gravidez no mesmo nível de uma
doença.

Considerando o que é estabelecido nos artigos 1 e 2 da lei, conclui-se que PROFILAXIA DA GRAVIDEZ é uma expressão que inclui o aborto. A expressão foi propositalmente introduzida para que o sistema de saúde e os tribunais fossem obrigados a darem esta interpretação ao termo, apesar de que a palavra aborto não é usada no documento.

Para completar o conjunto somente faltava aprovar uma lei
orçamentária que liberasse verbas quantidade suficiente para poder
financiar os hospitais do SUS para estes pudessem construir e equipar
as instalações destinadas a executar a “PROFILAXIA DA GRAVIDEZ”. Para isto já não seria necessário mais mencionar o aborto na lei orçamentária. Bastaria aprovar uma lei destinada a liberar recursos para combater a violência contra a mulher a o dispositivo legal já permitiria financiar o aborto.

Foi o que aconteceu em 2014, quando foi proposto o projeto de lei 7371/2014, corretamente apelidado de PROJETO DO ABORTODUTO.

Há dois vídeos que vale a pena rever sobre o que aconteceu em 2014. O primeiro é o PL 7371 ABORTODUTO:

O outro é O QUE ESTÁ POR TRÁS DO PL 7371:

Os dois videos são curtos e diretos. O Projeto do Abortoduto, tratando aparentemente apenas criar fundos para custear treinamento e comprar “EQUIPAMENTOS DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES”,

fossem o que fossem estes equipamentos que o projeto não especificava,
estava na realidade preparando a implantação de um programa semelhante
ao da Redução de Danos já implantado no Uruguai, que levou à legalização do aborto naquele país. Médicos e peritos em administração hospitalar comentavam que nunca haviam ouvido falar de qualquer coisa que pudesse ser um “EQUIPAMENTO DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES”.

A expressão “EQUIPAMENTO DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES” aparentemente tratava-se de um eufemismo para estabelecer consultórios médicos para catapultar a política de redução de danos em matéria de abortos em todo o Brasil.

O PL 7371/2014 pretendia além disso criar um FUNDO NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, obtido principalmente através de verbas de origem internacional, mas a pressão dos brasileiros que
conseguiram denunciar as verdadeiras pretensões da iniciativa conseguiu
fazer com que o mesmo fosse retirado de pauta.

Na realidade, o que se combateu não foi a própria aprovação do projeto, mas o que se defendeu foi a sua aprovação com um artigo adicional que explicitasse que “NENHUM DOS RECURSOS ESPECIFICADOS NO PROJETO A SER APROVADO PODERIA SER APLICADO EM EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS OU ATIVIDADES QUE ENVOLVESSEM, DIRETA OU INDIRETAMENTE, O ABORTO PROVOCADO”.

As deputadas da bancada feminista recusaram-se a aceitar a proposta e
preferiram retirar definitivamente o projeto de pauta, em vez aceitarem
a contraproposta e criarem um fundo que, supostamente não tratando de aborto, apenas ajudaria a combater a violência contra a mulher.

O projeto foi retirado de pauta no dia 21 de fevereiro de 2017 e nunca mais foi reapresentado.

Agora estamos vendo ser proposto novamente o mesmo projeto.

Estão tirando proveito do fato de que

1. Devido à epidemia de coronavirus a maioria dos deputados não está em Brasília,

2. Na nova legislatura muitos dos deputados são novatos, não estavam no Congresso em 2014, e não se lembram do episódio do Projeto do Abortoduto.

3. Muitos dos brasileiros já se esqueceram do episódio do Abortoduto de 2014.

4. Alega-se que durante a pandemia do Coronovirus a violência contra a mulher aumentou e a mulher brasileira está desprotegida.

Com tudo isto, as feministas querem aprovar novamente, através do
substitutivo do PL 1444/2020, serviços e fundos para combater a violência contra a mulher, mas novamente sem acrescentar um artigo que proíba a utilização destes recursos para promover ou financiar o aborto no país.

É importante, para podermos dialogar com os parlamentares e seus gabinetes, que entendamos claramente onde o projeto revela que está abrindo as portas não apenas para a prática do aborto no Brasil, mas uma possível futura legalização.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. I. A LEI DO
CAVALO DE TRÓIA.

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O substitutivo mostra, em vários de seus artigos, que pretende incluir o oferecimento do aborto entre suas metas.

Mas, mesmo que não fosse o caso, depois da aprovação da Lei 12.845/2013 do Cavalo de Tróia, qualquer projeto que estabeleça fundos ou recursos extraordinários para prevenir a violência contra a mulher poderá ser utilizado para a promoção e o financiamento de serviços de aborto, sob a roupagem da Redução de Danos.

Neste sentido, a Lei 12.845/2013 do Cavalo de Tróia é a verdadeira origem dos problemas causados pelo substitutivo. Em primeiro lugar, deveríamos expliocar aos parlamentares a urgência em revogar a Lei do Cavalo de Tróia.

Já existe em tramitação um Projeto de Lei que revoga a Lei Cavalo de Tróia. É o PL 6055/2013, apresentado pelo deputado Pastor Eurico e mais 13 autores.

É necessário apresentar aos parlamentares a urgência colocar em votação e aprovar o PL 6055/2013. O projeto, bastante simples, pode ser consultado neste endereço:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1113741&filename=Tramitacao-PL+6055/2013

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO.
II.NECESSIDADE DE ACRESCENTAR UM ARTIGO PROIBINDO O ABORTO.

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Tal como aconteceu no PL 7371/2014 do Abortoduto, é necessário insistir com os parlamentares para que se acrescente ao substitutivo do PL 1444/2020 o seguinte artigo expressando claramente que:

“NENHUM DOS RECURSOS ESPECIFICADOS nesta lei PODERá SER APLICADO EM EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS OU ATIVIDADES QUE ENVOLVaM, DIRETA OU INDIRETAMENTE, O ABORTO PROVOCADO”.

Será importante deixar claro que, caso o projeto tenha realmente sido feito de boa fé, como se alega, e visa apenas para combater a violência contra a mulher sem promover o aborto, não deveria haver nenhum problema nem prejuízo em se acrescentar este artigo.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. III. SUPRESSÃO DO ART. 5ºD INCISO II. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS.

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O artigo 5D, Inciso II do substitutivo deve ser removido.

Ele estabelece claramente que o aborto está incluído como uma das metas do projeto:

ART. 5D. COM VISTAS AO EFETIVO CUMPRIMENTO DA LEI N° 11.340 DE 7 DE
AGOSTO DE 2006, AS POLÍTICAS PARA PROTEÇÃO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FUNCIONARÃO DE MODO A GARANTIR COMO PRIORIDADE:

II- O PLENO FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS DE SAÚDE PARA MULHERES E
MENINAS, INCLUINDO SERVIÇOS DE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA.

Ora, a expressão “SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA” é conhecida por todos como um eufemismo para aborto.

A política de direitos sexuais e reprodutivos foi criada a nível mundial pela Fundação Ford quando eta publicou, em 1990, o relatório intitulado “REPRODUCTIVE HEALTH: A STRATEGY FOR THE 1990S”. O relatório e um resumo
em portugues podem ser consultados nestes endereços:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/ford_reproductive_health_strategy.pdf

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/fordfoundation-1990.pdf

A idéia da Fundação Ford era a de suavisar a apresentação dos programas conhecidos sob a expressão de controle populacional, para que estes passassem a ser apresentados sob o eufemismo de SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA, ao mesmo tempo em que os atores básicos a serem financiados para promover estes programas não seriam mais as autoridades de saúde mas as próprias mulheres e ONGs feministas que passariam a ser criadas, promovidas e financiadas pelas fundações.

O relatório afirma explicitamente que a nova estratégia “INCLUIRÁ PROJETOS DIRECIONADOS ÀS NECESSIDADES ESPECÍFICAS DA MULHERES E IRÁ PROMOVER A DISCUSSÃO E A EDUCAÇÃO SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA, A QUAL NÃO PODERÁ OMITIR-SE EM RECONHECER A NECESSIDADE DE PROMOVER O ABORTO SEGURO”.

O conceito de saúde sexual e reprodutiva, criado pela Fundação Ford em 1990, passou a difundir-se mundialmente através das Conferências da ONU de População (Cairo, 1994) e da Mulher (Pequim, 1995). A expressão sempre foi usada como eufemismo para incluir o aborto sem necessidade de mencioná-lo. Não há como desconhecer que é exatamente a mesma expressão que foi incluída no Substitutivo da deputada Natália Bonavides. Ela não está ai por acaso. Ela mostra claramente a que veio o projeto.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. IV. SUPRESSÃO DO ART. 5ºD INCISO I. DISQUE ABORTO.
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O artigo 5D, inciso I, também deve ser totalmente suprimido.
Este dispositivo institui um serviço que, tendo em vista o declarado no projeto sobre DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, poderá servir de base para a construção de um DISQUE ABORTO.

O artigo 5D inciso I estabelece que:

ART. 5ºD COM VISTAS AO EFETIVO CUMPRIMENTO DA LEI N° 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006, AS POLÍTICAS PARA PROTEÇÃO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FUNCIONARÃO DE MODO A GARANTIR COMO PRIORIDADE:

I- A DISPONIBILIZAÇÃO DE CANAL EXCLUSIVO PARA ATENDIMENTO PSICOLÓGICO DAS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR, A PARTIR DE SÍTIO ELETRÔNICO DA INTERNET OU POR TELEFONE, DANDO-SE MÁXIMA DIVULGAÇÃO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.

Considerando que o teor de todo o projeto é no sentido de dar PRIORIDADE À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA, fornecendo orçamento e recursos para o trabalho de entidades cujo estatuto e financiamento já é destinado para estas finalidades, este artigo dará ensejo à criação de um DISQUE ABORTO.

As ONGs feministas estavam abertamente mencionadas nas versões anteriores do projeto, sob a denominação REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS
MULHERES, que segundo documento da Secretaria das Políticas das Mulheres do governo Dilma, incluem as ONGs feministas.

No substitutivo apresentado as ONGs feministas são apenas indiretamente mencionadas, quando o projeto estabelece que os serviços a serem prestados devem ser articulados com a “REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO” (artigo 5C inciso II).

Deve-se considerar, além do perfil das organizações que serão responsáveis pelo serviço, a Lei Cavalo de Tróia 12.845/2013, sancionada pela presidente Dilma, já passou a considerar violência, para efeitos da lei, “QUALQUER
RELAÇÃO SEXUAL NÃO CONSENTIDA”, depois da qual a mulher deverá ser encaminhada à “PROFILAXIA DA GRAVIDEZ”.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. V. SUPRESSÃO DO ART. 5ºC. BOLSA ABORTO.

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Além dos artigos anteriores, deve ser suprimido também todo o artigo
5C.

Este artigo estabelece um PROGRAMA DE ALUGUEL SOCIAL EMERGENCIAL NO VALOR DE R$ 450,00 MENSAIS por seis meses, prorrogáveis por um ano, para as mulheres que não obtenham vagas em casas abrigos ou estabelecimentos congêneres. No entanto, à medida em que o texto prossegue, observa-se que a finalidade do programa é muito mais ampla do que apenas o auxilio ao pagamento do aluguel da vítima de violência.

O inciso II do artigo 5C estabelece que o programa de aluguel emergencial deve ser oferecido com

II. A ARTICULAÇÃO COM A REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO PARA OUTROS
SERVIÇOS, PROGRAMAS E BENEFÍCIOS DA REDE SOCIOASSISTENCIAL E DAS DEMAIS
POLÍTICAS PÚBLICAS

E o inciso III do mesmo artigo 5C estabelece que o programa de aluguel emergencial deve ser oferecido também em articulação com

III. A REDE DE SAÚDE PARA ACESSO A MEDICAMENTOS.

Ora, o projeto estabelece

[1] que o auxílio-aluguel deve ser oferecido em conjunto com a rede
de saúde para acesso a medicamentos

[2] o projeto inclui o aborto ao estabelecer como prioridade o pleno
funcionamento dos serviços essenciais de saúde para mulheres,
incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva.

Daí conclui-se evidentemente que

[3] o artigo 5C está planejado para poder transformar-se em uma
BOLSA ABORTO.

Fora o fato que o auxílio aluguel, se realmente se restringisse ao aluguel, conforme diz o nome, não faria sentido se o problema a ser resolvido fosse especificamente a violência contra a mulher, e não a falta de moradia em geral.

A maioria dos casos de violência doméstica são resolvidos pelo afastamento do agressor, e não pelo afastamento da vítima de seu lar.Nos raros casos em que é realmente necessário transferir a vítima a um abrigo, supõe-se que a medida deva ser tomada imediatamente em regime de urgência, sem tempo para aguardar que a vítima busque, com apenas 450 reais no bolso, um local adequado para alugar e abrigar a si e seus filhos.

Ademais, a transferência da mulher vítima de violência, em vez afastar judicialmente o agressor, normalmente revitimiza a própria vítima,que além da violência, perde seu próprio local de redsidência e o apoio de vizinhos e conhecidos e parentes que residem nas proximidades. Segundo especialistas da área, na maioria ou quase totalidade dos casos, é a própria mulher não deseja ser transferida para um abrigo.

Disponibilizar 450 reais, rotulados como benefício de aluguel, não remove o agressor e dificilmente irá redundar na imediata remoção da vítima de violência, nos poucos casos em que esta medida seja necessária.

A bolsa deverá ser oferecida, como diz o projeto, em articulação com a REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO, que era claramente apontada nas primeiras versões do projeto como a REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES. Em documento do governo Dilma ainda em vigor, esta REDE DE ENFRENTAMENTO, inclui expressamente as ONGs feministas e tem como objetivo assessorar as mulheres na obtenção dos abortos previstos em lei. Isto pode ser visto no seguinte documento:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/Aborto-RedeEnfrentamento.pdf

Conforme pode-se ler neste documento, a REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES é composta, por “ONGS FEMINISTAS”, com atribuições de “PRESTAR ACOLHIMENTO E ORIENTAÇÃO JURÍDICA ÀS MULHERES PARA OBTENÇÃO DE ABORTOS EM CASOS DE ESTUPRO”, que agora, desde a Lei Cavalo de Tróia,
significa “QUALQUER RELAÇÃO SEXUAL NÃO CONSENTIDA”.

Diz também o Substitutivo, que o benefício aluguel deverá, além da articulação com a REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO, articular-se com A REDE DE SAÚDE PARA ACESSO A MEDICAMENTOS que incluirão, pelo que afirma o proprio projeto, OS MEDICAMENTOS DESTINADOS À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA, uma expressão que sabidamente inclui o aborto.

Então já não se trata mais de um simples benefício de aluguel, como afirma o projeto, mas poderá na realidade servir para qualquer outra coisa.

Na realidade, este benefício parece destinado a converter-se em dos inúmeros artifícios legais que, nesta época de pandemia, sem o estabelecimento de claras medidas de supervisão, poderão abrir portas graves para o desvio de fundos, inclusive para casos que não correspondam à tipificação de violência contra a mulher.

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7. O QUE FAZER.

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[1] MANIFESTAR-SE JUNTO À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA E ÀS LIDERANÇAS DAS BANCADAS

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Enviem um mail, telefonem e manifestem-se nas redes sociais do presidente da Câmara e dos deputados líderes de bancada.
Mostrem-lhes, com grande educação, mas com firmeza e clareza, que o povo já compreendeu o que está por trás do Substitutivo do PL 1444/2020.

Peçam-lhes que:

I. Coloquem em pauta e votem o PL 6055/2013, que revoga a Lei 12.845/2013 (Lei Cavalo de Tróia), a verdadeira causa de todos estes problemas.

II. Acrescentem ao substitutivo do PL 1444/2020 um artigo expressando claramente que:

“NENHUM DOS RECURSOS ESPECIFICADOS NESTA LEI PODERÁ SER APLICADO EM
EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS OU ATIVIDADES QUE ENVOLVAM, DIRETA OU INDIRETAMENTE,
O ABORTO PROVOCADO”.

III. Suprimam o artigo 5D, Inciso II do substitutivo que inclui no projeto os DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS.

IV. Suprimam o artigo 5ºD, Inciso I, que cria o DISQUE ABORTO.

V. Suprimam todo o Artigo 5ºC, que estabelece a BOLSA ABORTO.

VI. Fique claro que o projeto realmente foi apresentado para incluir nela, como em outro cavalo de Tróia, a promoção do aborto.

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[2] COMO ESCREVER E TELEFONAR

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NÃO IMPORTA A QUAL AUTORIDADE ESTEJA SE DIRIGINDO, SEJA EDUCADO AO EXTREMO MAS FIRME E CLARO NA EXPRESSÃO DE SUAS POSIÇÕES.

MAIS IMPORTANTE DO QUE O MAIL É TELEFONAR DE VIVA VOZ E MANIFESTAR-SE
NAS REDES SOCIAIS.

A. Estamos em uma Democracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas se comuniquem. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isto vai fazer toda a diferença. O Brasil não é Monarquia nem Aristocracia. Todos participam do poder.

B. A TODOS OS QUE SE DIRIGIREM, USEM DO MAIOR RESPEITO EM QUALQUER
CIRCUNSTÂNCIA. SEJAM SEMPRE EDUCADOS AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXEM DE EXPOR
CLARAMENTE SEUS PONTOS DE VISTA.

C. Não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros.

D. É muito importante que além de escrever e-mails e telefonem de viva voz, explicar claramente aos assessores dos deputados o que realmente está por detrás do Substitutivo do PL 1444/2020.

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EMAILS, TELEFONES E REDES SOCIAIS DAS LIDERANÇAS DAS BANCADAS NA CÂMARA

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Os mail e endereços são os mesmos que estavam em comunicados anteriores.

Os que já os tiverem deletado, podem recuperá-los aqui:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/mails.pdf

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LEMBRANÇAS DE UMA INFÂNCIA

LEMBRANÇAS DE UMA INFÂNCIA
Por Antonio Kolicheski

“A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizeram dela”. (Marco Aurélio)

A vontade de decifrar mistérios e compreender a complexidade do pensamento filosófico aguçou-se com as remessas pelo correio de um curso para formação de detetives particulares que um menino, vizinho meu, fez no inicio dos anos 60.
Lembro-me das instruções de Lombroso nas apostilas de iniciação de como coletar retalhos de pistas para aos poucos completar com sucesso uma investigação. Cada detalhe juntado pode ser útil para compor o todo a ser decifrado.
Da fábrica de doces, anexa à escola de detetives improvisada na varanda dos fundos da casa ao redor do poço, vinha o aroma das gelatinas bicolores cortadas em retângulos finos passadas no açúcar cristalizado que secavam nas estufas do lado de fora.
O apiário próximo, na sombra das laranjeiras, endereçava todas as suas operárias para as telas da porta daquele paraíso de açúcar. Inebriadas pelo cheiro do caramelo derretido nas formas de chupetas de neném com um cabinho de madeira, arremessavam-se zumbido iradas por serem indesejadas.
O doceiro odiava as abelhas que atacavam os seus produtos para o público infantil, mas amava a parada das charretes, geralmente às quintas-feiras, quando as perfumadas moçoilas da Vila prá lá do cemitério municipal desciam pra comprar suspiros. Depois elas seguiam para o seu destino, o terreiro logo adiante.
Naquelas noites, os atabaques rugiam ferozmente o ponto “pega homem” encomendado pelas biscates e a cantoria se prolongava e me fazia adormecer ouvindo o coro repetido: “na beira do carirí, eu ví um tôro gemê, eu ví um tôro mugí”
Ontem eu lia frases do imperador Marco Aurélio e escolhi a do pensamento pra compartilhar.
Aí você acrescentou a vontade de fazer e comecei a pensar sobre o assunto “to be or not to be” [“Ser ou não ser” de Shakespeare em Hamlet] e no “penso, logo existo”.
De fato somos nossos pensamentos com um amontoado de realizações. Alguns poucos feitos de nossas vidas são lembrados porque os salvamos da vala comum do esquecimento. Não sei bem o porquê, talvez ninguém saiba.
Há uma frase poética daquela compositora do Roberto Carlos, a Isolda, que talvez nos dê um oriente: “das lembranças que tenho na vida você é a saudade que gosto de ter”.
Gostamos de recordar passagens boas de nosso passado. Lembranças ruins nos esforçamos pra esquecer.
Recentemente fiquei conhecendo a história da inspiração do poema da Isolda. Ao perder um muito querido irmão em um acidente de automóvel ela escreveu o poema. Daí completa o pensamento: “só assim, sinto você mais perto de mim outra vez”.
A vontade de fazer pode ressuscitar momentos através dos pensamentos e eles podem ser vívidos e talvez até mais intensos do que os que realmente ocorreram.

Nota: O articulista está revivendo a infância do Editor deste Blog.

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APOIO AO BOLSONARO

28/05/2020 João Cesar de Melo

No último final de semana, assisti ao filme Dois Papas, “baseado em fatos reais”.
À direita da tela, é apresentado um alemão desconectado do mundo, sisudo, relutante a mudanças e com um passado ligado ao nazismo. À esquerda, um anjo latino americano, popular, leitor de Marx e de Paulo Freire, empenhado em reformar a igreja, inconformado com a desigualdade social e que – coitadinho − foi obrigado a se distanciar dos movimentos comunistas durante a ditadura militar na Argentina.
Durante todo o filme, mensagens socialistas são levadas ao público, culminando na eleição do Papa moderninho que tolera ditadores comunistas, mas não presidentes cristãos, que tentam reconstruir o papel da igreja e da família em seus países.
O filme termina com ele indo visitar o ex-Papa atrasado. Veem juntos a final da Copa no Brasil. A seleção da Argentina perde para a da Alemanha, mas o Papa moderninho dá mais uma lição ao mundo: abraça o representante do país vencedor, demonstrando o quanto os socialistas são tolerantes. Que lindo! A principal mensagem do filme visto por milhões de pessoas: o marxismo é a modernização do cristianismo.
Ah, já ia me esquecendo: o filme foi dirigido por Fernando Meirelles, da família que controla o Itaú, de onde saiu o fundador de um partido que se diz liberal, mas que se mostra cada dia mais alinhado com a esquerda em defesa do maior programa de cerceamento da liberdade econômica da história do Brasil.
Por todo o tempo em que assisti ao filme, fiquei me lembrando das declarações de Jair Bolsonaro na reunião ministerial do último dia 22 de abril, registradas em vídeo. Dei-me conta de que eu havia sido infectado pelo purismo ideológico que tanto favorece a esquerda.
Na ocasião da demissão de Sérgio Moro, publiquei no meu perfil pessoal no Facebook e no site do Instituto Liberal textos registrando minha indignação com Jair Bolsonaro, retirando meu apoio a ele. Por quê? Porque ele tentou interferir na Polícia Federal. Uau! Palmas para o trouxa que vos escreve!
Mencionei o filme apenas para ilustrar o mundo em que vivemos. Um mundo em que praticamente toda a produção cultural, toda a grande imprensa, igreja, universidades, organizações civis, movimentos disso e daquilo, partidos vistos como de “centro” e até grandes empresas promovem o socialismo. Há décadas, a população é bombardeada por uma propaganda extremamente bem-feita, pela qual as pessoas são convencidas a confiar ao estado seu bem-estar. As liberdades individuais mais importantes estão sendo destruídas. Neste momento, metade da população brasileira encontra-se quieta em casa, esperando políticos decidirem sobre seu futuro. Uma minoria não concorda, mas não tem meios para reagir. Estamos numa situação muito pior do que nos anos em que o PT estava no poder, porque hoje o inimigo está invisível. Nunca estivemos tão perto de nos tornarmos uma ditadura socialista, porque agora não temos um alvo para apontar. Apenas sentimos uma rede se levantando sobre nossos pés.
Quais armas temos para lutar contra isso?
Meia dúzia de parlamentares sem voz na imprensa, textos na internet e mais nada. Opa! Temos sim! Temos um presidente da república que vem tentando dar mais liberdade para as pessoas trabalharem, criarem seus filhos e se defenderem.
Quando tivemos isso de um presidente da república?
Nunca!
Não podemos cair nas arapucas da esquerda. A melhor arma que temos contra o avanço do socialismo é Jair Bolsonaro.
Muitos liberais precisam entender que política é uma guerra; e essa guerra está quase sendo vencida definitivamente pelo outro lado. Nós, daqui de baixo, não temos condições de escolher armas e soldados. Temos apenas que apoiar quem está enfrentando nossos inimigos. Precisamos ser pragmáticos, avaliar friamente os acontecimentos.
O fato é que nossas liberdades fundamentais estão sendo absurdamente reprimidas com apoio da imprensa e de toda a classe política e que Jair Bolsonaro vem há meses lutando contra isso, o que mereceria o apoio de qualquer liberal que se preze.
Jair Bolsonaro deve ser avaliado pelas pautas liberais que defende, não pelas que ele deixa de lado. Não são suas frases grosseiras que devem ser consideradas, mas seu esforço em promover avanços em áreas realmente importantes. Como um cidadão comum que destina voluntariamente parte do meu tempo à militância liberal, não me vejo em condição de rejeitá-lo por ele não ser o liberal dos meus sonhos.
No tal vídeo da reunião ministerial, tivemos ainda o prazer de ver Weintraub xingando de vagabundos os membros do STF e Damares dizendo que prefeitos e governadores que estão destruindo a economia deveriam ser presos. Eles manifestaram os sentimentos de milhões de cidadãos comuns. Manifestaram o que eu mesmo gostaria de dizer na TV. As pessoas precisam ouvir coisas assim, para se encorajarem a reagir às agressões que vêm sofrendo.
Portanto, volto à minha posição de meses atrás em apoio a Jair Bolsonaro. Farei as críticas que precisar, mas não me desgastarei com suas imperfeições. Não me pendurarei no muro da covardia, com medo de ser chamado de “bolsonarista”. Enquanto o vir defendendo as liberdades mais fundamentais, relevarei quaisquer outros desvios.

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EM BUSCA DE SENTIDO

EM BUSCA DE SENTIDO
“Uma vida sem sentido não vale a pena ser vivida”.
“Vivemos num mundo no qual a incerteza se tornou norma”.

Questões sobre o valor da vida que levamos se tornaram difíceis de responder porque os indicadores tradicionais desapareceram. Velhas certezas se desgastaram.
Elas incluíam:
1. A crença num Deus benevolente que nos governa;
2. O otimismo de que o progresso material fará as pessoas mais felizes; e
3. A confiança humanista numa virtude dos indivíduos que os inclina a construírem sociedades melhores.

Muitos dos que refletem hoje sobre essas questões:
1. Não têm certeza se há qualquer ordem superior moldando a condição humana (os ateus).
2. Duvidam da existência de uma estrutura absoluta dentro da qual seja possível emitir juízos (cépticos).

O pessimismo generalizado é comum entre os críticos:
1. Os esquerdistas tendem a culpar a economia capitalista e a lamentar a consciência social.
2. Os conservadores ressaltam o desgaste dos padrões morais, decorrentes de uma unidade familiar enfraquecida. A infância vem sendo desestabilizada. A presença de dois pais amorosos. A familiaridade com as degradações mais extremas disponíveis para as crianças nos meios de comunicação visual. A prevalência do abuso de drogas e de álcool e as elevadas taxas de depressão e de suicídios entre jovens revelam uma sensação de fracasso da esperança quanto ao futuro.

As respostas tradicionais às três questões fundamentais – que todos os seres humanos enfrentam – esvaíram-se:
– “De onde eu venho?”
– “O que devo fazer da minha vida?”
– “O que acontece comigo após a morte?”
Novas respostas não apareceram.

É possível que estejamos situados historicamente entre duas épocas, desgarrados numa espécie de terra-de-ninguém. O que está por vir se encontra em trabalho de parto. Viver na incerteza pode se tornar nossa condição permanente, se não procuramos encontrar sentido para as nossas vidas.

Excerto da obra Ego & Alma de John Carroll. Editora Danúbio, 2020

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CHINA: O PERIGO IMINENTE

UM TEXTO SEM TÍTULO

“Quando a URSS desintegrou-se e caiu o Muro de Berlim, muita gente pensou que o comunismo havia acabado. Ledo engano: nunca esteve tão vivo e perigoso. Mas a ameaça agora vem do outro lado do planeta.

O comportamento da China tem revelado que se trata da pior e mais temível ditadura que a humanidade já conheceu. Esqueçam a URSS, porque diante do dragão chinês Lênin e Stalin eram aprendizes de feiticeiro. O pavoroso regime nazista durou pouco mais de uma década e, felizmente, não deixou filhotes pelo mundo afora. Para quem gosta de números, basta dizer que estima-se que o regime implantado por Mao matou, só na China, mais gente do que a Segunda Guerra Mundial inteira. Detalhe: eram seus próprios compatriotas. Nem vou mencionar as mortes causadas por regimes inspirados por ele em outros países.

O regime chinês é muito mais ameaçador que outros regimes totalitários porque se trata de uma ditadura rica (como a URSS jamais foi), com meios tecnológicos nunca vistos, um poderio militar cada vez maior e com atuação global como nenhuma outra alcançou. A China, de forma cada vez mais explícita, apresenta seu projeto de hegemonia mundial, algo assustador e que precisa ser combatido o mais breve possível. O Ocidente precisa entender que no nosso planeta há vários mundos e os valores praticados em cada um deles são muito distintos. A China é um desses outros mundos. Não se pode tratar a China como as nações ocidentais tratam-se, umas às outras, simplesmente porque seu governo e seu povo têm valores e concepções de mundo totalmente diferentes e não estão dispostos a abrir mão deles para se comportar como achamos que todas as nações deveriam, inclusive porque acreditam que ninguém tem poder suficiente para obrigá-los a fazer isso.

Para a China, valores como liberdade, democracia respeito a direitos humanos são assuntos totalmente irrelevantes. Afinal, seu povo nunca conheceu a liberdade. Lá não há respeito a tratados e contratos, exceto quando lhes beneficiam. O Judiciário é uma simulação grotesca. Não se respeita a propriedade intelectual. Não há liberdade religiosa. É um regime racista, pois tem como política a eliminação física ou cultural de minorias étnicas, algumas das quais submetidas à força ao regime chinês, como é o caso do Tibet ou dos muçulmanos de Xinjiang, esses submetidos a “campos de reeducação”. Para a China só existe uma coisa: os interesses do partido comunista e seus líderes e burocratas e não há escrúpulos na busca desses interesses. Evidentemente, eles negam toda essa realidade.

Na China não existe mais privacidade. O controle sobre a internet é amplamente conhecido. Quem quiser usar o wi-fi de um aeroporto precisa usar um chip adquirido na China, ou seja, tudo o que for feito no telefone poderá ser rastreado. Não há “ponto cego” nas estradas chinesas. Todos os carros são fotografados em cada uma das estradas. Nas salas de aula os estudantes são filmados e recursos de inteligência artificial analisam as expressões dos alunos para saber se estavam atentos ou sonolentos durante as aulas. O que os professores dizem, claro, é gravado. Eu estive na Praça da Paz Celestial. Mais de 30 anos depois, ainda hoje a praça é cercada, todos que lá entram são revistados e cada poste tem, no mínimo, seis câmeras. Enquanto eu turistava, por uns 40 minutos, fui abordado duas vezes por pessoas à paisana, perguntando o que eu estava fazendo ali (também fui abordado enquanto passeava na Cidade Proibida). Até hoje os chineses não sabem o que se passou naquele lugar e quantas pessoas morreram (estima-se que 10 mil). Quando George Orwell escreveu “1984” não podia imaginar que, comparado ao regime chinês, sua obra seria um conto brejeiro sobre uma noite de verão.

Dito isso, agora se observa que ao regime chinês não é suficiente exercer uma implacável censura e sufocar qualquer forma de oposição dentro das suas fronteiras. Pretende exercer essa censura pelo mundo afora, determinando o que as pessoas podem dizer ou não a respeito do seu regime cruel. A China nos pretende “conceder o direito” apenas de elogiá-la, já que a ditadura de Xi Jin Ping não aceita qualquer espécie de crítica. Quem a critica fica sujeito a sanções comerciais. Ou seja, uma espécie de chantagem: o silêncio sobre o regime atroz é obtido mediante ameaça. O regime contrariado com as opiniões de uma pessoa usa isso para ameaçar um país inteiro.

Em março o deputado Eduardo Bolsonaro fez críticas verdadeiras ao regime chinês. Disse apenas o que todo mundo sabe há tempos. Direito dele, como deputado e como cidadão. O embaixador chinês, de forma arrogante e agressiva “exigiu” desculpas do governo brasileiro e cobrou um posicionamento do presidente da Câmara, que no seu mal disfarçado papel de ferrenho opositor ao governo federal curvou-se ao embaixador. A resposta correta e altiva de Rodrigo Maia seria: 1) não sou chefe dos deputados e não me cabe repreender nenhum deputado por suas opiniões, inclusive pela existência da imunidade parlamentar. Cada um responde por si; 2) o deputado Bolsonaro não representa o governo brasileiro, entenda-se com o Itamaraty. Claro que a mídia apontou o deputado Bolsonaro como “criador de uma crise”, quando na verdade a crise foi criada pela guarida que Maia deu ao embaixador e pela subserviência da imprensa, que rapidamente alardeou o seu pavor com a “contrariedade” do maior parceiro comercial do Brasil. Tivesse o embaixador chinês levado um “chega pra lá”, possivelmente a coisa morreria ali e a suposta crise não existiria.

Tanto Maia como esses jornalistas talvez não tenham percebido que com a sua atitude subserviente estão corroborando as palavras de Eduardo Bolsonaro e fazendo o que a China quer: que demonstremos medo e, por meio dele, a submissão. O embaixador exige que o governo brasileiro se humilhe por causa das opiniões de um deputado e a imprensa não mostra nenhum espanto com isso. Maia talvez até tenha percebido o absurdo da situação, mas o desejo de criar problemas para Bolsonaro supera qualquer outro critério na hora em que decide falar. Para Maia, o respeito às prerrogativas do nosso Legislativo não precisa ser cobrado do arrogante diplomata. Alguns poderão argumentar que o deputado Bolsonaro (e mais recentemente o ministro da Educação, numa brincadeira muito infeliz) não tinha necessidade de fazer a crítica. Ainda que seja verdade, não podemos achar que cabe ao governo chinês determinar quando um deputado pode ou não externar suas opiniões e o conteúdo delas e, sobretudo, “exigir” desculpas do governo pelas opiniões de alguém que não representa oficialmente o país. Isso já seria ajoelhar-se, voluntariamente, ao regime chinês.

Observem que nenhum país do mundo, exceto a China, ameaça outro porque um deputado, por mais destacado que seja, fez críticas ao seu governo, mesmo que essas críticas sejam injustas. Não faltaram deputados, desde sempre, desancando os EUA e Israel com acusações duras e absurdas (muitas baseadas em mentiras deslavadas) nas tribunas do Parlamento, na imprensa e nas redes sociais. Diversos outros países também recebem condenações na mídia ou de parlamentares por seus regimes. Quem nunca ouviu críticas ao regime opressor da Arábia Saudita ou ao Irã? Nenhum deles ameaçou retaliações comerciais ou “exigiu” desculpas do governo brasileiro à base de chantagem. Durante muitas décadas os EUA foram o nosso maior parceiro comercial e ao longo de 40 anos o Brasil votou sistematicamente contra os EUA nos principais fóruns mundiais e nunca sofreu ameaça de retaliação comercial. Só a China exige o silêncio ou elogios na hora de comerciar. O governo chinês entende que sobre a China pode-se dizer tudo, menos a verdade.

Quanto ao fato de a China ser o maior parceiro comercial do Brasil, isto é um fato, mas na verdade isso é um espantalho, como se a China comprasse as nossas mercadorias por amizade, quando, na verdade o faz por puro interesse comercial: os produtos que lhes vendemos são bons e competitivos. Além disso, não há muitas alternativas no mundo para fornecer, de uma hora para outra, os milhões de toneladas de ferro e soja que a China precisa. Se a China criar alguma dificuldade no comércio e for buscar produtos em outros mercados, nossos exportadores terão um pouco mais de trabalho, mas conseguirão vender suas mercadorias. Aliás, qualquer pessoa do mundo dos negócios sabe que a dependência de um único grande comprador ou fornecedor nunca é uma situação muito segura. Seria bom que nossos exportadores buscassem diversificar a sua atuação ao invés de, alegremente, se submeterem às ameaças chinesas.

Essa pandemia [Virus Chinês] mostrou claramente ao mundo o risco que é depender da China e contar com a inexistente boa fé do seu regime. A esmagadora maioria dos produtos de uso médico é produzida na China. Só que a China também “produz” epidemias e não avisa tempestivamente quando elas ocorrem. A China manipula dados, para esconder os fracassos do governo (algo típico dos regimes comunistas). E, não mais que de repente, o mundo fica de joelhos, sem poder sequer reclamar de quem causou os problemas e tendo que agradecer pela “ajuda” que recebe e pela “boa vontade” chinesa de vender produtos e insumos médicos. Isso tudo enquanto assiste, sem piar, a China leiloando essas mesmas mercadorias que já haviam sido pagas por diversos países. Não vou acusar a China de ter criado ou espalhado propositalmente o novo coronavírus [Virus Chinês], mas a esta altura, estão estudando minuciosamente as fragilidades sanitárias e econômicas do Ocidente frente a uma eventual guerra biológica.

Há poucos anos a China anunciou um projeto gigantesco, a “Nova Rota da Seda”, para, supostamente, ampliar o comércio mundial. O plano é outro: aumentar ainda mais a dependência do mundo em relação aos produtos fabricados na China e ampliar sua influência política, emparedando o Ocidente. A pandemia deixou evidente que a “Nova Rota da Seda” é o caminho para o suicídio do mundo ocidental. Não há como competir com a China. Para usar o vocabulário marxista, lá há um “exército industrial de reserva” de centenas de milhões de pessoas dispostas a trabalhar em condições inimagináveis em troca de um prato de arroz. O desrespeito escancarado à propriedade industrial elimina os custos e os riscos de pesquisa que as empresas nos países do Ocidente precisam assumir para criar novos produtos. As práticas comerciais chinesas são condenadas no restante do mundo.

A pergunta que fica é: como enfrentar a China e garantir a liberdade e a prosperidade, a longo prazo, do mundo livre? Nenhum país sozinho pode fazer isso, nem os EUA. Mas, por sua sobrevivência, o Ocidente precisa encontrar um modo de fazê-lo. O mundo não pode ficar à mercê dos hábitos alimentares exóticos dos chineses e das manipulações do seu governo comunista. Isso não é trabalho para um governante, é um trabalho para gerações e para estadistas. A atual geração de líderes ocidentais é extremamente medíocre e não tem capacidade intelectual ou de liderança para tal empreitada, mas é importante que o trabalho de contenção comece já. Seja no campo comercial, seja no campo militar, começando por barrar as pretensões hegemônicas da China sobre o Pacífico e restringir as suas práticas comerciais desleais. É preciso recuperar a autonomia ocidental na produção da maioria dos produtos hoje fabricados na China. Também é necessário evitar o domínio da China sobre as organizações multilaterais, como a OMS, onde instalou um lacaio na presidência. Os chineses já começaram a apropriar-se dos recursos naturais da África, valendo-se da miséria crônica e dos governos corruptos que abundam naquele continente e já colocou seus pés firmemente na Europa. Já instalou a sua primeira base militar fora da Ásia, no Djibuti, um país paupérrimo, bem na rota do petróleo pelo Canal de Suez. Também se apropriou do petróleo venezuelano ao apoiar o criminoso regime de Maduro, que ainda não desabou apenas por esse motivo. Já começaram a investida no terreno das comunicações (no Brasil associaram-se à Globo e compraram parte da Band). Um eventual controle chinês sobre a internet é uma ameaça global para a qual a imensa maioria das pessoas ainda não se atentou, mas deveria, porque o risco é real e imediato e os danos provavelmente serão irreversíveis.

Importante ressaltar: quando eu falo da China, estou me referindo ao seu regime comunista, não ao seu povo. O povo chinês já trouxe importantes contribuições à humanidade, como a bússola, o papel e a pólvora. Nos deram grandes filósofos, como Confúcio e Lao Tsé e têm manifestações artísticas admiráveis. Tirando os excessos de exotismo, sua culinária é admirada no mundo inteiro. Ao contrário do seu Partido Comunista, o povo chinês é pacífico. Basta observar o comportamento de Taiwan, um país etnicamente composto por chineses e comparar com o da Coreia do Norte, que a China sustenta para ameaçar, por procuração, o Ocidente e seus aliados na Ásia enquanto Xi Jin Ping faz discursos pela cooperação mundial e pela liberdade de comércio.

O povo chinês é uma coisa, o partido comunista e seu regime são outra. Não nos enganemos: a ditadura chinesa é um perigo que ou enfrentamos de forma decidida ou em poucas décadas estaremos tomando sopa de morcego e sendo obrigados a dizer que é gostoso.”

Autor: Isaac Averbuch (Recife – PE)

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O MILAGRE !

Escrito por Dr. Honório Menezes -28/03/2020.

O Milagre do Coronavírus!!!
Hoje, conversando com meu irmão Ozorio, que também é médico percebemos que de repente ninguém mais morre, todos viraram imortais da noite para o dia.
A única morte que se admite é por coronavírus. A humanidade virou imortal.
Que sonho lindo.
A imprensa sensacionalista, venal e desonesta esconde a morte e nos mostra um único monstro: o coronavírus.
Este sim mata, o resto não existe. Desapareceram os óbitos por qualquer outra doença.
Até dizem que tem governador proibindo as pessoas morrerem de outra causa que não por coronavírus.
Converso com meu irmão e pergunto:
“Será mesmo que viramos imortais? Que somos os escolhidos de Deus para só morrermos de uma única causa?”
Bem, de minha parte eu acredito em Deus, mas não acredito no que a impressa diz sobre a nossa imortalidade repentina.
Nem meu irmão acredita.
Então vejamos:
O Brasil registra 200 casos de tuberculose por dia, foram 4881 mortes por tuberculose só em 2019.
Estas pararam todas quando o coronavírus chegou, milagre!
Mas como somos o país dos milagres eles aconteceram também com a Dengue, o Brasil registrou 332.397 casos de dengue nas primeiras 10 semanas de 2020 (até 7 de março) com 77 mortes.
Mas com a chegada do coronavírus a Dengue fugiu para o mato e ninguém mais morreu de dengue.
Não é um verdadeiro milagre?
Esses são dados oficiais, qualquer um tem acesso (menos os jornalistas).
Nos perguntamos, a malária também sumiu?
A febre amarela, a esquistossomose, a diarreia infecciosa, os infartos do coração, os derrames, o câncer, os acidentes?
Nos tornamos, de repente, o povo mais imortal do planeta.
Que maravilha!!!
Ninguém mais tem apendicite! (Se tiver não dá para operar porque o respirador está reservado para o coronavírus).
Somos imortais.
Durante 24h por dia nossos telejornais só noticiam mortes pelo coronavírus, esse mágico vírus que curou todas as doenças e tomou para si, sozinho, a tarefa de matar a humanidade.
E logo arrumou aliados, uma imprensa falida moral e economicamente, governantes inescrupulosos pensando na próxima eleição e um povo idiotizado por 20 anos de doutrinação. O resultado desses 3 fatores foi maravilhoso:
A imortalidade.
Em quarenta anos de medicina, 20 como professor, nunca vi tantos ignorantes em matéria de epidemiologia serem entrevistados, tanta mentira ser contada como verdade, tantas pessoas serem enganadas por jornalistas e governantes.
E quando alguém diz algo inconveniente na TV logo cortam a imagem (caso do Dr Anthony Wong, por exemplo).
Há interesse em apavorar a população, entrevistas combinadas, perguntas e respostas combinadas, nada pode ser dito diferente.
E o povo acredita nesses cretinos!
Depois de passar a imortalidade do Coronavírus me cobrem quem matou mais?
As doenças citadas acima ou o apavorante, poderoso e nunca visto flagelo da humanidade, o coronavírus!
Essa será a grande desculpa para prefeitos maus gestores e governadores atolados em dívidas justificarem suas falhas, foi o coronavírus!
Todos se aproveitando do vírus! Mas tem algo que o coronavírus não contava, algo mais forte que ele, mais poderoso, capaz de nos trazer de volta à vulgaridade de sermos humanos novamente, sermos mortais, esse algo poderoso se chama fome!
Essa maldita nos acordará da maravilhosa imortalidade que vivemos!!!
Claro que os boletos vão dar uma ajudinha e nos mostrar, também, o quanto estão nos mentindo.
Quem viver verá!

Escrito por mim, Prof Dr Honório Menezes, no sábado à noite, 28/março, sem ter o que fazer, conversando com meu irmão e aproveitando a imortalidade.😬

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COMUNISMO

O brasileiro não tem a minima idéia do que é o comunismo. Só conhece a teoria do mundo das idéias.
Muitos brasileiros acreditam que é possivel concordar “nas coisas boas” que os comunistas fazem, mas rejeitar seus objetivos que nunca são revelados à massa ignara.
Essa é uma idéia ingênua e a maioria dos brasileiros são ingênuos.
Demora-se muito para perceber que, quando se começa a marchar com os comunistas, é muito difícil voltar atrás.
A grande força comunista vem da impiedosa exploração das pessoas consideradas por eles como idiotas úteis que serão descartados como lixo quando não servirem mais a CAUSA.
Quer saber, exatamente, o que é e como funciona?
Leia estes dois livros:
1. A Revolução dos Bichos;
2. 1984.
Ambos de autoria de George Orwell.

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NÓS NÃO ESTAMOS PERDIDOS

Não, não estamos perdidos.
Antes dele tirar um sarrinho sobre a gripezinha e ou resfriadinho, é o jeito dele, cutucou, levou. E insisto é assim que lida com bandido.
Antes do intento polêmico ele fez e realizou várias reuniões. Implementou ações, criou um plano de combate ao vírus.
Coordenou com o Ministro da Saúde construções rápidas de Hospitais em hotéis, em bases do exército e em outros lugares.
Conseguiu que fábricas de carro fabricassem os respiradores necessários, estão em plena produção.
Conseguiu que uma industria de cerveja, de perfumaria, fabricassem em alta escala o Álcool Gel e farmácias menores independentes o fabricassem também.
Conseguiu com vários laboratórios e com o Exército que fabricasse de graça para os hospitais o remédio que vence o vírus e cura a doença, garantindo a produção para a demanda necessária.
Aprendeu com outros países quem é o grupo de risco, observou quem morreu, em que condições, ele não foi pego de surpresa, se preveniu, se preparou, se organizou para combater um bom combate.
Ele conta ainda com a autoresponsabilidade de cada cidadão em se isolar. Ele sabe o que não sabemos, tem dados que não conhecemos.
Negociou e anistiou dividas dos estados e municípios, amparou os estados com fundos necessários.
Cuidou com o Ministro da Infraestrutura e garantiu todo abastecimentos por rodovias e ferrovias dos suprimentos e alimentação para o período de isolamento. Elaborou decretos, medidas provisórias e corrigiu itens que podiam não beneficiar o povo
Criou uma linha de financiamento com baixo custo em apoio aos empresários e empreendedores.
Criou com o MEC, com o Ministérios das Ciências e Tecnologias pontes, atalhos, sites e links nos seus ministérios que gratuitamente criavam consciência sobre o que era o vírus, cuidados a tomar e onde e como procurar para o tratamento. Liberou cursos on line gratuitos para ocupar, ensinar e educar profissionais e estudantes,desempregados e confinados, tornou possível mais possibilidade de geração de renda e conhecimento. Ele foi rápido, foi eficiente. TUDO EM TEMPO RECORD!!
Mas uma vez brasileiro, você vai ter que confiar, sair do modo pânico, ter equilíbrio e responsabilidade em saber quando sair, quando evitar aglomeração, cuidar de seus idosos e de suas família.
Ele é da turma do resolve e não age com drama e paternalismo. Não vai esticar aquilo que agora esta administrado, conhecido.
O que não nos impede ainda de ficarmos em casa, estender o isolamento social, mas para aqueles que necessitam urgente de sua renda, proveniente do seu trabalho, ele apoia que volte, claro dentro de tudo que foi recomendando.
Ele é assim e eu o apoio, consigo ver mudanças fundamentais em 1 anos e 3 meses, consigo ver um homem sagaz, corajoso e que luta contra um Mecanismo sujo, pesado, criminoso.
Apoio o Presidente.
Continuo em isolamento social.
Torço para o que o Presidente, seus Ministros, Secretários e equipes, continuem acertando no combate ao Vírus Chinês e sei que ele não é arrogante, quando erra volta atrás, vai estar conectado, gerenciando e acompanhando tudo. Eu confio, eu apoio. Não é a Rainha Elizabeth, tem seu modo, mas é reto, honesto e esta bravamente enfrentando o crime organizado, a impunidade, se não o apoiarmos agora em 2022 pode ser tarde. Dias de vitórias, dias de tropeços, dias de acertos, é humano, vamos continuar aplaudindo o acerto. Tem uma equipe técnica brilhante que tem sim ele no comando e gestão de tudo.
Cuida de nós com técnica e coragem. Sem perder tempo e com ação. União é o maior escudo de proteção. Seu forte inimigo é a imprensa corrupta, é aí que você entra no combate, ele precisa de nós. Vamos continuar nesse enfrentamento com a responsabilidade de fazermos a nossa parte e acreditando que mais vitórias e acertos acontecerão.
(Autor desconhecido)

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A SUCURI MARAJÁ

Por MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ

Chega a ser repugnante a ganância e o despudor com que o Legislativo se apropria do erário e o desprezo que demonstra pelo cidadão que o elegeu.
Num momento em que o país enfrenta gravíssima situação fiscal, devido aos gastos exorbitantes com pessoal; o Tesouro Nacional carece de recursos para pagar aposentados; e pobres e idosos morrem nas filas do Sistema Único de Saúde, o presidente do Senado Federal, Davi “Alcalheiros”, bem ao estilo do seu mestre, tem a desfaçatez de assinar ato que amplia para 33 anos a idade máxima de permanência de filhos e enteados no Sistema Integrado de Saúde da Casa.
O enigmático critério encontrado para definir a idade, provavelmente, foi ditado pela bancada evangélica: a idade da morte de Cristo.
Vergonhosamente, o plano de saúde de senadores é vitalício, como se o senador fosse um funcionário concursado, de carreira. Têm também esse direito ex-senadores, o suplente que permanecer no cargo por apenas 180 dias ininterruptos, bem como seus cônjuges e dependentes. Se esse período “ininterrupto”, coincidir com as férias do parlamentar, desde que ele não deixe o cargo, bastarão apenas algumas semanas de trabalho, suficientes para fazer jus a todas as regalias pelo resto da vida.
Esse dadivoso plano beneficia até quem perdeu o mandato por quebra de decoro ou desvios de dinheiro público. Uma vergonha!
Tem mais: é também oferecida uma opção para os serviços de sua livre escolha, com ressarcimento de despesas, incluindo hospitais de “excelência”, no sentido amplo da palavra, como o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein.
A maior imoralidade em tudo isso é que para gozar dessa assistência, ex-senadores, que como disse antes, não são funcionários públicos nem mesmo senadores, NÃO PRECISAM CONTRIBUIR.
É o retrato perfeito da Constituição Cidadã: muitos direitos e raras obrigações.
Conforme publicado no site especializado, JUSBRASIL, “A assistência à saúde do Senado Federal é vitalícia e abrange atendimento médico-hospitalar; médico-ambulatorial; assistência domiciliar de emergência ou urgência; traslado terrestre ou aéreo; atendimento odontológico e psicoterápico, inclusive no exterior”. “As despesas são sustentadas pelo orçamento da União na sua totalidade, isso porque os assistidos não recolhem, em momento algum, qualquer contribuição que desonere parcialmente o Ente federal no financiamento do sistema em referência”.
De acordo com as informações do Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI, foram gastos em 2019 R$13.385.200,48 com despesas de assistência à saúde para senadores e ex-senadores, que divididos pelo total das cadeiras do Senado, alcança uma média de R$ 165.249,00 anuais para manter saudável um grupo onde a maior parte de seus componentes tem contas a pagar na justiça, a começar pelo presidente.
Essa é uma pequena parte do apoderamento imoral dos recursos públicos praticado pelo Legislativo pois, segundo consta no “Senado em Foco”, além de receber o salário teto previsto em lei e reajustado religiosamente sem qualquer preocupação com a lei de responsabilidade fiscal (problema do Presidente da República), recebem ainda uma verba indenizatória; cota mensal de transporte aéreo; imóvel funcional ou auxílio-moradia; frota de veículos; uso irrestrito de celular; passagens aéreas; diárias de alimentação e transporte e outra mutretas mais.
Ao final de agosto do ano passado, o presidente do senado se recusou a atender a pedidos realizados com base na Lei de Acesso à Informação para informar despesas realizadas com a verba parlamentar.
Segundo o MPF, essa recusa trata-se de violação à Constituição Federal.
Até aquele momento, desde que Alcolumbre assumiu a presidência do Senado, o setor de Transparência da Casa já se havia negado a responder 45 pedidos de informações dessa natureza.
Nada disso é assunto para a mídia enforcada, preocupada agora com a nobre tarefa de proteger o “furo” da jornalista petralha.
É frustrante e nos causa indignação a sensação de impotência ao assistir tanta corrupção e menosprezo, partindo daqueles que se dizem representantes do povo.
Até quando a sociedade, aí incluídas as Forças Armadas, vai continuar assistindo passivamente esses Marajás saquearem o país protegidos pela Suprema Casa da Mãe Joana?
O Executivo, asfixiado, boicotado e chantageado pela sucuri de duas cabeças, utiliza a pouca energia que lhe resta na luta para furar o bloqueio dos adversários, aí incluído o fogo amigo do incrível exército de Brancaleone, e implementar seu já desidratado programa de governo.
Resta à sociedade expulsar esse cancro que deveria ter sido eliminado definitivamente pelos governos militares e que, graças à nossa boa fé ou ingenuidade política, não apenas voltou à atividade, com os mesmos hábitos que os levou ao exílio, mas com mais força política, alguns até recebendo gordas indenizações regaladas por seus parceiros da comissão de anistia.
BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS

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O NOME DA ROSA

Comentário sobre o livro:

O livro é uma caricatura monstruosa que o refinado ateu e hipócrita marxista militante, Umberto Eco, faz da Igreja na Idade Média. Eco com este livro e o filme originado da obra se caracteriza um cretino, mentiroso, farsante, cínico e dissimulado! Pergunta-se: Como é possível falar da descoberta da 2ª parte do livro “Poética” de Aristóteles que tratava da Comédia, se nem se sabia da existência da 1ª que tratava da Tragédia na época que transcorre o romance? A “Poética” só foi descoberta em 1548 pelo italiano Francesco Francisci Robortelli e o romance de Eco transcorre no ano de 1327, portanto 221 anos antes do mundo conhecer a obra de Aristóteles. Umberto Eco, formado em Estética Medieval sabia disso, mas mesmo assim produziu essa mentira para atacar a Igreja Católica e destilar o seu veneno ateísta congênito. O pior: as pessoas que lêem o livro ou assistem ao filme passam a julgar a Igreja com se Eco fosse um poço de virtude. A falta de cultura e a ignorância levam a isso.

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GUERRA CONTRA O ANALFABETISMO

EDUCAÇÃO
COMEÇA A GUERRA CONTRA O ANALFABETISMO
Paulo Briguet
18 de fevereiro de 2020 5:38 pm

MEC lança o programa Tempo de Aprender, cujo principal objetivo é erradicar o analfabetismo funcional que atinge milhões de brasileiros
“Um país não pode ser rico antes de ser inteligente.”
(José Monir Nasser, professor, economista e escritor paranaense)

Nas últimas décadas o Brasil viveu três genocídios. O genocídio de sangue, com quase 70 mil homicídios por ano; o genocídio do roubo, com a corrosão do Estado e a destruição da economia nacional; e aquele que talvez seja o pior de todos: o genocídio da inteligência, com o analfabetismo funcional que atinge milhões de brasileiros. O primeiro genocídio começou a ser combatido, com a redução em 20% dos homicídios em 2019. Vidas foram salvas. O segundo genocídio está sendo enfrentado por um governo que escolheu uma equipe técnica, baniu o toma-lá-dá-cá e até agora passou sem escândalos de corrupção. Recursos foram salvos. O terceiro genocídio começa a ser derrotado agora, com o lançamento do maior programa de alfabetização da história — intitulado Tempo de Aprender. Inteligências serão salvas.

O programa Tempo de Aprender foi lançado oficialmente hoje (18) pelo MEC, em solenidade que contou com as presenças de seu maior apoiador — o ministro da Educação, Abraham Weintraub — e do seu grande idealizador — o professor Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do MEC. Desde que assumiram suas funções no governo, Weintraub e Nadalim sabem que a guerra contra o analfabetismo não se ganha da noite para o dia. Para chegar ao programa que começa a rodar a partir de hoje, foi necessário elaborar um cuidadoso diagnóstico dos principais fatores que perpetuam o analfabetismo funcional dos brasileiros. São os seguintes: o déficit na formação pedagógica e gerencial dos professores e gestores escolares; a falta de materiais e recursos estruturados para a prática de alfabetização; as deficiências no acompanhamento da evolução dos alunos; e o baixo incentivo ao desempenho dos professores alfabetizadores e gestores educacionais.

Formação continuada de profissionais da educação

Não se ganha uma guerra sem bons soldados. E o principal soldado na guerra contra o analfabetismo é o professor. Por isso, o programa Tempo de Aprender começa pelo aperfeiçoamento dos profissionais de alfabetização. A formação dos professores e gestores, segundo o projeto, estará centrada em seis componentes: 1) aprendendo a ouvir, 2) conhecimento alfabético, 3) fluência em leitura oral, 4) desenvolvimento de vocabulário, 5) compreensão de textos e 6) produção de escrita.

A partir de agora, o MEC vai disponibilizar, por meio de seu site, um curso on-line de Formação Continuada de Profissionais da Educação, destinado a professores, coordenadores pedagógicos, diretores escolares e assistentes de alfabetização, mas também aberto para gestores de redes escolares e qualquer cidadão brasileiro interessado no tema. No curso, são apresentadas estratégias de ensino, atividades e avaliações destinadas ao 1º e ao 2º ano do ensino fundamental. Todo o conteúdo é baseado em evidências científicas comprovadas por experiências de alfabetização bem-sucedidas no Brasil e em outros países. Segundo a Secretaria de Alfabetização, esses conteúdos são de acesso livre e gratuito para qualquer pessoa interessada, não dependendo de adesão do Estado ou Município ao programa do Governo Federal. Em outras palavras: nenhum conteúdo será imposto aos professores ou aos entes federativos. Trata-se de um conteúdo de alta qualidade que pode ser acessado por livre adesão. No segundo semestre, o MEC deverá realizar edições presenciais do mesmo curso, conforme a solicitação das secretarias estaduais e municipais. Para esse curso de formação, o orçamento é de R$ 3 milhões e o público-alvo, de 300 mil professores em todo o país.

O Tempo de Aprender também prevê, ainda no segundo semestre de 2020, um curso de Formação Prática para Gestores em Educação, destinado a mais de 80 mil gestores escolares de todo o país. Concebido em parceria com a Enap (Escola Nacional de Administração Pública), esse curso terá versões on-line e presenciais, e tem como objetivo a capacitação de gestores educacionais para garantir o necessário suporte didático, estrutural e financeiro da alfabetização nas escolas. O orçamento deste curso é de R$ 1,5 milhão.

Uma terceira linha de apoio à formação de professores alfabetizadores será a realização de um intercâmbio com envio de profissionais da educação para o curso Alfabetização Baseada na Ciência, oferecido pela Universidade do Porto (Portugal). Segundo o MEC, o objetivo é iniciar o processo de internacionalização de práticas consagradas em alfabetização. A seleção dos professores que irão a Portugal será feita ainda no primeiro semestre de 2020, e o curso terá início em na segunda metade do ano. O investimento será de R$ 6 milhões.

Apoio pedagógico para a alfabetização

No primeiro semestre de 2020, entrará em operação o Sistema On-line de Recursos para Alfabetização (Sora). Trata-se de ferramenta desenvolvida pelo Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais (Labtime), da Universidade Federal de Goiás, que permitirá o acesso a recursos pedagógicos, como estratégias de ensino, atividades e avaliações formativas, com respaldo em práticas exitosas de alfabetização. Com custo de R$ 300 mil, o sistema deverá atender mais de 300 mil professores.

O Tempo de Aprender prevê um investimento de R$ 183 milhões para despesas das escolas que contam com assistentes de alfabetização, profissionais que auxiliam os professores em sala de aula. Esses recursos foram disponibilizados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os repasses seguem um calendário oficial, com atendimento prioritário às escolas em situação de vulnerabilidade.

O apoio pedagógico para alfabetização inclui uma reformulação do programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, com objetivo de elevar a qualidade das obras e adequar às evidências científicas os materiais do programa.

Aprimoramento da avaliação

Um dos aspectos primordiais do Tempo de Aprender é a implementação do Estudo Nacional de Fluência, que irá fornecer às redes de ensino uma ferramenta de diagnóstico de fluência em leitura oral para alunos do 2º ano do ensino fundamental. O estudo será aplicado no fim de 2020 para todas as redes que aderirem ao programa Tempo de Aprender. O orçamento da iniciativa é de R$ 20 milhões e pode atingir cerca de 2 milhões de alunos.

O secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, afirma que a fluência deve se tornar “uma bandeira” para a educação em todas as escolas. A opinião é compartilhada pela professora Ilona Becskeházy, uma das mais respeitadas estudiosas da alfabetização no Brasil. Para ela, o teste de fluência de leitura é um instrumento indispensável na guerra contra o analfabetismo: “Não confie em ninguém que relativize a importância da medida de fluência na educação. É tão terraplanista (para usar um termo jocoso da moda) quanto relativizar medida de temperatura na área da saúde. Posto de saúde tem que medir temperatura corporal como item essencial de avaliação da saúde dos indivíduos? Então, na área da educação essa medida basal, mínima, é a fluência: quantas palavras uma pessoa consegue ler de um texto conexo e apropriado para sua idade, por minuto, demonstrando ter compreendido o que leu. Da mesma forma que o termômetro é fácil de ler e comparar em uma escala, mas é um instrumento técnico cuja fidedignidade depende de aspectos técnicos na sua montagem, assim é a medida de fluência”.

Alguns governadores e secretários de Educação têm criticado o programa Tempo de Aprender por supostamente “estar sendo imposto” pelo governo federal. Nada poderia estar mais longe da realidade. Não haverá imposição alguma — trata-se de um programa de livre adesão. O diretor de Políticas de Alfabetização do MEC, Fábio Gomes Filho, afirma que todas as ações específicas do programa serão normatizadas em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Educação. “Por exemplo, as normativas para a formação presencial de professores e gestores serão feitas em conjunto com Estados e Municípios. Tudo será feito de maneira institucional, inclusive com a participação do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).”

Curiosamente, não houve críticas por parte de governadores e secretários estaduais quando a ex-presidente Dilma Rousseff lançou por medida provisória o famigerado PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa), em 2013. Indignada com o problema do analfabetismo, Dilma decidiu investir R$ 3 bilhões em forma de bolsas, com um projeto de péssima qualidade, desenhado pelo MEC sem nenhuma consulta prévia. O PNAIC não respeitava a ciência cognitiva e não levava em conta os exemplos bem-sucedidos de outros países, além disso não trazia um método de avaliação da sua eficácia, e só podia dar no que deu: fracasso absoluto.

Ilona Becskeházy testemunhou essa tragédia, mas não foi ouvida. Em 2019, ao contrário, ela não só foi chamada como acompanhou toda a elaboração do Tempo de Aprender, tornando-se uma entusiasmada defensoras do programa. Segundo ela, Tempo de Aprender representa o cumprimento da lei maior do país: a Constituição Federal. “O Artigo 211 da Constituição diz que o Governo Federal, apesar de não operar escolas da educação básica, tem o papel supletivo, técnico e financeiro. Ou seja, o Governo desenha um programa e opera junto com os Estados e Municípios. Tempo de Aprender é o artigo 211 da Constituição Federal sendo materializado.”

Nesta terça-feira, durante a cerimônia de lançamento do programa, o ministro Abraham Weintraub disse ao secretário Carlos Nadalim:

— Espero que, no futuro, você venha a ser o novo Patrono da Educação Brasileira.

Se o sonho de Nadalim virar realidade e o Brasil ganhar a guerra contra o analfabetismo, essa hipótese não pode ser afastada.

(Colaborou Fernando de Castro.)

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É PRECISO JULGAR O COMUNISMO COMO EM NUREMBERG

Historiador católico pede “um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg”

O professor Roberto de Mattei alertou em uma conferência em Roma que o ‘vírus comunista’ também infectou a Igreja Católica.

 13 de fevereiro de 2020 ( LifeSiteNews ) – O historiador católico Professor Roberto de Mattei pediu “um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg” em uma conferência nacional de conservadorismo realizada em Roma na semana passada. Ele observou que o “vírus comunista” não é conquistado, mas infectou grande parte do Ocidente, bem como a Igreja Católica.

O professor de Mattei explicou (leia o texto completo abaixo) que a idéia de lançar um apelo ao julgamento do comunismo surgiu em outubro passado do agora falecido Vladimir Bukovsky e do professor Renato Cristin. Professor de Mattei disse que estava convencido de que na 20 ª século, “não havia crime comparável ao do comunismo, em termos da duração do tempo que durou, o território geográfico abraçou, e também a quantidade de ódio que ele sabia como gerar. ” Ele disse que “por esse motivo, o comunismo deve ser levado a julgamento”.

O professor de Mattei argumentou na Conferência Nacional do Conservadorismo “Deus, Honra, País”, em 4 de fevereiro, que a razão pela qual o Presidente Ronald Reagan e o Papa João Paulo II eram oponentes eficazes do comunismo é porque “ambos acreditavam que o comunismo era um mal moral, não simplesmente economia ruim. ”

Por outro lado, de Mattei observou que o comunismo continua a ser promovido por forças poderosas em nosso mundo hoje. Ele destacou a celebração na grande mídia de Karl Marx, o contínuo florescimento do comunismo na China e na América Latina e sua influência na política europeia.

“Trinta anos após a queda do Muro de Berlim, nos círculos daqueles que controlam a ‘mídia’ das imagens e da palavra impressa, o comunismo nunca foi visto como um ‘mal’, nem mesmo após seu colapso político”, de Mattei disse. “Em 5 de maio de 2018, o então presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, participou das celebrações solenes em Trier, na Alemanha, pelo bicentenário do nascimento de Karl Marx, defendendo sua herança. Nesse mesmo ano, o New York Times comemorou o bicentenário com um editorial no qual tratava Marx como um profeta. E hoje o comunismo está florescendo não apenas na China e na América Latina, mas também na Europa, onde os partidos comunistas desapareceram, mas a ideologia sobrevive. ”

O professor de Mattei observou a popularidade contínua do pensador comunista Antonio Gramsci e disse que idéias “intrínsecas à doutrina comunista”, como “evolucionismo e hedonismo” continuam a “permear o Ocidente”.

A nova Europa, que expulsou o nome de Cristo e todas as referências ao cristianismo de seu Tratado fundador, está realizando plenamente o plano gramsciano de secularização da sociedade”, disse Mattei. “Não foi por acaso que Vladimir Bukovsky definiu a União Européia como a ‘União Européia das Repúblicas Soviéticas’  

O professor de Mattei disse que o “vírus comunista” infectou não apenas a cultura ocidental, a mídia e a política, mas também a Igreja. “Todos nos lembramos da homenagem prestada a Fidel Castro pelas autoridades do Vaticano em novembro de 2016 e do acordo assinado pela Santa Sé com o governo comunista da China”, disse ele.

“O cardeal Joseph Zen, o mais alto prelado da China e a principal voz dos católicos perseguidos, enviou recentemente uma carta ao Colégio de Cardeais implorando que eles denunciassem esse acordo”, continuou ele. 

“É por esse motivo que dizemos que o comunismo não está morto e continuaremos pedindo um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg”.

* * *

“ Deus, honra, país: Presidente Ronald Reagan, Papa João Paulo II e a Liberdade das Nações – Uma conferência nacional de conservadorismo ”

Hotel Plaza, 4 de fevereiro de 2020

Texto integral da intervenção do prof. Roberto de Mattei

Parece um paradoxo, mas não é. O muro de Berlim foi construído em 1961, quando dois líderes progressistas estavam à frente do mundo livre: um líder político, o presidente americano John F. Kennedy e um líder religioso, o papa João XXIII.

O mesmo Muro de Berlim foi demolido em 1989, graças às contribuições de dois líderes conservadores: um líder político, o presidente Ronald Reagan, e um líder religioso, o papa João Paulo II. O que eu gostaria de enfatizar hoje é que a estratégia de Reagan e João Paulo II teve maior sucesso político do que a detenção de Nixon e Kissinger e a Ostpolitik de Paulo VI e o cardeal Casaroli.

Quais eram os elementos comuns da estratégia compartilhados por duas pessoas tão diferentes quanto o presidente americano e o papa polonês?

Parece-me que a razão de seu sucesso foi a visão axiológica da política que ambos sustentavam, que se opunha tanto à Realpolitik de Kissinger quanto à tradição Wilsoniana da democracia universalista e globalista.

O que significa uma visão axiológica? Significa uma visão em que a política não está divorciada dos valores morais, mas os respeita. Não foi por acaso que Reagan e João Paulo II fizeram um julgamento moral sobre os movimentos políticos de seus dias. Como George Weigel observou, ambos acreditavam que o comunismo era um mal moral, não simplesmente uma economia ruim. O discurso do ” Império do Mal “, proferido por Reagan em 1983, é famoso. Nesse discurso, Reagan se referiu à União Soviética como um ” império do mal ” e como ” o foco do mal no mundo moderno “.

Da mesma forma, o papa João Paulo II, em seu último livro intitulado Memória e identidade , afirmou que ” as ideologias do mal estão profundamente enraizadas na história do pensamento europeu “, especialmente o Iluminismo francês, a Revolução Marxista radicalmente ateísta, a ideologia socialista nacional, o aborto. e direitos dos homossexuais conferidos pelo parlamento europeu.   

Trinta anos após a queda do Muro de Berlim, nos círculos daqueles que controlam a “mídia” das imagens e da palavra impressa, o comunismo nunca foi visto como um “mal”, nem mesmo após seu colapso político. Em 5 de maio de 2018, o então presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, participou das celebrações solenes em Trier, na Alemanha, pelo bicentenário do nascimento de Karl Marx, defendendo sua herança. Nesse mesmo ano, o New York Times comemorou o bicentenário com um editorial no qual tratava Marx como um profeta. E hoje o comunismo está florescendo não apenas na China e na América Latina, mas também na Europa, onde os partidos comunistas desapareceram, mas a ideologia sobrevive.

Hoje, o evolucionismo e o hedonismo, intrínsecos à doutrina comunista, permeiam o Ocidente, e a “ditadura do proletariado” foi substituída pela “ditadura do relativismo” que vem do mesmo poço envenenado do materialismo dialético. Antonio Gramsci, o teórico por excelência do materialismo dialético, é hoje um dos cinco italianos mais estudados e traduzidos após o século XVI e um dos 250 principais autores mundiais de todos os tempos que são os mais lidos, traduzidos e citados .

A nova Europa, que expulsou o nome de Cristo e todas as referências ao cristianismo de seu Tratado fundador, está realizando plenamente o plano gramsciano de secularização da sociedade. Não foi por acaso que Vladimir Bukovsky definiu a União Européia como a “União Européia das Repúblicas Soviéticas”. Ele disse: “Acho que também temos um gulag na União Europeia, um gulag intelectual conhecido como correção política. Quando alguém tentar expressar sua opinião sobre raça ou gênero, ou se seus pontos de vista diferirem dos aprovados, serão excluídos. ” (Grã-Bretanha à beira )

Gostaria de recordar e homenagear Vladimir Bukovsky. Ele morreu no outono passado, apenas dez dias antes do trigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim em 9 de novembro. Seu livro final Judgement in Moscow, Crimes Soviéticos e Cumplicidade Ocidentalfoi um best-seller internacional publicado em nove idiomas, mas só foi publicado em inglês pela primeira vez. Este livro nos lembra que nenhum crime, por menor que seja, pode escapar de uma investigação, de um julgamento ou de uma sentença. Mas isso não aconteceu para o comunismo. Não apenas não houve um julgamento, nem houve um debate cultural. A proibição contra o anticomunismo proibiu todo estudo, pesquisa e documentação relevante para o passado do comunismo. O passado não deve ser discutido, nem condenado, nem “expiado”. Somente ex-comunistas e pós-comunistas, aqueles que participaram de alguma forma da “grande ilusão”, podem criticar o comunismo na era pós-comunista.

Em outubro passado, por iniciativa do falecido Vladimir Bukovsky e do professor Renato Cristin, um grupo de intelectuais de várias nações do mundo lançou um apelo a um novo julgamento de Nuremberg sobre o comunismo.

Eu entrei nesse apelo porque estou convencido de que no século 20 não havia crime comparável ao do comunismo, em termos de tempo que durou, do território geográfico que abraçou e também da quantidade de ódio que conhecia. como gerar. Por essa razão, o comunismo deve ser levado a julgamento.

O pedido de um julgamento do comunismo análogo ao de Nuremberg pode parecer anacrônico hoje. Trinta anos se passaram desde a queda do Muro de Berlim e a maioria dos responsáveis pelos crimes do comunismo está morta ou aparentemente se converteu à democracia. Mas o julgamento do comunismo que Bukovsky desejava e que exigimos, antes de ser entendido como um processo legal, deve ser visto como um processo cultural e moral que denuncia a responsabilidade dos arquitetos do comunismo e de seus cúmplices antes da história e da opinião pública, exatamente como aconteceu com o nacional-socialismo.

Lembro-me daquele prof. Plinio Correa de Oliveira lançou um manifesto semelhante em fevereiro de 1990. 

O anticomunismo cessou, dissolveu-se. Por sua vez, o comunismo afundou, como um rio subterrâneo que desaparece subitamente, apenas para ressurgir mais tarde com maior vigor.

Não devemos ter medo de dizer que o comunismo ainda está vivo, porque, embora a União Soviética tenha desmoronado, a utopia comunista continua a infectar, como um vírus, um vírus comunista, cultura ocidental, mídia, política e também a Igreja. Todos nos lembramos da homenagem prestada a Fidel Castro pelas autoridades do Vaticano em novembro de 2016 e do acordo assinado pela Santa Sé com o governo comunista da China. O cardeal Joseph Zen, o mais alto prelado da China e a principal voz dos católicos perseguidos, enviou recentemente uma carta ao Colégio de Cardeais implorando que denunciem esse acordo. 

É por essa razão que dizemos que o comunismo não está morto e continuaremos a pedir um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg.

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O VIGÁRIO E O VIGARISTA

O PAPA, LULA E O ESVAZIAMENTO
DOS TEMPLOS CATÓLICOS NO BRASIL

Por Moacir Pereira

O Papa Francisco e o Vaticano continuam recebendo as mais contundentes críticas pelo encontro com Lula.
O filósofo é jornalista José Aparecido Ribeiro postou artigo que viralizou na Internet. Confira:

“Lula é um animal político sem limites, escrúpulos, compaixão ou moral. A única que vale é a dele. Não foi ao Vaticano pedir perdão e nem reconhecer as atrocidades que cometeu ao lado do grupo que comandou a pilhagem desenfreada no Brasil nos últimos 40 anos. Ele não tem religião e nem acredita em Deus, o seu norte não é a bíblia e muito menos os exemplos do Papa Francisco em suas pregações dúbias, de vieses comunistas. O animal Lula reza em outra cartilha, a do Gramscismo que prega em letras garrafais que “os fins justificam os meios”. Os fins é a implantação do estado socialista, a qualquer preço e no vale tudo.

Como católico, jornalista, licenciado em filosofia e cidadão minimamente informado desejei que a notícia deste encontro fosse uma fake-news, e a foto uma montagem. Papas também erram e o cálculo dos dividendos desse episódio, no meu modesto entendimento foi mal calculado por assessores da decadente Igreja Católica. Já no PT, os articuladores deste golpe de mestre que usou a figura do Papa, foi milimétrico e vai além das aparências, representando um gol de placa para esquerda latino americana, atolada em escândalos de corrupção por todos os lados.

Certo é que no próximo domingo quando a coleta do dízimo for encerrada, o estrago já terá sido feito. Não é por acaso que o rebanho Católico vem reduzindo a olhos vistos e passos largos. Primeiro é pedofilia, depois especulações envolvendo o banco do Vaticano e por aí vai. Tudo isso dando espaço para os oportunistas de plantão que comandam outras religiões, tanto as cristãs como as budistas, islâmicas, indianas etc. Edir Macedo, Silas Malafaia, R.R. Soares e todos os vendedores de passaporte estrelar devem estar rindo até o canto da orelha. Foi um tapa na cara dos Católicos brasileiros dado pela autoridade máxima da igreja. Não creio que isso vá ser esquecido como os roubos na Petrobrás.

Foi essas pessoas que nas urnas conseguiram estancar, pelo menos temporariamente a pilhagem da quadrilha comandada pelo convidado do Papa. Isso não tem como ser varrido para debaixo do tapete, ainda que a fé seja maior do que a razão. O pior é o papa declarado simpatizante dos pobres associar sua imagem à pseudo esquerda que Lula representa. O modelo adotado pelo grupo que Lula lidera é o pior que já existiu na história nacional perdendo até para a monarquia portuguesa perdulária, pois usa os pobres mantendo eles na dependência de programas que ao invés de libertá-los, aprisiona-os.

É da pobreza, aliás, que as igrejas e esse tipo de político que Lula representa vivem. Com efeito, não há santos nesta história, ambos estão em busca de fiéis, o primeiro do dinheiro que alimenta uma das maiores instituições do mundo, que recebe todas as segundas feiras, em espécie, o outro está perdendo votos, que lhes dão mandatos para roubar e pilhar as riquezas do pais. Ou seja, essa encenação não é por acaso, tem razões veladas. Mas no fritar dos ovos, não tenho dúvida de que a Igreja Católica saiu perdendo e a esquerda conseguiu um fôlego para manter vivo o “mito” Lula, ainda que seja respirando por tubos debaixo da lama, agarrando-se a capins que sobraram das catástrofes que se seguiram nos 16 anos de PT no governo brasileiro.

Para quem achava que os canalhas estão mortos, está ai a prova de que eles são como metástase. Seguem vivos e agindo na calada da noite, no Vaticano, nas universidades, repartições públicas, redações de jornais, TVs e rádios, no universo da internet, hospitais, e tudo que não depende da iniciativa privada, incluindo até quartéis. Esse câncer não será estirpado por meio do sufrágio escrevam, as armas terão que ser outras…”

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PAPA COMUNISTA PROTETOR DE CORRUPTOS E REVOLUCIONÁRIOS

O Papa excomunga os católicos, abraça e abençoa um bandido! A cena de Francisco recebendo e abraçando Lula é uma bofetada na cara dos católicos brasileiros e em todo o Poder Judiciário do nosso país. Bergoglio é Chefe de Estado. E, por certo, tem a liberdade de receber quem bem quiser. Esse líder hoje cometeu um dos maiores erros do seu pontificado. Maior mesmo do que os supostos sérios enganos que dizem ter cometido, quando o acusam de ter apoiado a ditadura sanguinária na Argentina nos anos 70 do século passado. Ao abrir as portas da Santa Sé para um ladrão, condenado em três instâncias no país mais católico do mundo, o Papa se esqueceu dos documentos emitidos pela Igreja Católica desde 1937 condenando o comunismo. Indiretamente, sua postura dialética, vem em apoio às ditaduras sanguinárias da Venezuela e de Cuba. Por óbvio que no âmbito externo o gesto vai ter repercussão pois é uma espécie de aval de um dos maiores líderes religiosos do mundo ao maior ladrão da história. E mais que isso, humilhou todo o nosso sistema Judiciário que em três instâncias jurisdicionais já declarou e condenou Lula como ladrão – estando esse bandido solto somente em razão do esforço de 6 de seus compadres que integram o Supremo Tribunal Federal, o que também é revoltante! E nem se pode dizer que Francisco esteja sendo iludido pela alta cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB quase toda ela dominada de clérigos com almas vermelhas que não representam e nem respeitam a vontade da massa católica do Brasil, pois ele – o Papa – conhece bem a nossa realidade. Lula, por sua vez, faz um movimento político atrevido de aproximação com o cristianismo, não só o católico, mas o evangélico e o pentecostal. O seu objetivo é eleitoreiro, visando as eleições municipais deste ano. Um lobo sem escrúpulos e sem limites. O Papa não recebeu um homem em busca do perdão e da misericórdia, ou que foi atrás da remissão dos seus erros. O que ele fez foi acoitar um parceiro ideológico para protegê-lo e dar-lhe sobrevida política. E com seu gesto de mau pastor, manchou de vermelho a sua batina branca adotada pelo tratado litúrgico “rationale divinorum officiorum“ de 1286, pelo qual o branco das vestes papais remete à pureza e à santidade de vida. Já o vermelho simboliza o sacrifício e o sangue. No caso, o sangue dos milhões de seres humanos que o comunismo matou por onde passou nos últimos 100 anos da sua existência na face da terra. Que erro, Francisco! Que erro! “Ignoscat tibi Deus!”

Luiz Carlos Nemetz

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QUERIDOS FORMANDOS…

Perfeito o texto de Maurício Mühlmann Erthal em relação à colação de grau do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ocorrida no dia 3 de fevereiro, em Porto Alegre/RS.

*QUERIDOS FORMANDOS, BURROS E JUMENTOS!*

Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.

Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas, etc, é como carimbar o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate (neste caso justificável).

Na nossa cultura deformada pelo ‘coitadismo’, ou para falar mais academicamente, pelo ethos-igualitarista moderno, teimamos em achar que a Universidade é para todos. Nunca foi e nunca será. Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.

A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis” no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.

Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra …e muito menos ainda formar militantes revolucionários que irão implantar o comunismo no país.

Para formar profissionais e mão de obra existe o ensino técnico e profissionalizante. As oportunidades que devem ser oferecidas a todos é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade PRODUZIR CONHECIMENTO.

Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha é algo completamente estúpido! Tudo que o governo do PT conseguiu foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo!

Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o país. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.

Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes e mais esforçadas que as outras; enfiam goela abaixo de todos o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos e produzirá os piores resultados.

Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda. Cerquem um gênio de medíocres e vulgares e testemunhará sua lenta e gradual decadência.

Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, há uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos; nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas, etc.

Nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração “Nem Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados, vazios, idiotas e arrogantes que votam no PSOL e morrem de medo de se tornar adultos. Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente legalizar seu suicídio.

(M.Erthal)

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TOLERÂNCIA ZERO

*Por que o Brasil precisa de uma política de tolerância zero*

_Por *Guilherme Freire*, especial para a Gazeta do Povo_
https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/brasil-crime-tolerancia-zero/

A partir de João Batista Figueiredo, o governo brasileiro pretendia uma maior abertura democrática que viesse a oferecer maior liberdade política e um enfoque maior nos direitos humanos. Mas esse período deu início também a uma fase de grande desleixo com a criminalidade no país que tirou a liberdade do cidadão de sair nas ruas e até de ficar em paz na própria casa.

Para entender esse problema, precisamos nos ater ao fato de que a escalada de crime no Brasil, ocorrida entre os anos 1980 até 2017, matou mais pessoas do que a Guerra do Golfo de 1991, a Guerra do Afeganistão e a Guerra do Iraque – somadas. Segundo o Atlas da violência, o Brasil saiu de 13.911 homicídios em 1980 para 65.602 mil homicídios por ano em 2017, um salto de 11,69 para 31,59 homicídios por 100 mil habitantes.

Se considerarmos o número de homicídios entre 1979 e 2017, foram aproximadamente 1,513 milhões de mortes. Se a taxa de homicídios se mantivesse no que estava no final da década de 1970, o número teria ficado por volta de 599 mil mortes, o que já não seria um número baixo.

No entanto, o resultado de uma política lapsa contra o crime por parte dos governos nesses 38 anos teve como resultado aproximadamente *913 mil mortes a mais do que poderia ter havido no período*. Foram então quase um milhão de brasileiros mortos de forma sanguinária que poderiam ter sobrevivido se o os governos desse período tivessem mais respeito à vida.

Ainda precisamos considerar que a maior escalada de mortes se deu no período dos governos de social democracia. Se levarmos em conta a taxa de homicídios em 1994, ao final dos seus oito anos de governo, *Fernando Henrique Cardoso* entregou o país com quase *76 mil mortos a mais do que haveria se não tivesse deixado aumentar o problema*. Quando se pensa a taxa de homicídios de 1979, esse número pode ser contabilizado em 219 mil mortos acima do que poderia ter sido.

No período do governo Lula, considerando a taxa de homicídios do ano anterior à sua posse até os seus últimos anos de governo, houve quase 5 mil mortes a menos do que haveria se fosse mantida a proporção do seu antecessor. Só que esse número pode ser enganador, já que essa taxa foi puxada para baixo por conta da redução dos homicídios principalmente na região Sudeste, a mais rica do país.

Se levarmos em conta somente os homicídios na região *Nordeste*, a política lapsa de *Lula* contra o crime resultou em torno de *31 mil homicídios a mais do que os seriam contabilizados se a violência tivesse se mantido no nível anterior* ao seu governo. Com Dilma, a escalada dos assassinatos nessa região resultou em *14 mil mortes* a mais do que se fosse mantida a alta taxa que já havia no governo Lula.
Crime não é desigualdade social

Tal elemento aponta que o crime não é uma questão exatamente de desigualdade social, pois a diferença de renda no Nordeste diminuiu nos anos de governo do PT, enquanto o número de assassinatos por ano nessa região saltou de 10.967 em 2002 para 23.228 em 2015, mais que o dobro. Somando os governos Lula e Dilma, se as taxas de criminalidade já altas do final do governo FHC tivessem sido mantidas, ainda assim poderiam ter sido poupadas 83 mil vidas de nordestinos que foram tiradas pela violência.

A mesma escalada nas mortes se deu também na região Norte do país que também foi bastante beneficiada com as políticas de distribuição de renda. Por outro lado, em 1980 a taxa de homicídios no Nordeste era a menor do país e da região Norte era menor que a do Sudeste, apesar de serem muito mais pobres.

Essa evolução dos homicídios mostra números de um país em guerra civil. Mas ela não existe de fato e se dá mais no campo das visões de mundo que tornam permissivo esse estado de coisas. Os direitos humanos não podem ser instrumentalizados para a beneficiar apenas núcleos ideológicos progressistas. Eles precisam englobar a vida humana como um todo, incluindo a segurança. É inadmissível tolerar uma escalada nos homicídios que resultaram em mais mortes do que em muitas guerras que mundo já viu.

Outro ponto que precisa ser ressaltado é que as estatísticas não mostram a insegurança que o cidadão sente na pele todos os dias, o medo de andar nas ruas, as drogas sendo distribuídas nas escolas e destruindo o futuro de muitos jovens e as famílias sendo dilaceradas pela perda de entes queridos para a violência e para o uso de entorpecentes. Precisamos urgentemente de uma reforma na política de segurança que foque em ações específicas, que choque contra criminosos, mas também que atue nos ramos da cultura, da forma como se concebe a educação e com as estratégias corretas.

No governo do Paraná, quando estava participando na implantação do programa Em Frente, Brasil do Ministro Sérgio Moro duas coisas me chamaram atenção. A primeira era a importância de envolver várias áreas na questão da segurança. No caso, o programa do governo federal me parece programado para funcionar por entender que o problema da criminalidade envolve infraestrutura, educação, saúde e diversos fatores. A segunda era a cultura de permissividade e impunidade que temos no nosso país. O sentimento generalizado da população, especialmente em regiões mais pobres, é o de que o crime não dá em nada. Isso evidentemente incentiva crimes.
Desordem atrai desordem

Um exemplo que podemos apontar é o de Nova York. Nos anos 1980, a cidade estava saindo do controle, mas conseguiu reverter esse cenário. Durante os anos 1990, os crimes na cidade de Nova York baixaram radicalmente. O crime violento caiu em 56% e os crimes contra a propriedade caíram 65%.

Algumas coisas se destacam no período; em primeiro lugar, o aumento do número de policiais em 33%. Isso é uma obviedade da qual, por influência da cultura contra-policial da esquerda, nos esquecemos: os policiais na rua dissuadem ação dos criminosos, assim como a posse de armas dissuade a invasão de casas. Mas a essência da política de combate ao crime foi a adoção da Teoria da Janela Quebrada, que popularmente foi chamada de tolerância zero.

Dois sociólogos conservadores americanos ajudaram a formular a teoria que influenciou o prefeito de Nova York, Rudy Giuliani. James Q. Wilson e George L. Kelling não fizeram nada mais do que imaginar algum experimento científico que mostrasse a relação entre desordem e crime que poderia ser aplicado ao policiamento. Segundo essa teoria, os “pequenos” atos de desordem precisam ser combatidos, o que cria um clima geral de ordem que previne os crimes grandes.

A teoria recebe o nome do famoso experimento dos anos 60 no qual dois carros foram colocados em duas regiões diferentes do país sem placas. O primeiro carro foi atacado em 10 minutos, por uma família que arrancou a bateria e o radiador. Em 24 horas o carro estava destruído com todas as partes de valor removidas e crianças pulando em cima dele, a maioria dos vândalos eram pessoas bem vestidas. O segundo carro permaneceu intocado por semanas. Então o cientista quebrou a janela do carro com um martelo. Em poucas horas o carro estava completamente destruído. Vários experimentos do mesmo tipo foram feitos com um resultado semelhante, provando que a desordem atrai a desordem.

Com a adoção desta teoria, a polícia começou a fortalecer o patrulhamento e os policiais começaram a agir com mais liberdade, sendo incentivados a coibir efetivamente pessoas suspeitas, evitando a cultura da vista grossa. Outro ponto importante foi o uso de inteligência para prevenção e entendimento dos crimes. Esses elementos foram articulados com um policiamento alinhado com as comunidades locais. Com a redução do sentimento de impunidade e segurança de não haver desordem, os criminosos se viram dissuadidos de cometer crimes.
Versão brasileira

O Brasil precisa, urgentemente, de uma versão própria da tolerância zero ao crime. Como dizia o sábio romano Sêneca: “aquele que não previne o crime o incentiva”, e é isso o que foi verificado ao longo de muitos anos nos governos brasileiros. No nosso caso, precisamos também acabar com o sentimento de impunidade nos crimes de corrupção e colarinho branco, nos quais o mesmo princípio da janela quebrada pode ser aplicado. Determinados crimes parecem socialmente aceitáveis no Brasil.

O que os petistas falavam quanto à corrupção nas altas esferas começar com as pequenas corrupções no dia a dia é absolutamente verdadeiro. O que eles fazem, no entanto, é inverter a lógica. Eles querem usar esse argumento para justificar a própria corrupção, sendo que, na verdade, precisamos combater a pequena desordem para impedir que tenhamos políticos lapsos com o crime no poder, como é o caso de muitos políticos do PT.

As pessoas precisam ver policiais andando na rua, sentir a segurança de saber que a desordem em público será coibida. O Brasil não precisa de guardadores de carro, de apologia às drogas por parte de artistas e bailes funks no meio da rua nas madrugadas. Esse tipo de atitude incentiva a glorificação da violação à lei. Se o país permite que drogas sejam vendidas em escolas públicas, como poderá reclamar da baixa qualidade da educação?

A República de Platão coloca os guardiões como os que impedem que vivamos em uma cidade de porcos. Isso significa a proteção de ameaças externas (como a proteção militar) e internas, fundamentalmente a manutenção da ordem. Platão diz que os agentes da ordem precisam ser formados na prudência, na coragem, na justiça e na temperança. Eles precisam ser modelo de vida ordenada. Os brasileiros naturalmente associam o exército ao cumprimento das leis. Isso é um bom sinal.

Qualquer aumento do contingente (muitas vezes indispensável) não pode vir à custa da qualidade. Os policiais novos precisam de uma formação ética e técnica impecável. Se mesmo em tempo de guerra são destinados bons tempos para a formação dos recrutas, precisamos ter a mesma postura na guerra contra o crime. Policiais bem formados se sentem mais seguros para atuar em coordenação. No entanto, não acho que maior integração e coerência se darão com a unificação das polícias. Dos carabinieri da Itália aos agentes da Swat, a diversidade de agências evita que a corrupção da primeira vá para as outras. Ademais, isso permite que se cultivem especialidades diferentes que são salutares, dada a complexidade do crime.
Outros fatores

Obviamente, educação e iluminação são importantes para a prevenção dos crimes. A iluminação entra na própria teoria das janelas quebradas e a educação é sabida desde a época dos romanos. Porém só no sonho idílico da esquerda essas políticas seriam suficientes sem a ampliação da ação policial, o armamento da população honesta ou no mínimo que os culpados apreendidos fossem presos de fato (a última da esquerda é defender nas faculdades de direito que ninguém deve ser preso).

A visão de que riqueza e educação previnem por si negligencia o fato de que vários criminosos têm boa condição social e nível educacional elevado. Contra tudo o que apontavam os “especialistas” da esquerda, apenas a difusão das ideias conservadoras que adotam uma postura de maior valorização do policial e que é menos tolerante com bandidos já deu uma janela de oportunidade para que mesmo em 2018 já houvesse uma redução do número de crimes no país.

Em suma, sem uma cultura de lei e ordem, a segurança não melhora e poucas coisas são tão urgentes para os brasileiros. Um maior investimento em segurança traria ótimos resultados. No entanto, sem boas práticas, sem um combate ideológico também contra a cultura de tolerância ao crime que se dá entre os seguidores da Escola de Frankfurt e contra a cultura hedonista de drogadição que se sustenta no utilitarismo hedonista benthamiano, sem a promoção de uma educação de qualidade que promova a virtude do cidadão, não haverá orçamento público que baste para tentar combater o crime.

Conheça mais sobre o autor em https://youtu.be/ydG8wztO0-E

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SÓCRATES E A USP

SÓCRATES ENCONTRA PROFESSOR DA USP

“Sócrates, enviado para 2017 em um vórtice temporal, cai em São Paulo, no meio de um manifesto, e encontra um militante esquerdista:

– Olá, excelente rapaz! Do que se trata toda essa gente reunida?
– Olha, velhote desinformado, estamos lutando contra a elite por justiça!
– Sim, eu realmente sou um desinformado, eu sou quem não sabe, mas estou muito feliz de encontrar você, que realmente sabe! Peço que me ensine, é possível?
– Sim, claro, sou da USP, tem muita coisa que você precisa aprender!
– É um grande dia, excelente rapaz! Finalmente encontrei alguém sábio que me ensinará! Primeiro, gostaria de saber o que é a elite, depois o que é justiça e por último por qual aplicação de justiça estão lutando. Pode ser nessa ordem?
– Sim, isso é fácil!
– Perfeito! O que é a elite!?
– A elite são os ricos, que têm muito dinheiro, muitos bens.
– Então, o critério para discernir a elite é a quantidade de dinheiro, de bens, que possui, certo?
– Sim, é esse mesmo!
– E a partir de que ponto um homem é considerado rico, participante da elite?
– A classificação disso é através classes sociais, que são A, B, C, D, E e F! A classe A é quem tem mais, e vai diminuindo para quem tem menos, até a classe F, que é praticamente miserável e não tem nada…é por eles que lutamos!
– Certo, como eu posso identificar quem é a elite nesses termos?
– São as classes A, B e C, mas é só ver quem ganha mais de 2.300 por mês, que já é elite!
– Entendi, e os outros todos não são elite, certo?
– Sim, o critério é esse.
– Quem ganha mais de 2.300 por mês é a elite, e a elite é malvada, certo?
– Certo!
– E quem ganha menos de 2.300 por mês não é da elite, e não é malvado, correto também?
– Sim, é exatamente isso! O senhor está aprendendo muito bem! Qual seu nome?
– Meu nome é Sócrates, excelente rapaz!
– Certo, Sócrates! Está aprendendo muito bem.
– Você é formado em uma universidade, não é isso?
– Sim! Sou inclusive professor! Da USP, como eu disse!
– Que dia maravilhoso para mim, excelente rapaz! Encontrei finalmente um sábio! Quanto ganha um professor da USP?
– Eu ganho 10 mil…
– Então…você é da elite e é malvado?
– Não… é que… olha… eu luto pelo povo e… eu quero só o bem dele!
– Mas você disse que o critério era esse…
– Eu sei, parece estranho, mas são nossos representantes que vão acabar com essas diferenças sociais!
– Estou me esforçando para compreender: quem são seus representantes?
– São os políticos!
– Quanto ganha um político hoje, rapaz?
– Depende: deputado ganha cerca de 39 mil por mês, um senador uns 33 mil…
– Então eles são da elite também!
– São, sim… mas são eles que vão fazer o bem para o povo!
– Mas você me disse que a elite só faz o mal, e que o critério é que quem ganha mais de 2.300 por mês é mau…tanto você quanto seus representantes são da elite, devo supor que são maus, segundo suas próprias palavras… ou será de outra forma?
– Estou desconfiando que você é um infiltrado, velho! Como pode duvidar do que estou dizendo?
– Eu estou tentando aprender, você disse que me ensinaria. Mas, afinal, você é um homem mau e seus representantes também são maus, ou esse critério estará errado?
– Eu não sou mau! Lula é santo! Que espécie de perguntas são essas?
– Chama-se lógica, rapaz, eu só estou examinando seu próprio critério… se o critério estiver certo, você e seus representantes são maus, se forem bons então o critério está errado… não será dessa forma?
– Está bem, talvez o critério esteja errado, pois eu sou um homem bom, e meus representantes também são bons, afinal estou lutando pela justiça, pelo bem, por algo bom!
– Muito bem, rapaz! E qual a luta de vocês?
– Lutamos contra os maus… quer dizer, a elite…
– Nos critérios que você me colocou?!
– Sim!
– Oras, estão lutando contra si mesmos?!
– Não! Bem, talvez o critério esteja errado mesmo…não sei mais!
– Mas, me diga, o que é justiça?
– Justiça é que todos ganhem o mesmo salário! Para não haver desigualdade, sabe?
– Mesmo os que não trabalham?
– Não, só os que trabalham, claro…
– Então já não são todos… Concorda?
– Bem, quis dizer todos que trabalham; os que não trabalham ganham bolsas, essas bolsas é para que não fiquem sem nada…
– Essas bolsas são como um salário?
– Sim! Recebem uma vez por mês!
– E de onde sai o dinheiro dessas bolsas, rapaz?
– Impostos! As pessoas trabalham e pagam impostos, o estado redistribui a renda, e paga as bolsas.
– Então quem paga as bolsas é quem trabalha, e é justo que quem não trabalha receba salário por não trabalhar, e quem está trabalhando pague salário a quem não trabalha?
– Sócrates, você está me deixando confuso…
– Apenas me responda, a justiça consiste em pagar salário para quem não trabalha, é isso?
– Não… é redistribuir a renda…
– Mas, no final da sua redistribuição, isso é o que acontece, ou não?
– Sim, é… mas…tudo parece estranho, eu sei. Mas, quando fizermos o comunismo, tudo vai ser diferente, tudo vai ser justo e ninguém vai ser miserável, não vai dar pra você entender agora… a elite é poderosa e controla tudo!
– Rapaz, até agora tudo que você me disse foi contraditório, não?
– Sim, foi! É que você precisa esperar o comunismo acontecer! Aí, sim, tudo vai fazer sentido!
– Oras, rapaz, então esse tal comunismo, deve ser maravilhoso…onde aconteceu?
– Cuba, Coreia do Norte, Russia, Alemanha Oriental…
– Então esses lugares devem ser o paraíso! Conte-me como são!
– Olha, as coisas não vão tão bem, alguns lugares já abandonaram o comunismo, mas os outros permanecem em luta!
– Rapaz, que surpresa! Por que afinal abandonaram algo tão maravilhoso?
– Não deu certo, mas continuamos tentando! É culpa do capitalismo!
– E os outros lugares?
– Cuba e Coreia do Norte continuam comunistas!
– Que maravilha! E como são esses lugares?! Estão bem? Todos são prósperos? Não existem mais classes?
– Pra falar a verdade, não estão bem não. Cuba e Coreia do Norte estão passando fome, mas isso é por culpa do capitalismo!
– Oras, mas um modelo tão bom, pelo qual vocês lutam, não faria apenas bem?
– É que os dirigentes não fizeram o comunismo como pensávamos, eles deturparam, fizeram outra coisa…
– Mas você me disse há pouco que eles eram bons…
– Eu disse mas… bem, nunca se sabe!
– Será que talvez vocês não estejam errados?
– Talvez, Sócrates…
– E por que esses países têm dirigentes?
– Eles têm poder militar, e muito capital…
– Oras, você me disse que não haveria classes sociais…
– No comunismo existem apenas as classes política e do proletariado!
– Então existem ainda classes, correto?
– Não tenho como discordar agora…
– Meu rapaz, não me parece que você esteja lutando por algo bom, pois seus exemplos foram todos maus, e não me parecem confiáveis seus representantes como bons, pois sempre terminam por trair o povo, e mesmo seus critérios não me parecem bons, pois não se sustentam agora, nem nos exemplos que me forneceu.
– O senhor está me deixando sem resposta. Eu preciso estudar mais…
– Eu agradeço pela conversa, mas vou continuar procurando alguém realmente sábio, que possa me ensinar algo de sua sabedoria.

Um grupo de garotos se aproxima e cumprimenta o professor.

– Quem é este homem, professor?
– Um velho chamado Sócrates, que eu estava ensinando, mas agora estou um pouco confuso…
– Por que está confuso professor?
– Ele discordou de algumas ideias minhas, e eu não consegui sustentá-las…

O grupo de garotos grita:

– ATENÇÃO, TODO MUNDO! ESSE É UM VELHO FASCISTA! RACISTA! MISÓGINO! SEXISTA! HOMOFÓBICO!

Após levar cuspidas e apanhar, Sócrates sai ferido e desaparece no vórtice temporal.

O professor da USP prossegue em sua luta mas, cada vez que vê um velho calvo de barba comprida, começa a tremer de medo”.

(texto de Ricardo Roveran)

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CARTA ENCÍCLICA SOBRE AS DOUTRINAS MODERNISTAS

CARTA ENCÍCLICA
DO SUMO PONTÍFICE
PIO X
PASCENDI DOMINICI GREGIS
SOBRE
AS DOUTRINAS MODERNISTAS

Papa Pio X

Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica Veneráveis Irmãos, saúde e benção apostólica

INTRODUÇÃO

A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.
Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado.
Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias: porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.
Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi debalde; pareceram por momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com maior altivez. Poderíamos talvez ainda deixar isto desapercebido se tratasse somente deles; trata-se porém das garantias do nome católico.
Há, pois, mister quebrar o silêncio, que ora seria culpável, para tornar bem conhecidas à Igreja esses homens tão mal disfarçados.
E visto que os modernistas (tal é o nome com que vulgarmente e com razão são chamados) com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, afim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes, convém, Veneráveis Irmãos, primeiro exibirmos aqui as mesmas doutrinas em um só quadro, e mostrar-lhes o nexo com que formam entre si um só corpo, para depois indagarmos as causas dos erros e prescrevermos os remédios para debelar-lhes os efeitos perniciosos.
1ª PARTE
EXPOSIÇÃO DO SISTEMA E SUA DIVISÃO
E para procedermos com ordem em tão abstrusa matéria, convém notar que cada modernista representa e quase compendia em si muitos personagens, isto é, o de filósofo, o de crente, o de teólogo, o de historiador, o de crítico, o de apologista, o de reformador; os quais personagens todos, um por um, cumpre bem os distinga todo aquele que quiser devidamente conhecer o seu sistema e penetrar nos princípios e nas conseqüências das suas doutrinas.
O modernista filósofo
Começando pelo filósofo, cumpre saber que todo o fundamento da filosofia religiosa dos modernistas assenta sobre a doutrina, que chamamos agnosticismo. Por força desta doutrina, a razão humana fica inteiramente reduzida à consideração dos fenômenos, isto é, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis; nem tem ela direito nem aptidão para transpor estes limites. E daí segue que não é dado à razão elevar-se a Deus, nem conceder-lhe a existência, nem mesmo por intermédio dos seres visíveis. Segue-se, portanto, que Deus não pode ser de maneira alguma objeto direto da ciência; e também com relação à história, não pode servir de assunto histórico. Postas estas premissas, todos percebem com clareza qual não deve ser a sorte da teologia natural, dos motivos de credibilidade, da revelação externa. Tudo isto os modernistas rejeitam e atribuem ao intelectualismo, que chamam ridículo sistema, morto já há muito tempo. Nem os abala ter a Igreja condenado formalmente erros tão monstruosos. Pois que, de fato, o Concílio Vaticano I assim definiu;
Se alguém disser que o Deus, único e verdadeiro, criador e Senhor nosso, por meio das coisas criadas não pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana, seja anátema (De Revel. Cân. 1); e também:
Se alguém disser que não é possível ou não convém que, por divina revelação, seja o homem instruído acerca de Deus e do culto que lhe é devido, seja anátema (Ibid. Cân. 2); e, finalmente:
Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens não devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema (De Fide, Cân. 3).
De que modo porém os modernistas passam do agnosticismo, que é puro estado de ignorância, para o ateísmo científico e histórico que, ao contrário, é estado de positiva negação, e por isso, com que lógica, do não saber se Deus interveio ou não na história do gênero humano, passam a tudo explicar na mesma história, pondo Deus de parte, como se na realidade não tivesse intervindo, quem o souber que o explique.
Há entretanto para eles uma coisa fixa e determinada, que é o dever ser atéia a ciência a par da história, em cujas raias não haja lugar senão para os fenômenos, repelido de uma vez, Deus e tudo o que é divino. E dessa absurdíssima doutrina ver-se-á, dentro em pouco, que coisas seremos obrigados a deduzir a respeito da augusta Pessoa de Cristo, dos mistérios e da sua vida e morte, da sua ressurreição e ascensão ao céu.
Este agnosticismo, porém, na doutrina dos modernistas, não constitui senão a parte negativa; a positiva acha-se toda na imanência vital.
Eis aqui o modo como eles passam de uma parte a outra. A religião, quer a natural quer a sobrenatural, é mister seja explicada como qualquer outro fato. Ora, destruída a teologia natural, impedido o acesso à revelação ao rejeitar os motivos de credibilidade, é claro que se não pode procurar fora do homem essa explicação. Deve-se, pois, procurar no mesmo homem; e visto que a religião não é de fato senão uma forma da vida, a sua explicação se deve achar mesmo na vida do homem. Daqui procede o princípio da imanência religiosa. Demais, a primeira moção, por assim dizer, de todo fenômeno vital, deve sempre ser atribuída a uma necessidade; os primórdios, porém, falando mais especialmente da vida, devem ser atribuídos a um movimento do coração, que se chama sentimento. Por conseguinte, como o objeto da religião é Deus, devemos concluir que a fé, princípio e base de toda a religião, se deve fundar em um sentimento, nascido da necessidade da divindade.
Esta necessidade das causas divinas não se fazendo sentir no homem senão em certas e especiais circunstâncias, não pode de per si pertencer ao âmbito da consciência; oculta-se (porém), primeiro abaixo da consciência, ou, como dizem com vocábulo tirado da filosofia moderna, na subconsciência, onde a sua raiz fica também oculta e incompreensível. Se alguém, contudo lhes perguntar de que modo essa necessidade da divindade, que o homem sente em si mesmo, torna-se religião, será esta a resposta dos modernistas: a ciência e a história, dizem eles, acham-se fechadas entre dois termos: um externo, que é o mundo visível; outro interno, que é a consciência. Chegados a um ou outro destes dois termos, não se pode ir mais adiante; além destes dois limites acha-se o incognoscível. Diante deste incognoscível, seja que ele se ache fora do homem e fora de todas as coisas visíveis, seja que ele se ache oculto na subconsciência do homem, a necessidade de um quê divino, sem nenhum ato prévio da inteligência, como o quer o fideísmo, gera no ânimo já inclinado um certo sentimento particular, e este, seja como objeto seja como causa interna, tem envolvida em si a mesma realidade divina e assim, de certa maneira, une o homem com Deus. É precisamente a este sentimento que os modernistas dão o nome de fé e tem-no como princípio de religião.
Nem acaba aí o filosofar, ou melhor, o desatinar desses homens. Pois, nesse mesmo sentimento eles não encontram unicamente a fé; mas, com a fé e na mesma fé, do modo como a entendem, sustentam que também se acha a revelação. E que é o que mais se pode exigir para a revelação? Já não será talvez revelação, ou pelo menos princípio de revelação, aquele sentimento religioso, que se manifesta na consciência? Ou também o mesmo Deus a manifestar-se às almas, embora um tanto confusamente, no mesmo sentimento religioso? Eles ainda acrescentam mais, dizendo que, sendo Deus ao mesmo tempo objeto e causa da fé, essa revelação é de Deus como objeto e também provém de Deus como causa; isto é, tem a Deus ao mesmo tempo como revelante e revelado. Segue-se daqui, Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural. Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou disciplina.
Entretanto, em todo este processo donde, segundo os modernistas, resultam a fé e a revelação, deve atender-se principalmente a uma coisa de não pequena importância, pelas conseqüências histórico-críticas, que daí fazem derivar. Aquele Incognoscível, de que falam, não se apresenta à fé como que nu e isolado; mas, ao contrário, intimamente unido a algum fenômeno que, embora pertença ao campo da ciência ou da história, assim mesmo, de certo modo, transpõe os seus limites.
Este fenômeno poderá ser um fato qualquer da natureza, contendo em si algum quê de misterioso, ou poderá também ser um homem, cujo talento, cujos atos, cujas palavras parecem nada ter de comum com as leis ordinárias da história. A fé, pois, atraída pelo Incognoscível unido ao fenômeno, apodera-se de todo o mesmo fenômeno e de certo modo o penetra da sua vida. Donde se seguem duas coisas.
A primeira é uma certa transfiguração do fenômeno, por uma espécie de elevação das suas próprias condições, que o torna mais apto, qual matéria, para receber o divino.
A segunda é uma certa desfiguração, resultante de que, tendo a fé subtraído ao fenômeno os seus adjuntos de tempo e de lugar, facilmente lhe atribui aquilo que em realidade não tem; o que particularmente se dá em se tratando de fenômenos de antigas datas, e isto tanto mais quanto mais remotas são elas. Destes dois pressupostos, os modernistas deduzem outros tantos cânones que unidos a um terceiro já deduzido de agnosticismos, constituem a base da crítica histórica. Esclareçamos o fato com um exemplo tirado da pessoa de Jesus Cristo. Na pessoa de Cristo, dizem, a ciência e a história não acham mais do que um homem. Portanto, em virtude do primeiro cânon deduzido do agnosticismo, da história dessa pessoa se deve riscar tudo o que sabe de divino. Ainda mais, por força do segundo cânon, a pessoa histórica de Jesus Cristo foi transfigurado pela fé; logo, convém despojá-la de tudo o que a eleva acima das condições históricas.
Finalmente, a mesma foi desfigurada pela fé, em virtude do terceiro cânon; logo, se devem remover dela as falas, as ações, tudo enfim que não corresponde ao seu caráter, condição e educação, lugar e tempo em que viveu. É em verdade estranho tal modo de raciocinar; contudo é esta a crítica dos modernistas.
O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos da subconsciência, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e haverá ainda em qualquer religião.
Este mesmo sentimento rudimentar e quase informe a princípio, pouco a pouco, sob o influxo do misterioso princípio que lhe deu origem, tem-se ido aperfeiçoando, a par com o progresso da vida humana, da qual, como já ficou dito, é uma forma.
Temos, pois, assim a origem de toda a religião, até mesmo da sobrenatural; e estas não passam de meras explicações do sentimento religioso. Nem se pense que a católica é excetuada; está no mesmo nível das outras, pois não nasceu senão pelo processo de imanência vital na consciência de Cristo, homem de natureza extremamente privilegiada, como outro não houve nem haverá. Fica-se pasmo em se ouvindo afirmações tão audaciosas e sacrílegas! Entretanto, Veneráveis Irmãos, não é esta linguagem usada temerariamente só pelos incrédulos. Homens católicos, até muitos sacerdotes, afirmaram estas coisas publicamente, e com delírios tais se vangloriam de reformar a Igreja.
Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural.
Vai-se muito mais longe ainda; chega-se até a afirmar que a nossa santíssima religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural. Por isto com suma razão o Concílio Vaticano I definiu: Se alguém disser que o homem não pode ser por Deus elevado a conhecimento e perfeição, que supere as forças da natureza, mas por si mesmo pode e deve, com incessante progresso, chegar finalmente a possuir toda a verdade e todo o bem, seja anátema (De Revel Cân. 3).
Até agora porém, Veneráveis Irmãos, não lhes vimos dar nenhum lugar à ação da inteligência. Contudo, segundo as doutrinas dos modernistas, tem ela também a sua parte no ato de fé. Vejamos como.
Naquele sentimento, dizem, de que tantas vezes já se tem falado, precisamente porque é sentimento e não é conhecimento, Deus de fato se apresenta ao homem, mas de modo tão confuso que em nada ou mal se distingue desse mesmo crente. Faz-se, pois, mister lançar algum raio de luz sobre aquele sentimento, de maneira que Deus se apresente fora e distinto do crente. Ora, isto é obra da inteligência, à qual somente cabe o pensar e o analisar, e por meio da qual o homem a princípio traduz em representações mentais os fenômenos de vida, que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais.
Segue-se daí esta vulgar expressão dos modernistas: o homem religioso deve pensar à sua fé. – Sobrevindo, pois, a inteligência ao sentimento, inclina-se sobre este, elabora-o todo, a modo de um pintor que ilumina e reanima os traços de um quadro estragado pelo tempo. O paralelo é de um dos mestres do modernismo. Neste trabalho a inteligência procede de dois modos: primeiro, por um ato natural e espontâneo, exprimindo a sua noção por uma proposição simples e vulgar; depois, com reflexão e penetração mais íntima, ou, como dizem, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma.
Assim pois, na doutrina dos modernistas, chegamos a um dos pontos mais importantes, que é a origem e mesmo a natureza do dogma. A origem do dogma põem-na eles, pois, naquelas primitivas fórmulas simples que, debaixo de certo aspecto, devem considerar-se como essenciais à fé, pois que a revelação, para ser verdadeiramente tal, requer uma clara aparição de Deus na consciência. O mesmo dogma porém, ao que parece, é propriamente constituído pelas fórmulas secundárias. Mas, para bem se conhecer a natureza do dogma, é preciso primeiro indagar que relações há entre as fórmulas religiosas e o sentimento religioso.
Não haverá dificuldade em o compreender para quem já tiver como certo que estas fórmulas não têm outro fim, senão o de facilitarem ao crente um modo de dar razão da própria fé. De sorte que essas fórmulas são como que umas intermediárias entre o crente e a sua fé; com relação à fé, são expressões inadequadas do seu objeto e pelos modernistas se denominam símbolos; com relação ao crente, reduzem-se a meros instrumentos.
Não é portanto de nenhum modo lícito afirmar que elas exprimem uma verdade absoluta; portanto, como símbolos, são meras imagens de verdade, e portanto devem adaptar-se ao sentimento religioso, enquanto este se refere ao homem; como instrumentos, são veículos de verdade e assim, por sua vez, devem adaptar-se ao homem, enquanto se refere ao sentimento religioso. E, pois que este sentimento, tem por objeto o absoluto, apresenta infinitos aspectos, dos quais pode aparecer, hoje um, amanhã outro e da mesma sorte como aquele que crê pode passar por essas e aquelas condições, segue-se que também as fórmulas, que chamamos dogmas, devem estar sujeitas a iguais vicissitudes, e por isso também a variarem.
Assim pois, temos o caminho aberto à íntima evolução do dogma. Eis aí um acervo de sofismas, que subvertem e destroem toda a religião!
Ousadamente afirmam os modernistas, e isto mesmo se conclui das suas doutrinas, que os dogmas não somente podem, mas positivamente devem evoluir e mudar-se. De fato, entre os pontos principais da sua doutrina, contam também este, que deduzem da imanência vital: as fórmulas religiosas, para que realmente sejam tais e não só meras especulações da inteligência, precisam ser vitais e viver da mesma vida do sentimento religioso. Daí porém não se deve concluir que essas fórmulas, particularmente se forem só imaginárias, sejam formadas a bem desse mesmo sentimento religioso; porquanto nada importa a sua origem, nem o seu número, nem a sua qualidade; segue-se, porém, que o sentimento religioso, embora modificando-as, se houver mister, as torna vitais e fá-las viver de sua própria vida. Em outros termos, é preciso a fórmula primitiva seja aceita e confirmada pelo coração, e que a subseqüente elaboração das fórmulas secundárias seja feita sob a direção do coração. Procede daí que tais fórmulas para serem vitais, hão de ser e ficar adaptadas tanto à fé quanto ao crente. Pelo que, se por qualquer motivo cessar essa adaptação, perdem sua primitiva significação e devem ser mudadas. Ora, sendo assim mutável o valor e a sorte das fórmulas dogmáticas, não é de admirar que os modernistas tanto as escarneçam e desprezem, e que por conseguinte só reconheçam e exaltem o sentimento e a vida religiosa. Por isto, com o maior atrevimento criticam a Igreja acusando-a de caminhar fora da estrada, e de não saber distinguir entre o sentido material das fórmulas e sua significação religiosa e moral, e ainda mais, agarrando-se obstinadamente, mas em vão, a fórmulas falhas de sentido, de deixar a própria religião rolar no abismo. Cegos, na verdade, a conduzirem outros cegos, são esses homens que inchados de orgulhosa ciência, deliram a ponto de perverter o conceito de verdade e o genuíno conceito religioso, divulgando um novo sistema, com o qual, arrastados por desenfreada mania de novidades, não procuram a verdade onde certamente se acha; e, desprezando as santas e apostólicas tradições, apegam-se a doutrinas ocas, fúteis, incertas, reprovadas pela Igreja, com as quais homens estultíssimos julgam fortalecer e sustentar a verdade (Gregório XVI, Encíclica “Singulari Nos” 7 Jul. 1834).
Assim, Veneráveis Irmãos, pensa o modernista como filósofo.
O modernista crente
Agora, passando a considerá-lo como crente, se quisermos conhecer de que modo, no modernismo, o crente difere do filósofo, convém observar que, embora o filósofo reconheça por objeto da fé a realidade divina, contudo esta realidade não se acha noutra parte senão na alma do crente, como objeto de sentimento e afirmação; porém, se ela em si mesma existe ou não fora daquele sentimento e daquela afirmação, isto não importa ao filósofo. Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, caem na opinião dos protestantes e dos pseudo-místicos.
Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I. Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidos a outros erros já mencionados, se abre caminho para o ateísmo. Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, toda religião, não executada sequer a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo.
Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e merece mais o título de cristã, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo. A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. Absurdíssimo é, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las. Pois, tais são os louvores que tributam aos mestres desses erros, tais as homenagens que publicamente lhes prestam, que facilmente dão a entender que as suas honras não atingem as pessoas, que talvez de todo não desmereçam, antes, porém, aos erros, que elas professam às claras, e entre o povo procuram com todos os esforços propagar.
Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual.
Por isto a esta fórmula, além do valor representativo, atribuem certa eficácia de sugestão, tanto naquele que crê, para despertar o sentimento religioso quiçá entorpecido, e restaurar a experiência de há muito adquirida, como naqueles que ainda não crêem, para despertar neles, pela primeira vez, o sentimento religioso e produzir a experiência. Por esta maneira a experiência religiosa abundantemente se propaga entre os povos: não só entre os existentes, pela pregação, mas também entre os vindouros, quer pelo livro, quer pela transmissão oral de uns a outros. Esta comunicação da experiência às vezes lança raízes e vinga; outras vezes se esteriliza logo e morre. O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam.
Levadas as coisas até este ponto, Veneráveis Irmãos, já temos muito para bem conhecermos a ordem que os modernistas estabelecem entre a fé e a ciência; notando-se que neste nome de ciência incluem também a história. Antes de tudo se deve ter por certo que o objeto de uma é de todo estranho e separado do objeto de outra. Porquanto a fé unicamente se ocupa de uma coisa, que a ciência declara ser para si incognoscível. Segue-se, pois, que é diversa a tarefa de cada uma; a ciência acha-se toda na realidade dos fenômenos, onde a fé por maneira alguma penetra; a fé, pelo contrário, ocupa-se da realidade divina, que de todo é desconhecido à ciência. Conclui-se, portanto, que nunca poderá haver conflito entre a fé e a ciência; porque, se cada uma se restringir a seu campo, nunca poderão encontrar-se, nem portanto contradizer-se. Se, entretanto, alguém objetar que no mundo visível há coisas que também pertencem à fé, como a vida humana de Cristo, responderão os modernistas negando. E a razão é que, conquanto tais coisas estejam no número dos fenômenos, todavia, enquanto viveram pela fé e, no modo já indicado, foram pela mesma transfiguradas e desfiguradas, foram subtraídas ao mundo sensível e passaram a ser matéria do divino. Por este motivo, se ainda se quisesse saber se Cristo fez verdadeiros milagres e profecias, se verdadeiramente ressuscitou e subiu ao céu, a ciência agnóstica o negará e a fé o afirmará; e nem assim haverá luta entre as duas. Nega-o o filósofo como filósofo, falando a filósofos e considerando Cristo na sua realidade histórica; afirma-o o crente, como crente, falando a crentes e considerando a vida de Cristo a reviver pela fé e na fé.
De muito se enganaria quem, postas estas teorias, se julgasse autorizado a crer que a ciência e a fé são independentes uma da outra. Por parte da ciência, essa independência está fora de dúvida; mas, já não é assim por parte da fé, que não por um só, mas por três motivos, se deve submeter à ciência. Efetivamente é de notar, em primeiro lugar, que em todo fato religioso, tirada a realidade divina e a experiência que o crente tem da mesma, tudo o mais, e principalmente as fórmulas religiosas, não sai do campo dos fenômenos; cai portanto sob o domínio da ciência. Afaste-se embora do mundo o crente, se lhe aprouver; mas, enquanto se achar no mundo, nunca poderá se furtar, queira-o ou não, às leis, às vistas, ao juízo da ciência e da história. Ainda mais, embora se tenha dito que Deus só é objeto da fé, isto entretanto não se deve entender senão da realidade divina e não da idéia de Deus.
Esta é dependente da ciência; a qual, enquanto se deleita na ordem lógica, também se eleva até o absoluto e o ideal. É, pois, direito da filosofia ou da ciência indagar da idéia de Deus, dirigi-la na sua evolução, corrigi-la quando se lhe misturar qualquer elemento estranho. Fundados nisto é que os modernistas sustentam que a evolução religiosa deve ser coordenada com a evolução moral e intelectual; isto é, como ensina um dos seus mestres, deve ser-lhes subordinada. Deve-se enfim observar que o homem, em si, não suporta um dualismo, por conseguinte o crente experimenta em si mesmo uma íntima necessidade de harmonizar de tal sorte a fé com a ciência, que aquela não se oponha à idéia geral que a ciência forma do universo. Conclui-se, pois, que a ciência é de todo independente da fé; esta, ao contrário, embora se declame que é estranha à ciência, deve-lhe submissão. Todas estas coisas, Veneráveis Irmãos, são diametralmente contrárias ao que o Nosso antecessor Pio IX ensinava, dizendo (Brev. ad Ep. Wratislaw. 15 jun. 1857): Em matéria de religião, é dever da filosofia não dominar, mas servir, não prescrever o que se deve crer, mas aceitá-lo com razoável respeito, não perscrutar os profundos dos mistérios de Deus, mas piedosa e humildemente venerá-los. Os modernistas entendem isto às avessas: há, pois, sobeja razão de aplicar-se-lhes o que outro nosso predecessor, Gregório IX, escrevia de alguns teólogos do seu tempo: Alguns dentre vós, excessivamente cheios de espírito de vaidade, com profanas novidades se esforçam por transpor os limites traçados pelos Santos Padres, curvando à doutrina filosófica dos racionalistas a interpretação das páginas celestes, não proveito dos ouvintes, mas para dar mostras do saber…E estes, arrastados por doutrinas diversas, transformam em cauda a cabeça e obrigam a rainha a servir à escrava (Ep. ad Magistros theol., Paris, julho de 1223).
Estas coisas tornar-se-ão ainda mais claras, tendo-se em vista o procedimento dos modernistas, de todo conforme com o que ensinam. Nos seus escritos e discursos parecem, não raro, sustentar ora uma ora outra doutrina, de modo a facilmente parecerem vagos e incertos. Fazem-no, porém, de caso pensado; isto é, baseados na opinião que sustentam, da mútua separação entre a fé e a ciência. É por isto que nos seus livros muitas coisas se encontram das aceitas pelo católicos; mas, ao virar a página, outras se vêem que pareceriam ditadas por um racionalista. Escrevendo, pois, história, nenhuma menção fazem da divindade de Cristo; ao passo que, pregando nas igrejas, com firmeza a professam. Da mesma sorte, na história não fazem o menor caso dos Padres nem dos Concílios; nas instruções catequéticas, porém, citam-nos com respeito. Distinguem, portanto, outrossim a exegese teológica e pastoral da exegese científica histórica. Mais ainda: fundados no princípio que a ciência em nada depende da fé, quando tratam de filosofia, de história, de crítica, não sentindo horror de pisar nas pegadas de Lutero (cf. Prop. 29 conden. por Leão X, Bulla “Exurge Domine” de 16 de maio de 1520): Temos aberta a estrada para enfrentar a autoridade dos Concílios e para contradizer à vontade as suas deliberações, e julgar os seus decretos e manifestar às claras tudo o que nos parece verdade, seja embora aprovado ou condenado por qualquer Concílio), ostentam certo desprezo das doutrinas católicas, dos Santos Padres, dos concílios ecumênicos, dos magistérios eclesiásticos; e se forem por isto repreendidos, queixam-se de que se lhes tolhe a liberdade. Finalmente, professando que a fé há de sujeitar-se à ciência, continuamente e às claras criticam a Igreja, porque irredutivelmente se recusa a acomodar os seus dogmas às opiniões da filosofia, e eles, por sua vez, posta de parte a velha teologia, empenham-se por divulgar uma nova, toda amoldada aos desvarios dos filósofos.
O modernista teólogo
Já é tempo, Veneráveis Irmãos, de passarmos a considerar os modernistas no campo teológico. Empenho árduo este, mas em poucas palavras diremos tudo. O fim a alcançar é a conciliação da fé com a ciência, ficando porém sempre incólume a primazia da ciência sobre a fé. Neste assunto o teólogo modernista se utiliza dos mesmos princípios da imanência e do simbolismo. Eis com que rapidez ele executa a sua tarefa: diz o filósofo que o princípio da fé é imanente; acrescenta o crente que esse princípio é Deus; conclui pois o teólogo: logo Deus é imanente no homem. Disto se conclui a imanência teológica. Outra adaptação: o filósofo tem por certo de que as representações da fé são puramente simbólicas; o crente afirma que o objeto da fé é Deus em si mesmo; conclui pois o teólogo: logo as representações da realidade divina são simbólicas. Segue-se daqui o simbolismo teológico. São erros enormes deveras; e quanto sejam perniciosos vamos ver de um modo luminoso, observando-lhes as conseqüências. E para falarmos desde já do simbolismo, como os símbolos são: símbolos com relação ao objeto, e instrumentos com relação ao crente, dizem os modernistas que o crente, antes de tudo, não deve apegar-se demais à fórmula, que deve servir-lhe só no intuito de unir-se com a verdade absoluta, que a fórmula ao mesmo tempo revela e esconde; isto é, esforça-se por exprimi-la, sem jamais o conseguir. Querem, em segundo lugar, que o crente use de tais fórmulas tanto quanto lhe forem úteis, porquanto elas são dadas para auxílio e não para embaraço; salvo porém o respeito que, por motivos sociais, se deve às fórmulas pelo público magistério julgadas aptas para exprimir a consciência comum, e enquanto o mesmo magistério não julgar de outro modo.
Quanto à imanência, é na verdade difícil indicar o que pensam os modernistas, pois há entre eles diversas opiniões. Uns fazem-na consistir em que Deus, operando no homem, está mais intimamente no homem do que o próprio homem em si mesmo; e esta afirmação sendo bem entendida, não merece censura. Pretendem outros que a ação divina é uma e a mesma com a ação da natureza, como a causa primeira com a causa segunda; e isto já destruiria a ordem sobrenatural. Outros explicam-na, enfim, em um sentido que tem ressaibos de panteísmo; e estes, a falar a verdade, são mais coerentes com o restante das sua doutrinas.
A este postulado da imanência ainda outro se acrescenta, que pode ser chamado da permanência divina; estes entre si diferem do mesmo modo como a experiência privada difere da experiência transmitida por tradição. Esclareçamos isto com um exemplo, e seja ele tirado da Igreja e dos Sacramentos. Não se pode crer, dizem, que a Igreja e os Sacramentos foram instituídos pelo próprio Cristo. Isto não é permitido pelo agnosticismo, que em Cristo não vê mais do que um homem, cuja consciência religiosa, como a de qualquer outro homem, pouco a pouco se formou; não o permite a lei da imanência, que não admite, como eles se exprimem, externas aplicações; proíbe-o também a lei da evolução, que para o desenvolvimento dos germens requer tempo e uma certa série de circunstâncias; proíbe-o enfim a história, que mostra que tal foi realmente o curso dos acontecimentos. Todavia deve admitir-se que a Igreja e os Sacramentos foram mediatamente instituídos por Cristo. Mas de que modo? Todas as consciências cristãs, é assim que eles o explicam, estavam virtualmente incluídas na consciência de Cristo, como a planta na semente. Ora, como os rebentos vivem a vida da semente, assim também afirmar-se deve que todos os cristãos vivem a vida de Cristo. Mas a vida de Cristo, segundo a fé, é divina; logo também a vida dos cristãos. Se pois esta vida, no correr dos séculos, deu origem à Igreja e aos Sacramentos, com toda a razão se poderá dizer que tal origem procede de Cristo e é divina. Pelo mesmo processo provam que as Escrituras e os dogmas são divinos. E com isto se conclui toda a teologia dos modernistas. É bem pouco, em verdade; porém, mais que abundante para quem professa que sempre e em tudo se devem respeitar as conclusões da ciência. Cada um entretanto poderá ir por si mesmo fazendo a aplicação destas teorias aos outros pontos, que vamos expor.
Falamos até agora da origem e natureza da fé. Mas, como são muito os frutos da mesma, sendo os principais a Igreja, o dogma, o culto, os livros sagrados, também a respeito destes devemos saber o que dizem os modernistas. Começando pelo dogma, já sabemos, pelo que ficou dito, qual seja a sua origem e natureza. O dogma nasce da necessidade que o crente experimenta de elaborar o seu pensamento religioso, a fim de tornar sempre mais clara a sua consciência e a de outrem. Consiste todo esse trabalho em esquadrinhar e polir a fórmula primitiva, não por certo em si mesma e racionalmente, mas segundo as circunstâncias ou, como de modo pouco inteligível dizem, vitalmente. O resultado disto é que, como já dissemos, ao redor da mesma se vão formando fórmulas secundárias, que mais tarde sintetizadas e reunidas em um único todo doutrinal, quando forem ratificadas pelo magistério público como correspondentes a consciência comum, são chamados dogmas. Destas devem cuidadosamente distinguir-se as investigações teológicas; as quais porém, posto que não vivem da vida do dogma, contudo não são inúteis, seja para harmonizar a religião com a ciência e dissipar qualquer contraste entre elas, seja para iluminar a religião e defendê-la; e talvez ainda tenham a utilidade de preparar um futuro dogma. Do culto não haveria muito que dizer, se debaixo deste nome não se achassem também os Sacramentos, a respeito dos quais muito erram os modernistas. Pretendem que o culto resulta de um duplo impulso; pois que, como vimos, pelo seu sistema, tudo se deve atribuir a íntimos impulsos. O primeiro é dar à religião, alguma coisa de sensível; o segundo é a necessidade de propagá-la, coisa esta que se não poderia realizar sem uma certa forma sensível e sem atos santificantes, que se chamam Sacramentos. Os modernistas, porém, consideram os Sacramentos como meros símbolos ou sinais, bem que não destituídos de eficácia. E para indicar essa eficácia, servem-lhes de exemplo certas palavras que facilmente vingam, por terem conseguido a força de divulgar certas idéias de grande eficácia, que muito impressionam os ânimos. E assim como aquelas palavras são destinadas a despertar as referidas idéias, assim também o são os Sacramentos com relação ao sentimento religioso; nada mais do que isto. Falariam mais claro afirmando logo que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé. Mas esta proposição é condenada pelo Concílio de Trento (Sess. VII, de Sacramentis in genere, cân.5): “Se alguém disser que estes Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé, seja anátema”.
Já alguma coisa ficou dito sobre a natureza e origem dos livros sagrados. Segundo a mente dos modernistas, bem se pode defini-los uma coleção de experiências, não por certo das que de ordinário qualquer pessoa adquire, mas das extraordinárias e das mais elevadas que se têm dado em uma qualquer religião. É precisamente isto que os modernistas ensinam dos nossos livros do Antigo e Novo Testamento.
Todavia, a estas suas opiniões mui astutamente acrescentam que, embora a experiência deva ser do tempo presente, pode assim mesmo receber matéria do passado e do futuro, enquanto o crente pela lembrança revive o passado como se fora o presente, ou já vive do futuro por antecipação. Deste modo se explica porque os livros históricos e apocalípticos são computados entre os livros sagrados. Assim pois, nestes livros, Deus fala por meio do crente; mas, como diz a teologia modernista, só por imanência e permanência vital. Perguntar-lhes-emos, pois, que é feito da inspiração?
Respondem-nos que ela, a não ser talvez por uma certa veemência, não se distingue da necessidade que o crente experimenta de manifestar vocalmente ou por escrito a própria fé. Nota-se aqui certa semelhança com a inspiração poética; e neste sentido um deles dizia: Deus está entre nós, e agitados por ele nós nos inflamamos. Deste modo é que se deve explicar a origem da inspiração dos livros sagrados. Sustentam ainda os modernistas que a nenhuma passagem desses livros falta essa inspiração.
Neste ponto alguém poderia julgá-los mais ortodoxos do que certos exegetas recentes, que em parte restringem a inspiração como, por exemplo, nas tais citações tácitas. Mas isto não passa de aparências e palavras.
De fato, se segundo as leis do agnosticismo, consideramos a Bíblia um trabalho humano, feito por homens para utilidade de outros homens, seja embora lícito ao teólogo apelidá-la de divina por imanência, de que modo poderia restringir-se nela a inspiração?
Tal inspiração, de fato, admitem-na os modernistas; não, porém, no sentido católico.
Maior extensão de matéria nos oferece o que os modernistas afirmam da Igreja. Pressupõem que ela é fruto de uma dupla necessidade, uma no crente, principalmente naquele que, tendo tido alguma experiência original e singular, precisa comunicar a outrem a própria fé; outra na coletividade, depois que a fé se tornou comum a muitos, para se reunir em sociedade, e conservar, dilatar e propagar o bem comum. Que é, pois, a Igreja? É um parto da consciência coletiva, isto é, da coletividade das consciências individuais que, por virtude da permanência vital, estão todas pendentes do primeiro crente, que para os católicos foi Cristo. Ora, toda sociedade precisa de uma autoridade que a reja, e cujo mister seja dirigir os membros para o fim comum e conservar com prudência os elementos de coesão, que em uma sociedade religiosa são a doutrina e o culto. Há, por isso, na Igreja Católica uma tríplice autoridade: disciplinar, dogmática e cultural. A natureza desta autoridade deve ser deduzida da sua origem; e da natureza, por sua vez, devem coligir-se os direitos e os deveres. Foi erro das eras passadas pensar-se que a autoridade da Igreja emanou de um princípio estranho, isto é, imediatamente de Deus; e por isto, com razão era ela considerada autocrática. Estas teorias, porém, já não são para os tempos que correm.
Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, da mesma sorte que a Igreja, nasce da consciência religiosa, e por esta razão fica dependente da mesma; e se faltar a essa dependência, torna-se tirânica. Nos tempos que correm o sentimento de liberdade atingiu o seu pleno desenvolvimento. No estado civil a consciência pública quis um regime popular. Mas a consciência do homem, assim como a vida, é uma só. Se, pois, a autoridade da Igreja não quer suscitar e manter uma intestina guerra nas consciências humanas, há também mister curvar-se a formas democráticas; tanto mais que, se o não quiser, a hecatombe será iminente. Loucura seria crer que o vivo sentimento de liberdade, ora dominante, retroceda.
Reprimindo e enclausurando com violência, transbordará mais impetuoso, destruindo conjuntamente a religião e a Igreja. São estes os raciocínios dos modernistas que, por isto, estão todos empenhados em achar o modo de conciliar a autoridade da Igreja com a liberdade dos crentes.
Acresce ainda que não é só dentro do seu recinto que a Igreja tem com quem entender-se amigavelmente, mas também fora. Não se acha ela só no mundo a ocupá-lo; ocupam-no também outras sociedades, com as quais não pode deixar de tratar e de relacionar-se. Convém, pois, determinar quais sejam os direitos e os deveres da Igreja para com as sociedades civis; e bem se vê que tal determinação deve ser tirada da natureza da mesma Igreja, tal qual os modernistas no-la descreveram.
As regras que hão de servir para este fim são as mesmas, que acima serviram para a ciência e a fé. Tratava-se então de objetos, aqui de fins. Assim pois, como por causa do objeto se disse que a fé e a ciência são mutuamente estranhas, também o Estado e a Igreja são estranhos um à outra, por causa do fim a que tendem, temporal para o Estado, espiritual para a Igreja. Falava-se outrora do temporal sujeito ao espiritual, de questões mistas, em que a Igreja intervinha qual senhora e rainha, porque então se tinha a Igreja como instituída imediatamente por Deus, enquanto autor da ordem sobrenatural. Mas estas crenças já não são admitidas pela filosofia, nem pela história. Deve, portanto, a Igreja separar-se do Estado, e assim também o católico do cidadão. E é por este motivo que o católico, não se importando com a autoridade, com os desejos, com os conselhos e com as ordens da Igreja, e até mesmo desprezando as suas repreensões, tem direito e dever de fazer o que julgar o mais oportuno ao bem da pátria.
Querer, sob qualquer pretexto, impor ao cidadão uma norma de proceder, é por por parte do poder eclesiástico verdadeiro abuso, que se deve repelir com toda a energia. – Veneráveis Irmãos, as teorias de que dimanam todos estes erros são as mesmas que o Nosso Predecessor Pio VI condenou solenemente na Constituição apostólica Auctorem fidei (Prop. 2. A proposição que afirma que o poder foi dado por Deus à Igreja, para que fosse comunicado aos Pastores, que são os seus ministros, para a salvação das almas, entendida no sentido de que o poder do ministério e regime eclesiástico passa da comunidade dos fiéis para os pastores: é heresia. Prop. 3. Também aquele que afirma que o Romano Pontífice é chefe ministerial, entendida no sentido de que, não de Cristo na pessoa do bem-aventurado Pedro, mas da Igreja recebeu como sucessor de Pedro, verdadeiro Vigário de Cristo e chefe de toda a Igreja: é herética).
No entanto, à escola dos modernistas não basta que o Estado seja separado da Igreja. Assim como a fé deve subordinar-se à ciência, quanto aos elementos fenomênicos, assim também nas coisas temporais a Igreja tem que sujeitar-se ao Estado. Isto não afirmam talvez muito abertamente; mas por força de raciocínio são obrigados a admiti-lo. Em verdade, admitido que o Estado tenha absoluta soberania em tudo o que é temporal, se suceder que o crente, não satisfeito com a religião do espírito, se manifeste em atos exteriores, como, por exemplo, em administrar ou receber os Sacramentos, isto já deve necessariamente cair sob o domínio do Estado. Postas as coisas neste pé, para que servirá a autoridade eclesiástica? Visto que esta não tem razão de ser sem os atos externos, estará em tudo e por tudo sujeita ao poder civil. É esta inelutável conseqüência que leva muitos dentre os protestantes liberais a desembaraçar-se de todo o culto externo e até de toda a sociedade religiosa externa, procurando pôr em voga uma religião, que chamam individual. E se os modernistas, desde já, não se atiram francamente a esses extremos, insistem pelo menos em que a Igreja se deixe espontaneamente conduzir por eles até onde pretendem levá-la e se amolde às formas civis. Isto quanto à autoridade disciplinar.
Mais grave e perniciosos são suas afirmações relativamente à autoridade doutrinal e dogmática. Assim pensam eles acerca do magistério eclesiástico: a sociedade religiosa não pode ser uma, sem unidade de consciência nos seus membros e unidade de fórmula. Mas esta dupla unidade requer por assim dizer um entendimento comum, a que compete achar e determinar a fórmula que melhor corresponda à consciência comum; e a esse entendimento convém ainda atribuir a autoridade conveniente, para poder impor à comunidade a fórmula estabelecida. Nesta união e quase fusão da mente designadora de fórmula e da autoridade que a impõe, acham os modernistas o conceito de magistério eclesiástico. Visto pois que o magistério, afinal de contas, não é mais do que um produto das consciências individuais, e só para cômodo das mesmas consciências lhe é atribuído ofício público, resulta necessariamente que ele depende dessas consciências, e por conseguinte deve inclinar-se a formas democráticas. Proibir, portanto, que as consciências dos indivíduos manifestem publicamente as suas necessidades, e impedir à crítica o caminho que leva o dogma a necessárias evoluções, não é fazer uso de um poder dado para o bem público, mas abusar dele. – Da mesma sorte , no próprio uso do poder deve haver modo e medida. É quase tirania condenar um livro sem que o autor o saiba, e sem admitir nenhuma explicação nem discussões. Ainda aqui, portanto, deve adotar-se um meio termo, que ao mesmo tempo salve a autoridade e a liberdade. E nesse ínterim o católico poderá agir de tal sorte que, protestando o seu profundo respeito à autoridade, continue sempre a trabalhar à sua vontade. Em geral admoestam a Igreja de que, sendo o fim do poder eclesiástico todo espiritual, não lhe assentam bem essas exibições de aparato exterior e de magnificência, com que sói comparecer às vistas da multidão. E quando assim o dizem, procuram esquecer que a religião, conquanto essencialmente espiritual, não pode restringir-se exclusivamente às coisas do espírito, e que as honras prestadas à autoridade espiritual se referem à pessoa de Cristo que a instituiu.
Para concluir toda esta matéria da fé e seus diversos frutos, resta-nos por fim, Veneráveis Irmãos, ouvir as teorias dos modernistas acerca do desenvolvimento dos mesmos. Têm eles por princípio geral que numa religião viva, tudo deve ser mutável e mudar-se de fato. Por aqui abrem caminho para uma das suas principais doutrinas, que é a evolução. O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé, se não forem coisas mortas, devem sujeitar-se às leis da evolução. Quem se lembrar de tudo o que os modernistas ensinam sobre cada um desses assuntos, já não ouvirá com pasmo a afirmação deste princípio. Posta a lei da evolução, os próprios modernistas passam a descrever-nos o modo como ela se efetua. E começam pela fé. Dizem que a forma primitiva da fé foi rudimentar e indistintamente comum a todos os homens; porque se originava da própria natureza e vida do homem. Progrediu por evolução vital; quer dizer, não pelo acréscimo de novas formas, vindas de fora, mas por uma crescente penetração do sentimento religioso na consciência. Esse mesmo progresso se realizou de duas maneiras: primeiro negativamente, eliminando todo o elemento estranho, como seja o sentimento de família ou de nacionalidade; em seguida positivamente, com o aperfeiçoamento intelectual e moral do homem, donde resultou maior clareza para a idéia divina e excelência para o sentimento religioso. As mesmas causas que serviram para explicar a origem da fé, explicam também o seu progresso. A estas, porém, devem acrescentar-se aqueles gênios religiosos, a que chamamos profetas, dos quais o mais iminente foi Cristo; seja porque eles na sua vida ou nas suas palavras tinham algo de misterioso, que a fé atribuía à divindade, seja porque alcançaram novas e desconhecidas experiências em plena harmonia com as exigências do seu tempo.
O progresso do dogma nasce principalmente da necessidade de vencer os obstáculos da fé, derrotar os adversários, repelir as dificuldades. Deve-se ainda acrescentar um contínuo esforço, para se penetrar cada vez mais nos arcanos da fé. Deixando de parte outros exemplos, assim sucedeu com Cristo: aquilo de divino que a fé a princípio lhe atribuía, foi-se gradualmente aumentando, até que definitivamente foi tido por Deus.
O principal estímulo de evolução para o culto, é a necessidade de se adaptar aos costumes e tradições dos povos e bem assim de gozar da eficácia de certos atos, já admitidos pelo uso. A Igreja acha finalmente a razão do seu evoluir na necessidade de se acomodar às condições históricas e às formas do governo publicamente adotadas. Isto dizem os modernistas de cada um daqueles princípios. E aqui, antes de passarmos adiante, queremos insistir em que se atente nessa doutrina das necessidades, porque ela, além do que já vimos, é como que a base e o fundamento desse famoso método que chamam histórico.
Detendo-nos ainda na doutrina da evolução, observamos que, embora as necessidades sirvam de estímulo para a evolução, se ela não tivesse outros estímulos senão esses, facilmente transporia os limites da tradição, e assim desligada do primitivo princípio vital, já não levaria ao progresso, mas à ruína. Estudando, pois, mais a fundo o pensar dos modernistas, deve-se dizer que a evolução é como o resultado de duas forças que se combatem, sendo uma delas progressiva e outra conservadora. A força conservadora está na Igreja e é a tradição. O exercício desta é próprio da autoridade religiosa, quer de direito, pois que é de natureza de toda autoridade adstringir-se o mais possível à tradição; quer de fato, pois que, retraída das contingências da vida, pouco ou talvez nada sente dos estímulos que impelem ao progresso. Ao contrário, a força que, correspondendo às necessidades, arrasta ao progresso, oculta-se e trabalha nas consciências individuais, principalmente naquelas que, como eles dizem, se acham mais em contato com vida. Neste ponto, Veneráveis Irmãos, já se percebe o despontar daquela perniciosíssima doutrina que introduz na Igreja o laicato como fator de progresso.
De uma espécie de convenção entre as forças de conservação e de progresso, isto é, entre a autoridade e as consciências individuais, nascem as transformações e os progressos. As consciências individuais, ou pelo menos algumas delas, fazem pressão sobre a consciência coletiva; e esta, por sua vez, sobre a autoridade, obrigando-a a capitular e pactuar. Admitido isto, não é de admirar ver-se como os modernistas pasmam por serem admoestados ou punidos. O que se lhes imputou como culpa, consideram um dever sagrado. Ninguém melhor do que eles conhece as necessidades das consciências, porque são eles e não a autoridade eclesiástica, os que se acham mais em contato com elas. Julgam quase ter em si encarnadas todas essas necessidades; daí a persuasão que têm de falar e escrever sem medo. Nada se lhes dá das censuras da autoridade; porque se sentem fortes com a consciência do dever, e por íntima experiência sabem que merecem aplausos e não censuras. Nem tão pouco ignoram que os progressos não se alcançam sem combates, nem há combates sem vítimas, como o foram os profetas e Cristo. Ainda que a autoridade os maltrate, não a odeiam; sabem que assim está cumprindo o seu dever. Lamentam apenas que se lhes não prestem ouvidos, porque isto será causa de atraso ao progresso dos espíritos; mas, há de vir a hora de se romperem as barreiras, porque as leis da evolução poderão ser refreadas; quebradas, porém, nunca. Traçado este caminho, eles continuam; continuam, com desprezo das repreensões e condenações, ocultando audácia inaudita com o véu de aparente humildade. Simulam finalmente curvar a cabeça; mas, no entanto a mão e o pensamento prosseguem o seu trabalho com ousadia ainda maior. E assim avançam com toda a reflexão e prudência, tanto porque estão persuadidos de que a autoridade deve ser estimulada e não destruída, como também porque precisam de permanecer no seio da Igreja, para conseguirem pouco a pouco assenhorear-se da consciência coletiva, transformando-a; mal percebem porém, quando assim se exprimem, que estão confessando que a consciência coletiva diverge dos seus sentimentos, e que portanto não têm direito de declarar-se intérpretes da mesma.
Nada, portanto, Veneráveis Irmãos, se pode dizer estável ou imutável na Igreja, segundo o modo de agir e de pensar dos modernistas. Para o que também não lhes faltaram precursores, esses de quem o nosso predecessor Pio IX escreveu: estes inimigos da revelação divina, que exaltam com os maiores louvores o progresso humano, desejariam com temerário e sacrílego atrevimento introduzi-lo na religião católica, como se a mesma não fosse obra de Deus, mas obra dos homens, ou algum sistema filosófico, que se possa aperfeiçoar por meios humanos (Enc. “Qui pluribus”, 9 de nov. de 1846). acerca da revelação particularmente, e do dogma, os modernistas nada acharam de novo; pois, a sua mesma doutrina, antes deles, já fora condenada no Silabo de Pio IX nestes termos: A divina revelação é imperfeita e por isto está sujeita a contínuo e indefinido progresso, correspondente ao da razão humana (Syllabo, proposição condenada 5); e mais solenemente ainda a proscreve o Concílio Vaticano I por estas palavras: A doutrina da fé por Deus revelada, não é proposta à inteligência humana para ser aperfeiçoada, como uma doutrina filosófica, mas é um depósito confiado à esposa de Cristo, para ser guardado com fidelidade e declarado com infalibilidade. Segue-se pois que também se deve conservar sempre aquele mesmo sentido dos sagrados dogmas, já uma vez declarado pela Santa Mãe Igreja, nem se deve jamais afastar daquele sentido sob pretexto e em nome de mais elevada compreensão (Const. “Dei Fillius”, cap. IV). De maneira alguma poderá seguir-se daí que fique impedida a explicação dos nossos conhecimentos, mesmo relativamente à fé; ao contrário, isto a auxilia e promove. Neste sentido é que o Concílio prossegue dizendo: Cresça, pois, e com ardor progrida a compreensão, a ciência, a sapiência tanto de cada um como de todos, tanto de um só homem como de toda a Igreja com o passar das idades e dos séculos; mas no seu gênero somente, isto é, no mesmo dogma, no mesmo sentido, no mesmo parecer (Lugar citado).
O modernista historiador e crítico
Já entre os sequazes do modernismo consideramos o filósofo, o crente e o teólogo; resta agora examinarmos também o historiador, o crítico e o apologista.
Há certos modernistas que se atiram a escrever história, que parecem muito preocupados em não passar por filósofos e chegam até a declarar-se totalmente alheios aos conhecimentos filosóficos. É isto um rasgo de finíssima astúcia; para que ninguém os julgue embebidos de preconceitos filosóficos e assim pareçam, como eles dizem, completamente objetivos. Em verdade, porém, a sua história ou crítica não fala senão filosofia e as suas deduções procedem por bom raciocínio dos seus princípios filosóficos. Isto se faz manifesto a quem refletir com ponderação. Os três primeiros cânones desses tais historiadores ou críticos são aqueles mesmos princípios que acima deduzimos dos filósofos, isto é, o agnosticismo, o teorema da transfiguração das coisas pela fé, e o outro que Nos pareceu poder denominar da desfiguração. Vamos examinar-lhes já, em separado, as conseqüências. Segundo o agnosticismo, a história, bem como a ciência, só trata de fenômenos. Por conseguinte, tanto Deus como qualquer intervenção divina nas causas humanas deve ser relegado para a fé, como de sua exclusiva competência. Se tratar, pois, de uma causa em que intervier duplo elemento, isto é, o divino e o humano, como Cristo, a Igreja, os Sacramentos e coisas semelhantes, devem separar-se e discriminar-se tais elementos, de tal modo que o que é humano passe para a história, o que é divino para a fé. É este o motivo da distinção que soem fazer os modernistas entre um Cristo da história e um Cristo da fé, e uma Igreja da história e uma Igreja da fé, entre Sacramentos da história e Sacramentos da fé, e assim por diante. Em seguida, esse mesmo elemento humano que vemos o historiador tomar para si, tal qual se manifesta nos monumentos, deve ser tido como elevado pela fé, por transfiguração, acima das condições históricas. Convém, portanto, subtrair-lhe de novo os acréscimos feitos pela fé, e restituí-los à mesma fé e à história da fé;
Assim se deve proceder, tratando-se de Jesus Cristo, em tudo o que excede as condições de homem, seja natural, como a psicologia no-la apresenta, seja conforme as condições do lugar e tempo em que viveu. Demais, em virtude do terceiro princípio filosófico, também as coisas que não saem fora das condições da história, fazem-nas eles como que passar pela joeira, e eliminam, relegando à fé, tudo o que, a juízo seu não entrar na lógica dos fatos nem for conforme à índole das pessoas. Assim, querem que Cristo não tenha dito aquelas coisas que parecem não estar ao alcance do vulgo.
Por isto eliminam da sua história real e transportam para a fé todas as alegorias que se encontram nos seus discursos. E com que critério, perguntamos, se guiam eles nesta escolha? Pela consideração do caráter do homem, das condições em que se achou a sociedade, da educação, das circunstâncias de cada fato; em uma palavra, por uma norma que, se bem a entendemos, se resume em mero subjetivismo. Isto é, procuram apoderar-se da pessoa de Jesus Cristo e como que revestir-se dela, e assim lhe atribuem, nem mais nem menos, tudo o que eles mesmos fariam em circunstâncias idênticas. Assim pois, para concluirmos, a priori, e partindo de certos princípios que admitem, embora afirmem que os ignoram, na história real afirmam que Cristo nem foi Deus, nem fez coisa alguma de divino; e como homem, que ele fez e disse apenas aquilo que eles, referindo-se ao tempo em que viveu, acham que podia ter feito e dito.
Assim pois, como a história recebe da filosofia as suas conclusões, assim também a crítica, por sua vez, as recebe da história. O crítico, seguindo a pista do historiador, divide todos os documentos em duas partes. Depois de fazer o tríplice corte acima referido, passa todo o restante para a história real, e entrega a outra parte à história da fé, ou noutros termos, à história interna. Os modernistas põem grande empenho em distinguir estas duas histórias; e, note-se bem, contrapõem à história da fé a história real, enquanto real. Daí resulta, como já vimos, um duplo Cristo; um real, e outro que, de fato, nunca existiu, mas pertence à fé; um que viveu em determinado lugar e tempo, outro que se encontra nas piedosas meditações da fé; tal, por exemplo, é o Cristo descrito no Evangelho de São João, o qual Evangelho, pretendem-no os modernistas, do princípio ao fim é mera meditação.
Mas o domínio da filosofia na história ainda vai além. Feita, como dissemos, a divisão dos documentos em duas partes, apresenta-se de novo o filósofo com o seu princípio de imanência vital, e prescreve que tudo o que se acha na história da Igreja deve ser aplicado por emanação vital. E visto como a causa ou condição de qualquer emanação vital procede de alguma necessidade, todo acontecimento deve ser a conseqüência de uma necessidade, e deve considerar-se historicamente posterior a ela.
Que faz então o historiador? Entregue de novo ao estudo dos documentos, tanto nos livros sacros quanto nos demais, vai formando um catálogo de cada uma das necessidades que por sua vez se apresentaram à Igreja, quer relativos ao dogma, quer ao culto ou a outras matérias. Feito este catálogo, passa-o ao crítico. Este, pois, manuseia os documentos destinados à história da fé e os distribui de idade em idade, de maneira que correspondam ao elenco que lhe foi dado; e tudo isto faz tendo sempre em vista o preceito de que o fato é precedido da necessidade, e a narração, do fato.
Bem poderia ser que certas partes da Escritura Sagrada, como as Epístolas, também fossem um fato criado pela necessidade. Seja como for, o certo porém é que não se pode determinar a idade de nenhum documento, senão pela época em que cada necessidade se manifestou na Igreja. Convém ainda distinguir entre o começo de um fato e o seu desenrolar; porquanto, o que pode nascer em um dia, não cresce senão com o tempo. Esta é a razão pela qual o crítico ainda deve bipartir os documentos, já dispostos segundo as idades, segregando os que se referem às origens de um fato dos que pertencem ao seu desenvolvimento, e dispondo de novo estes últimos em ordem cronológica.
Feito isto, reaparece o filósofo e obriga o historiador a conformar os seus estudos com os preceitos e as leis da evolução. E o historiador, conformando-se, torna a esquadrinhar os documentos; a procurar com cuidado as circunstâncias em que se achou a Igreja, no correr dos tempos, as necessidades internas e externas que a impeliram ao progresso, os obstáculos que se levantaram, numa palavra, tudo o que puder servir para determinar o modo pelo qual se realizaram as leis da evolução. Concluído este trabalho, ele esboça em suas linhas principais a história do desenvolvimento dos fatos. Segue-se-lhe o crítico, que a este esqueleto histórico adapta os demais documentos.
Escreve-se então a narração; está completa a história; – mas agora perguntamos, essa história a quem se deve atribuir? Ao historiador ou ao crítico? A nenhum dos dois, por certo; mas ao filósofo. Tudo foi exarado por apriorismo, e certamente por um apriorismo abundante em heresias. São na verdade para lastimar esses homens, dos quais o Apóstolo disse: Desvairaram em seus pensamentos…gabando-se de sábios, estultos é que se tornaram (Rom 1,21-22); mas ao mesmo tempo provocam a indignação, quando acusam a Igreja de corromper os documentos para fazê-los servir aos próprios interesses. Isto é, atiram sobre a Igreja aquilo de que a própria consciência manifestamente os acusa.
Dessa desagregação e da disseminação dos documentos pelo decurso do tempo, segue-se naturalmente que os livros sagrados não podem absolutamente ser atribuídos aos autores de quem trazem o nome. E esta é a razão porque os modernistas não hesitam em afirmar a miúdo que esses livros, especialmente o Pentateuco e os três primeiros Evangelhos, de uma breve narração primitiva, foram pouco a pouco se avolumando por acréscimos e interpolações, seja a modo de interpretações teológicas ou alegóricas, seja a modo de transições para ligarem entre si as diversas partes.
Noutros termos mais breves e mais claros, querem que se deva admitir a evolução vital dos livros sacros, nascida da evolução da fé e correspondente à mesma. Acrescentam ainda que os sinais de tal evolução aparecem tão manifestos, que se poderia escrever a história dos mesmos. E chegam mesmo a escrever essa história, e com tanta persuasão que parecem eles mesmos ter visto com seus próprios olhos cada um dos escritores, que nos diversos séculos estenderam a mão sobre a Escritura para ampliá-la. Para confirmá-lo, recorrem à crítica que chamam textual, e se esforçam em persuadir que este ou aquele fato, estes ou aqueles dizeres não se acham no seu lugar, e aduzem ainda outras razões deste mesmo quilate. Dir-se-ia, na verdade, que se preestabeleceram certos tipos de narrações ou alocuções que servem de critério certíssimo para julgar se uma coisa está no seu lugar ou fora dele. Com semelhante método, julgue quem puder fazê-lo, se eles podem ser capazes de discernir. E no entanto, quem os ouvir discorrer a respeito dos seus estudos relativos à Escritura, na qual lograram descobrir tantas incongruências, é levado a crer que antes deles ninguém manuseou aqueles livros, e que não houve uma infinita multidão de Doutores, em talento, em sabedoria, e na santidade da vida muito superiores a eles, que os esquadrinharam em todos os sentidos.
E para esses sapientíssimos doutores tão longe estavam as Sagradas Escrituras de ter alguma coisa de repreensível que, ao contrário, quanto mais eles as aprofundavam, tanto mais agradeciam a Deus ter-se dignado de assim falar aos homens.
Mas é que os nossos doutores não se entregaram ao estudo da Escrituras com os meios de que se proviram os modernistas! Isto é, não se deixaram amestrar nem guiar por uma filosofia que tem a negação de Deus por ponto de partida, e nem se arvoraram a si mesmos em norma de bem julgar. Parece-nos, pois, já estar bem declarado o método histórico dos modernistas. O filósofo abre o caminho; segue-o o historiador; logo após, por seu turno, a crítica interna e textual. E como é próprio da primeira causa comunicar sua virtude às segundas, claro está que tal crítica não é uma qualquer crítica, mas por direito deve chamar-se agnóstica, imanentista, evolucionista; e por isso quem a professa ou dela se utiliza, professa os erros que se contém nela e se põe em oposição com a doutrina católica. Por esta razão é muito de admirar que tal gênero de crítica possa hoje ter tão grande aceitação entre católicos. Isto assim sucede por dois motivos: primeiro é a aliança íntima que há entre os historiadores e críticos desse gênero, não obstante qualquer diversidade de nacionalidade ou de crenças; o outro é a incrível audácia com que, qualquer parvoíce que algum deles diga, é pelos outros sublimada e decantada como progresso da ciência; se alguém o negar leva a pecha de ignorante; se, porém, o aceitar e defender, será coberto de louvores. Disto se segue que não poucos ficam enganados; entretanto, se melhor considerassem as coisas, ficariam, ao contrário, horrorizados. Desta prepotente imposição dos extraviados, deste incauto assentimento dos pusilânimes produz-se uma certa corrupção de atmosfera, que penetra em toda a parte e difunde o contágio. Mas passemos ao apologista.
O modernista apologeta
Entre os modernistas também este depende duplamente do filósofo. Primeiro indiretamente, tomando para matéria a história escrita sob a direção do filósofo, como vimos; depois diretamente, aceitando do filósofo os princípios e os juízos. Vem daqui o preceito comum da escola modernista, que a nova apologética deve dirimir as controvérsias religiosas por meio de indagações históricas e psicológicas.
Por isso, esses apologetas começam o seu trabalho advertindo os racionalistas de que não defendem a religião com os livros sacros, nem com as histórias vulgarmente usadas na Igreja e escritas à moda antiga; fazem-no, porém, com a história real, composta segundo os preceitos modernos e com método moderno. Assim o dizem, não como se argumentassem ad hominem, mas porque de fato acreditam que só em tal história se acha a verdade. Quando escrevem também não se preocupam de insistir na própria sinceridade; já são bastante conhecidos entre os racionalistas, já foram louvados como combatentes sob um mesmo estandarte; e desses louvores, que um verdadeiro católico deverá rechaçar, eles muito se lisonjeiam e se servem como de escudo contra as censuras da Igreja. Vejamos como qualquer um deles faz praticamente semelhante apologética. O fim que se propõe é de conduzir o homem que ainda não crê, a sentir em si aquela experiência da religião católica que, para os modernistas, é base da fé. Há dois caminhos a seguir: um objetivo e o outro subjetivo. O primeiro parte do agnosticismo, e tende a demonstrar que na religião, especialmente na católica, há tal energia vital, que obriga todo sábio psicólogo e historiador a admitir que na sua história se esconde alguma coisa incógnita. Para este fim é mister provar que a religião católica, qual hoje existe, é a mesma fundada por Cristo, ou melhor, é o progressivo desenvolvimento da semente a que Cristo deu origem. Convém, por conseguinte, antes de tudo, determinar qual seja essa semente.
Pretendem eles fazê-lo pela seguinte fórmula: Cristo anunciou a vida do reino de Deus, a realizar-se em breve, sendo ele o seu Messias, isto é, o executor e o organizador mandado por Deus. Depois disto convirá demonstrar como essa semente, sempre imanente na religião católica e permanente, devagar e a passo com a história se foi desenvolvendo e adaptando às sucessivas circunstâncias, assimilando vitalmente tudo o que nas mesmas lhe apresentavam de útil às formas doutrinais, cultuais, eclesiásticas; superando ao mesmo tempo os obstáculos, desbaratando os inimigos, e sobrevindo a toda sorte de contradições e lutas. Depois que todas estas coisas, a saber, os obstáculos, os inimigos, as perseguições, os combates, bem como a vitalidade e fecundidade da Igreja, se tiverem mostrado tais que, conquanto na história da mesma se vejam observadas as leis da evolução, todavia não são bastantes ainda para uma explicação cabal, virá pela frente o incógnito, que se apresentará por si mesmo. Assim dizem eles. Contudo, em todo este raciocinar há uma coisa que não percebem; que aquela determinação da semente primitiva é fruto exclusivo do apriorismo do filósofo agnóstico e evolucionista, e que a própria semente é por ele tão gratuitamente definida, que deveras parece convir à sua causa.
Mas esses apologetas, ao passo que com os referidos argumentos procuram asseverar e persuadir a religião católica, também por outra parte concedem que ela contém muitas coisas que desagradam. E também, com um prazer mal disfarçado, publicamente propalam que também em matéria dogmática encontram erros e contradições; não obstante acrescentarem que tais erros e contradições só merecem desculpas, mas, e é o que mais se admira, devem ser legitimados e justificados. Assim também nas Sagradas Escrituras, afirmam-no, ocorrem muitos erros em matéria científica e histórica. Mas aqueles livros, acrescentam, não tratam de ciência ou história, e sim de religião e de moral. A ciência e a história ali são meros invólucros, que contornam as experiências religiosas e morais, para mais facilmente se divulgarem no povo; e como este povo não poderia entender de outro modo, não lhe seria vantajoso, porém nocivo, estar de posse de uma ciência ou de uma história mais perfeita. Demais, continuam a dizer, os livros sagrados, porque religiosos por natureza, têm necessariamente a sua vida; a vida também por sua vez tem a sua verdade e a sua lógica, certamente diversa da verdade e da lógica racional, e até mesmo de ordem assaz diversa, a saber: é verdade de comparação e proporção, quer com o ambiente em que se vive, quer com o fim para que se vive. Chegam enfim a tal extremo, que se abalançam a afirmar, sem a menor restrição, que tudo o que se explica pela vida é verdadeiro e legítimo. – Nós, Veneráveis Irmãos, para quem a verdade é uma e única, e consideramos os livros sacros como escritos por inspiração do Espírito Santo e tendo Deus por autor (Conc. Vat. I De Ver. C.2), afirmamos que isto equivale a atribuir a Deus a mentira de utilidade ou oficiosa; e com as palavras de Santo Agostinho protestamos que, uma vez admitida em excelsa autoridade qualquer mentira oficiosa, não haverá nem uma pequena parte daqueles livros que, parecendo a alguém difícil de praticar ou incrível de crer, com a mesma perniciosíssima regra não seja atribuída a conselho ou utilidade do mendaz autor (Epíst. 28). E daí resultará o que o Santo Doutor acrescenta: Neles, isto é, nos livros sacros, cada um dará crédito ao que quiser, e rejeitará o que não lhe agradar. Mas esses apologetas não se preocupam com isto. Concedem ainda que nos livros sacros para sustentar uma doutrina qualquer, se acham por vezes razões que não se apóiam em nenhum razoável fundamento; a estes gêneros pertencem as que se fundam nas profecias. Contudo eles também como artifício de pregação, que são legitimados pela vida. Que mais? Concedem, pior ainda, sustentam que o próprio Jesus Cristo errou manifestamente, indicando o tempo da vinda do reino de Deus; e nem é para admirar, dizem, pois então ele ainda se achava sujeito às leis da vida! – Posto isto, que será dos dogmas da Igreja? Também estes estão cheios de evidentes contradições; mas, além de serem aceitos pela lógica da vida, não se acham em oposição com a verdade simbólica; pois, neles se trata do infinito, que tem infinitos aspectos. Enfim, tanto eles aprovam e defendem essas teorias, que não põem em dúvida em declarar que se não pode render ao Infinito maior preito de homenagens, do que afirmando acerca do mesmo coisas contraditórias! E admitindo-se a contradição, que é o que não se admitirá?
Além dos argumentos objetivos, o crente pode também ser disposto à fé pelos subjetivos. Para este fim os apologetas voltam-se de novo para a doutrina da imanência. Empenham-se em convencer o homem de que nele mesmo e nos íntimos recantos de sua natureza e de sua vida, se oculta o desejo e a necessidade de uma religião, não já de uma religião qualquer, mas da católica; porquanto esta, dizem, é rigorosamente requerida (postulata) pelo perfeito desenvolvimento da vida. E sobre este ponto nos vemos de novo obrigados a lamentar que não faltem católicos que, conquanto rejeitem a doutrina da imanência como doutrina, todavia se utilizam dela na apologética; e fazem-no tão incautamente, que parecem admitir não somente certa capacidade ou conveniência na natureza humana para a ordem sobrenatural, (o que os apologetas católicos com as devidas restrições sempre demonstram), mas também uma estrita e verdadeira exigência. Para sermos mais exatos, dizemos ainda que esta exigência da religião católica é sustentada pelos modernistas mais moderados. Pois, aqueles que podem ser denominados integralistas, pretendem que se deve mostrar ao homem que ainda não crê, como se acha latente dentro dele mesmo o gérmen que esteve na consciência de Cristo, e que Cristo transmitiu aos homens. Eis aqui, Veneráveis Irmãos, sumariamente descrito o método apologético dos modernistas, em tudo conforme com as doutrinas; e tanto o método como as doutrinas estão cheios de erros, capazes só de destruir e não de edificar, não de formar católicos, mas de arrastar os católicos à heresia, mais ainda, à completa destruição de toda religião!
O modernista reformador
Pouco resta-nos finalmente dizer a respeito das pretensões do modernista como reformador. Já pelo que está exposto fica mais que patente a mania de inovação que move estes homens; mania esta que não poupa absolutamente nada ao catolicismo. Querem a inovação da filosofia, particularmente nos seminários; de tal sorte que, desterrada a filosofia dos escolásticos para a história da filosofia, entre os sistemas já obsoletos, seja ensinada aos moços a moderna filosofia, que é a única verdadeira correspondente aos nossos tempos. Para a reforma da teologia, querem que aquela teologia que chamamos racional, seja fundamentada na filosofia moderna. Desejam, além disto, que a teologia positiva se baseie na história dos dogmas. Querem também que a história seja escrita e ensinada pelos seus métodos e com preceitos novos. Dizem que os dogmas e a sua evolução devem entrar em acordo com a ciência e a história. Para o catecismo, exigem que nos livros de catequese se introduzam só aqueles dogmas, que tiverem sido reformados e estiverem ao alcance da inteligência do vulgo. Acerca do culto, clamam que se devem diminuir as devoções externas e proibir que aumentem, embora, a bem da verdade, outros mais favoráveis ao simbolismo, se mostrem nisto mais indulgentes. Gritam a altas vozes que o regime eclesiástico deve ser renovado em todos os sentidos, mas especialmente na disciplina e no dogma. Por isto, dizem que por dentro e por fora se deve entrar em acordo com a consciência moderna, que se acha de todo inclinada para a democracia; e assim também dizem que o clero inferior e o laicato devem tomar parte no governo, que deve ser descentralizado. Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito. Em moral estão pelo Americanismo, dizendo que as virtudes ativas devem antepor-se às passivas, e que convém promover o exercício daquelas de preferência a estas. Desejam que o clero volte à antiga humildade e pobreza e querem-no também de acordo no pensamento e na ação com os preceitos do modernismo. Finalmente não falta entre eles quem, obedecendo muito de boa mente aos acenos dos seus mestres protestantes, até deseje ver suprimido do sacerdócio o sacro celibato. Que restará, pois, de intacto na Igreja, que não deva por eles ou segundo os seus princípios ser reformado?
Crítica geral de todo o sistema
Talvez que na exposição da doutrina dos modernistas tenhamos parecido a alguém, Veneráveis Irmãos, demasiadamente prolixos. Isso, porém, foi de todo necessário, tanto para que não continuem a acusar-nos, como costumam, de ignorar as suas teorias, como também, para que se veja que quando se fala de modernismo, não se trata de doutrinas vagas e desconexas, mas de um corpo uno e compacto de doutrinas em que, admitida uma, todas as demais também o deverão ser. Por isso, também quisemos servir-nos de uma forma quase didática, e nem recusamos os vocábulos bárbaros, que os modernistas adotam. Se, pois, de uma só vista de olhos atentarmos para todo o sistema, a ninguém causará pasmo ouvir-Nos defini-lo, afirmando ser ele a síntese de todas as heresias. Certo é que se alguém se propusesse juntar, por assim dizer, o destilado de todos os erros, que a respeito da fé têm sido até hoje levantados, nunca poderia chegar a resultado mais completo do que alcançaram os modernistas. Tão longe se adiantaram eles, como já o notamos, que destruíram não só o catolicismo, mas qualquer outra religião. Com isto se explicam os aplausos do racionalistas; por isto aqueles dentre os racionalistas que falam mais clara e abertamente, se vangloriam de não ter aliados mais efetivos que os modernistas. E de fato, voltemos um pouco, Veneráveis Irmãos, à prejudicialíssima doutrina do agnosticismo. Com esta, por parte da inteligência está fechado ao homem todo o caminho para chegar a Deus, ao passo que se torna mais aberto por parte de um certo sentimento e da ação. Quem não percebe, porém, que isto se afirma em vão?
O sentimento corresponde sempre à ação de um objeto, que é proposto pela inteligência ou pelos sentidos. Excluí a inteligência, e o homem seguirá mais arrebatadamente os sentidos pelos quais é já arrastado. Além de que, quaisquer que sejam as fantasias de um sentimento religioso, não podem elas vencer o senso comum; ora, o senso comum nos ensina que toda a perturbação ou preocupação do espírito, longe de ajudar, impede a investigação da verdade (queremos dizer da verdade em si mesma); ao passo que aquela outra verdade subjetiva, fruto do sentimento íntimo e da ação, quando muito serviria para um jogo de palavras, sem nada aproveitar ao homem, que antes de tudo quer saber se, fora de si, existe ou não um Deus, em cujas mãos há de cair um dia. Recorrem outrossim e com afinco à experiência. Mas, que pode ela acrescentar ao sentimento? Nada, por certo; poderá apenas torná-lo mais intenso; e esta intensidade tornará proporcionalmente mais firme a persuasão da verdade do objeto. Estas duas coisas, porém, não farão que o sentimento deixe de ser sentimento, nem lhe mudarão a natureza, sempre sujeita a engano, se não for auxiliada pela inteligência; pelo contrário, confirmarão e reforçarão o sentimento, pois que este, quanto mais intenso for, tanto mais direito terá a ser sentimento. Como porém tratamos aqui do sentimento religioso e da experiência, que nele se contém, sabeis por certo, Veneráveis Irmãos, com quanta prudência convém tratar esta matéria, e quanta ciência se requer para regular esta mesma prudência. Vós o sabeis, pelo contacto que tendes com as almas, especialmente aquelas em que domina o sentimento; Vós o sabeis pelo estudo dos tratados de ascética que, não obstante serem menosprezados pelos modernistas, contém doutrina mais sólida e mais fina observação do que aquela de que se vangloriam os modernistas.
E a Nós, na verdade, parece-Nos ser só de um demente ou pelo menos de um rematado imprudente o admitir, sem mais exame, por verdadeiras, as tais experiências íntimas apregoadas pelos modernistas. Por que será então, dizemo-lo aqui de passagem, que tendo essas experiências tão grande força e certeza, não o possa também ter a experiência de milhares de católicos, quando afirmam que os modernistas vagueiam por um caminho errado? A maior parte dos homens sustenta e há de sempre sustentar com firmeza que, só com o sentimento e a experiência, sem a guia e a luz da inteligência, nunca se chegará ao conhecimento de Deus. Resta, portanto, ainda uma vez, ou o ateísmo ou a absoluta falta de religião. Não esperem os modernistas melhores resultados da sua doutrina do simbolismo. De fato, se todos os elementos, que chamam intelectuais, não passam de meros símbolos de Deus, por que motivo não será também um símbolo o mesmo nome de Deus ou de personalidade divina? E se assim for, bem se poderia duvidar da mesma personalidade divina, e teremos aberta a estrada para o panteísmo. Do mesmo modo, a um puro e simples panteísmo leva a outra doutrina da imanência divina. Pois, se perguntarmos: essa imanência distingue ou não distingue Deus do homem? Se distingue, que divergência então pode haver entre essa doutrina e a católica? Ou então, por que rejeitam os modernistas a doutrina da revelação externa? Se, pelo contrário, não se distingue, temos de novo o panteísmo.
Mas, de fato, a imanência dos modernistas quer e admite que todo o fenômeno de consciência proceda do homem enquanto homem. Com legítimo raciocínio deduzimos portanto que Deus e o homem são uma e a mesma coisa; e daqui o panteísmo. Também a distinção que fazem entre as ciência e a fé, não leva a outro resultado. Põem o objeto da ciência na realidade do cognoscível, e o da fé na realidade do incognoscível. Ora, o incognoscível é produzido pela completa desproporção entre o objeto e a inteligência. E esta desproporção, acrescentam, nunca poderá cessar. Logo, o incognoscível ficará sempre incognoscível, tanto para o crente quanto para o filósofo. Se, pois, alguma religião houver, o seu objeto será sempre a realidade do incognoscível; e não sabemos por que motivo essa realidade não poderá ser a alma universal do mundo, como querem certos racionalistas. Isto já é bastante para bem nos certificarmos de que muitos são os caminhos, pelos quais a doutrina modernista vai acabar no ateísmo e na destruição de toda religião. Neste caminho os protestantes deram o primeiro passo; os modernistas o segundo; pouco falta para o completo ateísmo.
II ª PARTE
AS CAUSAS DO MODERNISMO
Para mais a fundo conhecermos o modernismo e o mais apropriado remédio acharmos para tão grande mal, cumpre agora, Veneráveis Irmãos, indagar algum tanto das causas donde se originou e porque se tem desenvolvido. Não há duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento. As remotas, reconhecemo-las duas: o amor de novidades e o orgulho. O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. Por esta razão o Nosso sábio predecessor Gregório XVI, com toda a verdade escreveu (Encicl. “Singulari Nos” 7/07/1834): «Muito lamentável é ver até onde se atiram os delírios da razão humana, quando o homem corre após as novidades e, contra as admoestações de São Paulo, se empenha em saber mais do que convém e, confiando demasiado em si, pensa que deve procurar a verdade fora da Igreja Católica, onde ela se acha sem a menor sombra de erro». Contudo, o orgulho tem muito maior força para arrastar ao erro os entendimentos; e é o orgulho que, estando na doutrina modernista como em sua própria casa, aí acha à larga de que se cevar e com que ostentar as suas manifestações.
Efetivamente, o orgulho fá-los confiar tanto em si que se julgam e dão a si mesmos como regra dos outros. Por orgulho loucamente se gloriam de ser os únicos que possuem o saber, e dizem desvanecidos e inchados: Nós cá não somos como os outros homens. E, de fato, para o não serem, abraçam e devaneiam toda a sorte de novidades, até das mais absurdas. Por orgulho repelem toda a sujeição, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.
Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo! – Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister!
Passando das causas morais às que se relacionam com a inteligência, surge sempre a ignorância. Todos os modernistas que pretendem ser ou parecer doutores na Igreja, exaltando em voz clamorosa a moderna filosofia e desdenhando a Escolástica, abraçaram a primeira, iludidos pelo seu falso brilho, porque, ao ignorarem completamente a segunda, careceram dos meios convenientes para reconhecerem a confusão das idéias e refutar os sofismas. É, pois, da aliança da falsa filosofia com a fé que surgiu o seu sistema, formado de tantos e tamanhos erros.
Quem dera que eles fossem no entanto menos zelosos e sagazes na propaganda destes erros! Mas, em vez disto, é tal a sua esperteza, é tão indefeso o seu trabalho, que deveras causa pesar ver consumirem-se em prejuízo da Igreja tantas forças, que bem empregadas lhe seriam muito vantajosas. Para conduzirem os espíritos ao erro, usam de dois meios: removem primeiro os obstáculos, e em seguida procuram com máxima cautela os ardis que lhes poderão servir, e põem-nos em prática, incessante e pacientemente. Dentre os obstáculos, três principalmente se opõem aos seus esforços: o método escolástico de raciocinar, a autoridade dos Padres com a Tradição, o Magistério eclesiástico. Tudo isto é para eles objeto de uma luta encarniçada. Por isso, continuamente escarnecem e desprezam a filosofia e a teologia escolástica. Quer o façam por ignorância, quer por temor, quer mais provavelmente por um e outra, o certo é que a mania da novidade neles se acha aliada com ódio à escolástica; e não há sinal mais manifesto de que começa alguém a volver-se para o modernismo do que começar a aborrecer a escolástica. Lembrem-se os modernistas os seus fautores da condenação que Pio IX infligiu a esta proposição (Syll. prop. 13):
«O método e os princípios com que os antigos doutores escolásticos trataram a teologia, não condizem mais com as necessidades dos nossos tempos e com os progressos da ciência». São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade. Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam…, à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade… ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica». Teremos sempre a profissão do quarto Concílio de Constantinopla: «Professamos, portanto, conservar e defender as regras que, tanto pelos santos e célebres Apóstolos quanto pelos Concílios universais e locais, ortodoxos, mesmo por qualquer deíloquo Padre e Mestre da Igreja, foram dadas à Santa Igreja Católica e apostólica. Por esta razão os Pontífices Romanos Pio IV e Pio IX quiseram que se acrescentassem estas palavras à profissão de fé: Creio firmemente e professo as tradições apostólicas e eclesiásticas e todas as demais determinações e constituições da mesma Igreja. O mesmo juízo que fazem da Tradição, estendem-no os modernistas também aos santos Padres da Igreja. Com a maior temeridade, tendo-os embora como muito dignos de toda a veneração, fazem-nos passar por muito ignorantes da crítica e da história, no que seriam indesculpáveis, se outros houveram sido os tempos em que viveram. Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos. À grei dos modernistas quadram estas palavras que muito a contragosto escreveu Nosso Predecessor: «Para atirarem sobre a mística Esposa de Jesus Cristo, que é verdadeira luz, o desprezo e o ódio, os filhos das trevas tomaram o costume de deprimi-la em público com uma insensata calúnia e, trocando a noção das coisas e das palavras, de chamá-la amiga do obscurantismo, sustentáculo da ignorância, inimiga da luz, da ciência e do progresso (Motu-proprio. “Ut mysticam”,14/03/1891). Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio. Este modo de proceder com os católicos torna-se ainda mais odioso, porque eles ao mesmo tempo exaltam descompassadamente com incessantes louvores os que seguem o seu partido; acolhem e batem palmas aos seus livros, eriçados de novidades; e quanto mais alguém mostra ousadia em destruir as coisas antigas, em rejeitar as tradições e o magistério eclesiástico, tanto mais encarecem a sua sabedoria; e por fim, o que a todo espírito reto causa horror, não só elogiam pública e encarecidamente, mas veneram como mártir quem quer por acaso for condenado pela Igreja. Movidos e abalados por toda essa celeuma de louvores e impropérios, com o fito, ou de não passarem por ignorantes, ou de serem tidos por sábios, os ânimos juvenis, instigados interiormente pelo orgulho e pelo amor das novidades dão-se por vencidos e desertam para o modernismo.
Com isto já chegamos aos artifícios com que os modernistas passam as suas mercadorias. Que recursos deixam eles de empregar para angariar sectários? Procuram conseguir cátedras nos seminários e nas Universidades, para tornarem-se insensivelmente cadeiras de pestilência. Inculcam as suas doutrinas, talvez disfarçadamente, pregando nas igrejas; expõem-nas mais claramente nos congressos; introduzem e exaltam-nas nos institutos sociais sob o próprio nome ou sob o de outrem; publicam livros, jornais, periódicos.
Às vezes um mesmo escritor se serve de diversos nomes, para enganar os incautos, simulando grande número de autores. Numa palavra, pela ação, pela palavra, pela imprensa, tudo experimentam, de modo as parecerem agitados por uma violenta febre. Que resultado terão eles alcançado? Infelizmente lamentamos a perda de grande número de moços, que davam ótimas esperanças de poderem um dia prestar relevantes serviços à Igreja, atualmente fora do bom caminho.
Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com tal liberdade, que em católicos não assenta bem.
Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas. Tratam a Escritura à maneira dos modernistas. Escrevendo sobre a história tudo o que pode desdourar a Igreja divulgam cuidadosamente e com disfarçado prazer. Guiados por um certo apriorismo, procuram sempre desfazer as piedosas tradições populares. Mostram desdenhar as sagradas relíquias, respeitáveis pela sua antigüidade. Enfim, vivem preocupados em fazer o mundo falar de suas pessoas; e sabem que isto não será possível, se disserem as mesmas coisas que sempre se disseram.
Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.
III ª PARTE
REMÉDIOS
A esta torrente de gravíssimos erros, que às claras e às ocultas se vai avolumando, o Nosso Predecessor Leão XIII, de feliz memória, procurou energicamente levantar um dique, principalmente no que se refere às Sagradas Escrituras. Já vimos, porém, que os modernistas não se deixam facilmente intimidar; eis porque, aparentando o maior acatamento e a mais apurada humildade, inverteram as palavras do Pontífice do modo que lhes convinha, e propalaram que os atos do mesmo eram dirigidos a outros. Destarte o mal, dia a dia, foi tomando maiores proporções.
É por isto, Veneráveis Irmãos, que decidimos lançar mãos, sem demora, de medidas mais enérgicas. Nós, porém, vos pedimos e suplicamos que em negócio de tal monta nada, de modo algum, se deixe a desejar em vossa vigilância, desvelo e fortaleza. E isto mesmo que vos pedimos e de vós esperamos, pedimo-lo também e esperamo-lo dos demais pastores das almas, dos educadores e mestres do jovem clero, e particularmente dos Superiores gerais das Ordens religiosas.
I. No que se refere aos estudos, queremos em primeiro lugar e mandamos terminantemente, que a filosofia escolástica seja tomada por base dos estudos sacros. Bem se compreende que «se os doutores escolásticos trataram certas questões com excessiva argúcia, ou foram omissas noutras; se disseram coisas que mal se acomodam com as doutrinas apuradas nos séculos posteriores, ou mesmo alguma coisa inadmissível, mui longe está de nossa intenção querer que tudo isto deva servir de exemplo a imitar nos nossos dias (Leão XIII, Enc.Aeterni Patris).
O que importa saber, antes de tudo, é que a filosofia escolástica, que mandamos adotar, é principalmente a de Santo Tomás de Aquino; a cujo respeito queremos fique em pleno vigor tudo o que foi determinado pelo Nosso Predecessor e, se há mister, renovamos, confirmamos e mandamos severamente sejam por todos observadas aquelas disposições. Se isto tiver sido descuidado nos seminários, insistam e exijam os Bispos que para o futuro se observe. Tornamos extensiva a mesma ordem aos Superiores das Ordens religiosas. E todos aqueles que ensinam fiquem cientes de que não será sem graves prejuízos que especialmente em matérias metafísicas, se afastarão de Santo Tomás.
Fundamentada assim a filosofia, sobre ela se erga com a maior diligência o edifício teológico. Veneráveis Irmãos, promovei com toda a solicitude o estudo da teologia, de tal sorte que ao saírem dos seminários os clérigos lhe tenham alta consideração e profundo amor, e sempre o conservem carinhosamente. Porquanto é de todos sabido que na quase infinitude das disciplinas que se apresentam às inteligências ávidas do saber, é tão certo que à teologia cabe o primeiro lugar, que os antigos diziam que era dever das outras ciências e artes servirem-na e auxiliarem-na como escravas (Leão XIII, carta ap. In magna, 10/12/1889). Aproveitamos esta ocasião para dizer que Nos parecem dignos de louvor aqueles que, salvando o respeito devido à Tradição, aos Santos Padres, ao magistério eclesiástico, procuram esclarecer a teologia positiva com prudente critério e normas católicas (coisa que nem sempre se observa), tirando luzes da verdadeira história. Certo é que na atualidade, à teologia positiva se deve dar maior extensão que outrora; entretanto, isto se deve fazer de tal sorte que não seja de nenhum modo em detrimento da teologia escolástica, e sejam censurados como fautores do modernismo, aqueles que de tal modo elevam a teologia positiva que parece quase desprezarem a escolástica.
Quanto às disciplinas profanas, basta lembrar o que sabiamente disse o Nosso Predecessor (Alloc. De 7/03/1880): «Aplicai-vos diligentemente ao estudo das coisas naturais; pois, assim como em nossos dias as engenhosas descobertas e os úteis empreendimentos com sobeja razão são admirados pelos contemporâneos, da mesma sorte serão alvo de perenes louvores e encarecimentos dos vindouros». Seja isto feito sem prejuízo dos estudos sacros; assim também o advertiu o mesmo Nosso Predecessor, pela seguintes palavras (lugar citado): «A causa de tais erros, se a investigarmos cuidadosamente, provém principalmente de que hoje, quanto maior intensidade se dá aos estudos das ciências naturais, tanto mais se descuram as disciplinas mais severas e mais elevadas; algumas destas são, de fato, quase atiradas ao esquecimento; outras são tratadas com pouca vontade e de leve, e, coisa indigna, perdido o esplendor de sua primitiva dignidade, são deturpadas por opiniões inverossímeis e por enormes erros. É esta a lei à qual mandamos que se conformem os estudos das ciências naturais nos seminários.
II. Em vista tanto destas Nossas disposições como da do Nosso Antecessor, convém prestar muita atenção toda vez que se tratar da escolha dos diretores e professores tanto dos seminários quanto das Universidades católicas. Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido.
Faça-se o mesmo com aqueles que, às ocultas ou às claras, favorecerem o modernismo, louvando os modernistas, ou atenuando-lhes a culpa, ou criticando a escolástica, os Santos Padres, o magistério eclesiástico, ou negando obediência a quem quer que se ache em exercício do poder eclesiástico; bem assim como aqueles que se mostrarem amigos da novidade em matéria histórica, arqueológica e bíblica; e finalmente com aqueles que se descuidarem dos estudos sacros ou parecerem dar preferência aos profanos. Neste ponto, Veneráveis Irmãos, e particularmente na escolha dos lentes, nunca será demasiada a vossa solicitude e constância; porquanto, é o mais das vezes ao exemplo dos mestres que se formam os discípulos. Firmados, portanto, no dever da consciência, procedei nesta matéria com prudência, mas também com energia.
Não deve ser menor a vossa vigilância e severidade na escolha daqueles que devem ser admitidos ao Sacerdócio. Longe, muito longe do clero esteja o amor às novidades; Deus não vê com bons olhos os ânimos soberbos e rebeldes! A ninguém doravante se conceda a láurea da teologia ou direito canônico, se primeiro não tiver feito todo o curso de filosofia escolástica. Se, não obstante isto, ela for concedida, será nula. Tornem-se doravante extensivas a todas as nações as disposições emanadas da Sagrada Congregação dos Bispos e Regulares no ano 1896, acerca da freqüência dos clérigos regulares e seculares da Itália às Universidades. Os clérigos e sacerdotes inscritos a um Instituto ou a uma Universidade católica, não poderão freqüentar nas Universidades civis cursos também existentes nos Institutos católicos a que se inscreveram. Se, em tempos passados, isto tiver sido concedido em algum lugar, mandamos que de ora em diante não mais se permita. Ponham os Bispos que formam o conselho diretivo de tais Institutos católicos ou Universidades católicas, o maior empenho em fazer observar estas nossas determinações.
III. Compete, outrossim, aos Bispos providenciar para que os livros dos modernistas já publicados não sejam lidos, e as novas publicações sejam proibidas. Qualquer livro, jornal ou periódico desse gênero não poderá ser permitido aos alunos dos seminários ou das Universidades católicas, pois daí não lhes proviria menor mal do que o que produzem as más leituras; antes, seria ainda pior, porque ficaria contaminada a mesma raiz da vida cristã. Nem diversamente se há de julgar dos escritos de certos católicos, homens aliás de não más intenções, porém faltos de estudos teológicos e embebidos de filosofia moderna, que procuram conciliar com a fé, e fazê-la servir, como eles dizem, em proveito da mesma fé. O nome e a boa reputação dos autores faz com que tais livros sejam lidos sem o menor escrúpulo, e por isto mesmo se tornam assaz perigosos para pouco e pouco encaminharem ao modernismo.
Querendo, Veneráveis Irmãos, dar-vos normas gerais em tão grave assunto, se em vossas dioceses circularem livros perniciosos, procurai energicamente proscrevê-los, condenando-os mesmo solenemente, se o julgardes oportuno. Conquanto esta Sede Apostólica procure por todos os meios proscrever tais publicações, tornou-se hoje tão avultado o seu número que não lhe bastariam forças para condená-las todas. Disto resulta às vezes que o remédio já chega tarde, porque a demora já facilitou a infiltração do mal. Queremos, por conseguinte, que os Bispos, pondo de parte todo o receio, repelindo a prudência da carne, desdenhando a grita dos maus, com suavidade perseverante cumpram todos o que lhes cabe, lembrando-se do que na Constituição Apostólica Officiorum, Leão XIII escreveu: «Empenhem-se os Ordinários, mesmo como Delegados da Sede Apostólica, em proscrever e tirar das mãos dos fiéis os livros ou quaisquer escritos nocivos publicados ou divulgados nas suas dioceses». Com estas palavras, é verdade, concede-se um direito; mas, ao mesmo tempo, também se impõe um dever. Ninguém, contudo, julgue ter cumprido tal dever pelo fato de Nos remeter um ou outro livro, deixando entretanto muitíssimos outros serem publicados e divulgados. Nem se julguem desobrigados disto por terem ciência de que certo livro alcançou de outrem o Imprimatur, porquanto tal concessão pode ser falsa, como também pode ter sido por descuido, por excesso de benignidade, ou por demasiada fé no autor; e este último caso pode muito facilmente dar-se nas Ordens religiosas. Acresce também saber que, assim como todo e qualquer alimento não serve igualmente para todos, da mesma sorte um livro que pode ser inocente num lugar, já noutro, por certas circunstâncias, pode tornar-se nocivo. Se, por conseguinte, o Bispo, depois de ouvir o parecer de pessoas prudentes, julgar que em sua diocese deve ser condenado algum desses livros, damos-lhe para isto ampla faculdade, e até o oneramos com este dever. Desejamos entretanto se conservem as devidas atenções, e talvez baste num ou noutro caso restringir ao clero essa proibição; e ainda mesmo neste caso os livreiros católicos estão obrigados a não dar à venda as publicações proibidas pelo Bispo. E já que nos caiu sob a pena este assunto, atendam os Bispos a que os livreiros, por avidez de lucro, não vendam livros perniciosos; o certo é que nos catálogos de alguns deles não poucas vezes se vêem anunciados, e com bastante louvores, os livros dos modernistas. Se eles a isto se recusarem, não ponham dúvida os Bispos em privá-los do título de livreiros católicos; da mesma sorte, e por mais forte razão, se gozarem do título de episcopais; mas, se tiverem o título de pontifícios, seja o caso deferido à Santa Sé. A todos finalmente lembramos o artigo XXVI da citada Constituição apostólica Officiorum: «Todas as pessoas que tiverem obtido faculdade apostólica de ler e conservar livros proibidos, não se acham por esse mesmo fato autorizadas a ler livros ou jornais proscritos pelos Ordinários locais, salvo se no indulto apostólico se achar expressamente declarada a licença de ler e conservar livros condenados por quem quer seja».
IV. No entanto não basta impedir a leitura ou a venda de livros maus; cumpre, outrossim, impedir-lhes a impressão. Usem pois, os Bispos a maior severidade em conceder licença para impressão. E visto como é grande o número de livros que, segundo a Constituição Officiorum, hão mister da autorização do Ordinário, é costume em certas dioceses designar, em número conveniente, Censores, por ofício, para o exame dos manuscritos. Louvamos com efusão de ânimo essa instituição de censura; e não só exortamos, mas mandamos que se estenda a todas as dioceses. Haja, portanto, em todas as Cúrias episcopais censores para a revisão dos escritos em via de publicação. Sejam estes escolhidos no clero secular e regular, homens idosos, sábios e prudentes, que ao aprovar ou reprovar uma doutrina tomem um meio termo seguro. Terão eles o encargo de examinar tudo o que, segundo os artigos XLI e XLII da referida Constituição, precisar de licença para ser publicado. O Censor dará o seu parecer por escrito. Se for favorável, o Bispo permitirá a impressão com a palavra Imprimatur, que deverá ser precedida do Nihil obstat e do nome do Censor. Também na Cúria romana, como nas outras, serão estabelecidos Censores de Ofício. Serão estes designados pelo Mestre do Sagrado Palácio Apostólico, depois de consultar o Cardeal Vigário de Roma e obtido também o consentimento e aprovação do Sumo Pontífice. O mesmo determinará qual dos Censores deverá examinar cada escrito. A licença de impressão será concedida pelo referido Mestre juntamente com o Cardeal Vigário ou o seu Vice-gerente, antepondo-se, porém, como acima se disse, o Nihil obstat e o nome do Censor. Somente em circunstâncias extraordinárias e raríssimas, a prudente juízo do Bispo, poderá omitir-se a menção do Censor. Nunca se dará a conhecer ao autor o nome do Censor, antes que este tenha dado seu juízo favorável, afim de que o Censor não venha sofrer vexames, enquanto examinar os escritos ou depois que os tiver desaprovado. Nunca se escolham Censores entre as Ordens religiosas, sem primeiro pedir secretamente o parecer ao Superior provincial, ou, se se tratar de Roma, ao Geral; estes deverão em consciência dar atestado dos costumes, do saber, da integridade e das doutrinas do escolhido. Avisamos aos Superiores religiosos do gravíssimo dever que têm de nunca permitir que algum de seus súditos publique alguma coisa, sem a prévia autorização juntamente com a do Ordinário. Declaramos em último lugar, que o título de Censor, com que alguém for honrado, nenhuma eficácia terá nem jamais poderá ser aduzido para corroborar as suas opiniões particulares.
Ditas estas coisas em geral, particularmente mandamos a mais rigorosa observância do que se prescreve no artigo XLII da citada Constituição Officiorum, a saber: «É proibido aos sacerdotes seculares tomarem a direção de jornais ou periódicos, sem prévia autorização do Ordinário». Será privado desta licença quem, depois de ter recebido advertência, continuar a fazer mau uso dela. Como há certos sacerdotes, que, com o nome de correspondentes, ou colaboradores, escrevem nos jornais ou periódicos, artigos infectos de modernismo, tomem providências os Bispos para que tal não aconteça; e, acontecendo, advirtam-nos e proíbam-nos de escrever. Com toda a autoridade mandamos que os Superiores das Ordens religiosas façam o mesmo; e se estes se mostrarem descuidados neste ponto, façam-no os Bispos com autoridade delegada do Sumo Pontífice. Sempre que for possível tenham os jornais e periódicos publicados pelos católicos um determinado Censor. Será este obrigado à revisão de todas as folhas ou fascículos já impressos; e se encontrar alguma coisa perigosa, fará corrigi-la quanto antes. E se o Censor tiver deixado passar alguma coisa, o Bispo tem o direito de fazê-la corrigir.
V. Já nos referimos acima aos congressos, reuniões públicas, em que os modernistas se aplicam à pública defesa e propaganda das suas opiniões. Salvo raríssimas exceções, de ora em diante os Bispos não permitirão mais os congressos de sacerdotes. Se nalgum caso o permitirem, será sob condição de não tratarem de assuntos de competência dos Bispos ou da Santa Sé, de não fazerem propostas nem petições que envolvam usurpação de jurisdição, nem se faça menção alguma de tudo o que pareça modernismo, presbiterianismo ou laicismo. A essas reuniões que devem ser autorizadas, cada uma em particular e por escrito, e na época oportuna, não poderá comparecer sacerdote algum de outra diocese, sem as cartas de recomendação do próprio Bispo. Lembrem-se todos os sacerdotes do que por estas gravíssimas palavras, Leão XIII recomendou (Carta Enc. Nobilissima Gallorum 10/02/1884): «Seja intangível para os sacerdotes a autoridade dos próprios Bispos; persuadem-se de que se o ministério sacerdotal não se exercer debaixo da direção do Bispo, não será santo, nem proveitoso nem merecedor de respeito».
VI. Mas que aproveitariam, Veneráveis Irmãos, as Nossas ordens e as Nossas prescrições, se não fossem observadas como se deve com firmeza? Para o alcançarmos, pareceu-Nos bem estender a todas as dioceses o que desde muito anos os Bispos da Úmbria, com tanta sabedoria, resolveram entre si (Atas do Congresso dos Bispos de Úmbria, nov.1849, Tit. II art.6). «Para extirpar, diziam eles, os erros já espalhados e impedir que se continue a sua difusão, ou que haja mestres de impiedade que perpetuam os perniciosos efeitos produzidos por essa mesma difusão, seguindo o exemplo de São Carlos Borromeu, este sacro Congresso determina que em cada diocese se institua um conselho de homens eméritos dos dois cleros, com a incumbência de ver se, e de que modo, os novos erros se dilatam e se propagam, e dar aviso disto ao Bispo, para que de comum acordo se providencie para a extinção do mal logo que desponte e não tenha tempo de espalhar-se com detrimento das almas, nem, o que ainda seria pior, de se avigorar e crescer. Determinamos, pois, que em cada diocese se institua um semelhante Conselho, que se denominará Conselho de Vigilância. Os membros do Conselho serão escolhidos pela normas já prescritas para os Censores dos livros. Reunir-se-ão de dois em dois meses, em dia determinado, em presença do Bispo; e as coisas tratadas ou resolvidas guardem-nas os Conselheiros com segredo inviolável.
Serão estes os deveres dos membros do Conselho: investiguem com cuidado os vestígios do modernismo, tanto nos livros como no magistério, e com prudência, rapidez e eficácia providenciem quando houver mister pela preservação do clero e da mocidade. – Combatam as novidades de palavras, e lembrem-se dos avisos de Leão XIII (Instr. S.C. NN. EE. EE. 27/01/1902): «Nas publicações católicas não se poderia aprovar uma linguagem que, inspirando-se em perniciosas novidades, parecesse escarnecer da piedade dos fiéis e falasse de nova orientação da vida cristã, de novas direções da Igreja, de novas aspirações da alma moderna, de nova vocação do clero, de nova civilização cristã». Não se tolerem tais dislates nem nos livros nem nas cátedras. – Não se descuidem dos livros em que se tratar das piedosas tradições de cada lugar, ou das sagradas Relíquias. Não permitam que se ventilem tais questões em jornais ou em periódicos destinados a nutrir a piedade, nem com expressões que tenham ares de zombaria ou de desdém, nem com afirmações decisivas, particularmente, como quase sempre sucede, quando o que se afirma não passa as raias da probabilidade ou quando se baseia em opiniões e preconceitos. – Acerca das sagradas Relíquias tomem-se as seguintes normas: se os Bispos, que são os únicos juízes nesta matéria, reconhecerem com certeza que uma relíquia é falsa, sem demora a subtrairão ao culto dos fiéis. Se, por ocasião de perturbações civis ou por outro motivo, se tiverem extraviado os documentos de autenticidade de uma Relíquia qualquer, não seja exposta à veneração do povo, sem que primeiro tenha sido reconhecida pelo Bispo. Só terá valor o argumento de prescrição ou de presunção fundada, quando o culto for recomendável pela sua antigüidade, conforme o Decreto da Congregação das Indulgências e das sagradas Relíquias, do ano de 1896, expresso nestes termos: «As antigas Relíquias devem ser conservadas na veneração que tiverem até agora, salvo se em casos particulares se tiverem provas certas de que são falsas ou supositícias. – Nos juízos a emitir acerca das pias tradições, tenha-se sempre diante dos olhos a suma prudência de que usa a Igreja nesta matéria, de não permitir que essas tradições sejam relatadas nos livros sem as determinadas precauções, e com a prévia declaração prescrita por Urbano VIII; e apesar disto, ainda não se segue que a Igreja tenha o fato por verdadeiro, mas apenas não proíbe que se lhe dê crédito, uma vez que para isto não faltem argumentos humanos. Foi isto precisamente o que, há trinta anos, a Sagrada Congregação dos Ritos declarou (Decr. 2/05/1877): «Essas aparições ou revelações não foram aprovadas nem condenadas pela Santa Sé, foram apenas aceitas como merecedores de piedosa crença, com fé puramente humana, em vista da tradição de que gozam, também confirmadas por testemunhas e documentos idôneos». Quem se apegar a esta regra, nada tem que temer. Com efeito, o culto de qualquer aparição, enquanto se baseia num fato e por isto se chama relativo, inclui sempre implicitamente a condição de veracidade do fato; o absoluto, porém, sempre se funda na verdade, porquanto se dirige às mesmas pessoas dos Santos, a quem se honra. Dá-se o mesmo com as Relíquias. –Recomendamos por fim ao Conselho de Vigilância, lance assídua e cuidadosamente as suas vistas sobre os institutos sociais e bem assim sobre os escritos relativos a questões sociais, afim de que nem sequer aí se dê agasalho a livros de modernismo, mas se acatem as prescrições dos Pontífices Romanos.
VII. A fim de que as coisas aqui determinadas não fiquem esquecidas, queremos e mandamos que, passado um ano da publicação das presentes Letras, e em seguida, depois de cada triênio, com exposição diligente e juramentada os Bispos informem a Santa Sé a respeito do que nestas mesmas Letras se prescreve e das doutrinas que circulam no clero e particularmente nos seminários e outros Institutos católicos, não excetuando nem sequer aqueles que estão isentos da autoridade do Ordinário. Ordenamos a mesma coisa aos Superiores gerais das Ordens religiosas, com relação aos seus súditos.
CONCLUSÃO
Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis. Por certo os inimigos da Igreja hão de valer-se disto, para de novo repisarem a velha acusação, com que procuram fazer-Nos passar por inimigos da ciência e dos progressos da civilização. A fim de opormos um novo desmentido a tais acusações, que são desfeitas a cada página da história da Igreja, é Nosso propósito conceder todo o auxílio e proteção a uma nova Instituição, pela qual sob o influxo da verdade católica, será promovida toda a sorte de ciências e erudições, com o concurso dos católicos mais insignes no saber. Queira Deus secundar os Nossos desígnios, e auxiliarem-nos todos quantos têm verdadeiro amor à Igreja de Jesus Cristo. Entretanto, Veneráveis Irmãos, para vós, em cuja obra e zelo tanto confiamos, pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza. Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias. E Nós, como penhor da Nossa afeição e como arras das divinas consolações no meio de vossos trabalhos, de coração vos damos a vós, ao vosso clero, e ao vosso povo a Benção Apostólica.
Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado.
PIO PP. X

Papa São Pio X

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ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES

Por Lukas Hawks

Para quem quiser decifrar como funciona o processo de desinformação e assassinato de reputação por parte da Globo contra o atual governo, vou revelar para vocês algumas informações para que decifrem quando assistirem ao próximo Jornal Nacional:

– Faz parte da estratégia de desinformação usar frases negativas de impacto, como: “Bolsonaro ataca,” “declaração polêmica,” “crise no governo,” etc. Reparem que essas frases são ditas com muita ênfase, e sempre vem acompanhadas da palavra Bolsonaro. Isso cria no seu imaginário, a associação negativa, com o nome Bolsonaro. Isso é para que seu subconsciente se acostume com essa associação.
– Sempre que houver uma notícia positiva, repare que a palavra Bolsonaro é camuflada, e substituída pelas palavras “governo” ou “Brasil”.
– Quando Bolsonaro é associado a algo positivo, repare que SEMPRE a matéria seguinte será desfavorável ao governo, sempre!
– As reportagens desfavoráveis ao governo, são sempre feitas pelos mesmo repórteres, são aqueles que tem uma espécie de confiança da direção, e estão sempre fazendo as reportagens de interesse da emissora, como sobre adversários políticos da Globo, militância por Marielle, ou contra a igreja universal, ou a Record. São sempre os mesmos jornalistas que fazem esse tipo de reportagem.
– Sempre que Bolsonaro viaja para algum lugar ou faz algum acordo comercial, o JN desvirtua o feito, maximizando polêmicas específicas durante a viagem, explorando a impulsividade de Bolsonaro ao dar entrevistas, fazendo perguntas específicas, porque já possuem uma narrativa montada, e fazem a pergunta já com a matéria pronta, a fim de polemizar e tirar o foco da viagem, exemplo: “briga com Moro”, “filhos”, ou opiniões polêmicas aleatórias.
– Nós somos animais linguísticos, não nos comunicamos apenas pelo QUE dizemos, mas também COMO dizemos, a forma como falamos, também implica na comunicação, então, reparem nas expressões dos jornalistas, na maneira de falar, e comparem com a forma que falam de Greta ou Marielle, no brilho no olhar e nas palavras.

Existem muito mais aspectos dentro desse processo, mas seria muito complexo de explicar, mas eles seguem sempre o mesmo padrão. Tudo isso é psicologia, se chama desinformação, e funciona como um processo de lavagem cerebral. Eles fazem isso ha muito tempo, e o tempo todo, transformam bandidos em mocinhos e vice versa, e conseguem fazer com que as pessoas tenham conclusões equivocadas, e acabam assassinando reputações.

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A FARRA DA MARGINALHA COM A ITAIPÚ

A CRUSOÉ PUBLICOU ESTA MATÉRIA: ENTENDA PORQUE O PODER CONSTITUÍDO AMA LULA E ODEIA BOLSONARO.

Usina de mordomias
Hotéis cinco estrelas, voos em classe executiva, férias esticadas e palestras remuneradas:documentos obtidos por Crusoé mostram como a *hidrelétrica de Itaipu* virou uma generosa fonte de recursos para bancar a doce vida de altas autoridades do Judiciário em eventos pelo mundo
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Itaipu, ou *“a pedra que canta”, em tupi,* era o nome do ponto do rio Paraná, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, que os ditadores brasileiros e paraguaios escolheram para construir conjuntamente nos anos 1970 aquela que seria, até o início deste século, a maior hidrelétrica do mundo.
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Era, antes de tudo, um projeto de desenvolvimento regional.
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Mas, desde a inauguração da usina, em 1982, os milhões de megawatts gerados sempre despertaram dos dois lados da fronteira a cobiça da classe política, interessada em seu polpudo orçamento.
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São cerca de 15 bilhões de reais disponíveis por ano, oriundos da venda da energia gerada em conjunto pela estatal brasileira Eletrobras e por sua congênere paraguaia, a Ande.
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Dinheiro que, por ter origem em uma companhia binacional, passa ao largo do controle de órgãos como o Tribunal de Contas da União.
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O que não se sabia, e que Crusoé revela nesta edição, é que a caixa-preta de Itaipu não *servia apenas aos políticos,* mas, com alguma diferença, também a *altas autoridades do Judiciário.* Documentos obtidos pela reportagem mostram que a hidrelétrica funcionou, durante anos, como um generoso caixa que bancava mordomias e viagens de *ministros do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, de tribunais regionais federais e de tribunais estaduais.*
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Desde 2013, a companhia desembolsou pelo menos *16 milhões de reais para eventos jurídicos diversos.*
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O dinheiro que saía dos cofres de Itaipu custeou dezenas e dezenas de passagens em classe executiva para os Estados Unidos e a Europa e hospedagem em hotéis estrelados.
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Também foi usado para pagar palestras proferidas por magistrados, entre eles ministros do Supremo Tribunal Federal.
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Tudo era viabilizado por convênios firmados por Itaipu com entidades que pediam dinheiro com a justificativa de difundir conhecimento jurídico.
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A companhia, então, repassava as verbas a fundo perdido. A lista dos magistrados que de alguma forma tiveram despesas custeadas pelos cofres de Itaipu inclui *seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal: o atual presidente da corte, José Antonio Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski.*
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Também aparecem na lista o *presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, e outros 18 ministros da corte.*
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O rol de juízes de primeira instância e desembargadores é ainda mais extenso.
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Há ainda outras personalidades que, junto com os magistrados, foram convidadas para participar dos tais eventos.
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É o caso do presidente da OAB, *Felipe Santa Cruz, o atual secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB, e o senador petista Jaques Wagner.*
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Eis alguns dos casos mais emblemáticos que os documentos revelam:

*TOUR ESTENDIDO*
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No ano passado, o ministro *Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, viajou com sua mulher,* Yara de Abreu Lewandowski, para Lisboa. Era sexta-feira, 29 de junho, último dia antes do recesso forense de meio de ano.
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Em Portugal, o casal visitou outras cidades até que, em 4 de julho, seguiu para Madri.Três dias depois, eles seguiram para Londres em 7 de julho.
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Foi de lá que partiu o voo do casal de volta para o Brasil, em 21 de julho.
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Todas as passagens foram bancadas com recursos de Itaipu, sob o argumento de patrocinar o *Seminário de Verão realizado na Universidade de Coimbra,* cidade localizada a 200 quilômetros de Lisboa.
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O evento foi realizado nos dias 2 e 3 de julho. Durou apenas dois dias, portanto.
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Mas, sim, é exatamente o que você entendeu: a verba da binacional pagou todo o restante do *périplo europeu de Lewandowski e de sua senhora.*
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*O seminário de Coimbra,* como mostrou Crusoé há um mês, é organizado anualmente pelo desconhecido Instituto de Pesquisas e Estudos Jurídicos Avançados, o Ipeja, e ocorre sempre durante as férias do Judiciário.
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A entidade não deixa claro como funcionam os patrocínios de seus eventos nem informa que tipo de despesas costuma bancar – algo que, agora, os documentos de Itaipu trazem à luz.
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Na edição de 2017, mostram as notas, *João Otávio de Noronha, o presidente do STJ,* fez algo semelhante. Voou para o evento em Lisboa, que naquele ano tinha três dias, mas depois foi a Berlim, Roma e Madri. O tour durou 25 dias.
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As passagens (inclusive as dos trechos internos na Europa) do próprio Noronha, da mulher dele, Denimar, e da filha, Anna Carolina, foram custeadas por Itaipu.
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O papelório obtido por Crusoé mostra que *Itaipu gastou nada menos que 800 mil reais* com passagens executivas de magistrados e seus parentes, além de hospedagem e traslado para os convidados em três edições do seminário de verão de Coimbra – *em 2016, 2017 e 2018.*
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Mais do que o valor, as notas fiscais e recibos emitidos pelo Ipeja e repassados à companhia a título de prestação de contas confirmam que, via de regra, as excelências convidadas *seguem o padrão de Lewandowski* e aproveitam para esticar a estadia na Europa, com direito às passagens das viagens que realizam internamente nas semanas seguintes, sem nenhuma relação com o evento patrocinado.
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*A pretexto de apoiar “debates de temas relevantes* nas áreas de ciências jurídicas e sociais e pesquisa científica” na Universidade de Coimbra, nos últimos três anos Itaipu bancou *viagens de ministros e seus familiares para o Reino Unido, França, Irlanda, Espanha, Itália e Alemanha.*
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Até *o atual presidente do STF, ministro Dias Toffoli,* figurou no ano passado como um dos agraciados com passagens executivas para a capital portuguesa.
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Ele deixou Brasília em 30 de junho rumo a Lisboa e de lá seguiu para Coimbra, onde participou do seminário em 2 e 3 de julho. Sua volta para o Brasil, partindo de Lisboa, foi só em 21 de julho.
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Em alguns casos, a prestação de contas mostra que os ministros aproveitavam para levar seus filhos para o passeio.
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Uma das presenças mais frequentes no evento português, o também ministro do Supremo *Marco Aurélio Mello fez isso em 2017.*
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Na ocasião, ele viajou com seu filho, *Eduardo Affonso Mello,* auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD.
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Os dois deixaram o Brasil rumo a Portugal no dia 30 de junho e só retornaram em 10 de julho.
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*DE NOVO, PATROCÍNIO OCULTO*
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Além do Ipeja, outra entidade já conhecida e que recentemente caiu no radar da Lava Jato figura como importante *parceira de Itaipu para a realização de eventos com ministros de tribunais superiores pelo mundo.*
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Trata-se da *FGV Projetos,* o braço de assessoria técnica da prestigiada fundação com sede no Rio de Janeiro que chegou a ser alvo de um dos desdobramentos da Lava Jato fluminense por suspeita de *elaborar pareceres para o governo de Sérgio Cabral que ajudavam a justificar os acertos ilícitos* entre empresas e o estado.
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Nos documentos obtidos por Crusoé, a FGV Projetos foi a instituição que mais conseguiu captar recursos para eventos jurídicos, por meio de dois convênios que *somam 4,9 milhões de reais* e foram utilizados para a produção de *nove seminários e palestras* e para a elaboração de um estudo sobre a imagem do Judiciário.
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A prestação de contas mostra que, a exemplo do *convênio com o Ipeja, há casos de ministros de tribunais superiores* que ganharam passagens para o exterior com parentes.
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Também há passagens áreas para destinos sem relação nenhuma com os eventos que foram objeto do patrocínio.
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De novo aqui aparece o *atual presidente do STJ, João Otávio de Noronha.*
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Ele participou da sétima edição do Fórum Jurídico de Lisboa, realizado dos dias 22 a 24 de abril deste ano na capital portuguesa.
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O evento, *organizado pelo IDP, o instituto de direito do qual o ministro Gilmar Mendes é sócio,* era mais um com patrocínio de Itaipu, embora a logomarca da companhia não estivesse estampada no material de divulgação.
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*A edição de 2019 do chamado “fórum do Gilmar” foi colada com a Semana Santa, feriado no qual tanto o Supremo quanto o STJ* emendaram do dia 17, uma sexta-feira, até 21 de abril, um domingo.
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Um dos convidados, João Otávio Noronha foi para Lisboa quatro dias antes do início do evento, em 18 de abril. E, mesmo depois de encerrado o fórum, de novo aproveitou para ampliar seu roteiro.
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*Sempre com passagens pagas por Itaipu, de acordo com os documentos apresentados pela FGV* na prestação de contas.
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No dia 25, o presidente do STJ seguiu de Lisboa para Paris, onde ficou até 1º de maio.
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Por justiça, é importante dizer: Noronha aproveitou a viagem para compromissos profissionais.
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Em Paris, ele assinou um acordo de cooperação com o presidente da Corte de Cassação da França, Bertrand Louvel. Isso foi em 29 de abril.
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*No mesmo dia, Noronha participou, junto com outros ministros do STJ* e magistrados franceses, de um seminário sobre direito ambiental.
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Nada, porém, tinha relação com Itaipu, a fonte pagadora das passagens daquele seu périplo europeu.
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*O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, por sua vez, foi outro que aproveitou o evento do colega Gilmar em Lisboa* para passar o feriado da Semana Santa na Europa com a mulher.
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Também com passagens pagas por Itaipu, os dois foram para a capital portuguesa em 14 de abril, oito dias antes do início do fórum, e retornaram no dia 22, depois de o ministro proferir uma palestra no primeiro dia do evento sobre “reformas na Justiça”.
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*Gilmar, o anfitrião, também viajou às expensas de Itaipu.* Ficou em Lisboa de 19 a 28 de abril.
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*O evento do IDP , que tem Gilmar como coordenador centífico, é organizado em parceria com a FGV Projetos.*
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Antes, era o próprio instituto do ministro que recebia diretamente os patrocínios *(só de Itaipu, desde 2016, o IDP recebeu 810 mil reais),* como Crusoé já mostrou em reportagem.
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Agora, é a FGV quem cuida disso – e por essa razão foi ela, a fundação, que recebeu os recursos da binacional para a edição deste ano do evento.
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Para esse mesmo evento também foram convidados *à custa do patrocínio de Itaipu o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o senador Jaques Wagner, o ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas, o ex-diretor da Polícia Federal Leandro Daiello* e o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região João Pedro Gebran Neto.
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*Santa Cruz, Ibaneis, Wagner, Dantas e Gebran tiveram as despesas de hospedagem custeadas pela binacional.*
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Foram alojados no luxuoso Tivoli, um dos hotéis mais exclusivos da capital portuguesa. Daiello teve as passagens pagas pela companhia.
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*PALESTRAS REMUNERADAS*
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Não foram só passagens e eventos que *Itaipu bancou para as excelências.*
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A companhia também foi responsável pelo pagamento, via FGV, de *um cachê de 20 mil reais ao ministro do STF Luiz Fux* por sua participação no seminário “A Reforma da Previdência”, realizado no centro cultural da fundação, no Rio, em março deste ano.
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A palestra, intitulada “Contornos constitucionais do sistema previdenciário brasileiro”, foi anunciada pela entidade como a mais importante do seminário, que *contou ainda com a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro.*
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Na prestação de contas da FGV não consta que Maia ou José Múcio tenham cobrado para falar.
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*Três ministros do TCU,* Bruno Dantas, Benjamin Zymler e Weder Oliveira, também receberam por palestras no evento.
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Só que, no caso deles, o crédito não chegou exatamente pela pessoa física.
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Foi por meio de empresas que eles abriram exatamente para essa finalidade. *Zymler recebeu 20 mil.*
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*Os outros dois ganharam 15 mil* pela participação no seminário.
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A prestação de contas apresentada pela FGV Projetos a Itaipu inclui ainda uma *despesa de 410 mil reais* para a elaboração de um “sumário executivo” para uma pesquisa destinada a traçar um *diagnóstico da imagem do Poder Judiciário.*
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A pesquisa seria feita, em seguida, pelo Ipespe, instituto do cientista político Antônio Lavareda, com sede em Recife.
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Itaipu foi informada de que *o pedido* para que a pesquisa fosse realizada partiu do *presidente do STF, Dias Toffoli.*
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O pagamento foi feito em maio deste ano.
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Os documentos das prestações de contas também jogam luz sobre detalhes da organização dos eventos jurídicos.
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No ano passado, por exemplo, a *FGV Projetos organizou um seminário em Nova York* para discutir direito e economia. O evento foi realizado na Universidade Columbia.
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Em seu site, a entidade anunciou que *o seminário tinha o “apoio” da tradicional instituição de ensino americana.* Podia até ter.
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Mas não saiu de graça, diferentemente do que a propalada parceria com a instituição americana poderia fazer crer: Columbia cobrou *7 mil dólares para alugar um de seus auditórios* para o palavrório dos brasileiros.
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Essa conta também foi espetada nos cofres de Itaipu.
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Já a Brazilian American Chamber of Commerce, também anunciada como apoiadora do evento, *recebeu 35 mil dólares.*
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Há, no material, casos em que *a patrocinadora Itaipu não tinha sua marca exibida nos eventos.*
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Isso aconteceu na edição de 2017 do evento de Coimbra, por exemplo.
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Para explicar a razão pela qual a marca da binacional não havia sido exposta no pórtico de entrada do evento e na *newsletter da Universidade de Coimbra,* os organizadores mandaram um documento informando que foi *“por problemas de natureza técnica* com o prestador de serviços que teve seus arquivos danificados”.

*LUXO DE GRAÇA*
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Em meio à documentação das prestações de contas, uma outra fatura apresentada pela FGV Projetos chama a atenção.
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*Trata-se do pagamento de 211 mil reais feito em 10 de janeiro deste ano por Itaipu* referentes a reservas em um hotel em Nova York para quinze pessoas, em sua maioria autoridades da cúpula do Judiciário brasileiro, como o *presidente do STF e seu colega Gilmar Mendes, além do presidente do STJ e outros três ministros da corte.*
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O local reservado para as excelências? O luxuoso Hotel Plaza Athénée, *encravado no coração de Manhattan.*
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*As reservas de Toffoli, Mendes, Noronha e mais treze pessoas* iam de 27 de novembro a 1º de dezembro de 2018 e apareciam relacionadas na fatura ao *2º Seminário Direito e Economia, realizado na cidade americana pela FGV.*
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O problema é que o evento, como Crusoé mostrou em reportagem publicada no ano passado, foi realizado no começo do mês. A FGV não esclareceu a divergência de datas.
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Também não explicou se essas reservas se referem a um segundo evento.
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No período que consta dos documentos apresentados na *prestação de contas da GV, Gilmar e Dias Toffoli estavam no Brasil.*
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*Só as passagens de ida e volta de Toffoli* que a fundação anexou à prestação de contas somam 27 mil reais.
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Em outros eventos, as entidades não deixam claro, *nem mesmo na prestação de contas, quem são as autoridades que estão viajando* e ganhando hospedagens com dinheiro público.
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*A FGV Projetos e o Ipeja* utilizam sempre agências de viagens que, muitas vezes, cobram as despesas de várias passagens e hospedagens em conjunto por meio de boletos que não detalham quem são os beneficiários das reservas.
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*Em 2016 a FGV Projetos* pagou, em duas parcelas, faturas referentes à reserva de 40 quartos no Hotel Tryp Coimbra para um seminário realizado naquele ano na cidade, mas não detalhou quem se hospedaria.
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Ao apresentar a fatura do hotel, porém, o estabelecimento português entregou que uma das reservas faturadas dizia respeito a uma *“noite extra de Gilmar Mendes”.*

*O AFILHADO GENEROSO*

As mordomias eram facilitadas porque as excelências convidadas – e também as entidades que as convidavam — *tinham dentro de Itaipu um aliado.*
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Trata-se de Cezar Ziliotto, nomeado em 2013 para o cargo de diretor-jurídico da binacional.
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*A nomeação foi assinada pela então presidente Dilma Rousseff.*
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*Ziliotto chegou lá a partir de uma indicação do ex-governador do Paraná Roberto Requião em parceria com o então deputado federal Ratinho Júnior,* atual governador do estado.
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Percebeu o poder da caneta que tinha em mãos e, em nome da divulgação da imagem da hidrelétrica no universo jurídico, começou a fechar convênios com as entidades e a patrocinar eventos e mais eventos.
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Sua boa vontade nos convênios com entidades jurídicas o aproximou, primeiro, de *Gilmar Mendes, dono do IDP.*
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Depois, ele ficou próximo também de *Dias Toffoli. Os dois ministros, Gilmar principalmente,* acabaram transformando-o numa espécie de afilhado político em Brasília.
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Quando Michel Temer chegou ao poder, em 2016, houve uma corrida pelo cargo, *mas Ziliotto foi mantido.*
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No Planalto, a decisão de deixá-lo na diretoria de Itaipu foi atribuída a um pedido de Gilmar.
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Em janeiro deste ano, logo após tomar posse, Jair Bolsonaro decidiu militarizar a gestão de Itaipu.
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*Pôs no comando da binacional o general Joaquim Silva e Luna. A maior parte da diretoria foi trocada.*
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Os convênios com as entidades jurídicas foram rescindidos. Faltava demitir quem os assinava.
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Luna, porém, encontrou dificuldades para demitir Ziliotto.
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*O esforço de Gilmar e Toffoli para mantê-lo foi grande.* Ziliotto resistiu o quanto pôde.
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Até que um cartapácio *contendo detalhes da farra dos patrocínios na diretoria jurídica chegou ao Palácio do Planalto.*
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Foi o suficiente para que sua exoneração, antes complicada, finalmente saísse.
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Como informou o Diário de Crusoé, a decisão foi *publicada na última terça-feira, dia 7, no Diário Oficial da União.*
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ACESSO FACILITADO
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A estratégia da diretoria jurídica de Itaipu sempre foi se aproximar das cortes para ter um bom trânsito nos gabinetes de seus ministros.
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Muitas das excelências que participaram nos últimos anos de eventos patrocinados pela estatal e, por isso, *tiveram despesas pagas com dinheiro de seus cofres, têm sob sua responsabilidade processos de interesse da companhia.*
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De 2015 para cá, só no STF foram protocoladas 14 ações que têm Itaipu como parte.
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Três deles tratam de ações de reintegração de posse movidas pela binacional contra *famílias que se instalaram na faixa de preservação do reservatório da hidrelétrica e estão sob análise de Dias Toffoli.*
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*Já Marco Aurélio Mello,* que também viajou à custa da empresa, tem sob sua *relatoria uma ação civil que discute se Itaipu pode contratar funcionários sem realizar concurso público.*
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O processo se arrasta na corte desde 2012.
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*Cezar Ziliotto, o diretor que assinava os convênios de patrocínios,* aparece entre os advogados de Itaipu na ação.
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No STJ, só neste ano chegaram quatro processos que têm Itaipu como parte.
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Três foram enviados para gabinetes de ministros que também já foram a eventos pagos pela empresa.
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Além de beneficiar *institutos famosos e próximos do poder togado em Brasília,* os generosos recursos de Itaipu também eram destinados a entidades menores.
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Era raro, mas acontecia de algumas dessas organizações de menor porte e menos prestígio terem prestações de contas serem questionadas pela área técnica da companhia – algo incomum entre as grandes.

Da Amapar, a associação do juízes do Paraná, Itaipu chegou a cobrar informações sobre inconsistências detectadas nos documentos enviados para justificar os gastos em uma série de eventos realizada entre 2017 e 2018 e cujo encerramento ocorreu no luxuoso Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu.
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Nesse caso, os auditores de Itaipu quiseram saber os nomes dos beneficiários de passagens aéreas e de hospedagens no complexo.
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A entidade acabou informando quem eram os passageiros — os *ministros do STJ Luis Felipe Salomão, Paulo Ribeiro e Ricardo Cueva* estavam entre eles –, mas deixou claro o incômodo.
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“Destacamos que a exposição de valores individuais viola o direito à individualidade garantido pela Constituição Federal.” A preocupação tinha razão de ser.
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Nessa mesma prestação de contas, havia despesas consideradas incompatíveis com o patrocínio, especialmente bebidas alcoólicas: Aperol Spritz, Dry Martini, vinho, cerveja e chopp.
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No rol de gastos que haviam sido incluídos entre as despesas pagas com dinheiro da companhia havia até mesmo um frasco de desodorante.
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A associação não gostou de ser cobrada:
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“Entendemos que todos os valores deveriam ser contabilizados como pagos”.

*‘INEXISTEM MORDOMIAS’*
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Crusoé tentou ouvir todos os personagens citados nesta reportagem.
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Cezar Ziliotto, o *ex-diretor-jurídico de Itaipu,* disse que não houve pagamento de mordomias para autoridades em sua gestão.
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“Inexistem mordomias. Itaipu sempre teve uma política de incentivo à promoção de iniciativas culturais, sociais e jurídicas.
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O investimento nesses projetos é positivo para a empresa e para a difusão do conhecimento”, afirmou.
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Indagado sobre sua relação com Toffoli e Gilmar Mendes, ele respondeu:
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“O responsável pela coordenação dos processos de Itaipu no Judiciário tem o dever de manter um bom relacionamento profissional e respeitoso com representantes de todo o sistema de justiça.
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Pessoalmente, tenho respeito e admiração por todos os integrantes dos tribunais superiores”.
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*O STF e STJ, para os quais foram enviados questionamentos* destinados aos ministros de ambas as cortes que aparecem como participantes dos eventos, não enviaram resposta.
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Gebran Neto, do TRF-4, afirmou que não tinha conhecimento de quem eram os patrocinadores do evento de que participou, em Portugal.
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A FGV Projetos, ao invés de responder as perguntas, enviou nota atacando os jornalistas de Crusoé.
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*“A FGV PROJETOS* repele, com veemência, as insinuações lançadas, que maculam sua imagem e, em ataque ao próprio Poder Judiciário brasileiro, colocam em dúvida a idoneidade de vários de seus membros”, diz o texto.
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A nota diz ainda que os eventos realizados pela fundação “somente elevaram o conceito do Brasil no exterior”.

Entendeu agora porque o poder judiciário ama o Lula e odeia Bolsonaro e por isso envida todos os esforços para inviabilizar seu governo? Porque não querem o fim da farra com dinheiro público.

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BURROS E JUMENTOS

*QUERIDOS FORMANDOS, BURROS E JUMENTOS!*
Por Maurício Mühlmann Erthal

Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.
Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas, etc, é como carimbar o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate (neste caso justificável).
Na nossa cultura deformada pelo ‘coitadismo’, ou para falar mais academicamente, pelo ethos-igualitarista moderno, teimamos em achar que a Universidade é para todos. Nunca foi e nunca será. Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.
A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis” no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.
Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra …e muito menos ainda formar militantes revolucionários que irão implantar o comunismo no país.
Para formar profissionais e mão de obra existe o ensino técnico e profissionalizante. As oportunidades que devem ser oferecidas a todos é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade PRODUZIR CONHECIMENTO.
Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha é algo completamente estúpido! Tudo que o governo do PT conseguiu foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo!
Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o país. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.
Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes e mais esforçadas que as outras; enfiam goela abaixo de todos o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos e produzirá os piores resultados.
Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda. Cerquem um gênio de medíocres e vulgares e testemunhará sua lenta e gradual decadência.
Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, há uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos; nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas, etc.
Nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração “Nem Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados, vazios, idiotas e arrogantes que votam no PSOL e morrem de medo de se tornar adultos. Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente legalizar seu suicídio.
(M.Erthal)

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… A VERDADE VOS LIBERTARÁ

Hoje, (28/12) o jornal “O Estado de São Paulo” publicou editorial com o seguinte tema:

‘O País precisa de rumo, que deve ser dado pelo presidente. Até aqui, Bolsonaro não se mostrou, nem remotamente, à altura dessa tarefa e não há razões para acreditar que algum dia estará.’ #estadao

John Kirchhofer replicou com o seguinte texto:

*A cegueira de um grande jornal*

É incrível como um jornal da tradição e tamanho do Estadão continue cego às evidências! Preso a um passado que se desmancha, frente a um presente que seus anacrônicos editores se negam a enxergar!

O mundo muda numa velocidade estonteante. A mídia impressa caminha para a falência. O exemplo da editora Abril não lhes serve para abrir-lhes os olhos.

Acorda Estadão!

Bolsonaro não governará, nem indicará “rumos”, através de discursos eloquentes, retórica brilhante, embromação de longas palavras. Bolsonaro governará com a mais poderosa forma de liderança que o mundo conhece: O EXEMPLO! A VERDADE!

Vocês fazem parte de um tempo em que a admiração por longuíssimos discursos, de uma, duas ou até três horas impressionava as massas e hipnotizava os jornalistas!
Era o tempo do fanatismo aos discursos de Fidel Castro, Carlos Lacerda e Leonel Brizola!

Acorda Estadão!

Este tipo de comunicação ACABOU!
As recentes eleições Americanas e, aqui, no Brasil, sepultaram este tipo de retórica.
E, olhe que a mudança veio como uma tsunami!
99% dos jornais erraram suas previsões sobre a possibilidade de vitória de Bolsonaro.
99% das televisões erraram em seus comentários sobre as chances de Bolsonaro vencer.
99% dos Institutos de Pesquisas apostavam que Bolsonaro perderia para qualquer candidato no segundo turno.
99% dos políticos e partidos deste país não acreditavam na possibilidade de Bolsonaro vencer as eleições.
99% dos jornalistas deste país, zombaram de Bolsonaro e riram de suas fraquezas, quando, de forma franca e verdadeira, dizia que não conhecia de economia e iria deixar esta área estratégica nas mãos de um competente economista. Virou gozação nacional a piada do Posto Ipiranga do Bolsonaro.
Quebraram a cara! Todos!

Achavam ridículo um candidato à presidência se apoiar numa citação bíblica para tocar sua campanha a presidente.
E Bolsonaro, simplesmente, continuava sua pregação perante multidões crescentes:
_“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”_
Nada mais verdadeiro do que isso!

Lamentavelmente, até hoje, os intelectuais, professores e editores de jornais não se deram por conta de que a verdade pode ser dita em 140 caracteres, ou menos!
A verdade cabe num Tweet!

Jornais como o de vocês, do velho Estadão, continuam na anacrônica elaboração de editoriais de 1000, 2000 ou 3000 caracteres!
Gastam papel em vão!
Mas, estão sem saída.
Por quê?
Porque não sabem fazer outra coisa! Se negam a acordar perante a nova política. A REAL POLÍTICA. A política da verdade. A política que nega a “articulação” política! A política que nega as mentiras políticas, a mentira e a embromação!

Acorda Estadão!

Tanto vocês, como o outrora poderoso “O Globo”, baixam, desesperadamente, os preços de suas assinaturas, de 109 para 29 reais mensais, ou seja, tentam vender jornais impressos por 1 real a edição e não conseguem sinal de reação dos consumidores!
Estão apavorados com a falência eminente da ex-gigante “Folha de São Paulo”!

Acorda Estadão!

Não é baixando o preço por edição, nem entrega gratuita de jornais, que fará ressuscitar os Cadernos de Classificados!
As antigas edições de domingo, que chegavam a pesar mais de um kg de papel, hoje está na na faixa de 400 a 300 gramas!
E, assim, caminham para ZERO grama de papel impresso!

Eu sou assinante, mas não leio mais o papel impresso! Só leio a edição digital em meu iPad!
Não me sinto mais satisfeito em gastar horas lendo um jornal escrito por professores, intelectuais, doutores, jornalistas, todos sem prática! Todos teóricos! Todos que formaram o séquito dos 99% que apostaram contra a vitória de Bolsonaro! Todos, viajantes de uma Época que ACABOU!

Acorda Estadão!

O povo está cheio de suas opiniões pessimistas!
O povo quer esperança!
O povo quer verdade!
O povo não quer as armações de suas jornalistas, buscando “arruinar” o mandato de um presidente recém eleito!
Não adianta escrever mil páginas, negando o que foi ouvido da boca de sua jornalista. Não adianta trocar sinais e afirmar mil vezes que era “fake news”! Pois não eram apenas poucas palavras que sinalizaram a verdade. Foram edições e editoriais sinalizando a verdade!

De que adianta esta afirmativa de que -não há razões para acreditar que algum dia estará Bolsonaro, preparado para nos dar um “rumo”?
Ledo engano dos senhores!
Basta o exemplo… Pequenos atos, como cancelar um jantar com show, ao custo de 290.000 reais, que sairiam do bolso do contribuinte, via Embratur e a demissão da presidente do órgão, para que se dê o rumo a este país!

Se o sentido de “rumo”, for o mesmo de “articulação”, “conversa” e outras mais, usadas para esconder o toma lá dá cá, acho que realmente não teremos. Bolsonaro realmente é um cabeça vazia de “idéias” para sangrar os cofres públicos!

Eu, sinceramente, não quero o mal para tão tradicional órgão de imprensa. Mas, se puder lhes dar um conselho de leitor, lhes diria: Tomem outro rumo.

Cordialmente

John Kirchhofer

Engº Civil, MD Coppe/UFRJ, MBA Marketing ESPM/RJ, Executivo. Engº de formação, Fotógrafo por paixão.
[29/12 00:40] +55 61 8466-1940: É Incrível tudo isto…!!! Mais incrível é quem ñ consegue enxergar a nossa nova história e tudo de maravilhoso q está acontecendo…!!! O Brasil nunca ouviu tantas verdades e, para alguns, isso é difícil.
O caso brasileiro é único no mundo. É muito maior do que o Brexit, é gigante perto da eleição de Trump. Não tivemos o impacto de uma mudança radical, como a entrada em massa dos muçulmanos no Reino Unido. Não elegemos um bilionário numa eleição com dois partidos, como nos EUA. Elegemos um capitão do Exército, sem dinheiro, sem televisão, sem apoio, sem celebridades. Mostramos ao mundo a quintessência da democracia.
Bolsonaro não baixou a cabeça. Peitou uma das maiores empresas de mídia do planeta, os artistas formadores de opinião, a elite acadêmica, as milícias sociais, a máquina Estatal, o Stablishment.
Todo o poder estabelecido convulsionava contra o candidato, numa tentativa desesperada de manter seus benefícios escusos. E, ainda assim, ele venceu.
Gramsci, na década de 40, disse: “Não tomem quartéis, tomem escolas. Não ataquem tanques, ataquem idéias”. O filósofo Socialista esqueceu, porém, que o capitalismo evolui e, com sua evolução, DEU VOZ AO POVO. A grande mídia não é mais o principal propagador de notícias. A escola não é mais o principal propagador de conhecimento. Com o advento da internet, podemos nos informar, podemos pesquisar e, principalmente, PODEMOS FALAR.
Atentaram contra a vida do presidente, deixaram-no fora dos compromissos de campanha e, de pijamas e pantufas, NÓS O ELEGEMOS. Derrubamos um plano de poder de 3 décadas, detentor de uma militância violenta e um Estado aparelhado, sem encostar em armas, sem NENHUMA intervenção.
Tristes dos “artistas” que não vêem a beleza do movimento. Tristes dos estudantes que não vêem a importância do momento. Vocês se orgulham de fazer parte da “resistência”. EU ME ORGULHO DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA!

🇧🇷BRASIL ACIMA DE TUDO🇧🇷
DEUS ACIMA DE TODOS.🇧🇷

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PRESÉPIO

O presépio é uma arte milenar criada por São Francisco de Assis. Numa noite de Natal ele quis representar o nascimento de Jesus em Belém. E ele o fez com pessoas vivas da região onde ele estava. Foi uma noite tão emocionante que as pessoas passaram a fazer pequenas estátuas para representar a maravilhosa noite em que o verbo de Deus se fez homem, se fez bebê, por causa de todos nós. O presépio é uma peça cheia de símbolos riquíssimos que contam a história do nascimento de Jesus. Vamos conhecê-los.

*O local*
O presépio é sempre montado num ambiente que nos lembra uma gruta ou um estábulo. A palavra presépio significa o local onde se recolhe o gado, curral, estábulo. O Evangelho de São Lucas 2, 7 nos diz: *”Maria deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.”* O local “presépio” simboliza simplicidade, humildade, pobreza. O Filho de Deus quis nascer num presépio!

*Os animais do presépio*
Os animais do presépio representam as criaturas da terra, que também acolhem o Filho de Deus. Naquela noite fria, eles forneceram calor ao local e deram aconchego ao Menino Deus. Eles simbolizam ainda a simplicidade e humildade do local onde Jesus quis nascer.

*Os pastores*
Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. E quem lhes contou a grande notícia foram anjos de Deus. Por isso eles foram até ao estábulo, conforme o anjo lhes dissera, para adorarem o menino. Este relato também está no Evangelho de São Lucas 2, 8-18. Os pastores também simbolizam a humildade e a simplicidade, pois, naquele tempo, a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas, e os pastores eram desprezados.

*Os anjos*
Os anjos ou, apenas um anjo no presépio, representam o céu que celebra e canta louvores a Deus por causa do nascimento de Jesus. O nascimento de Jesus é motivo de muita alegria não só para nós humanos, mas também para o céu, para o Pai, pois o amor de Deus poderá ser demonstrado a todos através de Jesus. Por isso, os anjos cantaram, como nos diz Lucas: “E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos do seu grande amor!” (Lucas 2, 13-14) O anjo do presépio normalmente segura uma faixa onde se lê: “Gloria in exelsis Deo!” Frase em Latim, que significa: “Glória a Deus nas alturas!”

*A estrela*
A estrela simboliza a luz de Deus que guia nossos ao encontro do Salvador. Foi uma estrela que guiou os Magos do Oriente até o local onde estava Jesus. A estrela nos ensina que nós devemos saber ler os “sinais” que Deus coloca em nosso caminho e seguir estes sinais, pois eles nos levarão à vida plena, ao encontro com Jesus, que dá sentido à nossa vida.

*Os Reis Magos*
Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina, matemática e outras ciências de então. Este é o verdadeiro sentido da palavra “mago”. Eles representam a ciência que vai até Deus e o reconhece como Deus. Fé e ciência não são incompatíveis. Pelo contrário, a verdadeira ciência nos leva à fé, pois ela nos revela a grandeza da criação.

*Ouro, incenso e mirra*
Os presentes que os magos oferecem ao menino Jesus tem significados profundos. O ouro significa a realeza, era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade. Era um presente dado a Deus, aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado durará para sempre.

*São José*
São José é o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão, carpinteiro, e também o ensinou a ler, ensinou a Lei, a Torá. São José deu ao menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno. Trata-se de uma figura extremamente importante na vida de Jesus.

*Maria*
Maria é a Mãe do Menino Deus, a escolhida para ser a mãe do Salvador, aquela que disse sim à vontade do Pai. Graças a seu sim a humanidade recebeu Jesus. Por isso, ela é a “Nova Eva”, a mulher obediente. Por isso, ela é “Nossa Senhora”.

*A manjedoura*
A manjedoura é o lugar onde se colocava a comida para o gado. A palavra manjedoura vem do Latim “manjare”, que significa “comer”. Jesus sendo colocado na manjedoura é prenuncio da Eucaristia: Jesus será o “Pão da Vida” que alimenta os homens. A manjedoura também simboliza a simplicidade, a pobreza de coração, a humildade. É comum entre os católicos montar o presépio no primeiro domingo do advento (4 domingos antes do Natal) e deixar a manjedoura vazia, à espera (este é o sentido da palavra advento) do menino Jesus que vai nascer.

*Menino Jesus*
O Menino Jesus é a razão de ser do presépio. É o Filho de Deus que se fez homem, conforme nos diz São Paulo: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.” (Filipenses 2, 5-7) Esta é a maior de todas as lições de humildade que podem existir. Ele se aniquilou para se tornar um de nós, para se fazer igual a nós e dar sua vida por nós. É por isso que o Natal tem que ser festejado e celebrado, pois, por causa dele, nós poderemos ter nossa morada no céu e chamar a Deus de “Pai”.

Vladimir Duarte Dias
Porto Alegre, RS
BRASIL

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PALAVRAS DO PRESIDENTE BOLSONARO

As mazelas vão durar muitos anos, infelizmente .
O Brasil foi aparelhado para o socialismo/comunista baseado em pilares sustentáveis, como seja:

1-doutrinação nas universidades;
2- distribuição,ajuda ao mais pobre, em vez de dar emprego/dignidade;
3- imprensa com verbas;
4- dinheiro da corrupção para eles e o Partido.

“Ganhamos, acabamos com o PT!” Não…

Tire esse pensamento da cabeça agora!
O PT está caído, sim, mas está muito longe de deixar de ser uma ameaça.

Já se perguntou porque o pior candidato de um partido envolvido até o pescoço em corrupção, cujos principais líderes estão todos na cadeia, recebeu 44 milhões de votos?

A resposta é simples. Conquistamos a presidência, mas o PT e suas variáveis ainda dominam tudo que leva até lá.
A esquerda ainda detém enorme influência e poder. Jamais subestimem um grupo que ganhou 4 eleições, passou 13 anos com acesso a reservas quase infinitas de dinheiro e colocou seu pessoal em absolutamente TODAS as engrenagens da máquina estatal.

A esquerda ainda domina: meio acadêmico, meio artístico, meio cultural, movimentos sociais a grande parte do meio político.
A influência deles é tão grande, que me fizeram , praticamente o culpado da facada que levei.
Fizeram de uma matéria esdrúxula de jornal, sem provas, uma acusação que foi parar no TSE e ficou uma semana em destaque. Fizeram meus apoiadores se passarem por bárbaros descontrolados noticiando ataques claramente forjados.

Acham mesmo que eles perderam esse poder só por que não chegaram à Presidência?
Se não tivessem esse poder, teríamos ganho com 80% dos votos.
O povo sabia que não queria o PT, mas a destruição da minha imagem foi colocada em prática por todo o sistema.
Perdeu-se milhões de votos por conta de calúnias divulgadas pela esquerda com tamanha intensidade que faria Goebbels se sentir um estagiário na xerox do DCE.

Ganhei a eleição para Presidente, mas a máquina está toda podre e comprometida. Não irão deixar-me governar e fazer as reformas que o País precisa, sem apoio de vcs.
Estão me sabotando desde o primeiro dia.

Todas as mudanças na área econômica serão anunciadas pelo sistema como uma tentativa de prejudicar os pobres e retirar direitos do trabalhador.
Todas as mudanças na área social serão anunciadas como uma tentativa de assassinar LGBTs/Mulheres/Negros/Pobres/Nordestinos.
É assim que a esquerda joga.

Estou recebendo o Brasil no pior estado que um Presidente já recebeu, serei criticado pelos seus acertos e massacrado pelos seus erros. Tentarei não errar.
O primeiro ano será bem difícil.
É preciso tomar o poder de influência da esquerda e devolvê-lo ao povo.
O povo tem que se informar por fatos e não por narrativas cuidadosamente construídas por intelectuais em universidades.

Voltarei ao assunto sobre onde estão instalados os inimigos e como desentocá-los.

Não há como acabar com a divisão no País, se não acabarmos com quem está nos dividindo.

Comemoremos a vitória, foi gigantesca. Mas não percamos a noção da realidade. Estamos só no começo.

*Jair Messias Bolsonaro*
(Texto recebido pelo WhatsApp)

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O PAÍS DAS LEIS

O PAÍS DAS LEIS… QUE NÃO FUNCIONAM
– O Brasil tem leis para tudo… Ou quase tudo, porém a maioria delas não funciona. Por que isso acontece?
A maioria das leis não cumprem o fulcro da sua criação. Tem-se a impressão que foram criadas mais para servir de cabide de emprego para a militância, mais para exercer o controle do Estado sobre a população do que para cumprir a finalidade de sua criação. A população, por sua vez, não percebe o estratagema e pede mais Estado, leis mais duras, enfim, mais corda para o próprio pescoço. É assim se forma o ciclo vicioso do totalitarismo: leis para solucionar determinado problema que exigem a criação de estruturas para fiscalizá-las, que exigem mais presença do Estado que exercerá maior controle sobre a população, que resultará na diminuição da liberdade. Assim suprime-se a lei natural e cria-se a presença total do Estado na vida privada do cidadão. A moralidade e o dilema moral configuram-se “letra morta” nas tradições é costumes salutares da populacão.

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PERFUME NA MERDA

*PERFUME NA MERDA*.
(Marcelo Rates Quaranta)

Eu quero agradecer, em meu nome e em nome de todas as pessoas comuns, cidadãos simples do meu país como eu, pelas últimas decisões tomadas pelo nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal.

Sim, o Supremo fez de nós pessoas melhores do que pensávamos ser.

Quando olhávamos aqueles Ministros sob suas togas, com passos lentos e decididos, altivos, queixos erguidos, vozes impostadas ditando verdades absolutas e supremas, envoltos numa aura de extrema importância e autoridade, nos sentíamos pequenos, minguados e reles plebeus diante de uma Corte que beirava o sublime, o inatingível e o intangível.

Com essas decisões o Supremo conseguiu fazer com que a minha percepção sobre mim e sobre nós mudasse. Eles não são deuses. São pessoas tão pequenas e tão venais, que qualquer comparação que eu faça de mim e de nós em relação a eles, seria desqualificar-nos a um nível abissal. Tudo aquilo é fantasia, tudo aquilo é pose e tudo aquilo não passa de um teatro, mas nós somos reais.

Foi aí que eu vi o quanto somos mais importantes que eles! Enquanto as divindades supremas encarnam seus personagens de retidão e lisura, mas com suas decisões abduzem a moral e destroem o país (e de quebra a reputação do Judiciário), nós brasileiros comuns e sem toga trabalhamos arduamente dia e noite para construir o país, ou pelo menos para minimizar os danos que eles provocam.

Então… Como é que um dia eu pude vê-los como sendo superiores a nós? Eu estava enganado. Nós somos muito superiores a eles, mesmo sendo zés, joãos, marias, desde o pequeno ambulante ao médico ou engenheiro. Nós somos as verdadeiras autoridades, porque nossa autoridade não foi conferida por um político malandro capaz de tudo com uma caneta. Nossa autoridade nos foi dada pela nossa força de continuar tentando fazer um Brasil melhor.

Fico sinceramente com pena é dos advogados, que são obrigados a chamar esses ministros de Excelência, ainda que com a certeza de que não há excelência alguma nos serviços que eles estão prestando à nação, mas *excrescências* Acho que deve ser o mesmo sentimento de ser obrigado a chamar o cachorro do rei de “milord”.

Agora eu sei o quanto somos bem maiores que eles, mesmo sem aquelas expressões em latim e doutrinas rebuscadas cheias de pompas e circunstâncias, que com toda máxima “data venia” no final significam apenas *passar perfume em merda*.

Se há alguém realmente importante no Brasil, esse é o Excelentíssimo Povo Brasileiro, que apesar de tudo é obrigado a sentir o mau cheiro que vem da grande Corte, e mesmo com náuseas e ânsia de vômito, tem que acordar as 5 da manhã pra fazer aquilo que eles não fazem: *Produzir* os impostos para pagar o mais caros salarios e os adicionais como ajudas de custos, verbas de gabinetes/ indenizatorias e os agregados e polpudos auxilios funcionais. (paletó, educação, moradia, viagens, combustível , veiculo, celular, vinho, petshop, canil, periquita e sogra)

Obrigado, Supremo, por nos mostrar que hoje o rei sou eu e o meu povo, porque nao estou encastelado na ilha de Sta. Helena, podemos andar pelas ruas com liberdade e cabeça erguida sem temor de levar tomates e ovos dos súditos.

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A ESQUERDA NO SEU LABIRINTO

O Estado de S. Paulo, 6 de novembro de 2019.
ANTONIO HAMILTON MARTINS MOURÃO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Até onde os fatos que se vêm sucedendo vertiginosamente no Brasil são ou serão acontecimentos, só o tempo dirá. Boa parte deles desaparecerá na névoa da desinformação que serve para confundir a opinião pública, prestando-se a propósitos inconfessáveis.
O presidente da República concluiu, com absoluto sucesso, longa e diversificada viagem ao Extremo Oriente e ao Oriente Médio, mas o que se tornou manchete, eclipsando qualquer ganho para o comércio exterior brasileiro, foi a tentativa de vinculá-lo a um crime.
E se não bastasse esse ensaio canhestro de difamação, rapidamente transmutado em polêmica diversionária sobre gravações, emergiu ruidosamente o trecho de uma entrevista de seu filho que serviu de pretexto para manifestações em defesa da democracia movidas a oportunismo e má-fé.
Muito pior do que eventuais lacunas de conhecimento de quem não viveu os anos 60 e 70 é a desfaçatez dos que tinham perfeita compreensão do que faziam à época servindo a uma ideologia assassina e que seguem hoje mentindo para encobrir os seus enganos.
A esquerda no Brasil, para lá de imaginativa, inventou o confronto de um lado só. Feroz em atacar um ato autoritário, o AI5, decretado em dezembro de 1968, ela omite o totalitarismo patrocinado do exterior que movia os atentados terroristas que ceifavam vidas brasileiras.
No que insiste até hoje, fazendo desaparecer os motivos que levaram à reação da sociedade que escolheu nas urnas, em outubro de 2018, Jair Bolsonaro como seu presidente. E, como sempre, fugindo de sua responsabilidade pelo mal que causou com a violência, a agressão e a corrupção praticadas contra a sociedade, cujo ordenamento jamais suportou.
É tempo de a esquerda fazer uma verdadeira autocrítica de seus procederes políticos no Brasil. Autoritária na prática e totalitária no pensamento, como nos julgamentos da extinta União Soviética, ela condena de antemão seus adversários, façam o que fizerem.
Se os militares, da ativa ou da reserva, falassem alguma coisa sobre o AI-5, a esquerda os acusaria de se manifestarem indevidamente sobre assuntos políticos. Mas é rápida em criticálos por não falarem, incapaz de entender que o seu silêncio é a prova do desejo de pacificação da sociedade a que servem.
Essa incompreensão do sentido de pacificação tem custado caro ao País, que tem uma tradição de anistia e da qual não deveria destoar a de 1979. A esquerda no Brasil, contaminada pela vertente revolucionária da luta armada, conseguiu a proeza que Raymond Aron atribuiu ao impasse nuclear da guerra fria: inverter a fórmula de Clausewitz, fazendo da política a continuação da guerra por outros meios.
É o que ela faz até hoje, passados 40 anos da aprovação da Lei da Anistia, buscando invalidá-la pela negação de seu princípio elementar: o esquecimento. Algo que, dado o intervalo de tempo aplicado a outros conflitos internos, como a Farroupilha, equivaleria a perseguir quem dela tomou parte às vésperas da Proclamação da República, um absurdo completo.
A grande razão do fracasso histórico da esquerda foi o seu diagnóstico da realidade. Eficaz na exploração das contradições, sua verdadeira vocação, ela se entregou de tal forma à manipulação dos fatos que perdeu a capacidade de interpretá-los, obcecada com as condições objetivas para a conquista do poder.
Esse é o grande problema de quem se move orientado primordialmente pela ideologia. Ela deixa de ser um fator de motivação, consequente às afinidades de grupos, para ser uma lente através da qual toda imagem da realidade é distorcida, ou até descartada, se não se encaixa no grau dos óculos pelos quais se enxerga o mundo.
Cada um pode tachar de infame o que quiser. Mas ninguém pode dizer que não o seja instituir um regime cognominado de presidencialismo de coalizão degenerado em corrupção institucionalizada. A esquerda vê infâmia em palavras dos outros, mas não a enxerga nos próprios atos, como no mensalão e no petrolão.
Depois de décadas no poder no Brasil, a esquerda não entende o cansaço da população com a sua problematização de tudo o que não resolveu, desde a economia até a segurança, passando pela saúde, pela educação e pela infraestrutura, arrasadas pela incompetência e má gestão. Com isso ela nem sequer apreende a realidade do País, onde ingressam cada vez mais investimentos, as reformas estruturantes avançam, a economia melhora e os índices de violência despencam.
É inútil, portanto, esperar que essa esquerda entenda que o Parlamento, onde ela está democraticamente representada, nunca foi tão livre para deliberar sobre o interesse da sociedade, liberto da pior das ditaduras, a da corrupção. Ou magnânima o bastante para reconhecer que, depois de muito tempo, o País tem um presidente da República que não está envolvido em conchavos de corrupção ou cooptação de parlamentares com dinheiro público.
Uma democracia não prescinde de um amplo e diversificado arco ideológico onde estejam representadas todas as preferências, tendências e percepções da sociedade, incluindo a clássica divisão entre o que se convencionou chamar de direita e esquerda. Uma esquerda democrática e responsável, defensora dos mais fracos e desassistidos, é uma condição da democracia.
Mas, a considerar o que faz e fala a esquerda no Brasil, parece restar-lhe pouco. A apologia da corrupção, ao negar a condenação de Lula em todas as instâncias. A intriga, procurando dividir a sociedade, o governo e o Estado. A falsificação, apresentando-se como centro ou liberal que nunca foi. E a confusão, tentando, aqui e no exterior, misturar o governo democraticamente eleito com os períodos de exceção anteriormente vividos no País.
Assim, atuando em desfavor da democracia no Brasil, a esquerda continuará onde está.
Perdida em seu labirinto.

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LUNÁTICOS OU ABESTALHADOS?

O menosprezo a Bolsonaro já foi muito além do tolerável.

É preciso um basta.

Grande parte o trata como um lunático delirante e irresponsável.

Não levam em consideração que o presidente recebe diariamente informações da ABIN, serviço secreto do Exército, Polícia Federal, Ministério da Justiça, Meio Ambiente, Defesa, enfim, toda a equipe ministerial, além de ter estreitado relações com os serviços de inteligência norte-americanos e israelenses.

Deve ser hoje o sujeito com maiores informações disponíveis sobre o que ocorre no país.

Quando fala que “ONGs insatisfeitas com a perda de receitas e financiamentos estrangeiros PODEM estar por trás de queimadas provocadas” isso precisa ser levado em consideração, investigado e apoiado, não desqualificado.

Não se trata da opinião de um colega de boteco dando pitacos levianos e desinformados.

É a suspeita do nosso PRESIDENTE, portanto do sujeito que tem acesso às maiores e melhores informações em tempo real no Brasil.

Suspeita com certeza fundamentada e imediatamente confirmada pela reação internacional orquestrada contra ele, seu governo e nosso país.

Ou alguém, em sã consciência, acredita que Macron, G7, ONU, Madonna e Leonardo Di Caprio sabem mais e se importam mais com os brasileiros do que os próprios brasileiros e seu presidente eleito pela maioria?

Qual a parte de “A AMAZÔNIA É DOS BRASILEIROS” não ficou bem entendida?

É contra isso que ocorre a reação internacional.

Sempre nadaram de braçadas em nosso país, contando com a conivência de presidentes globalistas, entreguistas, subservientes e lenientes com a exploração de nossas riquezas em troca de alguns afagos midiáticos internacionais.

Somos um país de retardados ou viramos?

Alguém viu o mundo se unindo para intervir na URSS após a catástrofe de Chernobyl?

Ali sim, poderia contaminar todos os países do entorno.

Porém, nem passou pela cabeça dos valorosos líderes mundiais uma idéia como essa, por que?

Porque sabiam que os russos NUNCA permitiriam uma afronta dessas e seriam capazes de se unir em defesa própria e despoletar até uma 3a guerra mundial.

Nosso país pode ser explorado, afrontado, desrespeitado, ameaçado que parte do povo ainda se posiciona contra os nossos interesses e a favor dos que nos exploram.

SOMOS UM PAÍS DE RETARDADOS OU VIRAMOS?

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MÍDIA ESQUIZOFRÊNICA

A política no Brasil definitivamente virou esquizofrenia. É apresentado ao Congresso um projeto de Lei da Liberdade Econômica que vai desburocratizar a vida do pequeno empresário, e ninguém comenta. O Ministro da Educação apresentou um plano para o financiamento das universidades estatais com recursos da iniciativa privada, e ninguém comenta. O mais médicos é relançado com salários variando de R$ 11.000 a R$ 15.000 e um plano de aproveitamento de 2200 médicos cubanos, e ninguém comenta. O governo libera saques no FGTS com capacidade de injetar até R$ 30 bilhões na economia, além de ajudar a milhoes de pessoas a limpar seus nome no SPC, e ninguém comenta. A Petrobras vende parte de sua participação na BR Distribuidora por R$ 9 bilhões e deixa de ser a empresa mais endividada do mundo, e ninguém comenta. O Salim Mattar já tem pronto o projeto de desestatização dos Correios e da Casa da Moeda e ninguém comenta. O Ministro Tarcísio de Freitas completa a ferrovia Norte-Sul que liga o Porto de Itaqui no Maranhão ao Porto de Santos, e ninguém comenta.

Agora, quando familiares do Presidente fazem um voo de 15 minutos de helicóptero (está errado, não deviam ter feito), o mundo vem abaixo. Quando o Presidente bate boca com o presidente da OAB (não deveria ter feito), rasgam as vestes jogam cinzas na cabeça. Qualquer besteira que o presidente diga no café da manhã com a imprensa é um Deus-nos-acuda e vira manchete de jornal.

E o mais impressionante é que gente inteligente e preparada faz coro para denunciar o que todos já sabem, para dizer o que todo mundo já disse, para comentar o que todos já comentaram. Nenhuma originalidade. Nenhuma leitura nova. Nada. Ignoram o que importa e se concentram em detalhes absolutamente irrelevantes. Parece que estão torcendo para tudo dar errado.

Quem melhor descreveu essa marcha da insensatez foi o Alexandre Garcia, que comentou: “É como se os passageiros de um voo estivessem torcendo para o avião cair”. Não faz o MENOR sentido.
O Brasil nunca ouviu tantas verdades e, para alguns, isso é difícil.
O caso brasileiro é único no mundo. É muito maior do que o Brexit, é gigante perto da eleição de Trump. Não tivemos o impacto de uma mudança radical, como a entrada em massa dos muçulmanos no Reino Unido. Não elegemos um bilionário numa eleição com dois partidos, como nos EUA. Elegemos um capitão do Exército, sem dinheiro, sem televisão, sem apoio, sem celebridades. Mostramos ao mundo a quintessência da democracia.
Bolsonaro não baixou a cabeça. Peitou uma das maiores empresas de mídia do planeta, os artistas formadores de opinião, a elite acadêmica, as milícias sociais, a máquina Estatal, o Stablishment.
Todo o poder estabelecido convulsionava contra o candidato, numa tentativa desesperada de manter seus benefícios escusos. E, ainda assim, ele venceu.
Gramsci, na década de 40, disse: “Não tomem quartéis, tomem escolas. Não ataquem tanques, ataquem idéias”. O filósofo Socialista esqueceu, porém, que o capitalismo evolui e, com sua evolução, DEU VOZ AO POVO. A grande mídia não é mais o principal propagador de notícias. A escola não é mais o principal propagador de conhecimento. Com o advento da internet, podemos nos informar, podemos pesquisar e, principalmente, PODEMOS FALAR.
Atentaram contra a vida do presidente, deixaram-no fora dos compromissos de campanha e, de pijamas e pantufas, NÓS O ELEGEMOS. Derrubamos um plano de poder de 3 décadas, detentor de uma militância violenta e um Estado aparelhado, sem encostar em armas, sem NENHUMA intervenção.
Tristes dos “artistas” que não vêem a beleza do movimento. Tristes dos estudantes que não vêem a importância do momento. Vocês se orgulham de fazer parte da “resistência”. EU ME ORGULHO DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA!

BRASIL ACIMA DE TUDO
DEUS ACIMA DE TODOS.

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A FARSA ESQUERDISTA

A farsa do “escândalo” causado pelo vazamento das conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol nos traz algumas lições importantes.
A primeira é que ainda há efetivamente um Brasil do atraso, atuando como um bandido velho e decrépito, que reage desesperadamente com todas as suas energias, contra as forças das mudanças, tão desejadas pela imensa maioria da nossa população.
A segunda é que já decorridos cinco anos da primeira fase da Operação Lava Jato, e depois de duas eleições para o Congresso Nacional, o nosso Parlamento aparentemente não passou pela renovação política que a sociedade brasileira tanto almejava e necessitava.
A terceira é que o jogo jogado pelas velhas oligarquias – e os partidos políticos que as sustentam – não têm limites éticos nem freios para o enfrentamento da (talvez) última batalha contra a onda de moralidade que vem varrendo suas bases. Os atores dessa delinquência institucionalizada são capazes de se associarem ao underground da espionagem internacional, de buscarem apoio em potências estrangeiras, e em toda sorte de gangsterismo e mercenarismo periféricos. Não há fundo nesse poço chamado velha política brasileira.
A quarta, e mais triste de todas, é que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal parecem estar dispostos a concorrer para que essas forças do atraso prevaleçam. Aparentemente não conseguem se livrar da influência daquelas lideranças políticas que os indicaram para as suas respectivas cadeiras. Parecem não se importarem em funcionar como guardiões do retrocesso.
A verdade é que nunca estivemos tão perto de começar um processo eficaz para a desconstrução do edifício do crime institucionalizado, que é capitaneado por grande parte dessa elite política anacrônica. E é sabido que a presença de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública será instrumental para que tal processo avance.
Tudo o que se deseja com a celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos (absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade) é travar o avanço da onda trazida pela operação de Curitiba. Os objetivos são claros: retirar o ministro Moro de sua cadeira, enterrar o seu pacote anticrime, torpedear sua indicação para o STF e, dessa forma, fazer a roubalheira voltar ao estágio pré-Lava Jato, obviamente com a absolvição e soltura de todos os políticos incriminados nos processos criminais julgados por Sérgio Moro.
Com tudo isso, percebemos que a reforma a ser operada com o pacote anticrime é ainda mais relevante do que a reforma da previdência, pois a primeira viabilizaria o início de um processo que nos levaria, mais adiante, a um ambiente político e de negócios livre da corrupção desenfreada das últimas duas décadas.
A reforma proposta pelo pacote anticrime do ministro Sergio Moro deve preceder ou, no mínimo, ser operada em concomitância com a reforma proposta pelo ministro Paulo Guedes. São dois pilares necessários para o Brasil seguir em frente e se desenvolver. Não podemos imaginar a economia do país saneada, gerando enormes superávits, com centenas de bilhões de Reais injetados em investimentos de infraestrutura, e a velha política pilotando os mesmos esquemas da delinquência institucionalizada que nos levaram a crise atual. Estaríamos assim promovendo uma reforma para enriquecer ainda mais essa mesma elite política criminosa que nos sequestrou.
As conquistas da Lava Jato nunca correram um risco tão grande. Essa talvez seja a última das reações dos operadores do crime institucionalizado contra os desejos da sociedade, mas talvez seja a mais forte de todas, pois dela advirá um verdadeiro concerto de contramedidas e ataques. Vão aproveitar para rever a prisão após sentença de segunda instância e para travar o pacote anticrime, entre outros expedientes escusos. A hora é da sociedade estar mais atenta do que nunca.

*Jorge Pontes é delegado de Polícia Federal e foi Diretor da Interpol.

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“IMBECILIS TROPICALIS”

“IMBECILIS TROPICALIS”, também conhecido por “otarius tupiniquenses”, é uma sub-espécie humanoide que habita todo o Brasil. Devido à baixa capacidade cognitiva, seus hábitos ainda são um mistério para os pesquisadores. As primeiras pistas indicam que se alimentam de mortadela e têm uma religião primitiva, que adora um deus-ladrão. Ainda não foram registradas atividades laborais, o que leva a crer que sejam alguma espécie de parasita, que sobrevive do trabalho alheio.

Com baixíssima capacidade de entrosamento entre espécies, o “imbecilis tropicalis”, geralmente, é avistado somente em bandos ruidosos, gritando ofensas aos demais.
O aspecto contraditório, aliás, é o que mais intriga os pesquisadores. Dizem-se contra o fascismo, mas defendem leis fascistas, como a CLT brasileira; Acreditam que divulgar um grampo legal, onde uma presidente corrupta é flagrada planejando um crime com um bandido, atenta contra a segurança nacional, mas não vêem problemas em um estrangeiro, envolvido com espionagem internacional, invadir o celular do Ministro da Justiça; Pedem respeito à todas as crenças, mas desrespeitam a crença da maioria; Dizem-se defensores de gays, mas defendem um regime que exterminou homossexuais; Apoiam o feminismo, mas abrem espaço para o islamismo; Militam pelos direitos humanos, mas fazem campanha pelo aborto.

Apesar de raciocinarem como primatas, têm conduta parecida à dos pombos. Fazem muito barulho, muita sujeira e sempre saem de peito estufado. Esse hábito de postura ainda é um mistério.

A maior discussão, entre os cientistas, é como essa espécie se desenvolveu. Alguns apoiam a teoria de que o “otarius tupiniquenses” é fruto de uma época de muitas facilidades, que se acomodou à sombra de um Estado corrupto e paternalista. Outros aventam a possibilidade de uma infecção viral e temem uma epidemia. O terceiro grupo, porém, acredita que são frutos de experiências secretas, realizadas por professores e pela grande mídia, numa tentativa macabra de reengenharia social.

A maior dúvida, que fica, é:
SERÁ QUE TEM CURA?

“Os idiotas dominarão o mundo. Não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos!”
(RODRIGUES, Nelson)

Felipe Fiamenghi – 17/06/2019

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A FARSA DO “ESCÂNDALO”

*MATERIA DO ESTADÃO DE HOJE*

A farsa do “escândalo” causado pelo vazamento das conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol nos traz algumas lições importantes.
*A primeira* é que ainda há efetivamente um Brasil do atraso, atuando como um bandido velho e decrépito, que reage desesperadamente com todas as suas energias, contra as forças das mudanças, tão desejadas pela imensa maioria da nossa população.

*A segunda* é que já decorridos cinco anos da primeira fase da Operação Lava Jato, e depois de duas eleições para o Congresso Nacional, o nosso Parlamento aparentemente não passou pela renovação política que a sociedade brasileira tanto almejava e necessitava.

*A terceira* é que o jogo jogado pelas velhas oligarquias – e os partidos políticos que as sustentam – não têm limites éticos nem freios para o enfrentamento da (talvez) última batalha contra a onda de moralidade que vem varrendo suas bases. Os atores dessa delinquência institucionalizada são capazes de se associarem ao underground da espionagem internacional, de buscarem apoio em potências estrangeiras, e em toda sorte de gangsterismo e mercenarismo periféricos. Não há fundo nesse poço chamado velha política brasileira.

*A quarta*, e mais triste de todas, é que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal parecem estar dispostos a concorrer para que essas forças do atraso prevaleçam. Aparentemente não conseguem se livrar da influência daquelas lideranças políticas que os indicaram para as suas respectivas cadeiras. Parecem não se importarem em funcionar como guardiões do retrocesso.
A verdade é que nunca estivemos tão perto de começar um processo eficaz para a desconstrução do edifício do crime institucionalizado, que é capitaneado por grande parte dessa elite política anacrônica. E é sabido que a presença de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública será instrumental para que tal processo avance.
Tudo o que se deseja com a celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos *(absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade)* é travar o avanço da onda trazida pela operação de Curitiba. Os objetivos são claros: retirar o ministro Moro de sua cadeira, enterrar o seu pacote anticrime, torpedear sua indicação para o STF e, dessa forma, fazer a roubalheira voltar ao estágio pré-Lava Jato, obviamente com a absolvição e soltura de todos os políticos incriminados nos processos criminais julgados por Sérgio Moro.
Com tudo isso, percebemos que a reforma a ser operada com o pacote anticrime é ainda mais relevante do que a reforma da previdência, pois a primeira viabilizaria o início de um processo que nos levaria, mais adiante, a um ambiente político e de negócios livre da corrupção desenfreada das últimas duas décadas.
A reforma proposta pelo pacote anticrime do ministro Sergio Moro deve preceder ou, no mínimo, ser operada em concomitância com a reforma proposta pelo ministro Paulo Guedes. São dois pilares necessários para o Brasil seguir em frente e se desenvolver. Não podemos imaginar a economia do país saneada, gerando enormes superávits, com centenas de bilhões de Reais injetados em investimentos de infraestrutura, e a velha política pilotando os mesmos esquemas da delinquência institucionalizada que nos levaram a crise atual. Estaríamos assim promovendo uma reforma para enriquecer ainda mais essa mesma elite política criminosa que nos sequestrou.
As conquistas da Lava Jato nunca correram um risco tão grande. Essa talvez seja a última das reações dos operadores do crime institucionalizado contra os desejos da sociedade, mas talvez seja a mais forte de todas, pois dela advirá um verdadeiro concerto de contramedidas e ataques. Vão aproveitar para rever a prisão após sentença de segunda instância e para travar o pacote anticrime, entre outros expedientes escusos. A hora é da sociedade estar mais atenta do que nunca.

*Jorge Pontes* é delegado de Polícia Federal e foi Diretor da Interpol.

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A DITADURA DA SUCURI DE DUAS CABEÇAS

*A DITADURA DA SUCURI DE DUAS CABEÇAS*

O povo e o governo Bolsonaro encontram-se sequestrados por uma sucuri de duas cabeças: uma responde pelo cognome de *Suprema Casa da Mãe Joana* e a outra é conhecida como o *Covil de Ali Babá e seus 594 ladrões* (alguns não merecem essa qualificação).
Desde que delineou-se a vitória do Presidente Jair Bolsonaro, as duas cabeças fundiram-se em um só corpo, para forjarem a defesa mútua e enfrentarem a cruzada pela moralização que a sociedade escolheu e estava a exigir. Enquanto as cabeças engendravam planos para salvar suas peles, o corpo serpenteava ao redor da presa, aguardando as oportunidades para envolvê-la em seu abraço letal.
A primeira e desesperada tentativa veio por meio de um golpe de faca, que não foi suficiente para eliminar o Mito. Ao contrário, aumentou-lhe o prestígio e a certeza de que o inimigo estava disposto a tudo para evitar a sua debacle.
Frustrada a investida com arma branca, restaram-lhe as armas sujas que frequentemente usam: o boicote, as tramas de bastidores, as fofocas, as pautas-bomba, as liminares e toda sorte de atos deploráveis nos quais são especialistas.
Ininiciado o período de governo, houve uma trégua devido aos recessos parlamentar e judicial (essa folga remunerada é injustificável, especialmente em ano de transicão de governo).
Logo veio o primeiro golpe baixo: a eleição de dois investigados pela outra cabeça da sucuri para exercer as presidências da Câmara e do Senado, que rapidamente mostraram a que vieram, votando matérias contra o governo na calada da noite, arquivando CPI contra o judiciário e muitas outras manobras na contra-mão dos anseios da sociedade. Estava montado o circo e a sucuri começava a apertar o seu abraço letal.
As mais recentes demonstrações do “amigo chileno” foram a nomeação de um comunista e um socialista, respectivamente, para presidir e relatar na Comissão Especial que irá discutir o mérito da reforma da previdência, crucial para a retomada do crescimento do País; a aprovacão do orçamento impositivo na calada da noite; e a retirada do COAF do comando do Ministro Sérgio Moro, privilegiando a corrupcão.
Já a outra cabeça da sucuri, além de diversas solturas de padrinhos, tirou da lava-jato a ação sobre os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que passam a ser julgados na Justiça Eleitoral, quando estiverem relacionados a caixa 2 de campanha. Não satisfeitos, validaram as benesses de um indulto natalino obsceno concedido por um ex-presidente ladrão, ao final do seu mandato, reforçando a impunidade e aplicando golpe mortal à luta contra a corrupção sistêmica que assola o País, especialmente naqueles dois poderes.
Chegamos à beira do despenhadeiro e, no momento em que conseguimos fazer meia-volta e começamos a nos afastar dele, parte do Legislativo e do Judiciário tenta nos encurralar e fazer retroceder em direção ao abismo.
Nessa toada, seremos obrigados a escolher entre o bem da Nação e o mergulho na escuridão. Moisés usou seu cajado divino para abrir a imensidão do mar ao seu povo. Nosso cajado não tem tal poder, mas aproxima-se o momento em que terá que ser usado, ou a sucuri nos esmagará e o vermelho que hoje colore artificialmente o Nordeste poderá vir a manchar profundamente as cores do nosso pavilhão.
BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!

*MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ*

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VIVEMOS NUM REGIME PRESIDENCIALISTA?

Nós não vivemos mais num regime Presidencialista!

Que eu saiba, questões de gestão inerentes ao exercício do Poder determinadas pelo Presidente da República, jamais foram contestadas ao longo do tempo.
Nos estranhos diais atuais, onde a esquerda não se conforma em perder o Poder e acha que democracia é o poder que emana do lado esquerdo do povo, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, legitimamente eleito por mais de 57 milhões de brasileiros, virou um títere, um boneco de ventríloquo nas mãos de Congressistas, Juízes, Procuradores e Ministros de má fé suportados pela mídia.
Assim é que a determinação de Bolsonaro em não renovar contratos de radares, um simples ato discricionário do Executivo, foi contestado na Justiça pelo Partido Novo, onde uma Juiza (sempre elas…) rapidamente exara uma decisão ameaçando multar a União em 50 mil diários em caso de desobediência. É o fim dos tempos.
De outro lado, o Senado ameaça desfigurar a Medida Provisória pela qual Bolsonaro configurou seu novo Ministério, enxugando-o. Os Senadores simplesmente querem voltar tudo atrás, criando de volta até o inútil Ministério do Trabalho e, para se protegerem, deslocar o COAF de volta para a Economia.
Outra Juíza, se é que podemos chamá-la assim, condena o humorista Danilo Gentile à prisão por estar exercendo sua função, isto é, fazer piada. Mais uma vez a “vítima”, a queridinha dos protetores de minorias, é a desgrenhada e histérica deputada Maria do Rosário, defensora dos estupradores e defendida pelas juizas plantonistas, equilibristas de prato que precisam manter a esquerda girando.
Como diria a própria, a sexy e equilibrada deputada Maria do Rosário, que parece que gosta de um “bis”, e até de um “triz”: “Mas o que que é isso? Mas o que que é isso? Mas o que que é isso?”

É, meus amigos, acho que este País só tem um jeito: Intervenção militar e fechamento de Congresso, Judiciário e o escambau. Ai esses filhos da puta desses políticos corruptos, esses juizinhos engajados de merda, esses artistas e essa mídia de bosta, toda essa gentalha que não se conforma em perder as eleições, que não admite que o Brasil abomina a esquerda e que não quer ver um governo democrático funcionar, vai ver o que é bom e ai, sim, vai poder discutir, na prática e com conhecimento de causa, aqui e agora, se o que acontecer é golpe, é revolução, é ditadura, é contra-revolução ou é simplesmente a reação de um povo de saco cheio, como o foi em 64.

ps: se concordar, compartilhe, pois estou bloqueado e este perfil é super limitado, não atinge nem 100 pessoas. Obrigado.

(Percy Castanho Jr.)
www.replicante.com.br

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OPINIÃO

29/04/2019
Acho que dificilmente o PT voltará ao poder. Está na UTI, respira por aparelhos e está nos estertores da vida.
Mas o Governo terá que agir fortemente no MEC, fazer uma limpa geral na militância que lá está, pois é lá que se encontra o resto do oxigênio que ainda mantém o PT vivo.
O Editor.

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TENHAM JUÍZO

JOSÉ MAURÍCIO DE BARCELLOS

Referindo-me às dificuldades pelas quais o governo central está atravessando no início do seu mandato, digo que pessoalmente já esperava que os vencidos, dentre os quais se inclui uma gente ruim, da pior espécie, faria realmente uma oposição virulenta, odienta e inconsequente sem se preocupar como Brasil. Lembro que quando, em 1990, o ladrão esquizofrênico Collor de Mello derrotou o “Analfa de Garanhuns”, a quadrilha deste desclassificado, então bem menor e menos ofensiva que a de agora, a se ver impactada e zonza com a derrota acachapante, montou um patético “Governo Paralelo” objetivando destruir o governo que o povo elegeu. A baboseira nem cócega fez e se esvaiu na ridicularia de sua própria pretensão.

Estou lembrando este triste episódio da paupérrima vida política nacional para argumentar perante meus caros leitores que aquela gente mal-intencionada é medíocre desde a origem. A atitude e o procedimento da esquerdalha da época, com Lula e FHC na liderança, servem para bem revelar o baixo nível da trupe que acabou tomando o Brasil de assalto nos últimos 30 anos.

Tudo quanto estão fazendo contra a soberana vontade popular que, no ano que passou, disse nas urnas aos patifes um não rotundo, na essência não é nem um pouco diferente daquela palhaçada da década de 1990. As quadrilhas de Sarney a Temer tramam e torcem para que o Presidente eleito se esborrache. Os antigos parlamentares que não foram escorraçados no pleito eleitoral de 2018, cheios de má intenção, se mexem e se deslocam pelas catacumbas de Brasília, ou seja, pelos porões dos palácios e pelos subterrâneos do Congresso. Quando vejo aparecer na mídia covarde e facciosa uns mequetrefes do PT, do PCdoB ou do PSOL, sem honra e sem verniz, sorvendo cada factoide reverberado ou criado pela extrema imprensa principalmente contra o Capitão e sua família, fico convencido de que o Movimento Revolucionário de 2018 salvou o Brasil de se transformar em algo bem pior que uma Venezuela.

O modelo de jornalista Alexandre Garcia que nunca permitiu ser comprado, ainda outro dia alertou para a ação sorrateira dos inimigos do Brasil que, liderados pelo “Sistema Goebells de Comunicação”, querem porque querem difundir a ideia no sentido de que foi ilegítima a eleição de Bolsonaro. Este é o pano de fundo encomendado pela abominável classe política, bem como assim pelos donos do poder até agora. Tudo está sendo premeditado.

Vejam como estão emporcalhando e comprometendo a Nação Brasileira. O antes desacreditado e agora vergonhoso STF com certeza que está disposto a tudo para destruir a Lava Jato e os magistrados do mal estão prontos para colaborar com seus planos malignos. Nem estão se importando mais em esconder coisa alguma. Como se viu recentemente, um desembargador já acusado de corrupção, pressionado por Brasília durante um fim de semana, traiu a vontade de seus pares e na segunda feira seguinte soltou o grande “Corrupto dos Porões do Jaburu” e o Ministro genro de um dos maiores cretinões da política carioca investigado na Lava Jato no STF e filho de um conhecido camaleão condenado, pela Justiça do Rio, por improbidade administrativa, o mesmo que um dos filhos de Bolsonaro colocou para correr nas últimas eleições.

A desmoralização do Brasil perante a comunidade de Nações livres e soberanas, mesmo que não tenha até aqui logrado empanar o brilho da política externa atual, continua nos fazendo sofrer. A imprensa internacional acabou de revelar que o assassino Cesare Battisti não só confessou seus crimes cruéis, como também escandalizou o mundo dizendo que Lula, Dilma e sua bandidagem no Planalto foram autores dos crimes de auxílio e ocultação de criminoso, delitos previstos na lei Brasileira e na maioria das legislações penais dos países civilizados. Corre pelas redes sociais e está no Twitter do Presidente Bolsonaro, uma foto com vários esquerdopatas rindo e dando as mãos àquele criminoso internacional. Quando a hora chegar penso que todos devem ser processados e cassados como vendilhões da Pátria.

Percebam o que estão fazendo com nossa sociedade. Em cada lar, em cada coração dos cidadãos de bem deste País, já está o temor de que Lula – o traidor do povo – se valha dos petulantes préstimos dos “Mandarins Solta Bandidos” para sair do xilindró. Outro fato: o grande capadócio da Câmara Alta, que depois da prisão do sogro a quem assessorou e obedeceu no governo do “Fora Temer” deveria ter renunciado a seu mandato – proporcionado pela desonesta turma da propina na Odebrecht e na rabeira da corrida eleitoral – teve agora a petulância de agredir gratuitamente o magnifico Sérgio Moro, justo este homem que a comunidade internacional reconhece como “décimo-terceiro maior líder do mundo”. Quem aquele “ordinariozinho” pensa que é?

Tudo isso e mais a revolta da parte podre do Congresso contra a firme atitude do Capitão em defesa dos cofres públicos e contra o indecente aparelhamento da máquina governamental está sendo utilizado contra o próprio Chefe do Executivo para tentar colar nele a pecha de tosco e despreparado, de violento, de intransigente, de fascista, para defini-lo como incompetente e sujeito a um impeachment.

Estes dias correu a notícia veiculada por um jornalão que ficou órfão do erário nacional, que o “Mistério Público”, o tal que a meu sentir não pode escapar do alcance da “Operação Lava Toga”, aliado a meia dúzia de covardes, ladinos sem brios e sem honra, quer requerer o impeachment do Capitão porque este mandou que se comemorasse o dia da Revolução Civil Militar de 1964, que salvou o Brasil das garras do comunismo russo e cubano. Bem que gostaria de cruzar na rua com um porcaria deste para lhe dizer o que pensam os homens de honra desta Nação Verde e Amarela e sentir de que têmpera essa gente é forjada.

A propósito da Revolução de 1964. Aqui tem uma ponta da história que continua solta. É imperioso que os patriotas no Congresso (Alou bancada Verde e Amarela!) legislem no sentido de se mandar rever os atos espúrios e lesivos aos cofres públicos praticados pela tal Comissão da Verdade (ou Comichão que Deu nos Covardes) e que se criminalize toda insidiosa, covarde e mentirosa tentativa dos esquerdopatas de nominar como “Ditadura” o Movimento Civil Militar de 1964. A Nação brasileira deve esta reparação às Forças Armadas que novamente a salvou da desgraça do social-comunismo e ademais nós elegemos o Capitão justamente para isto, também.

Espero que continuem nos insultando e tramando contra nossa Pátria até que a hora do confronto que tanto provocam chegue logo para acertarmos contas antigas. Não há nada demais nisso que almejo, pois se os bandidos guerrilheiros e terroristas que um dia com Lula e Dilma encheram o Planalto tivessem ganho a guerra de 1964, nenhum dos patriotas de hoje teriam sobrevivido ao paredão. Vivo sonhando com o dia em que poderemos ficar frente a frente com os “uspinianos” do tipo FHC, Chauí, Haddad, Manuela, Boulos e Tiburi, bem assim com os famosos da roubalheira Rouanet e tantos outros canalhas, em especial um doente que se vestiu com a faixa presidencial, ultrajando um símbolo da República. Espero que realmente algo aconteça como, por exemplo, o STF soltar Lula e todos os demais presos da Lava Jato, para em razão de uma inevitável ruptura encarar não só os príncipes e mandarins da capa preta, mas também o bandidaço Zé Dirceu, o tresloucado Ciro Gomes, o velhaco Stedile, a turma dos Sindicatos, dos Movimentos invasores e quejandos.

Vamos acabar com essa farsa. Ganhamos em 1964 e agora em 2018, nas ruas e nas urnas. Como diria minha avó, quem não gostou coma menos. São os cativos canastrões do “Sistema Goebells” e a bandidagem da política nacional que darão o tom do enfrentamento. A bola está com eles, como dizem os jovens. Viemos para ficar e digo, sem medo de errar: ninguém arranca mais os militares e os homens de honra de dentro do Planalto “daqui pra frente”. Tentem se tiverem coragem! Em 07 de abril próximo vamos para as ruas, convocados pelos Movimentos Sociais para mostrar que estamos vivos e vigilantes.

Viemos para colocar as coisas nos eixos, portanto permitam que, dentre outros, o Professor Paulo Guedes e Sérgio Moro trabalharem em paz. Somos quase 60 milhões de brasileiros que confiaram o Brasil a Bolsonaro. Viemos para prender os assassinos cruéis e liquidar com o crime organizado. Viemos para trucidar a esquerdalha que antes andava solta com as chaves dos cofres do erário no bolso. Viemos para salvar as famílias, a cultura judaico-cristã, e os valores cívicos e morais de nossa sociedade da sanha deletéria da esquerda delinquente. Viemos para resgatar as escolas e as universidades do comunismo ateu e incompetente. Viemos para salvar a economia da miséria em que foi jogada e colocar a Nação no lugar que há muito faz jus no cenário internacional. Viemos para salvar 15 milhões de desvalidos pelo desemprego das mãos da “petralhada” e de suas agremiações satélites. Viemos enfim para que nossa gente tenha saúde, educação, segurança e muita riqueza como deve ter quem nasce nessa Terra de Santa Cruz.

Com quem aquela gente está contando? Com Maduro? Com os Cubanos? Com o tal exército do Stedeli? Agora que Bolsonaro tirou as mãos sujas da esquerdalha do dinheiro público, de onde virão os recursos para enfrentar as Forças Armadas? Tenham juízo seus covardões! A baiana de vocês não tem essa roda toda. Façam como FHC, como Dilma, como Chico Buarque e muitos canastrões da telinha; como os filhos do “Molusco Enjaulado”; como os Marinhos e se mandem para Europa, Portugal ou Paris, já que para Cuba e Venezuela os sabidões não querem ir. Acabou vermelhada! Deixem o Brasil para quem é capaz de dar a vida pela Nação Verde e Amarela.

Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br).

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ELITE VIRA-LATA

ELITE VIRA-LATA

21.03.2019 Hygino Vieira

Os Estados Unidos financiaram a reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra, e fez daquele país a segunda potência mundial em duas décadas;
Em seguida os Estados Unidos também fizeram do Japão uma potência, ensinando os japoneses a fabricar carros que depois se aproveitaram do mercado americano, aberto, livre para todos.

Os Estados Unidos atenderam apelos dramáticos do ditador Joseph Stalin e mandaram comida para a Rússia, para que o povo russo não morresse de fome; em plena guerra fria, travada contra os Estados Unidos.

Os Estados Unidos fizeram da China uma potência, processo iniciado quando Deng Xiaoping recebeu Richard Nixon e abriu a economia chinesa para o capitalismo, tirando da fome e miséria iminente quase um bilhão de chineses escravizados por Mao Tse Tung, o único barrigudo da China. Repetindo o fenômeno agora com Maduro, o único barrigudo da Venezuela, e Raul Castro o único barrigudo de Cuba.

Os Estados Unidos fizeram da Coreia do Sul uma potência, financiando seu desenvolvimento e abrindo o mercado americano para os produtos coreanos se fartarem.

Os Estamos Unidos estão fazendo da Índia uma potência, ao privilegiar mais investimentos naquele país. Bastou os Estados Unidos desviarem investimentos da China para a India para que a economia chinesa parasse de crescer os 15% ao ano, que impressionavam o mundo. Não deixando dúvidas de que são os Estados Unidos que fomentam as grandes economias, com investimentos e importações;

Os Estados Unidos não fizeram do Brasil uma potência porque desde a década de trinta, século passado, que nossos governos preferem se alinhar com regimes comunistas e investir na ignorância do nosso povo, em benefício de suas ambições políticas.

País nenhum vira potência sem Educação, e há oitenta anos que o Brasil vive às voltas com o arcaismo ideológico comunista, que investe na ignorância para controlar o povo e atrasar o país. Mas mesmo assim, as multinacionais americanas instaladas no Brasil são responsáveis por uma imensa fatia das exportações brasileiras, e do nosso PIB.

Sem os investimentos americanos o Brasil, com sua extensão continental, seria uma África.

A introdução é para que atentem ao fato mais relevante do momento; é a primeira vez na nossa história que um presidente eleito encara os Estados Unidos como aliado sem restrição, o que não ocorreu nem durante o regime militar, que tinha nos Estados Unidos apenas um aliado político contra a expansão do comunismo.

Temos agora a primeira chance para o Brasil se transformar na potência econômica que sempre sonhamos.

Mas para que isso aconteça é necessário enterrar o que há de podre. Na política, na Justiça, principalmente no STF, e na Educação.

A vocação de vira-lata do brasileiro, identificada por Nelson Rodrigues, não é do povo, essa vocação é da elite, dos políticos. O povo é vítima dessa elite de gangsters, de esquerdistas. Temos que destruir essa canalhada de traidores da pátria, para que o Brasil comece a se transformar naquele país do futuro que o mundo apregoa há muito tempo. O futuro é agora.

Para conseguir isso é compulsório destruir a imprensa comunista, os políticos canalhas e os quatro pilares do imoral, vulgar STF, o quanto antes. O Brasil tem pressa. São mais de oitenta anos jogados fora, que precisam ser esquecidos.

E esses idiotas que tentam desqualificar a aproximação do Brasil com os Estados Unidos, primeiro ato sensato de um presidente eleito pelo povo; esses traidores motivados por pura inveja e sensação de inferioridade, que vão todos para a puta que pariu.

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ÍNDOLE MARXISTA

ÍNDOLE MARXISTA
– A primeira coisa que você tem que aprender é que os marxistas não possuem dilema moral, portanto são imunes a esse tipo de apelo. Dou dois exemplos:

a) As denúncias de escândalo (roubalheira) do PETROLÃO não impediram que a candidata do PT se reelegesse.
b) A condenação dos mensaleiros transformou todos eles em HERÓIS NACIONAIS.

Alguém foi expulso do partido? NÃO. Então, apelar para o mensalão, petrolão ou roubalhão é chover no molhado ou malhar em ferro frio.

– A segunda, é que para marxistas o conceito de BEM e MAL não existe, o que existe é a Causa Revolucionária. Explico de novo:

a) Se o fato ajuda a causa da revolução, então é um BEM;
b) Se o fato não ajuda a causa revolucionária, então é um MAL.

– A terceira, é que todo marxista é um relativista congênito. O mesmo fato pode ser BEM e MAL ao mesmo tempo ou em diferentes épocas. A época não importa. Explico novamente e dou exemplos:

a) Matar homossexuais na U.R.S.S. na época de Stalin ou em Cuba na época de Fidel é BOM porque ajuda a causa da revolução. A revolução precisa do “homem forte”, “do homem de pegada” e o homossexual é fraco e “delicado”.

b) Defender os homossexuais no Brasil é um bem à causa revolucionária porque ajuda a DESTRUIR A FAMÍLIA e reforça o conceito de luta de classes. Então, fatos antagônicos, MATAR ou DEFENDER, passa ser igualmente BOM porque favorece a causa da revolução marxista. O mesmo raciocínio se aplica ao MAL. Compreendeu?

O marxista e revolucionário bolchevique, Lev Trotsky, no ensaio “A Moral Deles e a Nossa”, ensinava que não existem atitudes humanas substancialmente boas ou más. Para um militante marxista, a noção de
moralidade está inteiramente vinculada ao sucesso final da
revolução.
Todas as ações humanas — inclusive a mentira, a traição, a tortura e o
assassinato — são moralmente aceitáveis se contribuem para o triunfo
revolucionário, para a destruição do capitalismo e a construção de uma
sociedade justa, livre e igualitária. Essa lógica implacável produziu o
genocídio comunista e conduziu à morte 150 milhões de pessoas no
século XX.
Os partidos marxistas no Brasil são: PT, PCdoB, PSOL, PCB, PSTU, PSDB, MDB,
PPS, PDT, PSB, REDE, PMB, PROS, SD, PV, PEN, PATRI, PPL, PCO e PHS, que se
distribuem em várias linhas e formas, a saber: trotskista, socialistas
(marxistas, heterodoxos, libertários, reformistas, científicos etc.) leninista, gramsciana, fabiana.
Quem não estudar isso, profundamente, não entenderá nada de política
e sistemas ideológicos e será facilmente manipulado.

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LUTO NACIONAL

*
Agora todos ficam querendo saber o motivo de tanta violência…
Será que no fundo já não sabemos???

*Os pais não são mais autoridade para seus filhos*;

*Os professores não são mais autoridade para seus alunos*;

*Vivemos dias de liberdade ampla e sem restrições onde tudo é liberado e permitido*;

*Somente direitos, direitos, direitos, nada de deveres ou cobranças*;

*Hino ou bandeira é ofensivo, disciplina e hierarquia é tortura*;

*Baile funk é cultura, onde jovens usam drogas, fazem sexo na rua, perturbam o sossego das pessoas e o direito de ir e vir, mas se a polícia impedir é repressão*;

*Jogos de vídeo game onde se ganha ponto roubando ou matando velhinhos ou policiais, e achamos tudo isso legal e normal*;

*Lei da palmada*;

Será que não sabemos mesmo o motivo dessa barbárie???
Ou vamos continuar procurando uma resposta que já está explícita!?
(v.d.dias)

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POLITICAMENTE CORRETO E A ESPIRAL DO SILÊNCIO

Uma das mais poderosas armas que a esquerda possui é o “Politicamente Correto”, e engana-se quem acha que esse conceito nasceu de forma espontânea, e portanto, sem propósitos objetivos!!!
Na verdade o politicamente correto foi desenvolvido para controlar as opiniões das pessoas através de uma técnica chamada Espiral do Silêncio, que foi desenvolvida na década de 70 pela psicóloga alemã Elisabeth Noelle Neumann!!!
Essa psicóloga descobriu que assuntos polêmicos são naturalmente evitados, pois as pessoas têm medo da rejeição e se alguém conseguir ditar a regra do certo ou errado em uma determinada sociedade, essa pessoa será capaz de controlar a narrativa dos grupos sociais que compõem àquela região!!
Então como eu consigo ditar o certo ou errado em uma sociedade???
É aí que entra a técnica do politicamente correto, que consiste em apossar-se de palavras, contextos históricos e raciais utilizando-os contra qualquer pessoa que se queira destruir!!!
Ex: (vou utilizar um exemplo dado pelo Caio Copolla) Não podemos mais usar a expressão “Mulato”, pois na visão deturpada do esquerdista seria um termo depreciativo, uma vez que essa expressão (segundo a mutação etimológica feita pela esquerda) viria de Mula, portanto chamar alguém de mulato seria o mesmo que chamá-lo de mula, no entanto, a origem dessa palavra vem de MULOS, que em Latim ou Grego ( não sei ao certo) significa híbrido, e a mula só se chama mula porque é uma raça híbrida, não contendo nada de depreciativo em chamar alguém de mulato, uma vez que essa expressão refere-se à origem étnica de alguém e não uma alusão ao animal!!
Dessa forma foram criados varias palavras, atitudes, ídolos, histórias, etc..; que compõem o universo do politicamente correto de forma que mesmo que vc pense de uma forma diferente terá muita dificuldade em expressar-se em público, fazendo que mesmo as pessoas conservadoras ou liberais, acreditem que não se deva falar isso ou aquilo em público, abrindo então um universo de possibilidades para quem está por traz do controle da narrativa!!!!
Acontece que o Bolsonaro quebrou a Espiral do Silêncio e falou sem qualquer receio, o que qualquer um de nós gostaríamos de falar, e foi exatamente por essa razão que ele ganhou a eleição – Por falar a verdade!!!
Por essa razão, suas atitudes em relação à mídia estão absolutamente corretas; quanto mais ele expõe os fatos mais difícil fica para os canalhas controlarem a narrativa da sociedade!!
O grande problema, é que essa prática é tão perversa, que entrou na formação de muitas pessoas, honestas e alinhadas com a direita e que desconhecem o que é a Espiral do Silêncio e do que ela é capaz, fazendo com que elas retroalimentem a narrativa esquerdista sem saberem!!
Existem também os falsos conservadores que são dissimulados e surfam na onda de direita que acordou na América Latina.
Temos que entender esse jogo, pois se não o fizermos correremos o risco de comprar a história errada contada até por pessoas certas!!!!
PARABÉNS presidente Bolsonaro!!!
Com esse tuíte o Sr. mostrou mais uma vez, que é a mesma pessoa de antes das eleições e que, portanto, representa o pensamento de seus eleitores!!!!!!

(v.d.dias)

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A APOTEOSE DO FINGIMENTO HISTÉRICO

A apoteose do fingimento histérico
Olavo de Carvalho

“O camponês da Bavária e de Baden que não consegue enxergar para além do campanário da sua igreja local, o pequeno produtor francês de vinho que é levado à bancarrota pelos capitalistas de grande escala que adulteram vinho, e o pequeno plantador americano depenado por banqueiros e congressistas e jogado para longe da corrente maior do desenvolvimento, são convocados, no papel, a assumir a direção do Estado pelo regime da democracia política. Mas, na realidade, em todas as questões básicas que determinam os destinos dos povos, quem toma as decisões pelas costas da democracia parlamentar são as oligarquias financeiras.”
Esse parágrafo consta daquilo que foi provavelmente o discurso mais decisivo do século XX: as palavras de Leon Trotski no ato de fundação do Comintern em 1919, que determinariam em linhas gerais a estratégia do comunismo mundial por mais de meio século e, de algum modo, continuam a inspirá-lo até hoje.
Como descrição da realidade, essas palavras continuam válidas: decorrido um século, o povo trabalhador e pagador de impostos continua tentando melhorar o curso das coisas por meio do voto, sendo constantemente ludibriado e frustrado pelas oligarquias financeiras e políticas que burlam o processo legislativo e impõem suas decisões por meio de tratados internacionais, decretos de presidentes, portarias de ministérios, regulamentos de repartições, de prefeituras, de administrações regionais e uma infinidade de outros artifícios, obrigando todo mundo a obedecer leis que nem mesmo existem.
Só o que mudou, nesse ínterim, foi a identidade ideológica das personagens. A minoria bilionária age em parceria com a esquerda internacional — isto é, com os herdeiros de Trotski — para impor a populações estupefatas, por vias transversas que neutralizam o processo legislativo, as mudanças socioculturais mais artificiosas e contrárias às crenças e valores do povo: feminismo, gayzismo, desarmamento civil, multiculturalismo, liberação das drogas, sexualização prematura das crianças nas escolas, dissolução das identidades nacionais por meio da imigração forçada, anticristianismo militante etc. etc.
O povão simples apega-se cada vez mais aos seus valores antigos, cristãos e patrióticos, esperando fazê-los triunfar por meio de candidatos como Donald Trump, Jair Bolsonaro ou Nigel Farage, sendo por isso estigmatizado pela grande mídia de esquerda (a única que existe) como fascista, nazista, racista, assassino de gays, negros e mulheres etc. etc.
A aliança mundial de globalistas e esquerdistas é o fenômeno mais geral e importante da nossa época, e não há um só fato da vida cultural ou política ocidental que não seja, em mais ou em menos, determinado por ela.
À troca de papéis corresponde, pari passu, a inversão não só do conteúdo, mas da própria função do discurso público: a classe dominante rouba as palavras do povo para condená-lo e intimidá-lo como se ele fosse ela, e ela o povo. Intelectuais, artistas, jornalistas e publicitários pagos generosamente pela elite governante bilionária fazem-se de defensores da população ludibriada para poder continuar a ludibriá-la e a acumular poder e dinheiro sob os pretextos mais sedutores e hipnoticamente populistas que uma mendacidade ilimitadamente inventiva já logrou conceber.
Esse discurso meticulosamente invertido é uma invenção, já velha, de engenheiros sociais que, é claro, não se deixam enganar pelo seu próprio ardil. Mas, quando a moda se dissemina no baixo clero do show business, das universidades e da mídia, ela modifica profundamente a psique de multidões inteiras de idiotas úteis, que sentem – e sentem com muita emoção – estar dizendo a mais pura verdade no instante mesmo em que repetem chavões que sua própria experiência direta desmente da maneira mais flagrante. É a síndrome da autopersuasão histérica que, como já explicava o dr. Andrew Lobaczewski, se espalha entre pessoas de mente fraca quando colocadas sob a influência de psicopatas astutos.
Exemplos dessas mentes fracas não faltam. As redações, as cátedras universitárias, o cast inteiro dos canais de TV estão repletos deles. Escolho um a esmo, só porque é desta semana. Com aparente sinceridade, o sr. Fernando Meirelles, publicitário responsável pelo show de abertura das Olimpíadas, escreve no seuTwitter (reproduzo com as execráveis grafias originárias):
“Bolsanaro vai odiar a cerimônia. Trump também. Pelo menos nisso acertamos. A cerimônia de hoje terá índios, empoderamento dos negros e das mulheres, transgêneros e um alerta contra os riscos do uso de petróleio.”
Os pobres e oprimidos são aí representados pelos índios, negros, mulheres e transgêneros. Os ricos opressores, pelos srs. Trump e Bolsonaro. Por meio do show, o sr. Meirelles, os patrocinadores do espetáculo e o governo aparecem como advogados dos primeiros contra a prepotência reacionária dos segundos, vagamente identificados, de passagem, como ligados de algum modo aos interesses da macabra indústria do petróleo.
Mas quem não sabe que, para montar o espetáculo, o sr. Meirelles recebeu 270 milhões de reais de um bilionário esquema público-privado que jamais deu ou daria um tostão a políticos como Trump e Bolsonaro, aos quais odeia tanto quanto o povão os ama?
Quem não sabe que o “empoderamento dos índios, negros e mulheres” é a Leitmotiv do discurso propagandístico de uma elite globalista que continua – para usar as palavras de Trotski – “jogando para longe da corrente maior do desenvolvimento” os trabalhadores, os pequenos plantadores, os micro-empresários e, por isso mesmo, uma multidão de “índios, negros e mulheres”?
E quem não sabe que os donos do petróleo são ainda os árabes, os maiores assassinos de gays e mulheres que já existiram no mundo, contra os quais o show do sr. Meirelles não ousaria nem ousou dizer uma palavrinha incômoda sequer?
Em que mundo, em que fração do universo imaginário o sr. Trump fez algum dano a gays e mulheres, que pelo menos fosse comparável ao que essas criaturas sofrem nas mãos dos muçulmanos sob aplausos frenéticos e incondicionais da esquerda internacional à qual o sr. Meirelles indiscutivelmente pertence e à qual mostrou descarada fidelidade por meio do símbolo comunista do punho esquerdo cerrado?
E em que planeta do mundo da fantasia o sr. Bolsonaro, um modesto capitão da reserva que jamais foi visto sequer ao lado de um bilionário, faz parte da elite opressora?
Sem dúvida o sr. Meirelles acredita no que diz. Mas não acredita pelos meios normais do conhecimento humano e sim por meio da autopersuasão histérica que desmente de maneira brutal e ostensiva tudo o que ele vê, tudo o que ele sabe, tudo o que lhe chega pelos cinco sentidos. O sr. Meirelles não raciocina a partir da sua própria experiência, mas da sua própria voz. Indo da boca para o ouvido, sua alma se entrega toda mole-mole nos braços de um discurso auto-hipnótico que lhe dá, como compensação automática, um prêmio de 270 milhões e a ilusão de fazer bonito.
Com isso não quero dizer que o sr. Meirelles, só por expressar francamente o seu sentimento, seja honesto ou veraz. Se o tipo de sinceridade do fingidor histérico se distingue da mentira deliberada por não saber que é mentira, ela distingue-se das palavras do observador honesto porque não tem nada, absolutamente nada a ver com a categoria da veracidade. Constitui-se de sentimento apenas, e a nada o sentimento é mais obediente do que a imaginação. O fingidor histérico imagina alguma coisa na hora, sente em conformidade com ela, e diz o que sente. A distinção entre o verdadeiro e o falso nem lhe passa pela cabeça. E, se você lhe diz que o discurso dele é falso, ele entende que você apenas sente diferente dele, que tudo não passa de um confronto de emoções opostas, de uma disputa de poder entre dois corações – naturalmente, um malvado – você – e um bonzinho – ele.
A histeria – sempre é bom lembrar – nada tem a ver com chiliques, gritinhos e crises de nervos, embora às vezes recorra a esses instrumentos expressivos quando a crença na mentira começa a falhar e tem de ser reforçada pela mise-en-scène. A histeria é eminentemente fingimento auto-hipnótico, tanto mais forte quanto mais tranqüilo e sereno em aparência.
Aquilo que, na mente do manipulador psicopata, começou como uma mentira concebida friamente para tais ou quais propósitos práticos se torna, na mente passiva e servil dos seus imitadores, um modo de ser, um habitus profundamente arraigado e difícil de remover. A personalidade do psicopata não é afetada pelas suas mentiras, concebidas para uso alheio. A do fingidor histérico é transfigurada e remoldada pela mentira, até que o poder de persuasão da própria voz se sobrepoõe ao apelo dos sentidos, da memória e da razão. O ser humano normal acredita no que vê, no que experimenta e no que sabe. O fingidor histérico, naquilo que aprendeu a dizer.
Como bem observou o dr. Lobaczewski na sua Ponerologia – com certeza o livro mais importante de ciência política das últimas décadas –, numa sociedade dominada por criminosos psicopatas, o fingimento histérico se espalha como uma epidemia, que, se não controlada em tempo, acaba por se tornar o estado de espírito geral e permanente de amplas camadas sociais, especialmente aquelas que encontram nisso um modo de vida, como por exemplo os professores, os jornalistas, os publicitários e os artistas do show business, classes que, por definição, e mesmo em circunstâncias normais, vivem de repassar discursos aprendidos.
Subsidiado por patrocínios bilionários, o fingimento histérico brasileiro fez da abertura das Olimpíadas a sua mais vistosa apoteose.

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O MULTICULTURALISMO ESTÁ DIVIDINDO O OCIDENTE

O Multiculturalismo Está Dividindo o Ocidente
Por Giulio Meotti
24 de Outubro de 2017
Original em inglês: Multiculturalism Is Splintering the West
Tradução: Joseph Skilnik

As estatísticas oficiais da União Europeia sobre o terrorismo são impressionantes:

“Em 2016 foram registrados um total de 142 ataques terroristas, entre fracassados, frustrados e finalizados em oito Estados Membros da UE. Mais da metade (76) deles foram registrados pelo Reino Unido. A França registrou 23, Itália 17, Espanha 10, Grécia 6, Alemanha 5, Bélgica 4 e Holanda 1. Nos ataques morreram 142 pessoas e 379 ficaram feridas na UE. No mesmo ano 1.002 pessoas foram presas por crimes relacionados ao terrorismo”.

Todos esses países procuraram integrar as comunidades muçulmanas e todos se viram num beco sem saída. “Enquanto este estado de coisas continuar, o fracasso da integração representará uma ameaça letal para a Europa”, salientou o Wall Street Journal na esteira de um atentado suicida que matou 22 pessoas em Manchester. Segundo o novo livro Partition: Chronique de la sécession islamiste en France (“Partilha: Crônica da Secessão Islamista na França”) de autoria do repórter francês Alexandre Mendel, o multiculturalismo está gerando rupturas nas sociedades europeias.
Essa conjuntura também está criando infindáveis ondas de ataques terroristas. Em agosto passado, em um único dia, os islamistas assassinaram 20 europeus em Barcelona e na Finlândia. Um mês depois eles massacraram duas meninas em Marselha e em Birmingham um menino xiita foi espancado com requintes de crueldade. Esses são os frutos fatais do multiculturalismo da Europa. É a ideologia europeia mais romântica e sedutora desde o comunismo.

Há uma “cadeia cada vez mais constante de ‘comunidades suspensas’ aninhadas dentro das nações ocidentais”, salientou recentemente o historiador americano Andrew Michta.

“O surgimento desses enclaves, reforçado pelas políticas da elite do multiculturalismo, políticas de identidade de grupos e a desconstrução da tradição ocidental, contribuíram para a ruptura das nações da Europa Ocidental”.
Apenas vinte minutos separam Marais, o elegante bairro de Paris, onde estava localizada a redação da revista Charlie Hebdo e Gennevilliers, um subúrbio que abriga 10 mil muçulmanos, onde os irmãos Kouachi, que assassinaram a tiros os cartunistas da Charlie Hebdo, nasceram e foram criados. Em Birmingham há um subúrbio chamado Sparkbrook, de onde sai um décimo dos jihadistas da Inglaterra. Todas as cidades de maior importância da Europa abrigam enclaves onde proliferam o apartheid islâmico.

Lá burcas e barbas têm um significado. A maneira de se vestir sempre simbolizou lealdade a um estilo de vida, uma civilização. Quando Mustafa Kemal Atatürk aboliu o califado na Turquia, ele proibiu que os homens deixassem crescer as barbas e que as mulheres usassem véus. A proliferação de símbolos islâmicos nos guetos da Europa demarcam a separação desses subúrbios. O novo líder do Partido da Independência do Reino Unido (UKIP), Henry Bolton, disse recentemente que a Grã-Bretanha encontra-se “enterrada” pelo Islã e “inundada” pelo multiculturalismo.

De acordo com o ex-arcebispo de Canterbury, Lord Carey of Clifton o “multiculturalismo”, “desencadeou assassinatos em nome da honra, circuncisão genital feminina e o estabelecimento da Lei Islâmica (Sharia) em bolsões das cidades em todo o Reino Unido”. À luz do multiculturalismo europeu, as mulheres muçulmanas perderam inúmeros direitos que deveriam ter na Europa. Elas se defrontam com “crimes em nome da honra” por se recusarem a usar o véu islâmico, por se vestirem com roupas ocidentais, por se encontrarem com amigos cristãos, por se converterem para uma outra religião, por pedirem o divórcio, por se recusarem a serem espancadas e por serem demasiadamente “independentes”.

É uma das grandes ironias do multiculturalismo: cinco membros europeus da OTAN estão lutando no Afeganistão contra os talibãs que escravizam as mulheres, ao mesmo tempo em que elas são escravizadas em nossos próprios guetos na Europa.
Sob o regime do multiculturalismo, a poligamia avançou juntamente com a mutilação genital feminina (500 mil casos em toda a Europa). O multiculturalismo está, a bem da verdade, calcado na legalização de uma sociedade paralela, fundamentada na sharia, que se baseia na rejeição dos valores ocidentais, acima de tudo no tocante à igualdade e à liberdade.
Além disso, o medo de “ofender” as minorias islâmicas acabou criando uma espécie de cegueira auto imposta. Foi o que aconteceu em Rotherham, uma cidade de 117 mil habitantes situada no norte da Inglaterra, onde o estupro em massa e o aliciamento de pelo menos 1.400 crianças por “gangues de estupradores de origem paquistanesa” correu solto por anos a fio.

Sob o multiculturalismo, o antissemitismo também disparou, principalmente na França. O semanário francês L’Express acaba de dedicar uma edição especial exclusiva ao “novo mal-estar dos judeus franceses”.
Todos os recentes terremotos políticos ocorridos na Europa representam as consequências do fracasso do multiculturalismo. Conforme salienta o historiador britânico Niall Ferguson: a principal razão da vitória do Brexit foi a imigração.
“Muitos no Reino Unido olhavam para a crise dos refugiados na Europa e pensavam: se eles adquirirem um passaporte alemão, virão para a Grã-Bretanha e não teremos condições de fazer nada para detê-los. Esta foi a motivação central dos votantes e, legitimamente, porque os alemães abriram as portas a um enorme influxo do mundo muçulmano. Visto a partir do Reino Unido, a reação foi: pera aí, e se eles vierem para cá?”
Na Holanda, a ascensão de Geert Wilders é a consequência direta do assassinato do cineasta Theo van Gogh por um islamista holandês e a reação ao multiculturalismo que se seguiu. Na França, a ascensão política de Marine Le Pen coincidiu com dois anos de ataques terroristas de grandes proporções nos quais 230 cidadãos franceses foram assassinados.
Além disso, o extraordinário sucesso do partido Alternativa para a Alemanha (AfD) nas recentes eleições gerais é consequência da decisão fatal da chanceler Angela Merkel de abrir as portas para mais de um milhão de refugiados e migrantes. Beatrix von Storch, uma das líderes do AfD, ressaltou à BBC que “não há lugar para o Islã na Alemanha”. Ela explicou que uma coisa é permitir que os muçulmanos pratiquem a fé islâmica em recintos fechados, outra é acomodar o Islã político, que almeja mudar a democracia e a sociedade alemã.

O establishment europeu fechou os olhos enquanto os supremacistas muçulmanos violavam os direitos de seu próprio povo. Muitos islamistas então bateram às portas da Europa cada vez com mais determinação. O multiculturalismo mata e desestabiliza a Europa somente como o nazismo e o comunismo foram capazes fazê-lo.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

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FRANÇA: Uma civilização em decomposição

França: Uma Civilização em Decomposição
Por Giulio Meotti
17 de Novembro de 2017
Original em inglês: France: A Decomposing Civilization
Tradução: Joseph Skilnik

A França está prestes a homenagear as vítimas dos ataques terroristas de 13 de novembro de 2015. O que foi feito nesses dois anos desde então?

Em 1939 o jornalista espanhol, antifascista, Manuel Chaves Nogales, fugiu para a França onde testemunhou o colapso da República Francesa diante da invasão alemã. Seu livro A Agonia da França poderia muito bem ter sido escrito nos dias de hoje. Nogales escreveu que, enquanto os soldados alemães marchavam por Paris, os franceses saiam dos cinemas “ainda em tempo para o apéritif no bistrô”.

Depois que duas meninas francesas foram assassinadas por um islamista em Marselha no mês passado, o colunista Mathieu Bock-Côté salientou que a França está passando por “um processo de decomposição nacional e civilizacional que as autoridades decidiram acompanhar e moderar, sem nenhuma disposição de lutar e acabar com esse estado de coisas, como se fosse inevitável”. Ao que tudo indica, ele entendeu perfeitamente o que está acontecendo.

O ex-presidente francês Francois Hollande sequer tentou a reeleição, o sucessor, Emmanuel Macron, se recusa a falar sobre o Islã e parece aceitar a irreversível capitulação para o estado de medo e perigo. O exército francês não conseguiu libertar Raca, na Síria, conforme havia prometido após os ataques. “A França destruirá o ISIS”, disse Hollande após a carnificina em Paris, mas foram as forças norte-americanas e curdas que liberaram de fato a capital do Estado Islâmico. Há 15.000 islamistas franceses sendo monitorados pelos serviços de inteligência franceses. Enquanto isso, nos últimos dez anos 40 mil judeus fugiram da França.

A segurança do cidadão comum francês não está mais garantida. A violência islamista pode aparecer em qualquer lugar e atacar os que estão fardados e também os que não estão. Todos os cidadãos franceses são alvo em uma guerra onde, para os terroristas islamistas, vale tudo.

No parlamento da França, as vozes “islamo-esquerdistas” estão cada vez mais ousadas. A classe política consome o tempo com “obras inclusivas” para as escolas, com fertilização in vitro para solteiros e gays e multas, ‘in loco’, para “machistas” importunadores. Nenhum terrorista francês que realizou decapitações na Síria perdeu a cidadania francesa. A revista Charlie Hebdo está recebendo novas ameaças de morte, nenhuma publicação francesa importante mostrou solidariedade para com os colegas assassinados imprimindo caricaturas islâmicas. Os parentes das vítimas publicaram livros com títulos do tipo Vocês Não terão Meu Ódio. Inúmeros integrantes da elite intelectual francesa foram arrastados para os tribunais por suposta “islamofobia”.

Enquanto isso, nenhum enclave islamista dentro da República secular foi recuperado e somente 19 mesquitas salafistas foram fechadas.

Recentemente o parlamento francês considerou urgente retirar a imunidade política de Marine Le Pen por ela ter tuitado fotos de vítimas do ISIS, incluindo a do jornalista norte-americano James Foley. “Daesh é ISTO!”, salientou ela em um post junto com as fotos, usando o acrônimo em árabe do ISIS. De modo que, um país que sofreu 250 assassinatos nas mãos do ISIS, retirou a proteção política de uma líder que já se encontra sob proteção policial por ela ter difundido imagens de vítimas do ISIS, abrindo assim caminho para as ações penais contra ela.
O martírio do Padre Jacques Hamel nas mãos dos islamistas já foi esquecido, o local do massacre ainda está à espera de uma visita do Papa Francisco como sinal de homenagem e condolência. Os juízes franceses estão agora ocupados removendo símbolos cristãos do cenário: no mês passado, em Ploërmel, foi determinada a retirada da cruz que está acima de uma estátua do Papa João Paulo II por ela supostamente violar a separação igreja/estado.

Recentemente a prefeita de Paris Anne Hidalgo proibiu a instalação da principal feira natalina da cidade por ela ter sido considerada insuficientemente elegante. As autoridades e as elites da França estão destruindo, item por item, o legado histórico, religioso e cultural do país para que não sobre mais nada. Uma nação despojada de sua identidade verá a sua força interior extinta. Samuel Pruvot, jornalista da Famille Chrétienne (“Família cristã”), afirmou há pouco que o cristianismo na França será em breve peça de “museu”.

Nos últimos dois anos a cultura francesa foi marcada pela “sensação de fim do mundo”. Intelectuais tanto de esquerda quanto de direita publicaram ensaios sobre o “suicídio da França”, sua “decadência” e sua “infeliz identidade”. São brilhantes e importantes capturas do estado atual da sociedade francesa. A França agora precisa ir além do luto. Precisa mostrar força, dar a volta por cima.

A França agora precisa dar a largada para vencer a guerra ideológica, a mais importante após as prisões e a apreensão das armas. Se a França não o fizer, 13 de novembro de 2015 será lembrado como o dia em que a França, conforme ressaltou o sociólogo Shmuel Trigano, “sacrificou as vítimas para não enfrentar os assassinos”.

Giulio Meotti, Editor Cultural do diário Il Foglio, é jornalista e escritor italiano.

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ENFIM, O CISMA

Nota preliminar: Este artigo está imbricado com o artigo anterior. Deve ser lido analiticamente e não emocionalmente.
O Editor.

ENFIM, O CISMA
Dom Lourenço Fleichman OSB

Em 1976, amigos franceses enviaram a Gustavo Corção notícias de um bispo italiano que escrevera para seus padres e fiéis denunciando o comunismo. Os amigos que enviaram a auspiciosa notícia ao jornalista e escritor católico estavam entusiasmados com a novidade, achando que aquela reação podia significar uma mudança de ares na Igreja.
Gustavo Corção escreveu sobre o fato um artigo em que mostrava aos seus amigos e leitores que o entusiasmo não era cabível. Antes de mostrar quão superficial era a crítica do bispo ao comunismo, Corção explicou:
“Depois do que escrevi no artigo da semana passada sobre o maior escândalo do século, e sobretudo depois de séculos de pronunciamentos da Igreja, eu só posso ter como séria a declaração anticomunista de um bispo quando vier acompanhada de um atestado provando que seu nome estava incluído entre os dos 400 padres conciliares que, em vão, tentaram erguer um baluarte ao avanço comunista, e não entre os nomes dos 3.600 que categoricamente recusaram esse tipo de resistência ou combate”[1].
Estamos assistindo, quarenta anos depois, a uma situação semelhante, por ocasião do Sínodo Extraordinário sobre a Família, que se realizou em Roma, em outubro de 2014.
Assim como os amigos franceses de Gustavo Corção eram “conservadores”, sem no entanto perceberem com a devida profundidade o que estava em jogo, hoje, muitos “conservadores” analisam de modo superficial o Sínodo que acaba de se realizar, deixando de lado o que há de essencial no drama que vivemos na Igreja.
O Cisma oculto
Comecemos, pois, pela principal realidade que importa manter viva e acesa em qualquer análise que se faça do Sínodo: há 50 anos atrás um Cisma monumental foi introduzido na Igreja, realizado por um imenso grupo de bispos que se uniu em uma nova Igreja, Anti-Igreja, Contra-Igreja, ou A Outra, como chamava Gustavo Corção, sem abandonarem a hierarquia católica, podendo assim agir de modo mais eficaz sobre os ingênuos católicos do mundo todo.
Em toda parte levantaram-se os católicos fiéis, na época, para denunciar os erros da nova pastoral introduzida no Concílio Vaticano II. Porém, pouco a pouco, a hierarquia os silenciou, quer pela falsa obediência, quer pelo ostracismo e a marginalidade.
Já não tinham voz ativa, e quando denunciavam os erros do pós-Concílio, não lhes davam crédito. Os papas que fizeram o Concílio, João XXIII e Paulo VI, repetiam que estavam apenas tratando da “pastoral”, abrindo as portas da Igreja aos novos tempos. E afirmavam, como hoje, não tratarem de dogmas e da doutrina. Esta é a segunda característica do cisma. Além de ter sido realizado por membros da própria hierarquia, acalmavam os conservadores com essa palavra de ordem: “pastoral”.
Dois resultados ou conseqüências se seguiram ao Concílio. O primeiro, imediato, rápido, fulminante: em poucos anos conseguiram introduzir tamanha quantidade de reformas nos ritos e costumes que logo já ninguém se lembrava como era a vida e a liturgia católica anterior ao cisma. O segundo, mais lento, penetrando mais profundamente, atingindo o âmago do catolicismo, seu dogma e sua doutrina, foi sendo instalado nas almas por livros, conferências, sermões, cursilhos, universidades. E a fé desapareceu das inteligências. Tudo foi transformado, deformado, destruído.
Partindo pois, de uma nova prática, de nova “pastoral”, facilmente aceita pelos incautos, chegaram à modificação da doutrina que afirmavam não querer mudar.
É conhecida a frase do Cardeal Kasper que reconhece o método utilizado para enganar a Cúria Romana, em 1962: no Concílio, não falaram de doutrina, apenas mudaram a práxis; introduziram uma super-heresia sem pronunciar uma única heresia, apenas inventando nova atitude, nova prática, nova moral. E isso torna uma passagem de S. Paulo verdadeira profecia: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema”[2].
Kasper afirmou, em fevereiro de 2014, que o Sínodo deveria fazer com relação ao casamento, o que o Concílio fizera eficazmente com o catolicismo. Sem mudar a doutrina do casamento indissolúvel, sem tocar nesse assunto, mudar a mentalidade, a atitude dos padres e bispos diante dos divorciados, a ponto de liberar a comunhão sacramental para eles. O cisma oculto começava a ficar evidente.
O Cisma revelado
Ao final da primeira semana de discussões no Sínodo, o cardeal Erdö, relator, publicou um primeiro texto que serviria de base de discussões e emendas durante a segunda semana. Este documento tinha como função causar o choque inicial, quebrar parâmetros, assustar os mais conservadores, e sobretudo, mover a opinião pública, a qual se manifesta de modo mais explícito pela mídia, porém está presente também, de modo mais geral e diluído, no consabido, na impressão que fica na cabeça das pessoas e que perdura como se fosse a posição oficial da Igreja.
Não é de hoje a manifestação entusiasmada, por parte da imprensa, da radical mudança de atitude da Igreja (leia-se, dos homens da Igreja) que se opera desde a eleição do papa Francisco.
A primeira manifestação pública desse “outro” evangelho foi dada no avião em que o papa voltava do Rio de Janeiro, após a triste JMJ, em 28 de julho de 2013:
“Se uma pessoa é gay e procura o Senhor de boa vontade, quem sou eu para julgá-la?” Não há como evitar a aproximação dessa incrível afirmação feita pelo papa, com a frase do Relatório do Card Erdö: “As pessoas homossexuais têm dons e qualidades para oferecer à comunidade cristã.” Foi apenas um passo adiante.
Nessa mesma ocasião, diante dos jornalistas, no avião, o papa afirmou que seria preciso prever uma nova “pastoral” quanto à recepção dos sacramentos por casais de divorciados. Na época não se podia perceber, mas hoje vemos que já era o Sínodo sendo anunciado. Devemos constatar também que o papa parece ter certa pressa. O que ele insinua num dia, põe em prática poucos meses depois.
Em outubro de 2013 o papa anunciava a convocação do Sínodo Extraordinário, para outubro 2014, e que seria completado pelo Sínodo Ordinário, em outubro de 2015. Um questionário sobre a questão da família, divórcio, homossexuais etc. foi enviado aos bispos do mundo todo. Aqui no Brasil esse questionário virou uma espécie de plebiscito, sendo distribuído inclusive entre os fiéis, em algumas dioceses. O papa cercou-se de certos bispos e cardeais escolhidos a dedo, para levar adiante a nova “pastoral”, ou seja, uma nova atitude moral sem que se tocasse no assunto doutrinário.
Chega a impressionar a insistência com que os bispos reafirmaram, ao longo do Sínodo, que o papa Francisco não tratara, hora nenhuma, da doutrina do casamento. Fizeram questão de ecoar a frase do Card. Kasper ao longo do Sínodo. Vejam! Não mudamos nada, não tenham medo, estamos apenas tratando de “pastoral”.
Repetia-se a tática de sucesso que fez desaparecer a fé católica da face da terra. E ninguém se preocupava com isso.
O Circo pegou fogo
O relatório inicial do Card. Erdö pôs fogo no circo. A imprensa entendeu a jogada, e soltou seus fogos de artifício. Era para isso que ele servia. Ninguém pensava em que um texto como aquele fosse aprovado pelos bispos sinodais. Não era essa a intenção.
Tampouco estava em jogo um combate entre “conservadores” e progressistas, no sentido de se chegar a um texto aceitável, como Relatório final. Isso foi feito, é verdade, mas já não importava. O grupo liderado pelo papa Francisco sabia muito bem que o papel do Sínodo Extraordinário já tinha sido realizado. O circo já virara cinzas, e ninguém parecia se dar conta disso. A única voz a declarar essa verdade foi do Cardeal da Africa do Sul, Wilfrid Napier: “A mensagem foi dada: é isso que diz o Sínodo, é isso que diz a Igreja. Não há mais correção que sirva, só poderemos tentar limitar o prejuízo”. Mas ao lúcido bispo de 2014 devemos perguntar: o que o senhor fez para “limitar os prejuízos” quando o novo catecismo, como fruto do Concílio, modificou a doutrina sobre os fins do matrimônio? Os mais lúcidos e “conservadores” são cúmplices do verdadeiro cisma que dura já 50 anos.
Daí a insistência com que alguns bispos afirmaram, ao longo da semana, que não havia um racha dentro do Sínodo. Todos estão unidos! O próprio papa o assinalou no discurso final: “Tantos comentaristas, ou pessoas que falam, imaginaram ver uma Igreja em atrito, onde uma parte está contra a outra, duvidando até mesmo do Espírito Santo, o verdadeiro promotor e garante da unidade e da harmonia na Igreja.”
Parece mentira, mas não é. De fato, o que une esses bispos e cardeais continua unindo-os; o que os divide é um fator que, em si mesmo, faz parte da própria união: essa nova Igreja de Vaticano II é evolutiva, é “pastoral”, é dinâmica. Tendo deixado de lado (abandonado) qualquer menção efetiva ao dogma católico, só lhes interessa o movimento, as vagas, a dinâmica de uma Igreja “fundada sobre rodinhas”, na feliz expressão de Gustavo Corção.
O papa e os bispos sabem que esse movimento “pastoral” tem seu ritmo próprio. A eles não importa o estágio alcançado hoje, basta saberem que a evolução se fez, e que ela continuará a mover a tal “pastoral”. Eis o que afirmou o papa Francisco no discurso final:
“Eu poderia tranqüilamente dizer que – com um espírito de colegialidade e de sinodalidade (?) – vivemos realmente uma experiência de “Sínodo”, um percurso solidário, um ‘caminho juntos’.”
Não deixa de ser também chocante o fato do papa afirmar que está ali apegado à doutrina do sacramento do Matrimônio indissolúvel. A tática proposta pelo Card. Kasper em fevereiro se realiza plenamente. No momento mesmo em que toda a moral católica voa em frangalhos, o papa diz que não se toca no dogma. Como se poderia manter intacta uma doutrina quando se propõe subverter a prática e a moral decorrentes dessa mesma doutrina?
Essa é a evolução esperada, a dinâmica preparada cuidadosamente e levada a cabo nessa etapa intermediária da destruição da fé. O Relatório final fica oferecido como um véu “conservador”. Mas o que vai movimentar as discussões, reuniões e preparativos para o Sínodo de 2015 é a brasa ainda quente do circo destruído: a comunhão para os divorciados e a recepção dos homossexuais na vida da Igreja.
Revolvendo as cinzas
Agora voltemos à consideração de Gustavo Corção sobre o bispo italiano que, em 1976, resolveu alertar seus fiéis contra o comunismo.
Os “conservadores” espalhados em blogs e sites acompanharam passo a passo a semana que seguiu à publicação do Relatório inicial do Card. Erdö. A impressão que se tinha era parecida com a de uma corrida eleitoral, todos torcendo pela reviravolta, todos apoiando os bispos mais “conservadores”, e dando vivas de alegria com a suposta vitória desses falsos tradicionais.
Todos acompanharam os detalhes dos diversos grupos de estudo, aplaudindo os relatórios destes, criticando e denunciando o grupo do papa, que, aparentemente, sofria diante da falsa perplexidade dos próprios bispos por ele convocados.
Chegamos assim ao Relatório Final, onde já não se fala de dar a comunhão aos divorciados, ou de receber os valores dos homossexuais dentro das paróquias. Enaltece o amor, a união, a fidelidade, o cuidado com os filhos, dando a impressão de que a doutrina católica venceu a heresia. E as palavras de alívio aparecem em blogs e artigos.
O que não se lê em lugar algum é a crítica devida a todos esses bispos e padres mais “conservadores”. Quem são eles? Em que doutrina eles acreditam? Ora, todos eles são filhos do Vaticano II. Todos eles aceitaram os desmandos desse falso Concílio que introduziu o maior cisma que a Igreja já conheceu. Aceitam tranqüilamente a missa nova, mais próxima de um culto protestante do que do Sacrifício da Cruz. Aceitam o falso ecumenismo, afirmando com João Paulo II e os demais papas do pós-concílio, que todas as religiões levam para o céu; aceitam a liberdade religiosa, como se religião fosse opção e não obrigação de todos os homens de cultuar a Deus do modo como Ele próprio nos revelou.
E, finalmente, aceitam a inversão dos fins do casamento, grave deturpação da doutrina católica introduzida tanto no novo Direito Canônico quanto no novo Catecismo. Ora, essa inversão na doutrina católica do casamento é aceita por todos os bispos e cardeais. Como é ela que conduz à nova “pastoral” de Francisco, segue que os bispos “conservadores” são cúmplices daquilo mesmo que parecem combater no Sínodo.
Enfim, o Cisma
Então, o quê? De que vitória se trata? Os vitoriosos ostentam como troféu a doutrina ambígüa do Vaticano II. Ela não serve para o católico; ela é falsa, falsificadora da realidade objetiva do casamento; ela retira do casamento a força da realidade que sempre presidiu à formação da família. A Igreja sempre ensinou que o fim primário do casamento é a procriação, justamente porque não poderia perdurar por toda a história da humanidade uma instituição familiar fundada em algo tão subjetivo e vacilante quanto é o amor. Ao afirmar dogmaticamente que são os filhos, e mais do que os filhos, o próprio ato procriador o fim primário, essencial, principal, do qual os outros dois dependem como subordinados, a Igreja finca um mastro que sustenta as velas da nau familiar, permitindo que ela atravesse o mundo no meio das piores tempestades.
Toda a vida do amor conjugal gira em torno dos filhos, mesmo quando, por infelicidade, eles não são gerados. O amor mútuo sendo um fim subordinado, secundário, não é ausente da doutrina católica sobre a família. Mas ao ser elevado a fim principal, desmorona-se a família. Porque o amor, mesmo considerado de modo racional, menos passional, necessariamente passa pela subjetividade de cada um. E eis o casamento sujeito às variedades dessa vida, como costuma chamar a Igreja aos altos e baixos da nossa condição. Por mais que se exorte o casal a guardar o vínculo, a proteger os filhos, a se sacrificar, ele só conseguirá vencer todas as crises e tentações se tiver um motivo forte e total, algo que esteja acima da vida e da morte. Isso só se consegue com um objeto que esteja fora do homem, e que não seja o seu próprio sentimento vacilante e volúvel.
Mas a abertura ao mundo provocada pelo Concílio Vaticano II estabeleceu uma filosofia de vida subjetiva, onde já não se conhece mais as razões profundas dos nossos sofrimentos, onde cada qual procura satisfazer suas paixões e confortos. Ao mesmo tempo que a linguagem socialista tomou conta do discurso de padres, bispos e papas, querendo fazer tudo girar em termos de “social” e de “comunidade”, eles abandonaram o ensinamento tradicional que nos faz parte de um todo, e que, por isso, devemos viver, em primeiro lugar, pelo bem comum, quer seja na cidade, na vida política, quer seja na casa, no todo da família, do qual somos apenas uma parte.
Mas Paulo VI era discípulo de Jacques Maritain, e é a sua filosofia personalista que vai presidir essa mudança, alegando que cada pessoa é um ser à parte, totalizado em si mesmo, fechado em si mesmo, provocando o desprezo pelas instituições que estão acima de nós, a Igreja, a Pátria e a Família. A partir do Concílio e de Paulo VI, a vida comum, em família ou em política é apenas uma escolha de bom escoteiro, sem vínculo com a realidade profunda do homem animal político.
Por isso o casamento moderno nada mais é do que um somatório temporário de interesses pessoais, movido pela paixão superficial que atrai os corpos no amor carnal. É impressionante o vazio dos sermões de casamento oriundos da drástica mudança da doutrina do casamento operada pelo Concílio. Como o amor individual, personalista, foi colocado no lugar principal, vemos os padres tentando falar sobre o amor e sendo empurrados, em sua mediocridade, a tratar de modo vulgar um momento tão importante quanto seja a fundação de uma nova família, célula da sociedade bem constituída.
A solução deste grave erro está no retorno à doutrina perene da Igreja. Está no abandono das falsas filosofias e das doutrinas produzidas por um Concílio fundamentado em base tão pouco católica.
Por outro lado, a lógica do erro imperceptivelmente introduzido na vida dos homens pelo pós-concílio, querendo seguir o burburinho do mundo, estabelecendo tudo no amor, é chegarmos ao amor invertido homossexual, é chegarmos ao divórcio e à comunhão dos divorciados. Porque, se tudo se baseia no amor e tudo parte da pretensa “dignidade” da pessoa humana, então cada um seguirá a sua consciência, de acordo com seus próprios critérios subjetivos, ou seja, segundo o seu amor. Ou, utilizando a linguagem pervertida de hoje, segundo sua opção sexual. E ninguém poderá contestar esse rei e esse deus criado pelo próprio Concílio Vaticano II: o novo homem, o novo humanismo, como aparece claramente no discurso de encerramento do Concílio, em dezembro de 1965.
Isso é que precisa ser entendido: o que o papa Francisco quer é coerente com a falsa doutrina de Vaticano II. O que é incoerente é os bispos e cardeais acharem que são muito “conservadores” só porque consideram que a evolução ainda não chegou nesse ponto, ou que não podemos ir rápido demais.
Por isso não podemos nos escandalizar com a quebra dos parâmetros realizada por esse Sínodo. O que nos escandaliza é a doutrina perversa de Vaticano II, é a inversão dos fins do casamento aceita alegremente por todos. O que nos escandaliza é o cisma contrário à Igreja Católica impetrado por esses mesmos papas que recebem do papa atual a canonização inválida dessa Outra Igreja.
O que nos escandaliza, enfim, é o escândalo sentido e choramingado por esses “conservadores” incoerentes, inconsistentes, moles e afeminados na defesa da verdade.
[1] O Globo, artigo Um Rebate Falso, 18/3/1976
[2] Gal. 1, 8-9

Fonte: http://permanencia.org.br/drupal/node/5162

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TENDÊNCIA HERÉTICA NA IGREJA CATÓLICA

Resistir à tendência herética. O relatório do Cardeal Erdö elimina com um só golpe o pecado e a lei natural.

Por Roberto de Mattei – Il Foglio, 15-10-2014 | Tradução: Fratres in Unum.com – Eliminado o sentido do pecado; abolidos os conceitos de bem e de mal; suprimida a lei natural; arquivada qualquer referência a valores positivos como virgindade e castidade. Com o relatório apresentado em 13 de outubro de 2014 no Sínodo sobre a família pelo Cardeal Péter Erdö, a revolução sexual irrompe oficialmente na Igreja, com conseqüências devastadoras para as almas e a sociedade.

A Relatio post disceptationem elaborada pelo Cardeal Erdö é o relatório resumitivo da primeira semana de trabalhos do Sínodo e aquele que orienta as suas conclusões. A primeira parte do documento pretende impor, com uma linguagem derivada do pior ‘Sessenta e oito’ [NdT: Revolução anarquista da Sorbonne, de maio de 1968], a “mudança antropológico-cultural” da sociedade como um “desafio” para a Igreja. Diante de um quadro que da poligamia e do “casamento por etapas” africanos chega à “prática da convivência” da sociedade ocidental, o relatório encontra a existência de “um difuso desejo de família”. Nenhum elemento de avaliação moral está presente. À ameaça do individualismo e do egoísmo individualista o texto contrapõe o aspecto positivo da “relacionalidade”, considerada um bem em si, sobretudo quando tende a transformar-se em relação estável (nos. 9-10).

A Igreja renuncia a emitir juízos de valor para limitar-se a “dizer uma palavra de esperança e de sentido” (no. 11). Afirma-se em seguida um novo surpreendente princípio moral, a “lei da gradualidade”, que permite colher os elementos positivos em todas as situações até agora definidas como pecadoras pela Igreja. O mal e o pecado propriamente não existem. Existem apenas “formas imperfeitas de bem” (no. 18), segundo uma doutrina dos “graus de comunhão” atribuída ao Concílio Vaticano II. “Tornando-se portanto necessário um discernimento espiritual em relação às coabitações, aos matrimônios civis e aos divorciados recasados, compete à Igreja reconhecer que a semente do Verbo se espalhou além das fronteiras visíveis e sacramentais” (no. 20).

O problema dos divorciados recasados é um pretexto para fazer passar um princípio que mina dois mil anos de moral e de fé católica. Após a Gaudium et Spes, “a Igreja se volta com respeito para aqueles que participam em sua vida de modo incompleto e imperfeito, prezando mais os valores positivos que guardam, do que as limitações e as faltas” (ibidem). Isso significa que cai todo o tipo de condenação moral, porque qualquer pecado passa a constituir uma forma imperfeita de bem, um modo incompleto de participar na vida da Igreja. “Nesse sentido, uma nova dimensão da pastoral familiar hodierna consiste em entender a realidade dos casamentos civis e, feitas as devidas diferenças, também das coabitações” (no. 22).

E isso sobretudo “quando a união alcança uma notória estabilidade através de um vínculo público, e caracteriza-se por profunda afeição, de responsabilidade em relação à prole, da capacidade de resistir nas provas” (ibid). Com isso fica de cabeça para baixo a doutrina da Igreja segundo a qual a estabilização no pecado através do casamento civil constitui um pecado mais grave do que a união sexual ocasional e passageira, porque esta última permite com mais facilidade o retorno ao caminho certo. “Uma sensibilidade nova na pastoral hodierna consiste em entender a realidade positiva dos casamentos civis e, feitas as devidas diferenças, também das coabitações” (no. 36).

A nova pastoral impõe, portanto, o silêncio sobre o mal, renunciando à conversão do pecador e aceitando o status quo como irreversível. São estas que o relatório chama de “opções pastorais corajosas” (ponto 40). A coragem, ao que parece, não está em opor-se ao mal, mas em adaptar-se a ele. As passagens dedicadas ao acolhimento às pessoas homossexuais são as que pareceriam mais escandalosas, mas constituem a consequência lógica dos princípios acima expostos. Até o homem da rua compreende que se ao divorciado recasado é possível aproximar-se dos sacramentos, tudo é permitido, a começar pelo pseudo casamento homossexual.

Nunca, realmente nunca, sublinha Marco Politi no “Il Fatto” de 14 de outubro, ele tinha lido, em um documento oficial produzido pela hierarquia eclesiástica, uma frase do gênero: “As pessoas homossexuais têm dons e qualidades para oferecer à comunidade cristã.” Seguida de uma pergunta dirigida aos bispos do mundo inteiro: “estamos em condições de acolher essas pessoas, garantindo-lhes um espaço de fraternidade em nossas comunidades?” (no. 50). Embora não equiparando as uniões entre pessoas do mesmo sexo ao casamento entre homem e mulher, a Igreja se propõe “elaborar maneiras realistas de crescimento afetivo e de maturidade humana e evangélica integrando a dimensão sexual” (no. 51). “Sem negar os problemas morais conexos às uniões homossexuais, nota-se que há casos em que o suporte mútuo com vistas ao sacrifício constitui um apoio precioso para a vida dos parceiros” (no. 52).
Nenhuma objeção de princípio vem expressa em relação à adoção de crianças por duplas homossexuais: aqui limita-se a dizer que “a Igreja tem uma atenção especial para com as crianças que vivem com casais do mesmo sexo, insistindo que em primeiro lugar são colocados sempre as exigências e os direitos dos pequenos” (ibid). Na conferência de imprensa de apresentação, Mons. Bruno Forte chegou a auspiciar “uma codificação dos direitos que podem ser assegurados às pessoas que vivem em uniões homossexuais”.

As palavras fulminantes de São Paulo segundo as quais “nem os impuros, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os difamadores, nem os salteadores hão de herdar o reino de Deus” (I Carta aos Coríntios, 6, 9) ficam esvaziadas de sentido para os malabaristas da nova moralidade pansexual. Para eles é necessário entender a realidade positiva daquele que foi chamado de pecado que clama ao Céu por vingança (Catecismo de São Pio X). A “moral da proibição” deve ser substituída pela do diálogo e da misericórdia, e o slogan de 68, “é proibido proibir”, é atualizado pela fórmula pastoral segundo a qual “nada se pode condenar”.

Não caem apenas dois mandamentos, o sexto e o nono, que proíbem pensamentos e atos impuros fora do casamento, mas desaparece a ideia de uma ordem natural e divina objetiva sintetizada no Decálogo. Não existem atos intrinsecamente ilícitos, verdades e valores morais pelos quais se deve estar disposto a dar até a vida, como os define a encíclica Veritatis Splendor (no. 51 e no. 94). No banco dos réus não estão apenas a Veritatis Splendor e os recentes pronunciamentos da Congregação para a Doutrina da Fé em matéria de moralidade sexual, mas o próprio Concílio de Trento que formulou dogmaticamente a natureza dos sete sacramentos, a começar pela Eucaristia e pelo Matrimônio.

Tudo começa em outubro de 2013, quando o Papa Francisco, após ter anunciado a convocação dos dois sínodos sobre a família, o ordinário e o extraordinário, promove um “Questionário” dirigido aos bispos de todo o mundo. O uso enganoso de pesquisas e questionários é bem conhecido. A opinião pública julga que uma escolha é justa quando feita pela maioria das pessoas. E as sondagens atribuem a essa maioria, opiniões já predeterminadas pelos manipuladores do consenso. O questionário desejado pelo Papa Francisco abordou os temas mais prementes, da contracepção à comunhão aos divorciados, das uniões de fato aos casamentos entre homossexuais, mais com o objetivo de orientação que de informação.

A primeira resposta, publicada em 3 de fevereiro pela Conferência Episcopal alemã (“Il Regno Documenti”, 5 [2014], pp. 162-172), foi claramente anunciada para condicionar a preparação do Sínodo e sobretudo para oferecer ao cardeal Kasper a base sociológica de que precisava para a preleção ao Consistório que o Papa Francisco lhe havia confiado. O que de fato emergiu foi a recusa explícita dos católicos alemães “às pretensões da Igreja sobre as relações sexuais pré-maritais, a homossexualidade, os divorciados recasados e o controle da natalidade” (p. 163). “As respostas recebidas das dioceses – dizia-se ainda – deixam entrever quão grande é a distância entre os batizados e a doutrina oficial, sobretudo no que diz respeito à convivência pré-matrimonial, ao controle de natalidade e à homossexualidade” (p. 172).

Esta distância não vinha apresentada como uma separação dos católicos em relação ao Magistério da Igreja, mas como uma incapacidade da Igreja em compreender e secundar o curso dos tempos. O cardeal Kasper, em sua exposição ao Consistório de 20 de fevereiro, definirá tal distância de um “abismo” que a Igreja deveria ter preenchido adaptando-se à prática da imoralidade.

De acordo com um dos seguidores do cardeal Kasper, o sacerdote genovês João Cereti, conhecido por um estudo tendencioso sobre o divórcio na Igreja primitiva, o questionário foi promovido pelo Papa Francisco, a fim de evitar que o debate ocorresse “em ambientes confinados” (“Il Regno-Attualità” 6 [3014], p. 158). Mas se é verdade que o Papa desejava que a discussão se desenvolvesse de forma transparente, não se compreende a decisão de realizar o Consistório extraordinário de fevereiro e, em seguida, o Sínodo de outubro a portas fechadas. O único texto de que se teve conhecimento, graças ao “Foglio”, foi a exposição do Cardeal Kasper. Em seguida baixou o silêncio sobre os trabalhos.
Em seu Diário do Concílio, em 10 de novembro de 1962, o Padre Chenu anota estas palavras do padre Giuseppe Dossetti, um dos principais estrategistas da frente progressista: “A batalha eficaz se joga no regulamento. É sempre por esta via que eu ganhei”. Nas assembleias, o processo decisório não pertence à maioria, mas à minoria que controla o regulamento. Não existe democracia na sociedade política nem na religiosa. A democracia na Igreja, observou o filósofo Marcel De Corte, é cesarismo eclesiástico, o pior de todos os regimes. No processo sinodal em curso a existência deste cesarismo eclesiástico é demonstrada pela pesada atmosfera de censura que o acompanhou até hoje.

Os vaticanistas mais cuidadosos, como Sandro Magister e Marco Tosatti, sublinharam que, ao contrário dos Sínodos precedentes, neste foi proibido aos padres sinodais de intervir. Magister, recordando a distinção feita por Bento XVI entre o Vaticano II “real” e o “virtual” que se lhe sobrepôs, falou de uma “divisão entre sínodo real e sínodo virtual, este último construído pela mídia com a sistemática ênfase às coisas caras ao espírito do tempo”. Hoje, no entanto, são os próprios textos do Sínodo que se impõem com a sua força explosiva, sem a possibilidade de deturpações pelos meios de comunicação, que se têm mostrado até mesmo espantados com o poder explosivo do Relatório do cardeal Erdö.

Naturalmente este documento não tem qualquer valor magisterial. É também lícito duvidar que ele reflita o verdadeiro pensamento dos Padres sinodais. Contudo, a Relatio prenuncia a Relatio Synodi, o documento final da assembleia dos bispos.

O verdadeiro problema que agora se porá é o da resistência, anunciado no livro Permanere nella Verità di Cristo [Permanecer na Verdade de Cristo], dos cardeais Brandmüller, Burke, Caffarra, De Paolis e Müller (Cantagalli 2014). O cardeal Burke, em sua entrevista com Alessandro Gnocchi no “Foglio” de 14 de outubro, afirmou que eventuais mudanças na doutrina ou na prática da Igreja pelo Papa seriam inaceitáveis, “porque o Papa é o Vigário de Cristo na terra e, por conseguinte, o primeiro servo da verdade da fé. Conhecendo o ensinamento de Cristo, não vejo como se possa desviar daquele ensinamento com uma declaração doutrinária ou com uma prática pastoral que ignore a verdade”.

Os bispos e os cardeais, até mais do que os simples fiéis, encontram-se diante de um terrível drama da consciência, muito mais grave do que aquele que tiveram de enfrentar no século XVI os mártires ingleses. Com efeito, tratava-se então de desobedecer à suprema autoridade civil, o rei Henrique VIII, que por um divórcio abriu o cisma com a Igreja Romana, enquanto hoje a resistência é feita à suprema autoridade religiosa, caso esta se desvie do ensinamento perene da Igreja.

E quem é chamado a resistir não são católicos desobedientes ou dissidentes, mas precisamente aqueles que mais profundamente veneram a instituição do Papado. Outrora, quem resistisse era entregue ao braço secular, que o destinava à decapitação ou ao esquartejamento. O braço secular contemporâneo aplica o linchamento moral, através da pressão psicológica exercida pela mídia sobre a opinião pública.

O resultado é muitas vezes o colapso físico e mental das vítimas, a crise de identidade, a perda da vocação e da fé, a menos que se seja capaz de exercitar, com o auxílio da graça, a virtude heroica da fortaleza. Resistir significa, em última análise, reafirmar a total coerência da própria vida com a Verdade imutável de Jesus Cristo, invertendo o argumento dos que hoje pretendem dissolver a eternidade do Verum na precariedade do quotidiano.

http://fratresinunum.com/2014/10/16/resistir-a-tendencia-heretica-o-relatorio-do-cardeal-erdo-elimina-com-um-so-golpe-o-pecado-e-a-lei-natural/#more-31503

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A CAMINHO DO INFERNO

Por Anatoli Oliynik

O crítico literário, Rodrigo Gurgel, publicou em seu sítio no dia 31 de maio o artigo sob o título “Reações ao Decreto 8.243 – a sociedade ainda respira. Até quando?” Neste artigo, Gurgel faz uma análise sobre as reações e repercussões do famigerado documento totalitário da mandatária do pais em obediência às determinações do politiburo brasileiro que viceja nos porões da camada oculta da política brasileira e administra a Caixa de Pandora.
Escreve Gurgel:
“A principal característica de um governo esquerdista é que ele jamais se contenta em governar de acordo com a ordem legal, instituída. Ele sempre acredita que detém a chave, a poção, a receita miraculosa para transformar o país no que, ele imagina, será o melhor dos mundos. O problema é que o melhor dos mundos, quando se trata da esquerda, está sempre próximo do que imaginamos ser o Inferno, quando não é o próprio Inferno.”

Mamãe, hoje com 89 anos de idade, lúcida, lê jornais, analisa fatos, viveu em dois mundos, cujos regimes pareciam ser distintos, mas que na realidade eram idênticos, tanto nas ações praticadas que eram os meios, quanto aos resultados que eram os fins almejados: o totalitarismo! Esses regimes – comunismo e nazismo – eram dirigidos por líderes psicopatas: na Ucrânia, sob o tacão do assassino Iosef Vissarionovich Dzhugashvili, mais conhecido por Stalin e na Alemanha, em plena Segunda Guerra Mundial, sob o regime nazista de Adolf Hitler.
Comentei com ela o artigo de Gurgel e, mas especificamente, o excerto supra. Ela, como testemunha real e concreta dos fatos ocorridos na segunda metade do século passado, tanto sob o tacão comunista quanto sob a esquizofrenia nazista, confirmou integralmente a análise feita pelo nosso crítico literário e escritor de escol e asseverou: ambos os regimes são criadores e mantenedores do próprio inferno na terra.
Infelizmente, os idiotas inúteis brasileiros que apoiam o regime que está em vias de ser oficializado no país e este excremento elaborado pela admiradora de Ho Chi Minh e que poderá levar o Brasil ao próprio inferno, ignoram a realidade dos fatos e fazem escárnio quando alguém tenta remover o véu que empana os olhos e a anestesia que entorpece a mente dessa gente. Agem como gado que é movido em direção do matadouro, ou porque não tem consciência da existência do matadouro, ou porque sonham com a utopia de colocar o burro na sombra e beber água fresca. Acontece que o inferno não tem sombra e nem água fresca. (Escrito em 01/06/2014)

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O PODER DA FÉ

Por Anatoli Oliynik

A modernidade suprimiu do ser humano dois dos mais preciosos dons naturais: a percepção e o significado da vida real e concreta e a sensibilidade para o singelo. Assim, insensível, o homem perdeu, por consequência, outros dons inatos a sua natureza, como a acepção das palavras e a beleza de expressão de pensamentos. No plano sobrenatural, a fé.

Louis Charles Athanaïse Cécile Cerveaux Prosper talvez seja o melhor exemplo que podemos encontrar de que é possivel viver num ambiente pós-moderno e ainda assim, conservar a sua natureza espiritual.

Quem foi ele e qual foi seu legado?

Foi um diplomata, dramaturgo e poeta francês, membro da Academia Francesa de Letras e galardoado com a grã-cruz da legião de honra. É considerado importante escritor católico. Seu nome artístico: Paul Claudel.

Claudel nasceu em Aisne, na localidade de Villeneuve-sur-Fère. Sua família paterna era de fazendeiros e funcionários públicos, mas seu pai, Louis Prosper, lidava com hipotecas e transações bancárias. Sua mãe, Louise Athanaïse Cécile Cerveaux, era de uma família muito católica, também de fazendeiros, de Champagne, onde Paul viveu na infância.

Apesar de ter pensado em dedicar-se à vida monástica, com os monges beneditinos, ele acabou entrando para o corpo diplomático da França, em que serviu de 1893 a 1936. Foi vice-cônsul em Nova Iorque, em Boston, Praga, Frankfurt e Hamburgo. Foi cônsul na China (1895-1909).

Em março de 1906, casou-se com Reine Sainte-Marie Perrin e teve filhos com ela, em um casamento feliz.

Foi ‘ministro plenipotenciário’ no Rio de Janeiro (1916) e em Copenhagen. Foi embaixador em Tóquio, Washington e Bruxelas.

O período de sua missão no Brasil coincidiu com a Primeira Guerra Mundial, e ele supervisionou o envio de alimentos da América do Sul para a França.

Aposentou-se em 1936 e viveu em seu castelo em Brangues (Isère) até sua morte, em 1955.

Seu legado:

Até os 18 anos, Paul era ateu. Na noite de Natal de 1886, ao ouvir o coro da catedral de Notre-Dame de Paris, ele se emocionou ao ver que todos tinham fé e oravam para um Deus que até então ele não queria conhecer, e então, subitamente, converteu-se ao catolicismo.

Sobre este acontecimento, Claudel assim se expressou:

A noite de Natal do dia 25 de Dezembro de 1886

“Assim se passavam as coisas com aquele pobre rapaz que, no dia 25 de Dezembro de 1886, entrava na catedral de Notre-Dame de Paris, para ali assistir ao ofício divino do Natal. Começava eu então a escrever, e tive a impressão de que poderia, com superior diletantismo, encontrar nas cerimônias católicas, um meio adequado e matéria para alguns trabalhos. Nesta disposição de espírito, apertado e empurrado pela multidão, assisti à Missa cantada, com moderada alegria. Como nada mais interessante havia a fazer, voltei de novo à tarde para assistir às Vésperas. Os meninos do coro da catedral, de roquetes brancos, e os alunos do Seminário de S. Nicolau du Chardonnet, que os auxiliavam, tinham justamente começado a cantar qualquer coisa em que mais tarde reconheci o Magnificat. Eu estava de pé no meio da multidão, junto da segunda coluna, perto da entrada para o coro, à direita, do lado da sacristia.
E ali se deu o acontecimento que domina toda a minha vida. Num momento, o meu coração sentiu-se tocado, e tive fé. Tive fé com tal intensidade de adesão, com tal exaltação de todo o meu ser, com uma convicção tão poderosa, com tal segurança, que não ficava margem para nenhuma espécie de dúvida. E, desde então, todos os livros, todos os raciocínios, todas as eventualidades de uma vida agitada não conseguiram abalar a minha fé; mais do que isso, nem sequer conseguiram tocar-lhe. Subitamente, apoderou-se de mim o sentimento fremente da inocência, da perpétua filiação divina: uma revelação inefável. Quando tento reproduzir, como faço frequentemente, o decorrer dos minutos que se seguiram a este momento excepcional, encontro sempre os seguintes elementos que, todavia, representam um único raio, uma única arma, de que a Providência divina se serviu para alcançar e abrir o coração de um pobre filho desesperado: «Que felizes são, de fato, os que crêem! E se fosse verdade? verdade! — Deus existe; está aqui presente! É alguém! É um ser tão pessoal como eu! — Ama-me! chama por mim!» Invadiram-me as lágrimas e os soluços e o cântico tão delicado do «Adeste» aumentou ainda a minha comoção.”

E culmina na mais exuberante demonstração de fé:

“Ó meu Deus, lembro-me dessas trevas em que estávamos face a face; nessas sombrias tardes de inverno em Notre-Dame. Eu, sozinho, bem no fundo da igreja, alumiando a face do grande Cristo de bronze com uma vela de cinco vinténs. Todos os homens estavam contra nós – a ciência, a razão – e eu não respondia nada. Só a fé estava em mim, e eu Vos olhava em silêncio; como um homem que prefere o seu amigo.”

Vejamos, pois, a acepção das palavras de Paul e avaliemos a força de cada uma delas, só possível para pessoas que mantém incólume a sua sensibilidade e a sua fé, acima de tudo.

A invocação: (“Ó meu Deus”); Aqui Claudel não só se recorda, mas confessa que vivia nas trevas: (“Lembro-me dessas trevas em que estávamos face a face nessas sombrias tardes de inverno em Notre-Dame”);

A conversão é individual e solitária, é preciso penetrar dentro de si mesmo, ir até o fundo da alma para perceber Deus e assim poder religar o espirito a Ele: (“Eu, sozinho, bem no fundo da igreja”);

Claudel mostra o quanto o ser humano é insignificante e infinitamente pequeno diante de Deus (“alumiando a face do grande Cristo de bronze com uma vela de cinco vinténs.”);

Claudel fala do ateísmo do mundo moderno e da sua fé inabalável e, novamente, ele penetra dentro de si mesmo e percebe que o único e verdadeiro amigo, aquele que jamais o abandonará está em Deus, e escolhe seu caminho, definitivamente, contra tudo e contra todos: (“Todos os homens estavam contra nós – a ciência, a razão – e eu não respondia nada. Só a fé estava em mim, e eu Vos olhava em silêncio; como um homem que prefere o seu amigo.”). Esta é uma das passagens mais lindas, profundas e exuberante de fé.

Aqueles que desejarem ouvir o Magnificat e ler o primeiro artigo que escrevi a respeito de Paul Claudel, é só clicar no link que se segue:

http://blogdoanatolli.blogspot.com.br/2012/12/a-conversao-de-paul-claudel.html

Espero que o exemplo de Paul Claudel desperte em você a sensibilidade para acepção das palavras e para a beleza de expressão de pensamentos e, acima de tudo, para a convicção de que a fé opera milagres. Ela só precisa que você abra a porta para o transcendente e permita que o Espírito Santo penetre por ela.

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O ROMANTISMO E O CONCÍLIO VATICANO II

Por Anatoli Oliynik

Esta breve análise procura mostrar que o Romantismo penetrou no Concílio Vaticano II (CV II) e plantou suas sementes gnósticas parasitando a Santa Igreja Católica Apostólica Romana começando pela Santa Missa e culminando na divisão dos fiéis em dois grupos: os que procuram mostrar que o CV II estava parasitado, embora não deva ser condenado ipsum totum, e os que não aceitam este fato.

[photopress:Concilio_Vaticano_II__1962_1965_.jpg,full,centered]

O autor toma por base a tese de doutoramento do prof. Orlando Fedeli sobre “Romantismo, Cabala e Esoterismo”, aprovada pela USP, em 1988, a Carta Encíclica do Sumo Pontífice PIO X “PASCENDI DOMINICI GREGIS sobre as doutrinas modernistas” e a vídeo-aula “Aspectos Gerais do Romantismo” da professora doutora Ivone Fedeli publicada no website “MONTFORT Associação Cultural”, em 2011.

Comecemos esclarecendo o Romantismo:

“O Romantismo não tem dogma, nem princípio, nem objetivo, nem programa, nada que se situe dentro de um pensamento definido ou de um sistema de conceitos (…). O Romantismo é uma atitude vital de índole própria e nisso reside a impossibilidade de determinar conceitualmente a sua essência” (Nicola Hartman. A Filosofia do idealismo alemão. Lisboa, Gubelkian, 1983, pp. 189-190).

“O Romantismo representa o desejo de ressacralizar a vida, a tentativa de edificar uma nova Fé que fosse capaz de substituir o catolicismo tradicional” (GUSDORF, Le Romantisme, Payot Paris, 1993, p. 657)

A doutora Ivone Fedeli faz um alerta para aquelas pessoas que imaginam que o romantismo não passa de um gênero literário escolar, uma relação amorosa ou um estado de espirito:

“É preciso estudar o Romantismo no seu aspecto doutrinário. Na verdade, o romantismo é uma escola de pensamento muito mais ampla do que se possa imaginar. (…) O Romantismo está na gênese do marxismo e na gênese do nazismo, bem como na origem do modernismo. (…) O Romantismo é uma doutrina que estendeu sua influência a todas as esferas do pensamento”.

Para mostrar que o CV II estava parasitado pelo Romantismo, irei ater-me a um único ponto que aparece na Santa Missa da Igreja Católica, comparando a Missa de São Pio V (papa 1566-1572), conhecida entre nós como Missa Tridentina, e a Missa de Paulo VI (papa 1963-1978), produto do modernismo introduzido pelo Concílio Vaticano II (1962-1965).

Na Missa Tridentina depois do Glória (ou depois do Kyrie, quando não há Glória), o sacerdote volta-se para o povo dizendo:

“Dominus vobiscum” [O Senhor seja convosco]

Desejando a mesma benção ao sacerdote, o povo, ou, o coroinha em nome do povo responde:

“Et cum spiritu tuo” [E com vosso espírito]

Esta piedosa saudação repete-se várias vezes na Santa Missa, entre o sacerdote e o povo, como que para se animarem mutuamente a perseverar no fervor.

Já na Missa Nova – a encomendada por Paulo VI – o “Et cum spiritu tuo” foi traduzido como:

“Ele está no meio de nós”.

A respeito desta expressão, a doutora Ivone Fedeli levanta a seguinte questão:

“Essa tradução esquisita “Ele está no meio de nós”, poder-se-ia entender como “Ele está entre nós”, mas não é isso, pois vendo a direção que tomou essa teologia da missa, encomendada e criada por Paulo VI, é de se perguntar se as pessoas que fizeram essa tradução tão esquisita se elas estavam querendo dizer “Ele está entre nós”, porque “no meio de nós” é a palavra que os românticos usam tecnicamente”.

O prof. Orlando Fedeli em sua tese de doutoramento explica o que os Românticos pensam e como esse pensamento se relaciona com a Missa Nova de Paulo VI:

“Deus, o universo e o homem não teriam apenas uma correspondência poética. Entre eles haveria muito mais: haveria uma certa identidade substancial na medida em que o espírito divino – o Espirito Santo – está ao mesmo tempo, em Deus e também no cosmos e no homem, como um germe em vias de se desenvolver. Nesse sentido é que os românticos diziam que Deus era o ‘Centro’ (Zentrum), o ‘meio’ (Mitte) o ‘coração’, o ‘núcleo’ (kern), do homem e da natureza. Daí a Missa Nova de Paulo VI – pelo menos na tradução em português, quando o sacerdote diz: ‘O Senhor esteja convosco’, o povo proclama: ‘Ele está no meio de nós’. No meio, isto é, em Mitte, no Centrum de nós”.

E prossegue:

“E os que fizeram essa tradução esdrúxula do ‘Et cum spiritu tuo’ [E com vosso espírito] podem muito bem se escusar lembrando que na Constituição Gaudium et Spes se diz:

“Por isso, proclamando a vocação altíssima do homem e afirmando existir nele uma semente divina, o Sacrossanto Concílio oferece ao gênero humano a colaboração sincera da Igreja para o estabelecimento de uma fraternidade universal que corresponda a esta vocação” (Concílio Vaticano II, Constituição Gaudium et Spes, n.º 3).

“… essa idéia, exposta na Gaudium et Spes, mais do que corresponde, é idêntica ao que expunha a Gnose romântica:

“O fragmento 41 das Ideen evoca a necessidade de um contrapeso espiritual à Revolução, que cada um deve encontrar em si mesmo: assim o centro de equilíbrio de toda verdade se situa no espaço interior; todo movimento ‘deve vir do centro’, indica o fragmento 50. O centro é o lugar privilegiado a partir do qual se exerce a visão religiosa do mundo: ‘a religião é a força centrípeta e centrífuga no espírito humano e o que liga os dois (…). A determinação do Centro, expressão de uma nova economia espiritual, põe em causa a vocação de cada homem para a humanidade” (G. Gusdorf. “Du Néant à Dieu dans le Savoir Romantique”, p. 311)

“A coincidência vai até a expressão vocação do homem à humanidade…”

A professora Drª Ivone complementa:

“Por este texto é possível perceber o quanto de influência que o modernismo teve no Concílio Vaticano II e na Missa Nova – o grande meio de difusão da doutrina do Concílio entre o povo Católico”.
“A essência do romantismo é: “Tudo é um”. Rebaixar o que é elevado e elevar o que é baixo, colocando tudo no mesmo nível. Em outras palavras: sacralizar o profano e tornar profano o sagrado. O objetivo final do romantismo é essa divinização do homem.”
“Ao contrário da Doutrina Católica que diz que ‘a revelação é feita por um Deus que é exterior ao homem no universo, e, portanto extrínseca, os românticos vão dizer com os modernistas que ‘a revelação é interior ao homem’ e que ela não é só revelação do homem a Deus, como também a revelação do homem ao homem, porque o homem vai saber o que ele é quando ele se descobrir como Deus”.

E finaliza:

“É uma pena que João Paulo II, que acaba de ser beatificado, diga que Cristo é o novo Adão. Lamentavelmente ele escorregou pela ladeira do romantismo (gnose) quando escreveu Redemptor Hominis n.º 8:

REDEMPTOR HOMINIS n.º 8: “Cristo que é o novo Adão, na própria revelação do mistério do Pai e do seu Amor, revela também plenamente o homem ao mesmo homem e descobre-lhe a sua vocação sublime.” (itálico do original)

“Infelizmente essa expressão de revelar o homem ao homem é tipicamente romântica e tipicamente gnóstica. Não devemos esquecer que o papa João Paulo II teve uma profunda influência dos poetas românticos eslavos”.

A Missa de Pio V nunca foi proibida pela Santa Sé, mesmo depois do Concílio Vaticano II, todavia, no Brasil, os bispos ligados à CNBB – o núcleo comunista da Igreja no Brasil – simplesmente a aboliram. Vejamos um depoimento de Júlio Fleichman, presidente da “Permanência” durante trinta e cinco anos:

“A missa é o resultado místico de uma obra mística, de grandes místicos. Primeiro do próprio Jesus e depois os ritos surgiram de grandes místicos da Igreja, que foram, primeiro, os apóstolos, todos santos, depois grandes Papas santos e grandes doutores santos – com isso foi se formando a missa que tem, se não na sua integridade, pelo menos na sua essência, dois mil anos. E quando começaram a aparecer variações que punham em risco a pureza daquele ato litúrgico, o Concílio de Trento, no século XVI, estabeleceu as normas que a missa deveria seguir e o Papa, São Pio V, publicou uma encíclica famosa, chamada Quo Primum, proibindo que se fizessem modificações na missa dali para frente, coisa que os progressistas de Roma de nosso tempo não admitiram, e disseram que, se um Papa proibiu, o outro Papa, que tem poder igual, pode ‘desproibir’, e então fabricaram a missa de Paulo VI, que é essa que está aí.”

“Quando compreendemos que a missa nova era insuportável, começamos [Júlio, Gustavo Corção e outros] a procurar padres que nos dissessem a missa tradicional (…) até que descobrimos um padre holandês com quem fui conversar. Sentei-me ao seu lado no banco da Igreja e perguntei: ‘Padre, me diga uma coisa, o senhor acha que está proibido dizer a missa tradicional da Igreja? E ele me respondeu que não, que não podiam proibir a missa. Então, eu pedi ao padre que dissesse a missa para nós e ele aceitou. Tínhamos a missa na capela de umas freiras carmelitas, ao meio dia. E nós passamos cerca de quatro anos de felicidade tranqüila, porque para nós isso era o principal da nossa vida. Depois, perdemos a missa, porque uma das freiras nos denunciou e o cardeal mandou proibir. O padre holandês recebeu a proibição e ficou apavorado, com medo de o cardeal manda-lo de volta para a Holanda, e se recusou a continuar com aquela missa.”

O problema não é novo. O Papa Pio X por meio da Carta Encíclica “PASCENDI DOMINICI GREGIS” publicada em 8 de setembro de 1907, no quinto ano de seu pontificado, já alertava todo o povo Católico de que os inimigos da Santa Igreja Católica Apostólica Romana provinham, também, de dentro da própria Igreja.

Embora um pouco longa, transcrevemos a “Introdução” da “Pascendi” para relatar que a crise é grave e é de fé.

INTRODUÇÃO: “A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.
Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado.
Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias: porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.
Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi debalde; pareceram por momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com maior altivez. Poderíamos talvez ainda deixar isto desapercebido se tratasse somente deles; trata-se porém das garantias do nome católico.
Há, pois, mister quebrar o silêncio, que ora seria culpável, para tornar bem conhecidas à Igreja esses homens tão mal disfarçados.
E visto que os modernistas (tal é o nome com que vulgarmente e com razão são chamados) com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, a fim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes, convém, Veneráveis Irmãos, primeiro exibirmos aqui as mesmas doutrinas em um só quadro, e mostrar-lhes o nexo com que formam entre si um só corpo, para depois indagarmos as causas dos erros e prescrevermos os remédios para debelar-lhes os efeitos perniciosos.”

Mesmo com a publicação desta Encíclica o processo de subversão da Igreja continuou e com Pio XII (1939-1958) deu-se o fim da Igreja, tal como ela foi durante vinte séculos. O ecumenismo – “Tudo é um” – e a revolução litúrgica caminham a passos largos rumo à humanização de Deus e a divinização do homem e da natureza.

Com relação ao ecumenismo Chesterton diz algo assim:

“As pessoas não se dão conta de que o mais grave risco que já correu a fé em Jesus Cristo e o risco de desaparecimento da fé cristã sobre a face da Terra, foi corrido num mar de boa acolhida, de boa vontade, de boa disposição, quando, às margens do Adriático, foi oferecido aos cristãos colocar lá sua estátua de Jesus no meio das outras, para ser mais uma entre as outras. Esse foi o mais grave risco que a religião cristã correu de desaparecer, porque foi para não admitir isso que os mártires morreram, que os mártires deram o sangue.”

Diante de tamanha gravidade para a Igreja de Cristo, devemos nos unir em oração suplicando à Imaculada Conceição para que proteja e defenda a Santa Igreja Católica Apostólica Romana dos insidiosos que a subvertem a partir de dentro, corrompidos que foram pelos inimigos externos da Igreja e de Deus. O mal jamais vencerá. Santa Maria, rogai por nós!

Escrito em 27/02/2013

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