ACORDEM BRASILEIROS

Se você for para o deserto e pegar 100 formigas pretas e 100 formigas vermelhas grandes e colocá-las juntas em uma jarra, a princípio, nada acontecerá.
No entanto, se você sacudir violentamente a jarra e jogá-las de volta no chão, as formigas lutarão até que se matem umas às outras.
Acontece que as formigas pretas pensam que as formigas vermelhas são as inimigas e vice-versa, quando na realidade o verdadeiro inimigo é quem sacudiu o jarro.
Isso é exatamente o que está acontecendo na sociedade hoje:
Liberal vs Conservador
Negro vs Branco
Pró-Máscara vs Anti-Máscara
A verdadeira questão é quem está sacudindo a jarra e por quê❓
E por que é tão fácil manipular as formigas e colocar umas contra as outras❓
🐜🤔
No Brasil, há 16 anos, existia somente o povo brasileiro, ou seja, um único povo, uma única Nação!
Depois, durante os anos de governo do PT, a Esquerda construiu um Brasil dividido em…
– Brancos;
– Brancos “homofóbicos”;
– Brancos “machistas”;
– Brancos “fascistas”
– Brancos “misóginos”
– Negros;
– Negros e pobres;
– Negras;
– Negras e pobres;

Antes existiam somente os gays, mas depois vieram…
– LGB;
– LGBT;
– LGBTQ;
– LGBTQ+
– LGBTQiA;
– LGBTQiAP+
Que se resumem em lésbicas, gays, bi, trans, queer, intersexo, assexuais, arromântiques, agênero, pan, poli e muito mais…

Hoje um indivíduo pode ser e se considerar o que ele quiser ser, conforme o que é pregado segundo os ensinamentos de Esquerda.
– Dividiu os Índios;
– Criou os Nordestinos e o “resto do Brasil”;
– Presidente e “Presidenta”;

Nesse período os conceitos foram se transformando…
– A sociedade deixou de ser vítima dos bandidos e os bandidos passaram a ser vítimas da sociedade;
– Filho deixou de ser parte da família e se tornou propriedade do Estado;
– Professor deixou de ser mestre para ser saco de pancada;
– Bandido virou herói e polícia virou bandido;
– Ser corrupto virou orgulho e ser honesto virou piada;
– Entre tantas outras distorções dessa ESQUERDA DOENTE, que só fez corromper a sociedade e o Brasil.

Se casualmente a Esquerda “fez” algo de bom certamente não foi com essa intenção! Mas sim com a intenção de iludir o povo para depois tirar proveito e se beneficiar de uma sociedade iludida.
Agora, tão somente pela misericórdia de Deus, o povo se vê com a oportunidade de corrigir seus erros e mudar seu futuro.
O inimigo continuará tentando destruir a família.
*Basta sabermos em que lado queremos ficar.*

(desconheço a autoria)

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INSTITUTO TAVISTOCK

Tavistock Institute

Descrição
O Tavistock Institute of Human Relations é uma instituição britânica, sem fins lucrativos que aplica a ciência social a questões e problemas contemporâneos. Foi criado em 1946, quando se desenvolveu a partir Tavistock Clinic e foi formalmente estabelecido como uma entidade separada em setembro de 1947.
Fundação: 20 de setembro de 1947
Campos: Ciências sociais
Locais: Tabernacle Street, Londres
Natureza jurídica: Beneficência
Fundadores: Wilfred Bion, Elliott Jaques, John Rawlings Rees,

História
O instituto foi fundado em 1946, tendo a história inicial do Instituto Tavistock coincidindo com a da Clínica Tavistock porque muitos dos funcionários da Clínica trabalharam em novos projetos de larga escala durante a Segunda Guerra Mundial, e foi como resultado desse trabalho que o Instituto foi criado.
Durante a guerra, a equipe da Clínica Tavistock desempenhou papéis fundamentais na psiquiatria do exército britânico[1]. Trabalhando com colegas do Corpo Médico do Exército Real e do Exército Britânico, eles foram responsáveis por inovações como o War Office Selection Boards (WOSBs) e Unidades de Reassentamento Civil (CRUs), e também trabalharam na guerra psicológica.[2] [3] [4] [5] O grupo que se formou em torno dos WOSBs e CRUs ficou fascinado por este trabalho com grupos e organizações. Procuraram continuar a pesquisa neste campo no período pós guerra. Várias figuras influentes visitaram os WOSBs durante a guerra, então havia escopo para o trabalho de consultoria. Contudo, a equipe da Clínica também planejava se tornar parte do Serviço Nacional de Saúde (NHS) quando ela foi estabelecida. Entretanto, a equipe fora advertida de que tal consultoria e pesquisa não seria possível sob os auspícios do Serviço Nacional de Saúde.[6] Por causa disso, o Instituto Tavistock de Relações Humanas foi criado em 1947 para realizar pesquisas organizacionais enquanto a Clínica foi incorporada ao NHS.[7] A Fundação Rockefeller concedeu uma doação significativa que facilitou a criação do Instituto[7].
Nos primeiros anos do Instituto, a renda era derivada de bolsas de pesquisa, trabalho contratado e taxas para cursos.[8] Durante as décadas de 1950 e 1960, o Instituto realizou vários projetos de assinatura em colaboração com grandes empresas de manufatura, incluindo Unilever, Ahmedabad Manufacturing e Calico Printing Co., Shell, Bayer e Glacier Metals.[9][10] Eles também realizaram trabalhos para o National Coal Board. Particularmente o enfoque incluiu temas ligado à gestão, mulheres no local de trabalho e a adoção (ou rejeição) de novas tecnologias. Também projetos sobre a interação entre pessoas e tecnologia mais tarde ficaram conhecidos como a abordagem sociotécnica.[11]
Nos anos 1960 e 1970, o Instituto tinha um foco notável em organizações de saúde pública, como hospitais. Os estudos examinaram uma série de aspectos dos cuidados de saúde, desde a gestão de enfermaria e de centros cirúrgicos até à organização do pessoal de limpeza.[12]
Mais recentemente, o Iastituto conduziu trabalhos para a Comissão Europeia e órgãos governamentais britânicos.[12]
A história do Instituto foi marcada por um grupo de personalidades importantes da Tavistock Clinic, como Elliott Jaques, Henry Dicks, Leonard Browne, Ronald Hargreaves, John Rawlings Rees, Mary Luff e Wilfred Bion, tendo Tommy Wilson como primeiro presidente e dirigente. Outros nomes importantes que vieram a se juntar ao grupo são John D. Sutherland, John Bowlby, Eric Trist e Fred Emery. Além destes, Kurt Lewin, membro da Escola de Frankfurt nos Estados Unidos, foi uma influência importante nos trabalhos realizado em Tavistock através de suas pesquisas em psicologia social (de acordo com Eric Trist, que expressou admiração por Lewin em sua autobiografia).
Muitos destes membros fundadores do Tavistock Institute inseriram-se em outros espaços de grande influência. O brigadeiro John Rawlings Rees, por exemplo, tornou-se o primeiro presidente da World Federation for Mental Health, (literalmente, “Federação Mundial de Saúde Mental”).
Jock Sutherland tornou-se diretor no pós-guerra da Tavistock Clinic quando esta foi incorporada ao então recente Serviço Nacional de Saúde (National Health Service) britânico em 1946. Ronald Hargreaves tornou-se diretor da Organização Mundial de Saúde. Tommy Wilson tornou-se presidente do Tavistock Institute.[13]

Importância para a teoria psicanalítica
Muitos psicólogos e psicanalistas conhecidos passaram pelo Tavistock Institute ao longo dos anos, tornando-o conhecido como “ponto focal” na Inglaterra para a psicanálise e para as teorias psicodinâmicas de Sigmund Freud e seus seguidores. Outros indivíduos associados ao Instituto são Melanie Klein, Carl Gustav Jung, J. A. Hadfield, Beckett, Charles Rycroft, Wilfred Bion, e R. D. Laing.[1]
Atividades atuais
De acordo com seu site na internet, o Instituto dedica-se à educação, à pesquisa e a trabalhos de consultoria em ciências sociais e psicologia aplicada. O Instituto possui sua própria gráfica e editora, editando a revista de ciências sociais internacional Human Relations, além da revista Evaluation.
Oferece também cursos de pós-graduação.
Notas
1. ↑ TRIST, Eric L. (1997). The Social Engagement of Social Science: A Tavistock Anthology. Pennsylvania: University of Pennsylvania Press. 640 páginas
2. ↑ Crang, Jeremy A. (2000). The British Army and the People’s War, 1939-1945. New York: Manchester University Press
3. ↑ Linstrum, Erik (2016). Ruling Minds: Psychology in the British Empire. Harvard: Harvard University Press
4. ↑ Curle, Adam (1990). Tools for transformation: a personal study. [S.l.]: Hawthorn Press
5. ↑ Pick, Daniel (2012). The Pursuit of the Nazi Mind: Hitler, Hess, and the Analysts. [S.l.]: OUP Oxford
6. ↑ Dicks, H. V. (2014). Fifty Years of the Tavistock Clinic (Psychology Revivals). [S.l.]: Routledge
7. ↑Ir para:a b Trist, Erik (1990).«The Social Engagement Of Social Science». Tavistok. Consultado em 30 de agosto de 2018
8. ↑ Fraher, Amy Louise (2004). A History of Group Study and Psychodynamic Organizations. Londres: Free Association Books
9. ↑ Jones, Geoffrey (2005). Renewing Unilever: Transformation and Tradition. Oxford: Oxford University Press
10. ↑ Alford, C. Fred (1994). Group Psychology and Political Theory. New Haven: Yale Univ. Press
11. ↑ Baxter, Gordon;, Sommerville, Ian (7 de agosto de 2010). [doi:10.1016/j.intcom.2010.07.003 «Socio-technical systems: From design methods to systems engineering»] Verifique valor |url= (ajuda). Interacting with Computers, v.23, n.1, p. 4–17. Consultado em 30 de agosto de 2018
12. ↑ Ir para:a b Tavistock Institute of Human Relations Archives. Londres: Wellcome Library.
13. ↑ Outros aspectos da história do Instituto pode ser encontrada em The Social Engagement of Social Science: A Tavistock Anthology, publicado pela Universidade da Pensilvania, em três volumes, entre os anos de 1990 e 1997.

Comissão Trilateral
Clube de Roma
Fundação Rockefeller
Council on Foreign Relations
RAND Corporation

Caos e Teoria Social: a história do Instituto Tavistock.
Por Rogério Mattos – 25/03/2018

Breve história do instituto de engenharia social do condado de Sussex, Inglaterra, responsável pela elaboração de determinantes padrões de manipulação social através da mídia, desde o Radio Research Project, liderado por Theodor Adorno e a Escola de Frankfurt, até a criação do conceito de Contracultura, em pleno festival de Woodstock, com a distribuição massiva, protegida por agentes de Estado, de pílulas de LSD. A famosa música Lucy in the Sky with Diamonds (LSD), foi um dos subprodutos desse projeto. Conhecer Tavistock é conhecer as mais intimas formatações dos programas televisivos e midiáticos atuais, a partir de seus padrões de atuação mais amplos, que dinamita boa parte das comparações “mídia brasileira versus mídia estrangeira”. A engenharia social é anterior ao conchavo civil-midiático com o grupo Time-Life, no Brasil, e passa pela criação de figuras como a do Mickey Mouse, até a de mitos sacrossantos (hoje nem tanto mais) como Bill Gates.

Acredito que para a maioria das pessoas que pelo menos aprenderam a tarefa básica de checar suas fontes de informação, problematizando sua origem, seu conteúdo e os objetivos das mensagens delegadas ao nosso entendimento, não será tarefa difícil interpretar as palavras que seguem nesse texto. A nossa vida física é corolário de nossa atitude mental, portanto o cidadão médio, muitas vezes embrutecido não tanto pela diversidade de fontes de conhecimento, mas pela multiplicidade de informações não explicadas satisfatoriamente, pereça ante posturas inadequadas frente à vida, gerando se não a infantilidade em corpos adultos, sem dúvida as tristes cenas de depressão, niilismo e descaso perante a existência. Tal montante de desinformação é diretamente proporcional às altas taxas de suicídio nas metrópoles dos países considerados mais desenvolvidos e à imbecilidade e ao escapismo das massas.
Nos anos oitenta veio a baila um livro chamado A Conspiração Aquariana (FERGUSON, 2006), com um título em inglês sugestivamente diferente, The Changing Images of Man. A autora, procurando movimentos inovadores de transformação da sociedade humana, acabou percebendo um vínculo invisível entre os mais diferentes estratos sociais, os quais às vezes acabavam se comunicando apenas por sinais sutis, sem ao menos perceber que estavam interconectados. “Sim, essa é uma conspiração!”, clamou a jovem escritora. Seria uma conspiração do bem, holística, impregnada em cada ângulo, o mais estreito, de uma nova sociedade que surgia. Apolítico seria também esse movimento, podendo influenciar nos EUA tanto a republicanos como a democratas.
Tal revolução silenciosa começou a ser feita pelos jovens da New Age, os “filhos da flor” e toda denominação a mais que pode ser dada a geração que vivenciou a contracultura. Os baluartes dessa época, assim como seus filhos, trazendo em si todo o desejo de transformação da geração que lutou contra a guerra do Vietnã, pelo amor livre, etc., são hoje os que compõem os quadros dos partidos verdes espalhados pelo mundo, das organizações filantrópicas para o bem estar da humanidade. Dos globalistas, enfim.
Com certeza, na América Latina tivemos tentativas de nos fazermos “filhos da flor”. Mas tentativas apenas. Fora o contingente que simplesmente por serem drogados se denominavam hippies, os anos de chumbo das ditaduras militares espalhadas pelo continente dispersaram a unidade requerida para se criar um movimento como esses. Não usamos, aqui, como armas principais, charutos feitos com erva, ou mecanicamente promovemos o “desbunde”. Isso foi tarefa para nosso pequeno clube de intelectuais “iluminados” de classe-média, na esteira dos hippies, a partir dos anos oitenta e com a redemocratização do país. Durante os duros anos que sucederam ao golpe de Estado militar, a briga no Brasil foi feia, sem dar margem a devaneios.
As drogas sintéticas e a contra-revolução da CIA
Daniel Estulin demonstrou à exaustão, com argumentos e provas abundantes, os vínculos entre a CIA, Instituo Tavistock e a Escola de Frankfurt, na criação do conceito de contracultura.
Robert Santelli, em seu libro, Aquarius Rising, escreveu: “O LSD circulava em abundância em Monterey. Davam-se tabletes de “Púrpura de Monterey” (uma substância similar ao LSD chamada também Bruma Púrpura) literalmente a qualquer um que quisesse experimentar um pouco”. Os dois personagens responsáveis pela distribuição em Coco Beach, Florida, se chamavam Peter Goodrich, e o legendario agente a soldo da CIA cujo nome chave era Coiote. (ESTULIN, 2001: 140)
Mais adiante lembra o autor de um aviso dado por um dos organizadores de Woodstock, Wavy Gravy (agente da conhecida operação MK-ULTRA), e noticiado pelo New York Times em 17 de agosto daquele ano de 1969: “Esta noite, um empregado do festival fez uma advertência no palco que se estava distribuindo ‘ácido mal fabricado’. Disse: ‘Vocês não estão tomando ácido mal fabricado. Vocês não vão morrer. […] Se vocês estão pensando que estão tomando veneno, não é verdade. Mas se estão preocupados, tomem só meia pastilha’”.
A fórmula que explica tamanha flexibilização nos costumes é a seguinte. Em Woodstock, por exemplo, quem fazia a segurança do festival era uma comuna de nome Hog Farm, conhecida pelo envolvimento com tráfico de entorpecentes. Essa comuna, como não poderia deixar de ser, era vigiada por agentes encobertos da CIA e FBI. No entanto, a infiltração de agentes como Peter Goodrich, o Coiote, permitia a entrada massiva das drogas produzidas nos laboratórios subordinados aos grandes institutos de engenharia social, como Tavistock – apoiado por antropólogos, psicólogos e cientistas sociais. De fato, o Festival de Woodstock foi o primeiro experimento massivo de lavagem cerebral através de alucinógenos clinicamente fabricados.
Mais tarde, se deu a criação da rede televisiva MTV, também baseada nos estudos da Escola de Frankfurt e Tavistock com o fim de promover uma guerra silenciosa, matando não os corpos, mas a própria personalidade das pessoas. Qual é a lógica e em que se baseia o estudo que inspirou a criação da MTV? Estudos psiquiátricos comprovavam que determinadas imagens, mas principalmente sons, ficavam impregnados na psique de jovens entre 15 e 25 anos, repercutindo vida a fora. Quando os baby boomers da contracultura ouviam, já na fase adulta, as músicas de sua adolescência, eram levados imediatamente às mesma sensações daqueles dias nos quais experimentaram a mistura de drogas e músicas estridentes. Essa modalidade de catarse espontânea, detectada pelos cientistas de Tavistock e provocada pelas rádios de músicas “clássicas” e pela programação televisiva, levava as cobaias do experimento massivo de LSD à mesma faixa mental de alienação provocada quando de sua juventude.
As “imagens cambiantes do homem” (do livro acima citado), LSD e baby boom (contingente de jovens com a programação mental adulterada através da cultura de massas do pós-guerra) guardam a mesma relação com a formatação da programação televisiva, alienação e controle mental. Quando se formata um programa jornalístico na TV, por exemplo, o princípio que se leva a cabo é o da euforia provocada por psicotrópicos, “the changing images of man”. Com notícias curtas e impactantes, geralmente com duração de trinta segundos a um minuto (um minuto e meio se a notícia é realmente importante), trazendo flashes de entrevistas (entrevistas que duram por vezes trinta minutos, uma hora ou mais) e depoimentos que, sob o manto da imparcialidade, confundem o espectador muito mais do que informam (pelo tempo curto e a fragmentação do conteúdo, com falas que acabam se chocando em vez de se contraporem), provocam uma euforia passageira em quem assiste e uma depressão que a sucede, dada a impossibilidade de o homem mais firme intelectualmente conseguir firmar uma opinião que seja em relação ao conteúdo assistido.
Nos EUA, diz o autor que trouxe à luz os métodos utilizados pelo instituto localizado no condado de Sussex, Inglaterra, geralmente as imagens terrificantes expostas pela mídia é contrabalanceada com a imagem do “super-presidente” que irá salvar a nação do caos. No Brasil, como não temos mais figuras como a do “caçador de marajás” ou a do “pai do Real”, a roupa de super-homem geralmente é vestida por analistas financeiros e demais agentes do mercado, assim como, atualmente, pela oposição janista cujo lema é a vassoura anti-corrupção, a qual no passado nos levou ao golpe de 64. Tal esvaziamento da política associando-a a tudo o que há de mal e perverso no mundo tem um só objetivo: enfraquecer a democracia corrente, dos políticos escolhidos pela população e da dialética desta com aqueles, e legitimar por outro lado o discurso produzido pelo “deus mercado” (produtor da crise financeira internacional) e seus analistas e especialistas, como também fortalecer os homens públicos porta-vozes da mesma ideologia, mas cujo poder está em franco declínio no país.
Walt Disney e a publicidade
Falo sobre drogas e corrupção, mas, sobretudo, de tirania e limitação das liberdades democráticas. De nada inútil se falamos de Wall Disney e de publicidade. E assim veremos aonde se encontra o êxtase produzido pelas “imagens cambiantes”, pelo LSD virtual produzido pela programação televisiva.
Os anúncios publicitários carregados de imagens repletas de valores que não guardam relação com o produto podem nos afastar dos mesmos valores que estão explorando, nos confundindo acerca de como haveremos de alcançar tais valores, e abrir a porta à desesperança, ao ressentimento e a apatia.
Como os produtos não proporcionam a recompensa psíquica que prometiam as imagens do anúncio, ficamos em dúvida se haverá algo que a proporcione. Se continuarmos com essa dúvida, terminaremos nos deprimindo e vendo quase todos os produtos rodeados por um fundo negro, o negativo fotográfico de seu antigo resplendor, o fundo negro das promessas não cumpridas. (ESTULIN, 2011: 217)
Depois de sermos tragados para um mundo onde subjaz soberano o reino da degradação humana, repleto de guerras, corrupção, intrigas e mentiras invencíveis, somos levados ao mundo mítico dos sonhos, das imagens arquetípicas baseadas no estudo do inconsciente coletivo. Mergulhamos em tal universo, sem darmos conta da estupefação causada pela miséria da condição humana, delegada pelas mensagens anteriores dos jornalões, firmemente controlados pelas elites financeiras e intelectuais de nossos países. Automaticamente – sem nunca ter uma pausa para procurar nos darmos conta do que está acontecendo nesse mundo paralelo no qual ora viajamos – passamos a associar como a única saída à nossa derrocada final enquanto seres humanos as telas repletas de fantasias dos anúncios publicitários. Semelhante lógica também se aplica quando assistimos ao outro pilar do embrutecimento cultural das massas: as novelas televisivas e suas tramas de perfídia, assassinato e luxúria.
Porém, “o fundo negro das promessas não cumpridas” não se estabelece simplesmente levando em conta o contraste que até aqui analisamos. Numa análise invertida (pois não devemos levar em conta apenas as classes ou as pessoas que chegam a aspirar realizar sua encarnação como pessoas em algum ideal publicitário), os próprios anúncios se tornam a fonte de angústia. Ao irmos tomar uma água ou fazer outra tarefa qualquer durante o intervalo, e subitamente nos darmos conta da realidade em que vivemos, financeira e ontologicamente (nesse sentido, naquelas pessoas que cumprem o ideal propagado e olham ao redor e se sentem profundamente insatisfeitas ou vazias). Daí aparece o jornalão ou a novela aguada como fonte de fuga da realidade. Os amantes das novelas encarnam nos personagens de sua admiração e passam a viver uma vida paralela; os interessados no noticiário encarnam a sabedoria dos apresentadores e repórteres, tão desprovida de conteúdo significativo quanto a densidade psicológica de um protagonista de novela.
Na verdade, há um processo dialético onde as pessoas criam correspondências entre seus ideais de produtos a serem consumidos e os ideais sócio-políticos ou afetivos a que aspiram, seja no jornal ou nas novelas. Nesse sentido, a programação “editada” – os programas que ora analisamos – se complementam com os anúncios publicitários, tornando-os todos, no fim, mera publicidade, ou seja, promessas. Tudo isso sob um pano de fundo tenebroso onde figura a degradação do ser humano no palco do mundo e a degradação do ser enquanto pessoa, ao simplesmente reagir com dor ou indiferença à frustrada realização dos desejos mercadológicos.
As crianças saudáveis do Clube do Mickey são órfãs de Francis Galton? No alto, três tempos de uma mesma história.
Aqui entra Mickey Mouse e a substituição da suástica pelas orelhas de rato. Mas, como assim? Como ligar um personagem tão simpático a um símbolo extremamente repugnante? Simples, com uma palavra bem pouco complexa: paperclip. Ou seja, a Operação Paperclip, de cooptação de elementos nazistas pelo governo-norte americano durante o pós-guerra.
Tal operação não é somente aquela que ficou conhecida pela contratação de nazistas para ajudar no programa atômico norte-americano. Sabedores dos conflitos que naquele contexto geopolítico iria se travar entre EUA e URSS, os artífices da política em Washington contrataram desde especialistas em tecnologia de armas nucleares a médicos, especialistas em guerras psicológicas nazistas (junto com a organização Gehlen), espias, assassinos e sabotadores.
Segundo Estulin, as provas são fundamentalmente circunstanciais, mas podem ser encontradas na seção Captured German Documents dos Arquivos Nacionais norte-americanos e serem comparadas com memórias e biografias dos anos da guerra e do pós-guerra. As memórias de Wulff, astrólogo de Himmler, diz ter os nazistas o desejo de criar um programa dentro do Reich que reproduzisse o estado mental de um soldado japonês, “um ser humano ávido e desejoso de arriscar a vida por seu país sem fazer perguntas” (ESTULIN, 2011: 67), e do soldado comunista chinês, “capaz de lançar-se sem pensar rumo a uma morte segura” (ESTULIN, 2011: 67). Os cientistas nazis, entre eles Friedrich Hoffmann, um químico nazista que assessorou a CIA no uso de substâncias psicotrópicas de lavagem de cérebro, estiveram trabalhando em programas de controle mental com militares e a CIA.
Hitler e Mickey Mouse: nada poderia ser mais coincidente. Assim conta Lonnie Wolfe, em artigo para a revista New Federalist, falando sobre o Mickey Mouse Club:
Cada criança, em sua casa, era “doutrinado” com um ritual de iniciação na televisão, e instado a cantarolar ao mesmo tempo canções cuja letra ia aparecendo na tela e a repetir coisas que ia indicando o chefe do grupo na televisão. Tudo fazia com suas “orelhas de rato” postas, que estavam desenhadas para serem identificadas com a figura animal de Mickey Mouse. Ao final do programa, o líder do grupo, um macho adulto jovem, pronunciava um sermão que era reforçado pelos Mouseketeers presentes no palco. Fazia-se tudo isso enquanto as crianças do estúdio e as que estavam em casa colocavam as orelhas e faziam a “saudação ao clube”. Quantas pessoas são conscientes de que cada vez que diziam a saudação estavam aceitando uma nova religião, semi-pagã, e um deus novo, o rato? […]
[Em outra época e em outro país europeu] outra geração de crianças recebeu uma série de valores de forma organizada de pessoas que não eram seus pais. A Juventude Hitlerista da Alemanha nazi. Eles também lhes diziam para não ouvir seus pais e que fossem Bons patriotas, que fossem educados e que se comportassem bem (WOLF, 2007).
Continua Estulin: “o truque radicava em fazer desaparecer os nazis, mas não seus ideais. O Estado e os valores nazis, mas sem a bagagem nazi. Mickey Mouse e Hiltler. Compreende o paralelismo?”(ESTULIN, 2011: 168).
A lógica que permeia os desenhos da Disney são os mesmos de nossa tradição televisiva. Geralmente personagens muito bons ao lado de outros muito maus (ou seja, a caracterização das “peças” televisivas se faz através dos contrastes mais óbvios) em meio a um conflito que nunca irá se resolver pela “fagulha divina da razão humana”. Em todos os desenhos da Disney sempre aparece uma espécie de deus ex maquina, geralmente uma entidade sobrenatural (uma fada gorda ou um monstro simpático, por exemplo) para resolver os conflitos sem qualquer intervenção humana. Tal subordinação da razão humana e sua capacidade para resolver conflitos a entidades sobrenaturais, vinculada a uma profunda carga emotiva exposta nesses desenhos, faz o intelecto das crianças permanecerem intactos naquela idade, sem ao menos começarem a desenvolver seu raciocínio lógico – o mais elementar que seja. Já a carga emotiva, principalmente, envolve os adultos naquelas tramas, fazendo-os também regressarem sua memória, porém sem o trabalho da razão. Nesse caso, toda a carga emotiva de nossos conteúdos mnemônicos jaz soberana em nosso intelecto, transformando-nos também em crianças – só que não fascinadas pelas resoluções mirabolantes dos dramas, como ficam os pequenos. Tornamo-nos simplesmente adultos chorões, infantilizados.
Porém, as novelas, com seus finais felizes, servem exatamente para isso: nos deixar mais e mais abobalhados. A questão atual dos autores de colocarem um contexto social em seus enredos deturpa ainda mais a finalidade de seu produto, a qual poderia ser verdadeiramente a educação das massas. Ambientado nos contrastes simplórios: os ricos de um lado e toda uma vida de sonho; os pobres do lado, às vezes injustiçados como cinderelas, nivela por baixo a capacidade intelectiva da população. A evasão dos problemas fundamentais de nossa existência enquanto cidadãos brasileiros, a da ascensão da pobreza por meio de oportunidades reais de trabalho, a subordinação de nosso país a interesses outros, como o das finanças internacionais, os objetivos do ensino escolar e superior, etc., são literalmente olvidados em favor de questões tais como “intrigas palacianas”, ou seja, ricos dando golpes em ricos ou pobres geralmente sofrendo com problemas no amor ou de injustiças realizadas por alguma “tia má”.
Os meios de desinformação, através do oligopólio de nossa mídia dominada pelo baronato ao estilo imperial, são abundantes. Como Alexander Hamilton tremeria ao ver a farra do sistema financeiro num país como os EUA o qual não possui nem ao menos um banco nacional e público, com certeza Dias Gomes tremeria ao ver seu teatro, o qual também transformou em novela, num meio claro de idiotização das massas.
Os heróis da mídia também são mutáveis como as “imagens cambiantes do homem”. Ora, numa campanha eleitoral, vemos as propostas ou (caso não as tenha) promessas dos candidatos. O cidadão identificado com um político ou partido se sentirá num mundo de sonho que pode até ser realizado, como nas campanhas publicitárias. Caso o cidadão seja de todo alienado do debate político, torcerá veementemente para voltar logo a programação habitual. O herói passa a ser o apresentador do telejornal, o moralista de plantão, mostrando as “verdades” sobre a política nacional ou internacional. Na verdade, é uma questão de troca de “reis taumaturgos”, como no livro homônimo de Marc Bloch. De fato, tal livro foi concebido bem na época da Escola de Frankfurt e no estudo sobre indústria e a psicologia das massas. Os “reis taumaturgos” são os reis (leia-se políticos) cuja coroação se deu com as bênçãos da Igreja (leia-se mídia, ou seja, o poder do conhecimento e do domínio da informação) e tinham poderes sagrados, como o de curar as escrófulas – doença, associada à tuberculose, comum na época.
Beatles e Tavistock
As ligações da assim conhecida Escola de Frankfurt com o Instituto Tavistock podem ser melhor compreendidas a partir da criação do fenômeno radiofônico dos Beatles. Daniel Estulin, através do acesso à correspondência privada entre EMI (Eletronic and Music Industries Ltd) e Theodor Adorno (ESTULIN, 2006), recontou a história da banda de música “limpa” que subitamente dominou o Ocidente depois de gloriosos anos tocando em prostíbulos impulsionados por drogas variadas. Adorno, levando a cabo experiências sociais cujos objetivos seria o controle das massas, escreveu a maioria das letras da banda inglesa. Adorno seria o cientista sem escrúpulos levando a efeito seus experimentos; Tavistock a organização responsável por reproduzi-los em grande escala no intuito de criar um novo paradigma a ser seguido pela sociedade.
No mesmo ano, 1937, a Fundação Rockeffeler fundou um projeto para estudar os efeitos do Dário na população. Recrutado para o que ficou conhecido como “Radio Research Project”, aquartelado na Universidade de Princeton, estavam seções da Escola de Frankfurt, agora transplantada da Alemanha para a América, assim como indivíduos como Hadley Cantril e Gordon Allport, que se tornaram componentes chave das operações americanas de Tavistock. Encabeçando o projeto estava Paul Lazerfeld, da Escola de Frankfurt; seus diretores assistentes eram Cantril e Allport, junto a Frank Staton, que era o cabeça da divisão da CBS News, depois se tornando seu presidente, assim como chairman do conselho da RAND Corporation.
O projeto foi prefaciado pelo trabalho teórico feito anteriormente nos estudos de propaganda de guerra e psicose, e no trabalho dos operadores da Escola de Frankfurt, Walter Benjamin e Theodor Adorno. Esse trabalho anterior se converteu na tese de que a mídia de massa pode ser usada para induzir estados mentais regressivos, atomizando indivíduos e produzindo crescente sujeição. (Esse condições mentais induzidas foram depois chamadas dentro do próprio Tavistock de estados de “cérebro lavado”, e o processo de o induzir chamado “lavagem cerebral”) (WOLF, 1997).
Se o objetivo da clínica (e depois instituto) era mudar as imagens dos homens, suas letras relatando a experiência do consumo de drogas, principalmente o LSD (Lucy in the Skies with Diamonds), faziam servir a banda inglesa como imã para os festivais regados a alucinógenos tavistockianos e servidos por agentes dos serviços de espionagem. Os Beatles como um fenômeno musical são um marco em nossa cultura. Quão contrastante se dá a comparação caso os coloquemos lado a lado com outras bandas que fizeram parte da mesma “contracultura”. São também cambiantes esses heróis, ao lado de uma pequena elite de “iluminados” rigidamente escolhida pela mídia de plantão e pelos mais variados “especialistas”. Foram tantos os “heróis” mortos por causa de drogas ou que tiveram sua carreira arruinada pela vida desregrada ou que simplesmente desapareceram que fica difícil falar num fenômeno como a contracultura, aparentemente tão abrangente, sem colocar no centro do discurso – sempre – dois ou três nomes preferidos por uma espécie de intelectualidade que os tornou vocabulário fácil de qualquer amante de rock. Podemos entender as mainstream bandas da contracultura como representação dos mesmos grupos de elite que as criaram. O que significa, sempre, poucas referências. Pode ser que nas palavras de um especialista relativamente erudito possam aparecer milhares de bandas completamente desconhecidas dos amantes ou amadores em rock’n roll. Mas serão no máximo cometas, órbitas errantes ao redor dos astros escolhidos por uma cultura que se auto-afirma através de um consenso ignorante e bestial.
As “damas” da TV e os atores “consagrados” atendem a mesma lógica. Depois de velhos – e devidamente batizados –, são colocados em papéis protocolares, exercendo o papel de grandes damas também nas ficções nas quais atuam. No máximo, caso seja uma dama não tão “auto-suficiente” podem se expor mais: papéis relativamente cômicos (não tanto para a “dama” não cair no ridículo) é que lhes basta. De resto, uma manada de atores que se revezam num sucesso completamente alucinante, como numa roda gigante sem controlador. Alguns poucos ganham notoriedade acima da comum (não são esquecidos tão facilmente); são o estoque, a reserva de atores caso haja algum contratempo na execução das peças ficcionais. São também os candidatos que se acotovelam para depois se encontrarem entre os diminutos “atores consagrados”. Mas consagrados por quem?
A lógica da contracultura, das imagens cambiantes, da subversão das imagens que os homens possuem como referência não pode estar fora do mundo político. Mas quem são os políticos respeitados, os verdadeiros chefes-de-Estado? Contracultura talvez possa ser traduzido como o oposto da cultura, ou seja, dos bens imateriais produzidos por uma civilização ao longo do tempo. Bens que só se tornaram imateriais, patrimônio comum de um povo, por sedimentado em sua mais profunda subjetividade. Daí entra a contracultura, ou a contra-insurgência, para transformar as referências nacionais remetendo-as a uma elite iluminada, representação da elite que cria essas imagens.
As elites, é claro, sempre existiram. Não houve o comunismo ou o tribalismo mais subdesenvolvido que não as tenha possuído. No primeiro caso, inclusive, se criou uma “ultra-elite”, talvez bem próxima da que averiguamos aqui quando falamos de TV. Quando se criam tais sistemas primários de comando-subordinação – artificialmente, é lógico, pois baseada numa sociedade inteiramente mais complexa –, se cria um vácuo tremendo entre a elite diminuta e a massa completamente carente de referências com as quais possam estabelecer parâmetros de comparação e posterior superação ou auto-afirmação de si próprios. Os heróis cívicos do nazismo, os oficiais da SS, seus cientistas ilustres e todo contingente de grupamentos cambiáveis na estrutura de poder da Alemanha hitlerista são os precursores de nossos heróis midiáticos. Uma hora oficial nazi; noutra traidor do regime ou simples refugo humano, pronto para ser eliminado. Assim o regime devorava a si próprio, mantendo sua elite como um grande cérebro num corpo propositalmente subnutrido. Assim o regime adicionava novos contingentes à sua horda revolucionária e entorpecia as massas criando oportunidades fictícias de ingresso no status quo. O fenômeno mais recente de criação de “heróis cambiáveis” é sem dúvida a criação do “Grande Olho”, o também nosso Big Brother.
Daí, podemos concluir, que entre os modelos de plantão das ficções televisivas noturnas e os bandos de especialistas nos telejornais diários não há diferença de natureza. Ambos se esforçam por aparentar a virtude que nunca terão. A verdadeira virtude, nas novelas, subjaz principalmente nas damas e nos venerados atores de cabelos grisalhos; no telejornal, no apresentador onipresente, mimeses perfeita da direção jornalística da emissora, de seu “grande olho”, de sua inteligência implacável, como a dos revolucionários do Terror. Entre a base e o topo, somente podemos enxergar as “imagens cambiáveis” propostas pela TV. Mais claramente: a base é o chão de estrelas permutáveis; o topo, o sol imorredouro, intocável.
Qual sistema se encaixa perfeitamente em tal configuração de poder? Somente o sinarquismo ou o nazi-comunismo. Sua elite geneticamente superior (pois não sabemos o que fez esse ou aquele para mereceram alcançar alguma espécie de topo na grade do poder a não ser um talento inato, próprio a uma raça superior) e a base dos servos da gleba, intercambiáveis e partilhando entre si as migalhas vindas do alto. O mesmo sinarquismo ou nazi-comunismo que querem nos impor através dos “organismos globais”, tais como ONU, OTAN, FMI ou ONGs internacionais. A política de crescimento zero dos ambientalistas e dos economistas lacaios do Banco Mundial. A política de desenvolvimento intelectual nulo de nossa imprensa e academia, profundamente comprometidos com os cânones mais retrógrados e perversos. A mesma inteligência “globalista” fundou nosso sistema televisivo e impôs um governo militarista, como o de Stálin, para usar a força, quando necessário. E depois abriram os mercados e desmilitarizaram o poder. Hoje, com a crise internacional, podemos enxergar com mais clareza no que consistiu a “liberdade de mercado” e a “liberdade de imprensa”. Esta justifica as guerras e a opressão criadas por aquela, numa operação dupla, tal como os banqueiros que financiavam os dois lados da guerra mundial e os empresários que em plena Guerra Fria saiam de Wall Street para construir fábricas na URSS (SUTTON, 1976). Quantos soldados americanos morreram por tanques americanos construídos em solo inimigo? Nossos estatísticos talvez ainda não tenham tempo para fazer esse tipo de conta.
Um caso de estudo: Gates e Hitler
Bill Gates interessa ao nosso relato sob dois aspectos. O primeiro é o do sinarquismo, como acima destacado. A fundação de Bill e Melinda Gates, junto a Fundação Rockfeller e outras organizações supostamente filantrópicas, trabalham junto a Monsanto e o agro-cartel internacional para desenvolver sementes geneticamente modificadas. Suas pesquisas com as sementes de arroz, batata, trigo, e outras, visam, aparentemente, desenvolver meios de melhorar a produção agrícola, principalmente africana. Por outro lado, injetam milhões em pesquisas que mantém a propriedade intelectual das mutações produzidas com as próprias firmas que as realizam. Fora o fato de produtos naturais não terem direito à patente na maioria dos países do mundo, o fruto das pesquisas depois é vendido aos agricultores dos países pobres, gerando um ciclo de dependência irreversível para com os produtos das multinacionais.
Não podemos pormenorizar aqui todos os malefícios trazidos pelos transgênicos. Apenas aludimos ao controle internacional exercida por pouquíssimas empresas nesse mercado, tendo a Monsanto como a maior líder: líder nas políticas de fome em qualquer lugar onde se faça presente. Genocídio poderia ser o codinome da Global Food and Agriculture Initiative, administrada pelo Banco Mundial: a política da redução populacional para um mundo sem recursos naturais.
O segundo aspecto, não menos evidente, é o da construção de uma imagem pública que em absoluto corresponde à realidade. Penso não serem desconhecida as histórias de Bill Gates antes da fama, principalmente seus atritos com Steve Jobs e a criação do Windows. Porém, tamanha contenda entre dois “gênios” só seria verdadeira caso se tratassem de seres excepcionais. No caso de Gates existe de tudo, menos honestidade, como tampouco originalidade criativa. A jornalista norte-americana Wendy Goldman Rohm descreve com detalhes escabrosos (na verdade, escabroso não é o relato, bastante refinado, mas o próprio protagonista) as jogadas de mercado do “gênio” do software para alcançar a hegemonia com sua empresa (ROHM, 2001).
Já de posse do sistema de janelas criado pela Apple, Gates prometia mundos e fundos à IBM quanto à conclusão do sistema operacional que estava sendo desenvolvido pela empresa para fazer frente ao DOS. Assim como não ajudou a IBM em seu projeto, se aproveitou das informações privilegiadas da empresa para, junto com seus próprios dados, construir o MS-DOS. Realizado seu intento, saiu da empresa e começou a busca que iria levá-lo ao topo do mercado. Com uma plataforma bastante similar ao do concorrente, o DR-DOS, o empresário iniciou suas práticas de venda predatórias ao associar seu DOS ao Windows. Obrigava aos vendedores a fazer pacotes onde o Windows deveria estar acompanhado do DOS da Microsoft. Caso contrário, aumentaria seus preços (os quais propositadamente eram colocados bem abaixo dos preços de mercado) tornando o produto praticamente inegociável. Mas esta foi apenas a tática inicial.
Querendo ampliar ainda mais sua parcela nas vendas depois da frustrada tentativa de compra do DR-DOS, com o lançamento do Windows 3.0 introduz capciosamente mensagens de erro quando o sistema operacional não funciona com o MS-DOS. Era como que, tal como hoje em determinados produtos, caso não tivéssemos Windows, eles não funcionariam corretamente. Mas a jogada de gênio se deu com o lançamento do Windows 95 e a possibilidade de domínio do sistema de redes. A internet oferecia um amplo mercado nunca antes vislumbrado pelo empresário. Segue daí a derrota incontornável da justiça norte-americana e a estabilização de Bill Gates como “gênio” da informática. O Internet Explorer assumiu a hegemonia nos CPUs, a qual foi duramente contestada nos anos subseqüentes. Ao atrelar o software ao sistema operacional, continuando com as práticas predatórias de vendas de produtos – sob concessões – em preços muito abaixo dos de mercado, legitimou finalmente a Microsoft como gigante do mercado e fez lançar sua imagem pública tal como ainda é vista nos dias de hoje.
É sintomática a afirmativa da autora quando da passagem crucial operada pelo lançamento do Windows 95:
Fazia apenas alguns dias desde que o gigante do software tinha iniciado a fabricação do Windows 95 e Gates assemelhava-se a um misto de entusiasmo e coragem.
– Talvez tenham reparado que fizemos uma boa divulgação do Windows 95 – afirmou. Seria a declaração mais atenuada até então, desde que um procurador da Microsoft havia admitido a um juiz federal, no final do ano anterior: “O Windows é um sucesso”.
No mundo inteiro, jornais apresentaram o produto como matéria de primeira página. Quando o produto de uma empresa – talvez um avanço científico, que não era o caso do Windows 95 – merecia tal destaque nos jornais?
Bem antes de sua disponibilidade no mercado, O Windows 95 parecia receber mais atenção, por parte da imprensa, do que a campanha presidencial de Clinton. E ainda não estava nítido a Joel Klein, que iniciara uma nova sindicância sobre a empresa, se o Windows 95 e o Network da Microsoft seriam uma enterrada na cesta para Bill Gates, com ou sem Shaquille (ROHM, 2001: 257).
O funeral da Netscape estava preparado. Infringindo todas as normas anti-truste, Bill Gates “acoplou” o Internet Explorer ao Windows, minando definitivamente com a concorrência. Foi a cartada final do “gigante” do software.
CONCLUSÃO
Procuramos mostrar nesse texto, da forma mais sucinta possível, as ligações da CIA, Escola de Frankfurt e o Instituto Tavistock na fabricação nos modelos de manipulação de massas, principalmente através de estudos de engenharia social. É claro que o tema é controverso. Na opinião de quem agora vos escreve, por vezes o autor do livro que usamos como base de análise, é algo unilateral em algumas de suas observações, principalmente no que diz respeito a certos autores em particular. Caso pesquisarmos o histórico dos estudos já feitos sobre esse Instituto, veremos não só Walter Benjamin, Adorno e Freud sendo duramente criticados. Jung, Georg Wells, Huxley, entre outros, igualmente aparecem nesse cenário.
Acredito que para dar conta da responsabilidade individual de cada um desses autores, precisamos de um estudo mais aprofundado. Não resta dúvida que participaram de todos esses projetos que depois se tornaram os modelos de manipulação midiática. O que, por vezes, fica difícil de apreciar, é o nível de consciência desses personagens durante a criação daquela monstruosidade. Para não reduzir nossa análise a termos “tavistokianos”, penso que maiores nuances podem ser traçadas nesse estudo, aqui e acolá.
Acima de tudo, a importância do livro de Daniel Estulin (que talvez seja o mais sintético e abrangente, porém só pioneiro na medida em que aporta nova documentação) é a de se identificar uma origem histórica determinada para a elaboração de conceitos a muito estudados pelas ciências sociais, e também identificar toda a “teoria social” que a partir de então se desenvolveu. Nesse sentido, a delimitação sobre o que é o Instituto Tavistock é extremamente precisa – e preciosa.
ROGÉRIO REIS CARVALHO MATTOS | professor e tradutor da revista Executive Intelligence Review. Formado em História, mestre em Letras pela UERJ e doutorando em Filosofia pela mesma faculdade. Mantém o site http://www.oabertinho.com.br, onde publica alguns de seus escritos.
BIBLIOGRAFIA
ESTULIN, Daniel. El Instituo Tavistock. Barcelona: Ediciones B, Barcelona, 2011.
ESTULIN, Daniel. Los secretos del Club Bilderberg. Barcelona: Editorial Planeta, 2006.
FERGUSON, Marilyn. A Conspiração Aquariana. Rio de Janeiro: Editora Nova Era, 2006.
ROHM, Wendy Goldman. “O caso Microsoft: a história secreta de como Bill Gates construiu seu império”. São Paulo: Geração Editorial, 2001.
SUTTON, Anthony. “Wall Street and the rise of Hitler”. Nova Iorque: Buccaneer Books, 1976.
WOLFE, Lonnie. “Brainwashing: How The British Use The Media for Mass Psychological Warfare”. The American Almanac, 5 de maio de 1997.
WOLFE, Lonnie. “Turn off your TV”. New Federalist, 28 de agosto de 2007.

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A ESQUERDA BRASILEIRA

A Esquerda Brasileira, um desastre planejado.

Vimos que o golpe petista foi parte de uma estratégia maior da esquerda, cujas ações começaram ainda no regime militar quando, derrotada no confronto direto com e pelos militares, promovia ações terroristas ocasionais (bois de piranha) para distrair a atenção das gloriosas, enquanto a ala mais esperta lia António Gramsci e ia infiltrando LENTA e sutilmente sua militância na educação, nas igrejas, nos sindicatos, nas associações de classe, na mídia, nas editoras, nos partidos políticos, na Constituinte de 88 e em todos os níveis da administração pública. Com isso, a CF de 88 foi adaptada e preparada para a futura tomada do poder e uma das táticas foi a criação de dezenas de partidos nanicos também de esquerda. O povo elegeu Collor em 89, com medo do comunismo proposto por Lula, e assistiu abobado a esquerda arrancá-lo do poder dois anos depois. Preparando-se para uma conquista mais consistente, toda a esquerda latino-americana (partidos políticos e grupos guerrilheiros) reúne-se em São Paulo em julho/90 para criar o Foro de São Paulo , por sugestão de Lula e Fidel, cujo objetivo seria “recuperar na América Latins o que o movimento comunista havia acabado de perder no Leste Europeu com a queda do muro de Berlim”. ltamar Franco (do PMDB), na figura de Vice-Presidente, coloca assim a esquerda no poder. Collor não era bom? Com certeza, mas muito pior foi o que a esquerda fez a partir de então: em 1993, FHC (PSDB) e Lula (PT) assinam nos EUA o Pacto de Princeton ** que definia a alternação desses dois partidos no poder a cada dois mandatos. O Plano Real lançou sutilmente a candidatura de FHC (Ministro da Economia) em 1°/07/94 e em 1°/10/94 (TRÊS MESES DEPOIS) ele era eleito Presidente da República, em cujo cargo permaneceu por DOIS MANDATOS promovendo ajustes no sistema (sangria dos cofres públicos no caso das invasões do MST, criação do Ministério da Defesa sob um militante civil, instituição de fraudável sistema eleitoral eletrônico) para pavimentar a alternância do poder conforme acordado no Pacto de Princeton. Assim, o PT o assumiu em 2003, cumprindo o estabelecido naquele Pacto. Com o ataque aos cofres da Petrobrás, no caso conhecido como Mensalão, a partir do envolvimento e da denúncia do Deputado Roberto Jefferson, toda a repercussão negativa envolvendo prisões, mais o desgaste junto à opinião pública, o PSDB só não elegeu Geraldo Alkmin porque o PT ameaçou as intenções de FHC com a soltura em grande quantidade de presos, em jul/2006, sob o comando do PCC (Primeiro Comando da Capital) e com grande saldo de assassinatos de policiais à paisana naquele mês. Para evitar uma escalada de crimes, séria instabilidade política e uma eventual volta dos militares, o PSDB cedeu e Lula acabou reeleito com votação superior à obtida em 2002. Com o rompimento do Pacto de Princeton, aumentaram o desgoverno, a corrupção e a luta homicida pelo poder. Na falta de um nome forte que assumisse o lugar deixado por Zé Dirceu, o PT, usando desvairadamente todos os recursos da máquina, elegeu e reelegeu, sob notório esquema de forte corrupção, um poste chamado Dilma para presidir a 6ª maior economia do planeta. O assalto aos cofres públicos e a escalada da corrupção, iniciados no 1° governo FHC, sob orientação do Foro de São Paulo, geraram o maior roubo do mundo a uma nação, em todos os tempos. Enquanto tudo isso acontecia, a estratégia do FSP era proporcionar espetáculos televisivos imbecilizantes através de novelas, esportes, BBB, desinformação, etc., mais o achatamento do nível educacional e cultural do povo, com o objetivo de distraí-lo, aliená-lo e paralisá-lo.
Buscando por todos os meios uma volta ao poder, o PSDB planeja a Lava Jato para desgastar e expor toda a podridão do PT no governo, cujo alcance e efeitos nocivos atingiram muitas nações e economias. Tamanha exposição acabou conscientizando o eleitor brasileiro sobre o papel nocivo promovido pelo FSP e toda a esquerda mundial, de tal forma que o surgimento de um autêntico candidato da direita conservadora acabou por interromper os 28 anos de desgoverno e corrupção institucional inimaginável causado pela esquerda.
Considerando-se o achatamento político, educacional e cultural perpetrado, o futuro do Brasil como nação que sempre almejou o desenvolvimento pela democracia, tem poucas chances de sucesso, quem sabe somente aliado, amparado e apoiado em parcerias com nações livres e poderosas.

FONTES
https://www.brasildefato.com.br/2019/07/24/video-or-o-que-e-o-foro-de-sao-paulo
http://www.portalvejams.com.br/ler.php?id=9411

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AO MESTRE COM CARINHO

Um educador clássico. Poucos merecem tanto essa elogiosa descrição quanto José Monir Nasser.

De formação cultural tradicional, à base de grandes clássicos Literatura e de sabedoria humana, cedo descobriu a chave para uma vida plena: a sólida estrutura cultural e espiritual.

Dizia que os clássicos da literatura não são explicados por nós, mas eles que nos explicam a nós. Com essa base e a própria potência de seu espírito de mestre, fundamentou uma vida dedicada à educação de uma multidão, desencantado com a negligência geral à cultura.

Para Nasser, é exatamente a constituição de uma estrutura cultural que leva o homem ao avanço, seja ele individual ou social, espiritual ou econômico — sendo essa, portanto, justamente a base para a formação de uma nação próspera, de um povo consciente.

➡️ “Uma sociedade não pode ser rica antes de ser inteligente. Não pode existir uma economia realmente sólida e desenvolvida sem que haja uma elite cultural voltada para os bens espirituais, capaz de guiar, julgar e interpretar os esforços da comunidade”, dizia Nasser. ⬅️

Influenciado por pensadores como o grande filósofo da educação Mortimer Adler, combateu correntes revolucionárias e de engenharia social da pedagogia brasileira e mundial, voltando-se para o que considerava ser o ponto central da educação: o desenvolvimento da leitura.

Inspirado pela atuação de Adler, lançou o projeto “Expedições ao Mundo da Cultura”, para leitura de obras clássicas como sistema de formação. Em pouco tempo, juntou alunos em diversas partes do país e logo contou com o apoio de empresas e instituições, como o SESI.

O intuito não era apenas o de criar intelectuais ou eruditos, mas fazer descobrir riquezas atemporais e universais que alargam os horizontes da vida.

Irremediavelmente apaixonado pela educação, Nasser reconhecia a dificuldade das estruturas burocráticas do sistema de ensino.

“Não podemos fazer muito. Mas podemos descobrir que é possível fazer uma enormidade de coisas boas, tendo um compromisso com pessoas, com o Joãozinho, a Mariazinha, o Zezinho, o Pedrinho, a Julianinha. Essas crianças que são o sentido da minha existência”, declarou.

Escritor, autor, professor, crítico literário, pintor, economista, poliglota, tão cedo explodiu no universo da educação brasileira, cedo também nos deixou. Acometido por um AVC em 2013, com apenas 55 anos de idade, deixou milhares de alunos órfãos de sua maestria.

José Monir Nasser foi um gigante neste novo cenário da educação e formação cultural no Brasil. E deixa um legado eterno, perene, que o coloca como um dos grandes mestres que esta nação já teve. Um dos mestres que o Brasil ainda há de valorizar devidamente.

Jair Messias Bolsonaro Ministério da Educação – MEC

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UMA AMEAÇA REAL E IMEDIATA

UMA AMEAÇA REAL E IMEDIATA
por Marcelo Sá Monte. Artigo publicado em 16.10.2020

O comunismo é uma ameaça real e imediata às nossas vidas, nossas liberdades e nosso direito à propriedade. Precisamos conhecê-lo para podermos combatê-lo e não apenas ficarmos apagando os incêndios, sempre de forma inadequada, sem nem ao menos entendermos suas reais causas.

Muitos acreditaram que o Comunismo havia acabado com a queda do Muro de Berlin, no final dos anos 80, mas isso foi apenas uma cortina de fumaça. O sistema econômico soviético fracassou (a economia socialista é inviável por natureza) e seu regime ditatorial falido já não serviria mais em tempos modernos. Não tinham como vencer a Guerra Fria, o modelo Stalinista se esgotou, então fizeram da queda uma retirada estratégica. Estava na hora de adotar outros meios, silenciosos, graduais, não violentos, para implantar o comunismo no mundo, dando prosseguimento a grande marcha, agora feita pelas sombras. O mundo viu na queda uma vitória. Ledo engano.

Desde a década de 30, Intelectuais comunistas vem elaborando novos métodos de subversão através da infiltração gradual, pois sabiam que processos revolucionários armados são caros e de resultados muito incertos. Podemos destacar três principais:

1. Antônio Gramsci, ideólogo comunista Italiano, inaugurou o marxismo cultural, propondo a tomada comunista da sociedade através da infiltração dos meios culturais, e não pelo sequestro dos meios de produção. Tomar as escolas e universidades é mais importante que tomar os quartéis; Os socialistas;
2. Fabianos seguiram linha semelhante, onde o processo seria a conquista gradual das instituições do estado, até o ponto de todos viverem sob o socialismo, sem perceber. Vem daí a Social Democracia;
3. Frankfurtianos, judeus comunistas que fugiram da Alemanha nazista para os EUA, que, como Gramsci, desenvolveram as ideias semelhantes de revolução cultural, mas multiplicando a luta de classes em todas as relações humanas, entre homens e mulheres, negros e brancos, pais e filhos, Cis e trans etc, em uma matriz infindável de relações conflituosas, sempre sob a ótica de “opressores e oprimidos”. Questões atuais como “ideologia de gênero”, “Politicamente correto”, “Discurso de ódio”, “Movimentos identitários”, “Movimentos sociais”, opressão da sociedade “Patriarcal”, a terceira onda do “Feminismo”, o ambientalismo militante, o “Veganismo” etc etc etc não caíram do céu por acaso, são as fagulhas da transformação gestadas pelo Marxismo Cultural. Seu objetivo é destruir os fundamentos da sociedade ocidental, a família, a moral judaico-cristã, a história e, consequentemente, toda a propriedade privada, toda a liberdade individual, para então poderem reinar.

As novas ideias se propagaram e foram semeadas por todo o mundo e o novo processo de tomada comunista foi iniciado, de forma distribuída e sem pressa. Precisariam de pelo menos uma geração gestada sobre esses novos preceitos para atingirem a massa crítica necessária para a transformação, cerca de 30 anos.

No Brasil, com a abertura democrática e a nova constituição de 1988, de cunho essencialmente socialista, foram criados o PT e o PSDB, que dominariam o cenário político, fingindo uma falsa dicotomia entre direita e esquerda. Na America Latina, os movimentos de esquerda se uniram para formar o Foro de SP, sob o comando de Lula, Fidel e Chavez, visando criar a Pátria Grande, uma espécie de União Soviética Latina. No mundo, o multilateralismo comercial seria a porta de entrada para o fim das soberanias nacionais. ONU, UE e outros organismos foram igualmente controlados, aparelhados e instrumentalizados, impondo a influência política em sobreposição à econômica. China e Rússia tiveram processos próprios, adaptando seu comunismo aos preceitos do neoliberalismo. Mas não para por aí, os monopólios tecnológicos e as grandes fortunas (já ouviu falar dos Globalistas e de George Soros?) não ficariam de fora. Um exemplo, são as principais redes sociais, monopólios globais, que foram tomadas pelo Progressismo, um termo bonitinho para Socialismo.

A Fraudemia do Partido Comunista Chinês dá um capítulo à parte, os governos socialistas do mundo estão aproveitando a crise para subjugar seus povos, destruindo suas economias e confiscando suas liberdades, sob a desculpa de “salvar vidas”. O template veio pronto, respaldado pelo puxadino do PCC, a OMS e muita “ciência”! Vejam a Argentina, uma catástrofe mais que anunciada.

Todos os conflitos que estamos presenciando hoje no mundo ocidental, todas as ações de tensão social, tiveram suas origens nessa revisão do Comunismo internacional. O que acontece nos EUA, Brasil, Venezuela, Europa, Argentina, entre outros, é reflexo dessa ação comunista gradual e teve as mesmas origens. Ora, se não entendermos as origens, as raízes desses conflitos, estaremos condenados a uma luta incessante e exaustiva contra as consequências. Se quisermos apagar esse fogo de fato, precisamos conhecer o inimigo.

Texto publicado originalmente na página do autor no Facebook, que tem o nome “O bom reacionário” (que ele diz inspirado em Nelson Rodrigues, um autorrotulado reacionário por reagir àquilo que não presta).

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HISTÓRIA ALUCINADORA

*HISTÓRIA ALUCINADORA*
Bolsonaro encontra um País com uma dívida pública de 4.1 trilhões que só de juros consome 50.7% do orçamento anual.

Bolsonaro encontra logo de cara, um tema emergencial e polêmico, que foi a REFORMA DA PREVIDÊNCIA. Os riscos de faltar dinheiro para pagar aposentados e pensionistas, eram enormes.

Bolsonaro diminuiu o número de ministérios que eram 39 para 22 e isso gerou problemas com os presidentes da câmara e do Senado, que queriam MINISTÉRIOS para distribuir cargos com suas bancadas como sempre foi feito antes.

Em represália, Bolsonaro teve 70% de suas MEDIDAS PROVISÓRIAS propositadamente EXPIRADAS. Câmara e Senado não colocavam em plenário para votação a maior parte do plano de governo do Presidente.

O Orçamento para 2019, aprovado em dezembro de 2018, estranhamente foi elaborado pela equipe do TEMER e previa uma DEFICIT de 138 Bilhões de Reais. Qualquer leigo vai logo de cara entender que o governo não tinha dinheiro para investimentos públicos. O orçamento foi apertadíssimo e o GOVERNO teve que CONTINGENCIAR ( cortar temporariamente ) gastos em algumas áreas como por exemplo a da EDUCAÇÃO, onde meses depois, após uma melhora nas contas públicas, foi todo orçamento repassado.

Bolsonaro encontrou problemas seríssimos na AMAZÔNIA. Países que usavam ONGS como escudo, deixaram de explorar nossas riquezas, e em represália, atacavam o governo que mal acabou de entrar como culpado pelo desmatamento da região.

Á esquerda insatisfeita com a derrota, não parou de executar planos para atrapalhar o Governo. O Vazamento de óleo de um Navio fantasma no litoral do NORDESTE foi algo muito estranho. A Imprensa quase toda aparelhada davam toda ênfase contra o Governo bolsonaro.

Com todas as dificuldades encontradas, fechamos 2019 com um defict nas contas públicas de 60 bilhões de reais. Ou seja, metade do Deficit permitido pela lei de diretrizes orçamentárias.

Á inflação terminou o ano dentro da meta, e só não foi abaixo, por conta do aumento no preço da carne acontecido em outubro de 2019, devido o governo chinês ter feito a maior compra de carnes para um período. Todas as ESTATAIS deram lucros e muitas delas bateram recorde de lucros. O BNDES teve o maior lucro de sua história. A Petrobras voltou a ter lucros e as companhias elétricas finalmente se recuperaram. Nossa SELIC que hoje está em 2%, fechou 2019 em 4.5% que já era um dos menores da história.

Nosso risco País fechou 2019 abaixo dos 100 mil pontos. Uma pontuação como essa é a certeza que no momento é seguro investir no País. Nossa Bolsa bateu recordes em cima de recordes. O Dólar aumentou ? Sim, aumentou !! O guedes fez com que o especulador saísse do País quando ele diminuiu em muito nossa taxa SELIC. Eles pegavam dinheiro emprestado em outros mercados a juros baixos, e emprestavam em nosso mercado a juros altos. São operações chamadas CARRY TRADE.

Mesmo com o rompimento da barragem de Brumadinho, que gerou forte queda no setor extrativo mineiro e capixaba. Mesmo com o desaquecimento da economia global, onde o PIB Chinês que é o nosso principal comprador, cresceu bem menos. Mesmo com a crise na Argentina que é o nosso terceiro maior comprador. Mesmo com a briga comercial Entre EUA e CHINA. Nosso PIB cresceu 1.1% com os investimentos privados superando o público em crescimento e mostrando sustentabilidade já que você cresceu sem se endividar.

Na área de transportes foram asfaltadas estradas que estavam paradas a 43 anos como foi o caso da BR 163 que escoa a produção de grãos Entre o Mato Grosso e o Pará. Mesmo na pandemia o Ministro Tarcisio não parou de inaugurar obras. Foram 38 até junho de 2020.

Obras como a transposição do São Francisco, que começaram a serem executadas em 2007 e eram para serem concluídas em 2012. Mesmo com o valor incialmente orçado ter triplicado, só ficaram prontas no segundo ano do Governo Bolsonaro.

O governo gerou 700 mil vagas com carteira assinada em 2019. Na área de segurança houve quedas de homicídios e ataques a mulher de 23%.

Em janeiro de 2020 tivemos o maior superávit primário nas contas públicas da história. Em julho, mesmo na pandemia, tivemos o maior superávit da balança comercial da história.

Enquanto o PIB das 10 maiores potências do planeta tem previsão de queda Entre 6.5% e 15%, o BOFA prevê que o Brasil vai cair 4.8%.

Só para vocês terem uma ideia do que é gestão, o banco central mesmo com a pandemia, registrou lucros de 400 bilhões de reais no primeiro semestre. O Guedes quer reduzir nossa dívida pública em 10% usando esse dinheiro. Isso reduzirá os valores de juros a serem Pagos obrigatoriamente pelo governo e com isso sobrará mais dinheiro para investimentos públicos.

Os 05 pacotes emergenciais de R$ 600.00 custaram ao governo 60 bilhões mês e os 3 de R$ 300.00 vão custar mais 30 bilhões por mês. São 390 bilhões dados para o povo brasileiro não morrerem de fome. De onde veio essa grana ? Pergunta ao GUEDES como ele fez para lucrar 500 bilhões com a alta do dólar Entre dezembro de 2019 e Maio de 2020.

Nosso governo mesmo com os desvios feitos pelos governadores. Mesmos com as ações inconstitucionais do STF e mesmo com a ECONOMIA TRAVADA na maioria dos estados, só perdeu em gastos com a pandemia para os EUA.

Esquerdalhas, facam o mesmo, mostrem conteúdos em suas postagens. Parem de mi,mi,mi, do Queiroz, disso, daquilo Relembrem dos trilhões desviados pelo PT/PSDB, que nos colocou nesse buraco. Deixem de ser PAPAGAIO de pirata da GLOBO, FOLHA e grupos conhotos.

*TIREM ESSE RANCOR IDIOTA DO CORAÇÃO, O GOVERNO MAIS VIGIADO DO MUNDO, SÓ TEM 21 MESES, E SEM CORRUPÇÃO.*

*DIVULGUEM, POIS A MIDIA COMUNO-SOCIALISTA AMESTRADA NÃO DIVULGA!*

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QUERIDOS FORMANDOS, BURROS E JUMENTOS!

“QUERIDOS FORMANDOS, BURROS E JUMENTOS!”

“Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.
Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas etc, é como marcar a ferro o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate. Neste caso justificável.
Na nossa cultura deformada pelo “coitadismo”, ou para falar mais academicamente, pelo “ethos-igualitarist a moderno”, teimamos em achar que a Universidade é para todos.
Nunca foi e nunca será .
Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.
A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis”, no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.
Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra … e, muito menos ainda, formar militantes revolucionários que pretenderão implantar no País regimes ultrapassados e falidos, como o comunismo para proveito de poucos, por exemplo.
Para formar profissionais e mão de obra, existe o ensino profissionalizante e técnico .
As oportunidades que devem ser oferecidas a todos, é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade e, lá, PRODUZIREM CONHECIMENTO.
Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha, é algo completamente estúpido !
Tudo que os governos do PT conseguiram, foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais, para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência, o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo !
Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o País. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo ! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.
Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes, mais interessadas e mais esforçadas que as outras. E tentam enfiar, goela abaixo de todos, o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos, e produzirá os piores resultados.
Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda.
Cerquem um gênio de medíocres e vulgares, e testemunhará sua lenta e gradual decadência .
Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, havendo uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos. Nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas etc.
Nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração “Nem-Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados ou masculinizados, vazios, idiotas e arrogantes, que votam num PT, num PSOL e morrem de medo de se tornar adultos. Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente se alienar e legalizar seu suicídio.”
(Maurício Mühlmann Erthal)

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A HISTORIA DO BRASIL E AS ELEIÇÕES 2020

COMECE A PROCURAR ALGO NOVO NA VOTAÇÃO MUNICIPAL DESTE ANO.

👍. Não é fácil tomar decisão, mas eu tomei e espero que você faça o mesmo.

Vou lembrar você da história do Brasil, assim fica mais fácil você tomar a decisão, veja:

VOCÊ ESTUDOU HISTÓRIA DO BRASIL?

Certamente em nenhuma escola te ensinaram o que se segue.

SEIS CONSTITUIÇÕES FEDERAIS
1891
1934
1937
1946
1967
1988

9 MOEDAS
Réis: até 1941
Cruzeiro: 1942
Cruzeiro Novo: 1967
Cruzeiro: 1970
Cruzado: 1986
Cruzado Novo: 1989
Cruzeiro: 1990
Cruzeiro Real: 1993
Real: 1994

SEIS VEZES CONGRESSO FECHADO
1891
1930 – 34
1937 – 46
1966
1968 – 69
1977

SEIS GOLPES DE ESTADO
1889
1930 – 34
1937 – 45
1945
1955
1964 – 85

UM PLEBISCITO IGNORADO
Venda de armas: 2005

13 PRESIDENTES QUE NÃO CONCLUÍRAM O MANDATO
Deodoro: 1891
Afonso Penha: 1909
Rodrigues Alves: 1918
Washington Luís: 1930
Júlio Prestes: 1930
Vargas: 1945 e 1954
Carlos Luz: 1955
Jânio Quadros: 1961
João Goulart: 1964
Costa e Silva: 1969
Tancredo Neves: 1985
Collor: 1992
Dilma: 2016

31 PRESIDENTES NÃO ELEITOS DIRETAMENTE (também considerando posse de interinos)
Deodoro: 1889*
Floriano Peixoto: 1891*
Prudente: 1894*
Campos Sales: 1898*
Rodrigues Alves: 1902*
Afonso Penha: 1906*
Nilo Peçanha: 1909*
Fonseca: 1910*
Venceslau: 1914*
Rodrigues Alves: 1918*
Delfim Moreira: 1918*
Epitácio: 1919*
Arthur: 1922*
Washington Luis: 1926*
Júlio Prestes: 1930*
Vargas: 1930
José Linhares: 1945
Café Filho: 1954
Carlos Luz: 1955
Nereu Ramos: 1955
Ranieri Mazilli: 1961
João Goulart: 1961
Castelo Branco: 1964
Costa e Silva: 1967
Médici: 1969
Geisel: 1974
Figueiredo: 1979
Tancredo Neves: 1985
José Sarney: 1985
Itamar Franco: 1992
Michel Temer: 2016
*Presidentes do Período da República Velha marcado pelas fraudes eleitorais e o coronelismo.

31 REVOLTAS E GUERRILHAS
Golpe Republicano: 1889
Primeira Revolta de Boa Vista: 1892-1894
Revolta da Armada: 1892-1894
Revolução Federalista: 1893-1895
Revolta de Canudos: 1893-1897
República de Curani: 1895-1900
Revolução Acreana: 1898-1903
Revolta da Vacina: 1904
Segunda Revolta de Boa Vista: 1907-1909
Revolta da Chibata: 1910
Guerra do Contestado: 1912-1916
Sedição de Juazeiro: 1914
Greves Operárias: 1917-1919
Levante Sertanejo: 1919-1930
Revolta dos Dezoito do Forte: 1922
Revolução Libertadora: 1923
Coluna Prestes: 1923-1925
Revolta Paulista: 1924
Revolta de Princesa: 1930
Revolução de 1930: 1930
Revolução Constitucionalista: 1932
Revolta Mineira: 1935-1936
Intentona Comunista: 1935
Caldeirão de Santa Cruz do Deserto: 1937
Revolta das Barcas: 1959
Regime Militar: 1964
Luta Armada: 1965-1972
Guerrilha de Três Passos: 1965
Guerrilha do Caparaó: 1967
Guerrilha do Araguaia: 1967-1974
Revolta dos Perdidos: 1976

🤔 Como pode tanta gente realmente acreditar que o país sempre foi tranquilo e só agora que está com algum distúrbio?

Vivemos em um país que sempre foi manipulado pela classe política e seus interesses.

Temos uma elite política, judicial corrupta, doutrinada a deixar de lado seus pares:

O POVO.

Na verdade, “a vontade que emana” são DELES próprios e das organizações que os corrompem… essas ratazanas eleitas por um povo bom carente, faminto e sedente por justiça e fim de privilégios, mas que ainda não sabe votar.

ESTÁ LANÇADO UM DESAFIO.

COMECE A PROCURAR ALGO NOVO NA VOTAÇÃO MUNICIPAL DESTE ANO.

HAVEREMOS DE TRANSFORMAR PELA BASE, A NOSSA PÁTRIA MÃE GENTIL…

Você pode ser um agente de transformação.

Esclareça as pessoas com as quais se relaciona

O PICO SERÁ EM MARÇO.

O PICO SERÁ EM ABRIL.

O PICO SERÁ EM MAIO.

O PICO SERÁ EM JUNHO.

-MANDETTA, GOVERNADORES, PREFEITOS, CONGRESSO, STF E MÍDIA PODRE que se dane…

“Quer dizer que:

– Prenderam todos em casa;

– Não deixam vocês trabalharem;

– Acabaram com a liberdade de ir e vir de todos nós;

– Fizeram acordo com as concessionárias de telefonia para saber onde cada um está;

– Estão impedindo que repassem mensagens para mais de uma pessoa pelo WhatsApp;

Eu copiei para vc mandar para mais 5 pessoas;

– Soltaram todos que foram presos em segunda instância;

Quem não foi solto nesta, estão sendo soltos agora, de corruptos a ladrões de rua;

– Estão endividando o país para nos empobrecer de vez;

– Estão usando a cloroquina na rede privada, mas não na rede pública;

– Estão prendendo os trabalhadores;

– Jornalistas, parlamentares, governadores, prefeitos, juízes do STF e outros podem falar o que quiserem, menos o Presidente da República, este não!

E você, o que está fazendo?

Batendo panela?

Vendo a Globo e a CNN?

Quando é que você vai se dar conta que já roubaram teu emprego, tua liberdade, tua privacidade, teu direito de livre expressão, tua segurança, teu futuro, enfim, já estamos numa ditadura…

Basta derrubarem Bolsonaro para virarmos uma Venezuela.”

Lembro mais uma vez o que disse o terrorista Zé Dirceu, condenado a mais de 30 anos de prisão:

“NÓS VAMOS TOMAR O PODER, QUE É DIFERENTE DE GANHAR ELEIÇÃO.”

ESTAMOS PERDENDO TUDO, MAS COMO OTÁRIOS, CONTINUAMOS ACEITANDO O QUE A MÍDIA FALA!

DESLIGUEM A TV!

PARA VIRARMOS VENEZUELA SÓ FALTA A ECONOMIA FALIR E O BOLSONARO SAIR!👍.

👍😃. Vc é brasileiro? Vc vota? Vc quer democracia? Comece a trabalhar agora, não deixe para amanhã o que pode fazer hoje, envie para mais 5 parentes e amigos, eu enviei para 2500 aproximadamente.
Minha parte estou fazendo, faça a sua se ama sua família.😃👍.

#ReageBrasil 🇧🇷

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AS CINCO GRANDES QUADRILHAS

Resumo efetuado pelo Excelentissimo Juiz Dr. Erick Bretas, em março deste ano, para ajudar de maneira simples, àqueles que tentam entender o que se passa no Brasil Corrupto.

“Se você analisa as delações da JBS, as da Odebrecht e as das demais empreiteiras, a conclusão é mais ou menos a seguinte:

O Brasil foi dividido entre 5 (cinco) grandes quadrilhas nas últimas duas décadas.

A maior e mais perigosa, diferentemente do que diz o Joesley, é a do PT. Era a mais estruturada, mais agressiva, mais eficiente e com planos de perpetuação no poder. Comandava a Petrobras, vários fundos de pensão e dividia o poder com as quadrilhas do PMDB nos bancos públicos. Sua maior aliada econômica foi a Odebrecht.
O chefão supremo era o Lula. Palocci e Mantega, os operadores econômicos. Era o Comando Vermelho da política: pra se manter na presidência eram capazes de fazer o Diabo.

A segunda maior é a do PMDB da CÂMARA. Seus principais chefões eram Temer e Eduardo Cunha. Eliseu Padilha, Geddel Vieira Lima, Moreira Franco e Henrique Eduardo Alves eram os subchefes e Lúcio Funaro era o operador financeiro. Mandavam no FI-FGTS, em diretorias da Caixa Econômica, em fundos de pensão e no ministério da Agricultura. Por causa do controle desse último órgão, tinha tanta influência na JBS. Era o ADA dos políticos — ou seja, mais entranhada nos esquemas do poder tradicional e mais disposta a acordos e partilhas.

A terceira é a do PMDB do SENADO. Seu chefão é Renan Calheiros. Seu guru e presidente honorário, José Sarney. Edison Lobão, Jader Barbalho e Eunício Oliveira são outras figuras de proa. Mandava nas empresas da área de energia e tinha influência nos fundos de pensão e empreiteiras que atuavam no setor. Vivia às turras com a quadrilha do PMDB na CÂMARA, que era maior e mais organizada.

A quarta é o PSDB paulista, cuja figura de maior expressão é o Serra. Tinha grande independência das quadrilhas de PT e PMDB porque o governo de São Paulo era terreno fértil em licitações e obras. A empresa mais próxima do grupo era a Andrade Gutierrez, mas também foi financiada por esquemas com Alstom e Odebrecht.

A quinta e última é o PSDB de Minas — ou, para ser mas preciso, o PSDB do Aécio. Era uma quadrilha paroquial, com raio de ação mais restrito, mas ainda assim mandava em Furnas e usava a Cemig como operadora de esquemas nacionais, como o consórcio da hidrelétrica do Rio Madeira.

Em torno dessas “big five” flutuavam bandos menores, mas nem por isso menos agressivos em sua rapinagem — como o PR, que dava as cartas no setor de Transportes, o PSD do Kassab, que influenciava ministérios poderosos como o das Cidades, o PP, que compartilhava a Petrobras com o PT, e o consórcio PRB-Igreja Universal, que tinha interesses na área de Esportes.

Havia também os bandos estritamente regionais, que atuavam com maior ou menor grau de independência em relação aos nacionais. O PMDB do Rio e seu inacreditável comandante Sérgio Cabral, por exemplo, chegaram a ser mais poderosos que os grupos nacionais. Fernando Pimentel comandando uma subquadrilha petista em Minas. O PT baiano também tinha voo próprio. Elas se diferenciam das quadrilhas tucanas que estavam apenas circunstancialmente restritas aos territórios que comandavam mas sempre tiveram aspirações e influência nacionais.

Por fim, vinham parlamentares e outros políticos do Centrão, que eram negociados de maneira transacional no varejo: uma emenda aqui, um caixa 2 ali, uma secretaria acolá…

Digo tudo isso não para reduzir a importância do PT e o protagonismo do Lula nos crimes que foram cometidos contra o Brasil. Lula tem de ser preso e o PT tem que ser reduzido ao tamanho de um PSTU.

Mas ninguém pode dizer que é contra a corrupção se tolerar as quadrilhas do PMDB ou do PSDB em nome da “estabilidade”, “das reformas” ou de qualquer outra tábua de salvação que esses bandidos jogam para si mesmos.

E que ninguém superestime as rivalidades existentes entre esses cinco grandes grupos. Em nome da própria sobrevivência eles são capazes de qualquer tipo de acordo ou acomodação e farão de tudo para obstruir a Lava Jato.”

Didático e definitivo.

Mais didático que o PowerPoint.

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FICA EM CASA

Dedico aos desinformados:
*💫 FICA EM* 💫
*CASA*

Faz 2300 anos, muito antes do Islã, os árabes descobriram que obrigar as pessoas a cobrir o nariz e a boca, quebrava sua vontade e individualidade, e as despersonalizava.
As tornavam mais submissas. Por isso impuseram a toda mulher o uso obrigatório de um véu sobre o rosto.
Logo o Islã converteu isso em um símbolo de submissão da mulher à Alah, ao homem dono do Harem,e ao Rei.

A psicologia moderna explica isso: sem um rosto não existimos como Seres independentes. A criança se olha no espelho entre dois e três anos e se descobre como um ser independente. Poucos animais prestam atenção no espelho, somente os golfinhos e os chimpanzés, o restante somente se individualiza por outros meios, por exemplo seu olfato…

Aquele que não conhece a sua história está condenado a repeti-la…

☣️FICA EM CASA ☣️:
Que nós te deixaremos sem trabalho e levaremos tua empresa a bancarrota, essa que te custou tantos anos em criar.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Que nós decidimos por ti; a que horas podes sair e em que condições.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Que “nós” (teus donos) decidiremos como vais morrer e quando.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Mesmo que não tenhas dinheiro para comprar comida.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Mesmo que restem poucos anos de vida à tua mãe ela te necessite.

☣️FICA EM CASA ☣️:
E não veja teus netos com dúvida que talvez te contagiem.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Mas ainda assim tens que seguir pagando teus impostos mesmo que não geres entradas.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Enquanto nós criamos cortinas de fumaça para que te distraias e vivas confuso com coisas banais e absurdas, e não vejas o que realmente estamos fazendo com teus direitos.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Enquanto reinventamos a economia tirando-te teu meio de sobrevivência, porque não podes fazer nada, e te empurraremos algum “estudo” que te faça acreditar que tudo está bem, e os policiais farão com que cumpras “nossas” ordens.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Porque se saíres fora de tua casa corres o risco de morrer de uma gripe com 2% de mortalidade.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Assim podemos executar nosso plano sem escutar protestos, porque de nada te servem teus direitos porque estão restritos .

☣️FICA EM CASA ☣️:
Assim podemos te controlar melhor com nossos dispositivos aéreos ainda que tu penses que são naves espaciais de outro planeta.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Assim podemos continuar com nossa agenda mundial sem interferências.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Que nós te deixaremos uma lista de entretenimento virtual para que não faças perguntas sobre a nova normalidade.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Que nós estamos trabalhando duro para nos asseguramos de que a cada dia estejas mais distante de teus vínculos e te meteremos mais medos.

☣️FICA EM CASA ☣️:
E cuidado com o que fazes porque teus vizinhos também atuam como nossos policiais.

☣️FICA EM CASA ☣️
Não te exponhas à luz solar, nem aos germes, assim terminamos de destruir teu sistema imunológico.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Falando banalidades ao telefone de coisas absurdas enquanto nós escutamos tuas chamadas e nos aproximamos um pouco mais do plano perfeito.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Não uses o pouco dinheiro que te resta, assim o tiramos de circulação e criamos uma só moeda.

☣️FICA EM CASA☣️:
Assim podemos subir torres radioativas sem que percebas isso.

☣️FICA EM CASA ☣️:
E se sair, tens que colocar uma máscara, para gerar separação, não imunidade .

☣️FICA EM CASA ☣️:
Te afastes de tudo que te faz humano, assim nossa interferência é mais sutil e não encontrarás culpáveis.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Assim vamos estudando teu comportamento já que isso será a nova normalidade.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Como quando o modelo hitleriano dava ordens e as pessoas cumpriam.
Só que ele fazia isso com armas e nós com teu medo.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Não lutes por teus direitos como cidadão nem por tua família, te queremos dócil, não rebelde.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Sem liberdade, sem trabalho, sem férias, sem capacidade de discernir, sem viagens, sem futuro, sem escola, mas com Netflix.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Enquanto seguimos gestando uma ditadura graças à tua ignorância e tolerância.

☣️FICA EM CASA ☣️:
Até que te desumanizes por completo e percas a empatia pela tua gente criando uma divisão impossível de remediar.

☣️FICA EM CASA☣️:
E REPITA ESTA MENSAGEM MIL VEZES E DIGA PARA OUTROS QUE TAMBÉM REPITAM.

PORQUE DE TANTO REPETIR , VAIS ACABAR ACREDITANDO.
NÃO POR DOIS MESES OU UM ANO, SENÃO PELO RESTO DE TUA VIDA.

Entera-te, não te querem saudável, te querem escravo.

Pelo VERDADEIRO DESPERTAR E PELA VERDADEIRA LIBERDADE !!!
💫……🙋🏻‍♀️…….💫

N.E. Desconheço a autoria.

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O que é GASLIGHTING?

O que é GASLIGHTING?

Texto traduzido.

O termo se origina na manipulação psicológica sistemática de uma vítima por seu marido na peça de teatro de Patrick Hamilton de 1938, Gas Light, e nas adaptações para o cinema lançadas em 1940 e 1944. Na história, o marido tenta convencer sua esposa e outras pessoas de que ela é louca *manipulando* pequenos elementos de seu ambiente e insistindo que ela está errada, lembrando-se das coisas incorretamente ou delirando quando aponta essas mudanças. O título da peça alude a como o marido abusivo lentamente apaga as luzes de gás em sua casa, enquanto finge que nada mudou, em um esforço para fazer sua esposa duvidar de suas próprias percepções. A esposa pede repetidamente ao marido que confirme suas percepções sobre as luzes que estão diminuindo, mas, desafiando a realidade, ele continua insistindo que as luzes são as mesmas e, em vez disso, é ela quem está enlouquecendo.

Estamos vivendo em um estado perpétuo de iluminação a gás.
A realidade de que a mídia nos diz é totalmente diferente do que vemos com nossos próprios olhos.
E quando questionamos a falsa realidade que estamos sendo apresentados, ou afirmamos que o que vemos é essa realidade real, somos vilipendiados como racistas ou intolerantes ou simplesmente loucos. Você não é racista. Você não é louco. Você está sendo manipulado.

O estado de Nova York tem duas vezes mais mortes por Covid-19 do que qualquer outro estado, e Nova York foi responsável por um quinto de todas as mortes de Covid-19, mas somos informados de que o governador de Nova York, Andrew Cuomo, lidou com a pandemia melhor do que qualquer outro governador.
Mas se apoiarmos políticas de governadores cujos estados tiveram apenas uma fração das infecções e mortes de Nova York, seremos chamados de anticientíficos e queremos que as pessoas morram. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Vemos multidões saqueando lojas, quebrando janelas, incendiando carros e queimando prédios, mas somos informados de que essas manifestações são protestos pacíficos. E quando chamamos isso de destruição de nossas cidades, motins, somos chamados de racistas. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Vemos que o maior problema que destrói muitos centros urbanos é o crime; assassinato, violência de gangues, tráfico de drogas, tiroteios, assaltos à mão armada, mas dizem que não é o crime, mas a polícia que é o problema nas cidades do interior. Somos informados de que devemos despojar a polícia e remover a aplicação da lei de cidades crivadas de crime para torná-las mais seguras. Mas se advogarmos por mais policiamento nas cidades invadidas pelo crime, seremos acusados ​​de sermos supremacistas brancos e racistas. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Os Estados Unidos da América aceitam mais imigrantes do que qualquer outro país do mundo. A grande maioria dos imigrantes são “pessoas de cor”, e esses imigrantes estão desfrutando de liberdade e oportunidades econômicas não disponíveis para eles em seu país de origem, mas somos informados de que os Estados Unidos são o país mais racista e opressor do planeta, e se discordamos, somos chamados de racistas e xenófobos. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Os países capitalistas são os países mais prósperos do mundo. O padrão de vida é o mais alto nos países capitalistas. Vemos mais pessoas pobres subindo na escada econômica para a classe média e até mesmo para a classe rica por meio de seu esforço e habilidade nos países capitalistas do que em qualquer outro sistema econômico do mundo, mas somos informados que o capitalismo é um sistema opressor projetado para manter as pessoas para baixo. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Os países comunistas mataram mais de 100 milhões de pessoas no século XX. Os países comunistas privam seus cidadãos dos direitos humanos básicos, ditam todos os aspectos de suas vidas, tratam seus cidadãos como escravos e derrubam suas economias, mas somos informados de que o comunismo é o sistema econômico mais justo, equitativo, livre e próspero no mundo. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

O exemplo mais flagrante de Gaslighting é o conceito de “fragilidade branca”. Você passa a vida tentando ser uma boa pessoa, tentando tratar as pessoas com justiça e respeito. Você rejeita o racismo e a intolerância em todas as suas formas. Você julga as pessoas apenas pelo conteúdo de seu caráter e não pela cor de sua pele. Você não discrimina com base na raça ou etnia. Mas dizem que você é racista, não por causa de algo que você fez ou disse, mas apenas por causa da cor da sua pele. Você sabe instintivamente que acusar alguém de racismo por causa da cor da pele é em si racista. Você sabe que não é racista, então defende a si mesmo e seu caráter, mas lhe dizem que sua defesa de si mesmo é a prova de seu racismo. Então, nós nos perguntamos, estou louco? Não, você está sendo manipulado.

Gaslighting tornou-se uma das táticas mais difundidas e destrutivas da mídia atual e de alguns governos. É exatamente o oposto do que nosso sistema político deveria ser. Trata-se de mentiras e coerção psicológica, e não da verdade e do discurso intelectual. Se você já se perguntou se você é louco, não é. Pessoas loucas não são sãs o suficiente para se perguntar se são loucas. Então, confie em si mesmo, acredite no que está em seu coração. Confie em seus olhos sobre o que é dito. Nunca dê ouvidos às pessoas que dizem que você é louco, porque você não é, você está sendo manipulado.

Sófocles disse: *O que as pessoas acreditam prevalece sobre a verdade*

E é isso que a mídia está tentando explorar.
Não se permita ser MANIPULADO.

Texto não é de minha autoria, mas remete a uma sincera e necessária reflexão.

Crie confusão e perturbe o ambiente claro, assim apanharás facilmente a sua presa.
Vivemos uma época onde as informações são confusas e uma rede está armada.

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STF – OS EUNUCOS MORAIS

STF – OS EUNUCOS MORAIS.
Carlos José Ribeiro do Val

*Eunuco*
substantivo masculino
1. no Oriente, homem castrado que tinha a função de guardar as mulheres do harém.
2. POR ANALOGIA
indivíduo débil e impotente, física e/ou espiritualmente.

*Somente daqui a alguns anos a nação brasileira vai entender o tamanho do dano que o Supremo Tribunal Federal está fazendo com esse país*

E estão fazendo isso por diversas razões.

Uma delas é porque são um bando de egocêntricos apátridas embriagados pelo poder, psicologicamente imaturos, e que não tem grandeza moral para desempenharem o papel de juízes.

Eles são aproveitadores das benesses e das carcaças de um país apodrecido pela corrupção, cujos políticos ladrões são amparados pelo foro privilegiado, pela lentidão planejada da justiça, e pela fraqueza moral que impera principalmente naquela corte.

São coadjuvantes da destruição de uma democracia que começava a despontar, hipócritas de um teatro macabro, vassalos da criminalidade.

Esse fantasma vai seguramente assombrar os seus descendentes, mas nem isso os afeta.

Ao invés de guardiães da Constituição como se arvoram, são os prostitutos constitucionais, estafetas da imoralidade e da desesperança, gigolôs do poder absoluto das contravenções, e dos seus defensores feitos milionários pelo dinheiro do crime vindo dos cofres públicos, pelo Dinheiro dos Impostos que nós Brasileiros Pagamos.

Eles não sabem o que é construir uma nação.

*Eles se dobram a um líder corrupto, bêbado, vendedor de ilusões, e entregador de desgraças, que quebrou o país e as suas instituições*

Esses supostos juízes são mais baixos que os desinformados que votam no ilusionista pigmeu, amoral e analfabeto.

Eles são cúmplices do populismo devorador do progresso e do desenvolvimento.

São verdadeiros assassinos da evolução civilizatória de um povo.

Esses lenientes doentios, pretensos artistas eruditos de televisão, consumidos por uma vaidade injustificada com tintas de psicopatia, são os torpedeadores da esperança nacional.

Os trejeitos efeminados de um deles, na tentativa de projetar uma grandeza inexistente revela a fraqueza moral e a vaidade desmedida.

Os argumentos exagerados e mutantes do outro revela que Saulo Ramos tinha razão; é um juiz de merda.

As mudanças de opinião de outro revela o caráter mercantilista de sua personalidade e o DNA coronelista que não consegue disfarçar.

A necessidade de outro de agradecer o emprego arrumado pela mãe, através da amizade com a mulher do presidente ultrapassa todos os limites, chega a ser patética, se não fosse trágica, o seu clamor por generosidade para com o corrupto condenado.

Outro, advogado partidário, não precisaria estar lá, bastaria enviar o voto pelo correio, pois todos os brasileiros já sabem como vai votar.

*É um voto partidário, a favor do Crime digo, da criminalidade*

*Essa corte é o próprio retrato de Sodoma e Gomorra, chegamos ao fim dos tempos*

Depois de Lula, eles vão libertar Cabral, Cunha, Geddel, Palocci, Beira-Mar, só para mencionar uns poucos.

É só questão de mais um pouquinho de Tempo.

Esses exploradores do lenocínio político que se tornou a nossa nação transformaram a Suprema Corte em guardiã do assalto aos cofres públicos, protetora das máfias partidárias, masturbadores persistentes das mazelas nacionais.

A Quadrilha do STF é pior que Lula, Michel Temer, Palocci, Geddel, Lucio Vieira Lima, Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Eliseu Padilha, Romero Jucá, Jader Barbalho, juntos.

Esse pessoal só queria roubar a nação, eles tinham um propósito.

Mas eles não tinham o poder de condenar a nação ao eterno inferno do subdesenvolvimento e da violência.

Os políticos podem ser expulsos pelo voto, o que não é possível com os “Kalifas do STF”.

Que deveriam ser juízes em benefício do povo e não no próprio.

Eles só podem ser retirados pelo Congresso, onde estão os corruptos que os colocaram lá.

Eles tem o poder de condenar o país ao inferno do subdesenvolvimento, e decidiram fazer exatamente isso.

O pequeno e frágil conjunto de regras da democracia é constantemente estuprado pelos parasitas supremos, para proteger criminosos famosos.

Então eles são mais criminosos do que os criminosos que protegem.

Quem defende bandido, bandido é.

Veja-se a decisão da cassação da chapa Dilma-Temer, onde o Presidente na época prestou um serviço sujo ao seu mestre, deturpando a legislação e a constituição, para mostrar gratidão a quem lhe deu o emprego.

Veja-se o outro soltando o amigo e parceiro de negócios do Rio, Barata o Sócio nos Ônibus do Rio, por diversas vezes seguidas.

*Aos amigos tudo, aos inimigos a Lei*

E o outro que pediu vistas do caso do foro privilegiado, depois de já ter a maioria formada.

É ou não é um agente do obscurantismo defendendo o interesse dos seus mestres.

Os longos e hipócritas argumentos de proteção da constituição proferidos quando a televisão está filmando se esvaem quando, em lugar da proteção da constituição, entregam a cocaína da leniência populista e hipócrita para deleite dos saqueadores da nação.

São todos muito iguais, nomeados pelos criminosos que deveriam julgar, parceiros nos crimes contra a nação.

Eles são, da mesma forma que os corruptos, traidores da nação e dos brasileiros em geral.

*Diga-se por justiça, que não são todos iguais*

A Corte faz uma maioria macabra, mas existem almas solitárias que se rebelam contra isso, em homenagem à própria consciência, mas são minoria.

Essa corte poderia se chamar Supremo Tribunal da Fornicação, ou Tribunal da Eterna Prescrição.

Quadrilha que ao longo da sua história, julgou menos de 5% dos processos que lá chegaram.

*Vejam o caso de Renan Calheiros, com 11 processos e nenhum anda*

Romero Jucá, Eliseu Padilha, Michel Temer, Lucio Vieira Lima, só para mencionar alguns nomes. Meu Deus, o Brasil não merece isso.

Todos esse pessoal está protegido pelo STF.

E agora o princípio Lula vai valer para todos. Os criminosos da Lava Jato vão estar todos soltos, desfrutando do saque dos últimos anos, e dividindo com os coadjuvantes dessa obra grotesca.

Esses juízes não se importam se os seus nomes fizerem parte do esgoto da história.

Eles querem o aqui e agora… que se Fôda o futuro.

São hedonistas, amorais radicais, midiáticos embriagados, não se importam em ser vilões, desde que sejam remunerados adequadamente e estiverem na TV.

O maior mercador da Corte se comporta como Primeiro Ministro e degusta da mesma forma o poder sobre o presidente e parlamentares enrolados, como do comando dos jagunços de Mato Grosso.

Ele aprecia muito os dois papéis.

Esse é o maior psicopata, que tem os políticos todos na mão, e sem nenhum pudor desfruta disso avassaladoramente.

O que fazer?

Precisamos no mínimo execrar esses personagens macabros da desgraça nacional.

Ir para ruas.

Introduzir mais leis de iniciativa popular.

Mudar a forma de indicar os juízes da Suprema Corte. Bandidos no Executivo, bandidos no Legislativo, e bandidos no Judiciário, todos se protegem, não farão leis que beneficiem o país, a não ser com pressão popular.

Votem em pessoas que nunca estiveram lá. Vamos trocar todos.

Só o povo na rua para acabar com esse incesto criminoso entre membros de todos os poderes. Vamos começar indo para rua , para tentar reverter o salvo conduto do molusco pinguço e doente.”

“(Nota: essa publicação tem autor e notoriedade pública)”

Agora, somente cabe a nós povo de bem; fazer circular, com a mais absoluta velocidade, tal qual à da luz, ok?

Por favor ajude as nossas Crianças e os nossos indefesos.

IMPOSSÍVEL A UM BRASILEIRO DE BEM NÃO DIVULGAR ESSE TEXTO E PRINCIPALMENTE NÃO SEGUIR SUAS RECOMENDAÇÕES
SE NÃO INICIARMOS JÁ UMA COMPLETA FAXINA NESSE SUPREMO E NO GALINHEIRO DO CONGRESSO , NÃO RESTARÁ NEM CINZAS DO QUE UM DIA JÁ FOI UMA NAÇÃO.

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TRAIÇÃO NO GOVERNO?

Por muito pouco, Renato Feder não foi nomeado como novo ministro da Educação. Quando soube que uma pessoa ligada ao empresário Jorge Paulo Lemann estava para ser anunciado por Jair Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia movimentou sua assessoria e pediu para que lhe colocassem em contato telefônico com o presidente. Enquanto isso, pediu que deputados evangélicos “levantassem a ficha” de Feder.

Com um dossiê completo em mãos, Malafaia foi atendido por Bolsonaro em um telefonema e fez uma cobrança ao presidente da República: que ele não abandonasse suas crenças, que não abandonasse a Palavra de Cristo. Então Silas Malafaia resolveu ser mais direto ao ponto e praticamente exigiu que o presidente não colocasse à frente do MEC uma pessoa que defende a legalização das drogas.

Bolsonaro se mostrou surpreso com o que acabava de ouvir e pediu que Silas Malafaia explicasse melhor sobre o que estava falando. Foi aí que o líder da Assembleia de Deus mostrou “o outro lado” do currículo de Renato Feder, como a ligação com Lemann, a doação para a campanha de João Doria, e bom trânsito com ferrenhos críticos do governo, como MBL e Luciano Huck, além da boa relação com ONG’s e sindicatos ligados à partidos da extrema-esquerda.

*Jair Bolsonaro ficou bastante irritado e fez um desabafo a Silas Malafaia*. O presidente reclamou que *pessoas do governo não estão passando as informações completas como deveriam*. De acordo com apuração feita por O Congressista, essas pessoas são os generais *Walter Braga Netto*, ministro-chefe da Casa Civil, e *Luiz Eduardo Ramos*, da Secretaria de Governo. É a primeira vez que se tem notícia de Bolsonaro reclamando dos seus dois conselheiros mais próximos.

Outra informação levantada por O Congressista é que o presidente Jair Bolsonaro está bastante nervoso com o fato de vários veículos da imprensa brasileira terem noticiado ao longo de sexta-feira que a nomeação de Renato Feder para o MEC já estava definida. Bolsonaro também acredita que essas notícias foram ao ar por informações passadas por Braga Netto e Ramos para jornalistas.

Corre nos bastidores do Palácio do Planalto que a denominada “ala militar” do governo, encabeçada justamente por Braga Netto e Luiz Eduardo Ramos, trabalha incansavelmente para afastar Jair Bolsonaro dos seus apoiadores conservadores, que também são chamados de “olavistas” por esses militares. Acredita-se que o vazamento da informação sobre a nomeação de Feder foi motivada por esse objetivo.

Ainda não é possível afirmar que os dois citados estejam correndo risco de demissão, já que eles ocupam funções bastante estratégicas dentro do governo. Porém, até mesmo outros militares como General Heleno e Tarcisio Gomes de Freitas acreditam que Braga Netto e Ramos estão “passando dos limites” na briga contra os apoiadores conservadores do presidente.

Vale lembrar que assim como Renato Feder, Carlos Alberto Decotelli também era uma indicação de Braga Netto e Ramos. Portanto, já são dois nomes que a chamada cúpula positivista do governo tentou levar para o MEC e não conseguiu. E as duas derrotas aconteceram na mesma semana.

Fontes consultadas por O Congressista informaram que Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do MEC, Sérgio Sant’Ana, ex-assessor do próprio Weintraub, e Ilona Becskeházy, atual secretária de Educação Básica do MEC, continuam com chances de serem o escolhido, mas o candidato mais forte é Anderson Correia, ex-presidente da Capes e atual reitor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica. Trata-se de um militar que também é evangélico e que já é conhecido de Bolsonaro há bastante tempo.

*Fonte* – O Congressista

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EM DEFESA DA VIDA

Sábado, 27 de junho de 2020

A TODOS OS QUE DEFENDEM A VIDA E A FAMÍLIA,

A deputada Natália Bonavides (PT-TN), relatora do PL 1444/2020 e dos demais apensados ao projeto, apresentou na quarta feira dia 24 de junho um substitutivo contendo uma síntese dos vários projetos que estavam apensados ao PL 1444/2020, referentes a medidas de apoio à mulher vítima de violência durante a pandemia de Coronavirus.

Este substitutivo deveria ter sido votada na quinta feira dia 25 de junho, mas a pedido de vários deputados, para os quais não estava claro se o projeto realmente promovia do aborto, foi retirado de pauta. Pretende-se votar o substitutivo na quarta ou quinta feira dias 1 ou 2 de julho.

O desafio para os que defendem a vida e a família nesta semana será o de mostrar claramente aos parlamentares que o projeto realmente contempla a promoção do aborto.

O relatório da Deputada Natália, juntamente com o substitutivo, pode ser lido na íntegra neste endereço:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/Relatorio-2020-06-24.pdf

Segue uma breve análise dos problemas do substitutivo, acompanhado de um resumo do que pode ser feito.

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HISTÓRICO ESSENCIAL.

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Um breve histórico é essencial para entender-se por que uma lei que não menciona o aborto em nenhum momento pode ser aprovado com o fim de promover a sua prática.

Os grandes iniciadores da Cultura da Morte foram, entre os anos 60 e 90, as Fundações Rockefeller e Ford, às quais, a partir dos anos 90, foram se agregando, a convite da Fundação Ford, após a apresentação, por parte desta, da Nova Estratégia de Direitos Sexuais e Reprodutivos para os anos 90, uma grande quantidade de outras fundações e organismos internacionais.

No Brasil a Cultura da Morte se estabeleceu no Brasil quando, em 1989, a Fundação McArthur decidiu, em cooperação com a Fundação Ford, concentrar seus esforços para promover a legalização do aborto em quatro países estrategicamente escolhidos: o Brasil, o México, a Índia e a Nigéria. Ao mesmo tempo criou-se em São Paulo, no Hospital do Jabaquara, o primeiro
serviço para disponibilizar gratuitamente à população abortos em casos de estupro. A Fundação McArthur trabalhou para ampliar a rede destes serviços para todo o Brasil, financiou os estudos de vários futuros líderes do movimento a favor do aborto, incluindo a professora Débora Diniz, a qual veio a se tornar uma de principais ativistas do aborto no Brasil, promoveu a propaganda entre os médicos brasileiros para que estes pedissem regularmente alvarás judiciais sempre que encontrassem uma gestação de um bebê defeituoso com a finalidade de criar predcedentes legais para a ADPF 54 que sentenciou a favor do aborto dos anencéfalos, criou a Rede Feminista
de Direitos Sexuais e Reprodutivos, uma rede da qual participaram várias centenas de organizações a favor do aborto, apoiou a edição da Norma Técnica do Ministério da Saúde sobre o aborto em casos de violência sexual, financiou editoras de livros didáticos sobre educação sexual, criou e trouxe para o Brasil uma grande variedade de ONGs que trabalharam pela promoção do aborto, assessorou o governo para promover a legalização do aborto no país. No meio feminista todas sabiam que se alguém precisasse de recursos para promover o aborto, bastava recorrer à Fundação MacArthur.

Em 2002 a Fundação McArthur publicou um relatório sobre o que havia aprendido no Brasil. Neste relatório ela afirmava que, diante dos esforços que haviam sido desenvolvidos pela Fundação na década de 90, o Brasil já estava pronto para legalizar o aborto, bastantodo para isto que o governo apresentasse uma proposta de lei neste sentido.

O Relatório de 2002 da Fundação McArthur pode ser lido neste endereço:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/MacArthurLessonsLearned.pdf

Seguindo as recomendações da MacArthur, entre os principais passos do governo Lula no sentido de legalizar o aborto estão, em primeiro lugar, a publicação, em 2004, pelo Ministério da Saúde, de uma Norma Técnica sobre o Tratamento dos Agravos à Violência contra a Mulher, na qual a gestante que pretendesse realizar um aborto em caso de estupro não necessitaria mais provar o estupro, nem sequer apresentar um boletim de ocorrência. Bastaria sua palavra, que deveria ser aceita com presunção de credibilidade pelos médicos.
Conforme a Norma, para que a gestante pudesse pedir um aborto, não deveria ser exigida nenhuma prova ou documento comprovando o estupro.
Bastaria “A PALAVRA DA MULHER QUE BUSCA OS SERVIÇOS DE SAÚDE AFIRMANDO TER SOFRIDO VIOLÊNCIA, A QUAL DEVERÁ TER CREDIBILIDADE, ÉTICA E LEGALMENTE, DEVENDO SER RECEBIDA COM PRESUNÇÃO DE VERACIDADE”.

A Norma Técnica definia, ademais, o conceito de “ATENDIMENTO INTEGRAL EM CASOS DE VIOLÊNCIA” que, segundo a Norma, ainda vigente, inclui
“O ENCAMINHAMENTO PARA O ABORTO EM CASOS DE GRAVIDEZ RESULTANTE POR ESTUPRO OU, POR ANALOGIA, POR QUALQUER OUTRA FORMA DE VIOLÊNCIA SEXUAL”.

Em seguida, o presidente Lula encaminhou à Câmara, em setembro de 2005, sob a forma do Substitutivo do PL 1135/1991, um projeto que revogava todos os dispositivos do Código Penal que tipificavam qualquer forma de aborto, fazendo com que, deste modo,nenhum tipo de aborto pudesse ser considerado crime. Com isto, se o projeto tivesse sido aprovado, a prática do aborto estaria legalizada durante todos os nove meses da gestação.

Entretanto, o projeto não prosperou, o que levou o governo a, pouco a pouco, criar uma nova estratégia que consistiu na introdução da política de redução de danos e da Lei do Cavalo de Tróia, reinterpretando o significado dos conceitos de violência e de aborto.

A Política de Redução de Danos tentou ser introduzida no Brasil, sem sucesso, em 2012 e 2013. O médico pernambucano Olímpio Moraes comenta no vídeo abaixo como a estratégia da Redução de Danos obteve sucesso em alcançar a legalização do aborto no Uruguai e como o Ministério da Saúde empenhou-se em seguir a mesma estratégia no Brasil:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/ReducaoDanos.zip

Mais sucesso, porém, teve a aprovação em agosto de 2013 da Lei Cavalo de Tróia, a Lei 12.845/2013, sancionada pela presidente Dilma.

Uma cronologia detalhada de como, com ajuda das Fundaçõesinternacionais, chegou-se à aprovação da Lei Cavalo de Tróia pode ser lido, ano a ano, desde o final dos anos 80 até 2013, neste documento:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/CronologiaLei12845.pdf

A própria Lei 12.845/2013 pode ser consultada neste endereço:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2013/Lei/L12845.htm

A Lei Cavalo de Tróia, usando propositalmente uma manipulação semântica semelhante à política de redução de danos, estabelece fundamentalmente os seguintes três pontos:

[1] O artigo 1 da lei obriga todos os hospitais do SUS a oferecerem ATENDIMENTO INTEGRAL E MULTIDISCIPLINAR às vítimas de violência sexual:

ARTIGO 1. TODOS OS HOSPITAIS DO SUS DEVEM OFERECER ÀS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA
SEXUAL ATENDIMENTO INTEGRAL E MULTIDISCIPLINAR, VISANDO AO TRATAMENTO DOS AGRAVOS FÍSICOS E PSÍQUICOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL.

Note-se que, segundo a Norma Técnica de 2004, ATENDIMENTO INTEGRAL E
MULTIDISCIPLINAR À VIOLÊNCIA SEXUAL inclui o ABORTO.

[2] O artigo 2 da lei redefine o conceito de violência sexual e, por analogia, de estupro:

ARTIGO 2. CONSIDERA-SE VIOLÊNCIA SEXUAL, PARA OS EFEITOS DESTA LEI, QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA

Para a Lei 12.845, tal como afirmou o Dr. Olimpio em seu vídeo sobre redução de danos, o estupro não é mais uma relação sexual obtida por meio da violência. A partir da Lei 12.845, segundo o Dr. Olimpio, se uma mulher é casada mas não queria a relação sexual com seu marido, isto já configura estupro e os médicos não tem competência para julgarem as afirmações das
mulheres.

[3] O artigo 3 da Lei Cavalo de Tróia estabelece, em palavras ambíguas, que todos os hospitais do SUS são obrigados a oferecerem aborto para as mulheres que declararem não terem consentido na sua relação sexual. Mas em vez de utiliar a palavra aborto, a lei obriga a oferecer A PROFILAXIA DA GRAVIDEZ:

Artigo 3, §4. O ATENDIMENTO IMEDIATO, OBRIGATÓRIO EM TODOS OS HOSPITAIS
INTEGRANTES DA REDE DO SUS, COMPREENDE A PROFILAXIA DA GRAVIDEZ.

Os dicionários modernos afirmam que profilaxia é A ATIVIDADE MÉDICA DESTINADA A EVITAR A PROPAGAÇÃO DE DOENÇAS.

A palavra vem do grego. PRO significa ANTES e FÍLAX significa GUARDIÃO.

Originalmente significando VIGIAR COM ANTECEDÊNCIA, nas linguas modernas SOMENTE É USADO EM RELAÇÃO A DOENÇAS. A expressão PROFILAXIA DA GRAVIDEZ, nunca usada antes na terminologia médica ou jurídica, é uma invenção da Lei Cavalo de Tróia, que passou a considerar a gravidez no mesmo nível de uma
doença.

Considerando o que é estabelecido nos artigos 1 e 2 da lei, conclui-se que PROFILAXIA DA GRAVIDEZ é uma expressão que inclui o aborto. A expressão foi propositalmente introduzida para que o sistema de saúde e os tribunais fossem obrigados a darem esta interpretação ao termo, apesar de que a palavra aborto não é usada no documento.

Para completar o conjunto somente faltava aprovar uma lei
orçamentária que liberasse verbas quantidade suficiente para poder
financiar os hospitais do SUS para estes pudessem construir e equipar
as instalações destinadas a executar a “PROFILAXIA DA GRAVIDEZ”. Para isto já não seria necessário mais mencionar o aborto na lei orçamentária. Bastaria aprovar uma lei destinada a liberar recursos para combater a violência contra a mulher a o dispositivo legal já permitiria financiar o aborto.

Foi o que aconteceu em 2014, quando foi proposto o projeto de lei 7371/2014, corretamente apelidado de PROJETO DO ABORTODUTO.

Há dois vídeos que vale a pena rever sobre o que aconteceu em 2014. O primeiro é o PL 7371 ABORTODUTO:

O outro é O QUE ESTÁ POR TRÁS DO PL 7371:

Os dois videos são curtos e diretos. O Projeto do Abortoduto, tratando aparentemente apenas criar fundos para custear treinamento e comprar “EQUIPAMENTOS DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES”,

fossem o que fossem estes equipamentos que o projeto não especificava,
estava na realidade preparando a implantação de um programa semelhante
ao da Redução de Danos já implantado no Uruguai, que levou à legalização do aborto naquele país. Médicos e peritos em administração hospitalar comentavam que nunca haviam ouvido falar de qualquer coisa que pudesse ser um “EQUIPAMENTO DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES”.

A expressão “EQUIPAMENTO DE COMBATE À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES” aparentemente tratava-se de um eufemismo para estabelecer consultórios médicos para catapultar a política de redução de danos em matéria de abortos em todo o Brasil.

O PL 7371/2014 pretendia além disso criar um FUNDO NACIONAL DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES, obtido principalmente através de verbas de origem internacional, mas a pressão dos brasileiros que
conseguiram denunciar as verdadeiras pretensões da iniciativa conseguiu
fazer com que o mesmo fosse retirado de pauta.

Na realidade, o que se combateu não foi a própria aprovação do projeto, mas o que se defendeu foi a sua aprovação com um artigo adicional que explicitasse que “NENHUM DOS RECURSOS ESPECIFICADOS NO PROJETO A SER APROVADO PODERIA SER APLICADO EM EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS OU ATIVIDADES QUE ENVOLVESSEM, DIRETA OU INDIRETAMENTE, O ABORTO PROVOCADO”.

As deputadas da bancada feminista recusaram-se a aceitar a proposta e
preferiram retirar definitivamente o projeto de pauta, em vez aceitarem
a contraproposta e criarem um fundo que, supostamente não tratando de aborto, apenas ajudaria a combater a violência contra a mulher.

O projeto foi retirado de pauta no dia 21 de fevereiro de 2017 e nunca mais foi reapresentado.

Agora estamos vendo ser proposto novamente o mesmo projeto.

Estão tirando proveito do fato de que

1. Devido à epidemia de coronavirus a maioria dos deputados não está em Brasília,

2. Na nova legislatura muitos dos deputados são novatos, não estavam no Congresso em 2014, e não se lembram do episódio do Projeto do Abortoduto.

3. Muitos dos brasileiros já se esqueceram do episódio do Abortoduto de 2014.

4. Alega-se que durante a pandemia do Coronovirus a violência contra a mulher aumentou e a mulher brasileira está desprotegida.

Com tudo isto, as feministas querem aprovar novamente, através do
substitutivo do PL 1444/2020, serviços e fundos para combater a violência contra a mulher, mas novamente sem acrescentar um artigo que proíba a utilização destes recursos para promover ou financiar o aborto no país.

É importante, para podermos dialogar com os parlamentares e seus gabinetes, que entendamos claramente onde o projeto revela que está abrindo as portas não apenas para a prática do aborto no Brasil, mas uma possível futura legalização.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. I. A LEI DO
CAVALO DE TRÓIA.

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O substitutivo mostra, em vários de seus artigos, que pretende incluir o oferecimento do aborto entre suas metas.

Mas, mesmo que não fosse o caso, depois da aprovação da Lei 12.845/2013 do Cavalo de Tróia, qualquer projeto que estabeleça fundos ou recursos extraordinários para prevenir a violência contra a mulher poderá ser utilizado para a promoção e o financiamento de serviços de aborto, sob a roupagem da Redução de Danos.

Neste sentido, a Lei 12.845/2013 do Cavalo de Tróia é a verdadeira origem dos problemas causados pelo substitutivo. Em primeiro lugar, deveríamos expliocar aos parlamentares a urgência em revogar a Lei do Cavalo de Tróia.

Já existe em tramitação um Projeto de Lei que revoga a Lei Cavalo de Tróia. É o PL 6055/2013, apresentado pelo deputado Pastor Eurico e mais 13 autores.

É necessário apresentar aos parlamentares a urgência colocar em votação e aprovar o PL 6055/2013. O projeto, bastante simples, pode ser consultado neste endereço:

https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra?codteor=1113741&filename=Tramitacao-PL+6055/2013

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO.
II.NECESSIDADE DE ACRESCENTAR UM ARTIGO PROIBINDO O ABORTO.

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Tal como aconteceu no PL 7371/2014 do Abortoduto, é necessário insistir com os parlamentares para que se acrescente ao substitutivo do PL 1444/2020 o seguinte artigo expressando claramente que:

“NENHUM DOS RECURSOS ESPECIFICADOS nesta lei PODERá SER APLICADO EM EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS OU ATIVIDADES QUE ENVOLVaM, DIRETA OU INDIRETAMENTE, O ABORTO PROVOCADO”.

Será importante deixar claro que, caso o projeto tenha realmente sido feito de boa fé, como se alega, e visa apenas para combater a violência contra a mulher sem promover o aborto, não deveria haver nenhum problema nem prejuízo em se acrescentar este artigo.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. III. SUPRESSÃO DO ART. 5ºD INCISO II. DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS.

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O artigo 5D, Inciso II do substitutivo deve ser removido.

Ele estabelece claramente que o aborto está incluído como uma das metas do projeto:

ART. 5D. COM VISTAS AO EFETIVO CUMPRIMENTO DA LEI N° 11.340 DE 7 DE
AGOSTO DE 2006, AS POLÍTICAS PARA PROTEÇÃO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FUNCIONARÃO DE MODO A GARANTIR COMO PRIORIDADE:

II- O PLENO FUNCIONAMENTO DOS SERVIÇOS ESSENCIAIS DE SAÚDE PARA MULHERES E
MENINAS, INCLUINDO SERVIÇOS DE SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA.

Ora, a expressão “SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA” é conhecida por todos como um eufemismo para aborto.

A política de direitos sexuais e reprodutivos foi criada a nível mundial pela Fundação Ford quando eta publicou, em 1990, o relatório intitulado “REPRODUCTIVE HEALTH: A STRATEGY FOR THE 1990S”. O relatório e um resumo
em portugues podem ser consultados nestes endereços:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/ford_reproductive_health_strategy.pdf

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/fordfoundation-1990.pdf

A idéia da Fundação Ford era a de suavisar a apresentação dos programas conhecidos sob a expressão de controle populacional, para que estes passassem a ser apresentados sob o eufemismo de SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA, ao mesmo tempo em que os atores básicos a serem financiados para promover estes programas não seriam mais as autoridades de saúde mas as próprias mulheres e ONGs feministas que passariam a ser criadas, promovidas e financiadas pelas fundações.

O relatório afirma explicitamente que a nova estratégia “INCLUIRÁ PROJETOS DIRECIONADOS ÀS NECESSIDADES ESPECÍFICAS DA MULHERES E IRÁ PROMOVER A DISCUSSÃO E A EDUCAÇÃO SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA, A QUAL NÃO PODERÁ OMITIR-SE EM RECONHECER A NECESSIDADE DE PROMOVER O ABORTO SEGURO”.

O conceito de saúde sexual e reprodutiva, criado pela Fundação Ford em 1990, passou a difundir-se mundialmente através das Conferências da ONU de População (Cairo, 1994) e da Mulher (Pequim, 1995). A expressão sempre foi usada como eufemismo para incluir o aborto sem necessidade de mencioná-lo. Não há como desconhecer que é exatamente a mesma expressão que foi incluída no Substitutivo da deputada Natália Bonavides. Ela não está ai por acaso. Ela mostra claramente a que veio o projeto.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. IV. SUPRESSÃO DO ART. 5ºD INCISO I. DISQUE ABORTO.
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O artigo 5D, inciso I, também deve ser totalmente suprimido.
Este dispositivo institui um serviço que, tendo em vista o declarado no projeto sobre DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS, poderá servir de base para a construção de um DISQUE ABORTO.

O artigo 5D inciso I estabelece que:

ART. 5ºD COM VISTAS AO EFETIVO CUMPRIMENTO DA LEI N° 11.340 DE 7 DE AGOSTO DE 2006, AS POLÍTICAS PARA PROTEÇÃO DE MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA, FUNCIONARÃO DE MODO A GARANTIR COMO PRIORIDADE:

I- A DISPONIBILIZAÇÃO DE CANAL EXCLUSIVO PARA ATENDIMENTO PSICOLÓGICO DAS MULHERES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR, A PARTIR DE SÍTIO ELETRÔNICO DA INTERNET OU POR TELEFONE, DANDO-SE MÁXIMA DIVULGAÇÃO NOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO.

Considerando que o teor de todo o projeto é no sentido de dar PRIORIDADE À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA, fornecendo orçamento e recursos para o trabalho de entidades cujo estatuto e financiamento já é destinado para estas finalidades, este artigo dará ensejo à criação de um DISQUE ABORTO.

As ONGs feministas estavam abertamente mencionadas nas versões anteriores do projeto, sob a denominação REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS
MULHERES, que segundo documento da Secretaria das Políticas das Mulheres do governo Dilma, incluem as ONGs feministas.

No substitutivo apresentado as ONGs feministas são apenas indiretamente mencionadas, quando o projeto estabelece que os serviços a serem prestados devem ser articulados com a “REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO” (artigo 5C inciso II).

Deve-se considerar, além do perfil das organizações que serão responsáveis pelo serviço, a Lei Cavalo de Tróia 12.845/2013, sancionada pela presidente Dilma, já passou a considerar violência, para efeitos da lei, “QUALQUER
RELAÇÃO SEXUAL NÃO CONSENTIDA”, depois da qual a mulher deverá ser encaminhada à “PROFILAXIA DA GRAVIDEZ”.

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ANÁLISE DO SUBSTITUTIVO. V. SUPRESSÃO DO ART. 5ºC. BOLSA ABORTO.

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Além dos artigos anteriores, deve ser suprimido também todo o artigo
5C.

Este artigo estabelece um PROGRAMA DE ALUGUEL SOCIAL EMERGENCIAL NO VALOR DE R$ 450,00 MENSAIS por seis meses, prorrogáveis por um ano, para as mulheres que não obtenham vagas em casas abrigos ou estabelecimentos congêneres. No entanto, à medida em que o texto prossegue, observa-se que a finalidade do programa é muito mais ampla do que apenas o auxilio ao pagamento do aluguel da vítima de violência.

O inciso II do artigo 5C estabelece que o programa de aluguel emergencial deve ser oferecido com

II. A ARTICULAÇÃO COM A REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO PARA OUTROS
SERVIÇOS, PROGRAMAS E BENEFÍCIOS DA REDE SOCIOASSISTENCIAL E DAS DEMAIS
POLÍTICAS PÚBLICAS

E o inciso III do mesmo artigo 5C estabelece que o programa de aluguel emergencial deve ser oferecido também em articulação com

III. A REDE DE SAÚDE PARA ACESSO A MEDICAMENTOS.

Ora, o projeto estabelece

[1] que o auxílio-aluguel deve ser oferecido em conjunto com a rede
de saúde para acesso a medicamentos

[2] o projeto inclui o aborto ao estabelecer como prioridade o pleno
funcionamento dos serviços essenciais de saúde para mulheres,
incluindo serviços de saúde sexual e reprodutiva.

Daí conclui-se evidentemente que

[3] o artigo 5C está planejado para poder transformar-se em uma
BOLSA ABORTO.

Fora o fato que o auxílio aluguel, se realmente se restringisse ao aluguel, conforme diz o nome, não faria sentido se o problema a ser resolvido fosse especificamente a violência contra a mulher, e não a falta de moradia em geral.

A maioria dos casos de violência doméstica são resolvidos pelo afastamento do agressor, e não pelo afastamento da vítima de seu lar.Nos raros casos em que é realmente necessário transferir a vítima a um abrigo, supõe-se que a medida deva ser tomada imediatamente em regime de urgência, sem tempo para aguardar que a vítima busque, com apenas 450 reais no bolso, um local adequado para alugar e abrigar a si e seus filhos.

Ademais, a transferência da mulher vítima de violência, em vez afastar judicialmente o agressor, normalmente revitimiza a própria vítima,que além da violência, perde seu próprio local de redsidência e o apoio de vizinhos e conhecidos e parentes que residem nas proximidades. Segundo especialistas da área, na maioria ou quase totalidade dos casos, é a própria mulher não deseja ser transferida para um abrigo.

Disponibilizar 450 reais, rotulados como benefício de aluguel, não remove o agressor e dificilmente irá redundar na imediata remoção da vítima de violência, nos poucos casos em que esta medida seja necessária.

A bolsa deverá ser oferecida, como diz o projeto, em articulação com a REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO, que era claramente apontada nas primeiras versões do projeto como a REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES. Em documento do governo Dilma ainda em vigor, esta REDE DE ENFRENTAMENTO, inclui expressamente as ONGs feministas e tem como objetivo assessorar as mulheres na obtenção dos abortos previstos em lei. Isto pode ser visto no seguinte documento:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/Aborto-RedeEnfrentamento.pdf

Conforme pode-se ler neste documento, a REDE DE ENFRENTAMENTO À VIOLÊNCIA CONTRAS AS MULHERES é composta, por “ONGS FEMINISTAS”, com atribuições de “PRESTAR ACOLHIMENTO E ORIENTAÇÃO JURÍDICA ÀS MULHERES PARA OBTENÇÃO DE ABORTOS EM CASOS DE ESTUPRO”, que agora, desde a Lei Cavalo de Tróia,
significa “QUALQUER RELAÇÃO SEXUAL NÃO CONSENTIDA”.

Diz também o Substitutivo, que o benefício aluguel deverá, além da articulação com a REDE DE PROTEÇÃO E ENCAMINHAMENTO, articular-se com A REDE DE SAÚDE PARA ACESSO A MEDICAMENTOS que incluirão, pelo que afirma o proprio projeto, OS MEDICAMENTOS DESTINADOS À SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA, uma expressão que sabidamente inclui o aborto.

Então já não se trata mais de um simples benefício de aluguel, como afirma o projeto, mas poderá na realidade servir para qualquer outra coisa.

Na realidade, este benefício parece destinado a converter-se em dos inúmeros artifícios legais que, nesta época de pandemia, sem o estabelecimento de claras medidas de supervisão, poderão abrir portas graves para o desvio de fundos, inclusive para casos que não correspondam à tipificação de violência contra a mulher.

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7. O QUE FAZER.

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[1] MANIFESTAR-SE JUNTO À PRESIDÊNCIA DA CÂMARA E ÀS LIDERANÇAS DAS BANCADAS

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Enviem um mail, telefonem e manifestem-se nas redes sociais do presidente da Câmara e dos deputados líderes de bancada.
Mostrem-lhes, com grande educação, mas com firmeza e clareza, que o povo já compreendeu o que está por trás do Substitutivo do PL 1444/2020.

Peçam-lhes que:

I. Coloquem em pauta e votem o PL 6055/2013, que revoga a Lei 12.845/2013 (Lei Cavalo de Tróia), a verdadeira causa de todos estes problemas.

II. Acrescentem ao substitutivo do PL 1444/2020 um artigo expressando claramente que:

“NENHUM DOS RECURSOS ESPECIFICADOS NESTA LEI PODERÁ SER APLICADO EM
EQUIPAMENTOS, SERVIÇOS OU ATIVIDADES QUE ENVOLVAM, DIRETA OU INDIRETAMENTE,
O ABORTO PROVOCADO”.

III. Suprimam o artigo 5D, Inciso II do substitutivo que inclui no projeto os DIREITOS SEXUAIS E REPRODUTIVOS.

IV. Suprimam o artigo 5ºD, Inciso I, que cria o DISQUE ABORTO.

V. Suprimam todo o Artigo 5ºC, que estabelece a BOLSA ABORTO.

VI. Fique claro que o projeto realmente foi apresentado para incluir nela, como em outro cavalo de Tróia, a promoção do aborto.

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[2] COMO ESCREVER E TELEFONAR

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NÃO IMPORTA A QUAL AUTORIDADE ESTEJA SE DIRIGINDO, SEJA EDUCADO AO EXTREMO MAS FIRME E CLARO NA EXPRESSÃO DE SUAS POSIÇÕES.

MAIS IMPORTANTE DO QUE O MAIL É TELEFONAR DE VIVA VOZ E MANIFESTAR-SE
NAS REDES SOCIAIS.

A. Estamos em uma Democracia. Insistam em comunicar-se e fazer com que mais pessoas se comuniquem. Não deixem a tarefa apenas para autoridades e especialistas. Isto vai fazer toda a diferença. O Brasil não é Monarquia nem Aristocracia. Todos participam do poder.

B. A TODOS OS QUE SE DIRIGIREM, USEM DO MAIOR RESPEITO EM QUALQUER
CIRCUNSTÂNCIA. SEJAM SEMPRE EDUCADOS AO EXTREMO, MAS NÃO DEIXEM DE EXPOR
CLARAMENTE SEUS PONTOS DE VISTA.

C. Não copie e cole. Não faça nada padronizado. Use suas próprias palavras. Seja você mesmo. Mostre que o que você diz é a expressão de sua própria cidadania, e não da dos outros. Não delegue suas obrigações políticas aos outros.

D. É muito importante que além de escrever e-mails e telefonem de viva voz, explicar claramente aos assessores dos deputados o que realmente está por detrás do Substitutivo do PL 1444/2020.

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EMAILS, TELEFONES E REDES SOCIAIS DAS LIDERANÇAS DAS BANCADAS NA CÂMARA

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Os mail e endereços são os mesmos que estavam em comunicados anteriores.

Os que já os tiverem deletado, podem recuperá-los aqui:

http://www.pesquisasedocumentos.com.br/mails.pdf

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LEMBRANÇAS DE UMA INFÂNCIA

LEMBRANÇAS DE UMA INFÂNCIA
Por Antonio Kolicheski

“A nossa vida é aquilo que os nossos pensamentos fizeram dela”. (Marco Aurélio)

A vontade de decifrar mistérios e compreender a complexidade do pensamento filosófico aguçou-se com as remessas pelo correio de um curso para formação de detetives particulares que um menino, vizinho meu, fez no inicio dos anos 60.
Lembro-me das instruções de Lombroso nas apostilas de iniciação de como coletar retalhos de pistas para aos poucos completar com sucesso uma investigação. Cada detalhe juntado pode ser útil para compor o todo a ser decifrado.
Da fábrica de doces, anexa à escola de detetives improvisada na varanda dos fundos da casa ao redor do poço, vinha o aroma das gelatinas bicolores cortadas em retângulos finos passadas no açúcar cristalizado que secavam nas estufas do lado de fora.
O apiário próximo, na sombra das laranjeiras, endereçava todas as suas operárias para as telas da porta daquele paraíso de açúcar. Inebriadas pelo cheiro do caramelo derretido nas formas de chupetas de neném com um cabinho de madeira, arremessavam-se zumbido iradas por serem indesejadas.
O doceiro odiava as abelhas que atacavam os seus produtos para o público infantil, mas amava a parada das charretes, geralmente às quintas-feiras, quando as perfumadas moçoilas da Vila prá lá do cemitério municipal desciam pra comprar suspiros. Depois elas seguiam para o seu destino, o terreiro logo adiante.
Naquelas noites, os atabaques rugiam ferozmente o ponto “pega homem” encomendado pelas biscates e a cantoria se prolongava e me fazia adormecer ouvindo o coro repetido: “na beira do carirí, eu ví um tôro gemê, eu ví um tôro mugí”
Ontem eu lia frases do imperador Marco Aurélio e escolhi a do pensamento pra compartilhar.
Aí você acrescentou a vontade de fazer e comecei a pensar sobre o assunto “to be or not to be” [“Ser ou não ser” de Shakespeare em Hamlet] e no “penso, logo existo”.
De fato somos nossos pensamentos com um amontoado de realizações. Alguns poucos feitos de nossas vidas são lembrados porque os salvamos da vala comum do esquecimento. Não sei bem o porquê, talvez ninguém saiba.
Há uma frase poética daquela compositora do Roberto Carlos, a Isolda, que talvez nos dê um oriente: “das lembranças que tenho na vida você é a saudade que gosto de ter”.
Gostamos de recordar passagens boas de nosso passado. Lembranças ruins nos esforçamos pra esquecer.
Recentemente fiquei conhecendo a história da inspiração do poema da Isolda. Ao perder um muito querido irmão em um acidente de automóvel ela escreveu o poema. Daí completa o pensamento: “só assim, sinto você mais perto de mim outra vez”.
A vontade de fazer pode ressuscitar momentos através dos pensamentos e eles podem ser vívidos e talvez até mais intensos do que os que realmente ocorreram.

Nota: O articulista está revivendo a infância do Editor deste Blog.

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APOIO AO BOLSONARO

28/05/2020 João Cesar de Melo

No último final de semana, assisti ao filme Dois Papas, “baseado em fatos reais”.
À direita da tela, é apresentado um alemão desconectado do mundo, sisudo, relutante a mudanças e com um passado ligado ao nazismo. À esquerda, um anjo latino americano, popular, leitor de Marx e de Paulo Freire, empenhado em reformar a igreja, inconformado com a desigualdade social e que – coitadinho − foi obrigado a se distanciar dos movimentos comunistas durante a ditadura militar na Argentina.
Durante todo o filme, mensagens socialistas são levadas ao público, culminando na eleição do Papa moderninho que tolera ditadores comunistas, mas não presidentes cristãos, que tentam reconstruir o papel da igreja e da família em seus países.
O filme termina com ele indo visitar o ex-Papa atrasado. Veem juntos a final da Copa no Brasil. A seleção da Argentina perde para a da Alemanha, mas o Papa moderninho dá mais uma lição ao mundo: abraça o representante do país vencedor, demonstrando o quanto os socialistas são tolerantes. Que lindo! A principal mensagem do filme visto por milhões de pessoas: o marxismo é a modernização do cristianismo.
Ah, já ia me esquecendo: o filme foi dirigido por Fernando Meirelles, da família que controla o Itaú, de onde saiu o fundador de um partido que se diz liberal, mas que se mostra cada dia mais alinhado com a esquerda em defesa do maior programa de cerceamento da liberdade econômica da história do Brasil.
Por todo o tempo em que assisti ao filme, fiquei me lembrando das declarações de Jair Bolsonaro na reunião ministerial do último dia 22 de abril, registradas em vídeo. Dei-me conta de que eu havia sido infectado pelo purismo ideológico que tanto favorece a esquerda.
Na ocasião da demissão de Sérgio Moro, publiquei no meu perfil pessoal no Facebook e no site do Instituto Liberal textos registrando minha indignação com Jair Bolsonaro, retirando meu apoio a ele. Por quê? Porque ele tentou interferir na Polícia Federal. Uau! Palmas para o trouxa que vos escreve!
Mencionei o filme apenas para ilustrar o mundo em que vivemos. Um mundo em que praticamente toda a produção cultural, toda a grande imprensa, igreja, universidades, organizações civis, movimentos disso e daquilo, partidos vistos como de “centro” e até grandes empresas promovem o socialismo. Há décadas, a população é bombardeada por uma propaganda extremamente bem-feita, pela qual as pessoas são convencidas a confiar ao estado seu bem-estar. As liberdades individuais mais importantes estão sendo destruídas. Neste momento, metade da população brasileira encontra-se quieta em casa, esperando políticos decidirem sobre seu futuro. Uma minoria não concorda, mas não tem meios para reagir. Estamos numa situação muito pior do que nos anos em que o PT estava no poder, porque hoje o inimigo está invisível. Nunca estivemos tão perto de nos tornarmos uma ditadura socialista, porque agora não temos um alvo para apontar. Apenas sentimos uma rede se levantando sobre nossos pés.
Quais armas temos para lutar contra isso?
Meia dúzia de parlamentares sem voz na imprensa, textos na internet e mais nada. Opa! Temos sim! Temos um presidente da república que vem tentando dar mais liberdade para as pessoas trabalharem, criarem seus filhos e se defenderem.
Quando tivemos isso de um presidente da república?
Nunca!
Não podemos cair nas arapucas da esquerda. A melhor arma que temos contra o avanço do socialismo é Jair Bolsonaro.
Muitos liberais precisam entender que política é uma guerra; e essa guerra está quase sendo vencida definitivamente pelo outro lado. Nós, daqui de baixo, não temos condições de escolher armas e soldados. Temos apenas que apoiar quem está enfrentando nossos inimigos. Precisamos ser pragmáticos, avaliar friamente os acontecimentos.
O fato é que nossas liberdades fundamentais estão sendo absurdamente reprimidas com apoio da imprensa e de toda a classe política e que Jair Bolsonaro vem há meses lutando contra isso, o que mereceria o apoio de qualquer liberal que se preze.
Jair Bolsonaro deve ser avaliado pelas pautas liberais que defende, não pelas que ele deixa de lado. Não são suas frases grosseiras que devem ser consideradas, mas seu esforço em promover avanços em áreas realmente importantes. Como um cidadão comum que destina voluntariamente parte do meu tempo à militância liberal, não me vejo em condição de rejeitá-lo por ele não ser o liberal dos meus sonhos.
No tal vídeo da reunião ministerial, tivemos ainda o prazer de ver Weintraub xingando de vagabundos os membros do STF e Damares dizendo que prefeitos e governadores que estão destruindo a economia deveriam ser presos. Eles manifestaram os sentimentos de milhões de cidadãos comuns. Manifestaram o que eu mesmo gostaria de dizer na TV. As pessoas precisam ouvir coisas assim, para se encorajarem a reagir às agressões que vêm sofrendo.
Portanto, volto à minha posição de meses atrás em apoio a Jair Bolsonaro. Farei as críticas que precisar, mas não me desgastarei com suas imperfeições. Não me pendurarei no muro da covardia, com medo de ser chamado de “bolsonarista”. Enquanto o vir defendendo as liberdades mais fundamentais, relevarei quaisquer outros desvios.

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EM BUSCA DE SENTIDO

EM BUSCA DE SENTIDO
“Uma vida sem sentido não vale a pena ser vivida”.
“Vivemos num mundo no qual a incerteza se tornou norma”.

Questões sobre o valor da vida que levamos se tornaram difíceis de responder porque os indicadores tradicionais desapareceram. Velhas certezas se desgastaram.
Elas incluíam:
1. A crença num Deus benevolente que nos governa;
2. O otimismo de que o progresso material fará as pessoas mais felizes; e
3. A confiança humanista numa virtude dos indivíduos que os inclina a construírem sociedades melhores.

Muitos dos que refletem hoje sobre essas questões:
1. Não têm certeza se há qualquer ordem superior moldando a condição humana (os ateus).
2. Duvidam da existência de uma estrutura absoluta dentro da qual seja possível emitir juízos (cépticos).

O pessimismo generalizado é comum entre os críticos:
1. Os esquerdistas tendem a culpar a economia capitalista e a lamentar a consciência social.
2. Os conservadores ressaltam o desgaste dos padrões morais, decorrentes de uma unidade familiar enfraquecida. A infância vem sendo desestabilizada. A presença de dois pais amorosos. A familiaridade com as degradações mais extremas disponíveis para as crianças nos meios de comunicação visual. A prevalência do abuso de drogas e de álcool e as elevadas taxas de depressão e de suicídios entre jovens revelam uma sensação de fracasso da esperança quanto ao futuro.

As respostas tradicionais às três questões fundamentais – que todos os seres humanos enfrentam – esvaíram-se:
– “De onde eu venho?”
– “O que devo fazer da minha vida?”
– “O que acontece comigo após a morte?”
Novas respostas não apareceram.

É possível que estejamos situados historicamente entre duas épocas, desgarrados numa espécie de terra-de-ninguém. O que está por vir se encontra em trabalho de parto. Viver na incerteza pode se tornar nossa condição permanente, se não procuramos encontrar sentido para as nossas vidas.

Excerto da obra Ego & Alma de John Carroll. Editora Danúbio, 2020

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CHINA: O PERIGO IMINENTE

UM TEXTO SEM TÍTULO

“Quando a URSS desintegrou-se e caiu o Muro de Berlim, muita gente pensou que o comunismo havia acabado. Ledo engano: nunca esteve tão vivo e perigoso. Mas a ameaça agora vem do outro lado do planeta.

O comportamento da China tem revelado que se trata da pior e mais temível ditadura que a humanidade já conheceu. Esqueçam a URSS, porque diante do dragão chinês Lênin e Stalin eram aprendizes de feiticeiro. O pavoroso regime nazista durou pouco mais de uma década e, felizmente, não deixou filhotes pelo mundo afora. Para quem gosta de números, basta dizer que estima-se que o regime implantado por Mao matou, só na China, mais gente do que a Segunda Guerra Mundial inteira. Detalhe: eram seus próprios compatriotas. Nem vou mencionar as mortes causadas por regimes inspirados por ele em outros países.

O regime chinês é muito mais ameaçador que outros regimes totalitários porque se trata de uma ditadura rica (como a URSS jamais foi), com meios tecnológicos nunca vistos, um poderio militar cada vez maior e com atuação global como nenhuma outra alcançou. A China, de forma cada vez mais explícita, apresenta seu projeto de hegemonia mundial, algo assustador e que precisa ser combatido o mais breve possível. O Ocidente precisa entender que no nosso planeta há vários mundos e os valores praticados em cada um deles são muito distintos. A China é um desses outros mundos. Não se pode tratar a China como as nações ocidentais tratam-se, umas às outras, simplesmente porque seu governo e seu povo têm valores e concepções de mundo totalmente diferentes e não estão dispostos a abrir mão deles para se comportar como achamos que todas as nações deveriam, inclusive porque acreditam que ninguém tem poder suficiente para obrigá-los a fazer isso.

Para a China, valores como liberdade, democracia respeito a direitos humanos são assuntos totalmente irrelevantes. Afinal, seu povo nunca conheceu a liberdade. Lá não há respeito a tratados e contratos, exceto quando lhes beneficiam. O Judiciário é uma simulação grotesca. Não se respeita a propriedade intelectual. Não há liberdade religiosa. É um regime racista, pois tem como política a eliminação física ou cultural de minorias étnicas, algumas das quais submetidas à força ao regime chinês, como é o caso do Tibet ou dos muçulmanos de Xinjiang, esses submetidos a “campos de reeducação”. Para a China só existe uma coisa: os interesses do partido comunista e seus líderes e burocratas e não há escrúpulos na busca desses interesses. Evidentemente, eles negam toda essa realidade.

Na China não existe mais privacidade. O controle sobre a internet é amplamente conhecido. Quem quiser usar o wi-fi de um aeroporto precisa usar um chip adquirido na China, ou seja, tudo o que for feito no telefone poderá ser rastreado. Não há “ponto cego” nas estradas chinesas. Todos os carros são fotografados em cada uma das estradas. Nas salas de aula os estudantes são filmados e recursos de inteligência artificial analisam as expressões dos alunos para saber se estavam atentos ou sonolentos durante as aulas. O que os professores dizem, claro, é gravado. Eu estive na Praça da Paz Celestial. Mais de 30 anos depois, ainda hoje a praça é cercada, todos que lá entram são revistados e cada poste tem, no mínimo, seis câmeras. Enquanto eu turistava, por uns 40 minutos, fui abordado duas vezes por pessoas à paisana, perguntando o que eu estava fazendo ali (também fui abordado enquanto passeava na Cidade Proibida). Até hoje os chineses não sabem o que se passou naquele lugar e quantas pessoas morreram (estima-se que 10 mil). Quando George Orwell escreveu “1984” não podia imaginar que, comparado ao regime chinês, sua obra seria um conto brejeiro sobre uma noite de verão.

Dito isso, agora se observa que ao regime chinês não é suficiente exercer uma implacável censura e sufocar qualquer forma de oposição dentro das suas fronteiras. Pretende exercer essa censura pelo mundo afora, determinando o que as pessoas podem dizer ou não a respeito do seu regime cruel. A China nos pretende “conceder o direito” apenas de elogiá-la, já que a ditadura de Xi Jin Ping não aceita qualquer espécie de crítica. Quem a critica fica sujeito a sanções comerciais. Ou seja, uma espécie de chantagem: o silêncio sobre o regime atroz é obtido mediante ameaça. O regime contrariado com as opiniões de uma pessoa usa isso para ameaçar um país inteiro.

Em março o deputado Eduardo Bolsonaro fez críticas verdadeiras ao regime chinês. Disse apenas o que todo mundo sabe há tempos. Direito dele, como deputado e como cidadão. O embaixador chinês, de forma arrogante e agressiva “exigiu” desculpas do governo brasileiro e cobrou um posicionamento do presidente da Câmara, que no seu mal disfarçado papel de ferrenho opositor ao governo federal curvou-se ao embaixador. A resposta correta e altiva de Rodrigo Maia seria: 1) não sou chefe dos deputados e não me cabe repreender nenhum deputado por suas opiniões, inclusive pela existência da imunidade parlamentar. Cada um responde por si; 2) o deputado Bolsonaro não representa o governo brasileiro, entenda-se com o Itamaraty. Claro que a mídia apontou o deputado Bolsonaro como “criador de uma crise”, quando na verdade a crise foi criada pela guarida que Maia deu ao embaixador e pela subserviência da imprensa, que rapidamente alardeou o seu pavor com a “contrariedade” do maior parceiro comercial do Brasil. Tivesse o embaixador chinês levado um “chega pra lá”, possivelmente a coisa morreria ali e a suposta crise não existiria.

Tanto Maia como esses jornalistas talvez não tenham percebido que com a sua atitude subserviente estão corroborando as palavras de Eduardo Bolsonaro e fazendo o que a China quer: que demonstremos medo e, por meio dele, a submissão. O embaixador exige que o governo brasileiro se humilhe por causa das opiniões de um deputado e a imprensa não mostra nenhum espanto com isso. Maia talvez até tenha percebido o absurdo da situação, mas o desejo de criar problemas para Bolsonaro supera qualquer outro critério na hora em que decide falar. Para Maia, o respeito às prerrogativas do nosso Legislativo não precisa ser cobrado do arrogante diplomata. Alguns poderão argumentar que o deputado Bolsonaro (e mais recentemente o ministro da Educação, numa brincadeira muito infeliz) não tinha necessidade de fazer a crítica. Ainda que seja verdade, não podemos achar que cabe ao governo chinês determinar quando um deputado pode ou não externar suas opiniões e o conteúdo delas e, sobretudo, “exigir” desculpas do governo pelas opiniões de alguém que não representa oficialmente o país. Isso já seria ajoelhar-se, voluntariamente, ao regime chinês.

Observem que nenhum país do mundo, exceto a China, ameaça outro porque um deputado, por mais destacado que seja, fez críticas ao seu governo, mesmo que essas críticas sejam injustas. Não faltaram deputados, desde sempre, desancando os EUA e Israel com acusações duras e absurdas (muitas baseadas em mentiras deslavadas) nas tribunas do Parlamento, na imprensa e nas redes sociais. Diversos outros países também recebem condenações na mídia ou de parlamentares por seus regimes. Quem nunca ouviu críticas ao regime opressor da Arábia Saudita ou ao Irã? Nenhum deles ameaçou retaliações comerciais ou “exigiu” desculpas do governo brasileiro à base de chantagem. Durante muitas décadas os EUA foram o nosso maior parceiro comercial e ao longo de 40 anos o Brasil votou sistematicamente contra os EUA nos principais fóruns mundiais e nunca sofreu ameaça de retaliação comercial. Só a China exige o silêncio ou elogios na hora de comerciar. O governo chinês entende que sobre a China pode-se dizer tudo, menos a verdade.

Quanto ao fato de a China ser o maior parceiro comercial do Brasil, isto é um fato, mas na verdade isso é um espantalho, como se a China comprasse as nossas mercadorias por amizade, quando, na verdade o faz por puro interesse comercial: os produtos que lhes vendemos são bons e competitivos. Além disso, não há muitas alternativas no mundo para fornecer, de uma hora para outra, os milhões de toneladas de ferro e soja que a China precisa. Se a China criar alguma dificuldade no comércio e for buscar produtos em outros mercados, nossos exportadores terão um pouco mais de trabalho, mas conseguirão vender suas mercadorias. Aliás, qualquer pessoa do mundo dos negócios sabe que a dependência de um único grande comprador ou fornecedor nunca é uma situação muito segura. Seria bom que nossos exportadores buscassem diversificar a sua atuação ao invés de, alegremente, se submeterem às ameaças chinesas.

Essa pandemia [Virus Chinês] mostrou claramente ao mundo o risco que é depender da China e contar com a inexistente boa fé do seu regime. A esmagadora maioria dos produtos de uso médico é produzida na China. Só que a China também “produz” epidemias e não avisa tempestivamente quando elas ocorrem. A China manipula dados, para esconder os fracassos do governo (algo típico dos regimes comunistas). E, não mais que de repente, o mundo fica de joelhos, sem poder sequer reclamar de quem causou os problemas e tendo que agradecer pela “ajuda” que recebe e pela “boa vontade” chinesa de vender produtos e insumos médicos. Isso tudo enquanto assiste, sem piar, a China leiloando essas mesmas mercadorias que já haviam sido pagas por diversos países. Não vou acusar a China de ter criado ou espalhado propositalmente o novo coronavírus [Virus Chinês], mas a esta altura, estão estudando minuciosamente as fragilidades sanitárias e econômicas do Ocidente frente a uma eventual guerra biológica.

Há poucos anos a China anunciou um projeto gigantesco, a “Nova Rota da Seda”, para, supostamente, ampliar o comércio mundial. O plano é outro: aumentar ainda mais a dependência do mundo em relação aos produtos fabricados na China e ampliar sua influência política, emparedando o Ocidente. A pandemia deixou evidente que a “Nova Rota da Seda” é o caminho para o suicídio do mundo ocidental. Não há como competir com a China. Para usar o vocabulário marxista, lá há um “exército industrial de reserva” de centenas de milhões de pessoas dispostas a trabalhar em condições inimagináveis em troca de um prato de arroz. O desrespeito escancarado à propriedade industrial elimina os custos e os riscos de pesquisa que as empresas nos países do Ocidente precisam assumir para criar novos produtos. As práticas comerciais chinesas são condenadas no restante do mundo.

A pergunta que fica é: como enfrentar a China e garantir a liberdade e a prosperidade, a longo prazo, do mundo livre? Nenhum país sozinho pode fazer isso, nem os EUA. Mas, por sua sobrevivência, o Ocidente precisa encontrar um modo de fazê-lo. O mundo não pode ficar à mercê dos hábitos alimentares exóticos dos chineses e das manipulações do seu governo comunista. Isso não é trabalho para um governante, é um trabalho para gerações e para estadistas. A atual geração de líderes ocidentais é extremamente medíocre e não tem capacidade intelectual ou de liderança para tal empreitada, mas é importante que o trabalho de contenção comece já. Seja no campo comercial, seja no campo militar, começando por barrar as pretensões hegemônicas da China sobre o Pacífico e restringir as suas práticas comerciais desleais. É preciso recuperar a autonomia ocidental na produção da maioria dos produtos hoje fabricados na China. Também é necessário evitar o domínio da China sobre as organizações multilaterais, como a OMS, onde instalou um lacaio na presidência. Os chineses já começaram a apropriar-se dos recursos naturais da África, valendo-se da miséria crônica e dos governos corruptos que abundam naquele continente e já colocou seus pés firmemente na Europa. Já instalou a sua primeira base militar fora da Ásia, no Djibuti, um país paupérrimo, bem na rota do petróleo pelo Canal de Suez. Também se apropriou do petróleo venezuelano ao apoiar o criminoso regime de Maduro, que ainda não desabou apenas por esse motivo. Já começaram a investida no terreno das comunicações (no Brasil associaram-se à Globo e compraram parte da Band). Um eventual controle chinês sobre a internet é uma ameaça global para a qual a imensa maioria das pessoas ainda não se atentou, mas deveria, porque o risco é real e imediato e os danos provavelmente serão irreversíveis.

Importante ressaltar: quando eu falo da China, estou me referindo ao seu regime comunista, não ao seu povo. O povo chinês já trouxe importantes contribuições à humanidade, como a bússola, o papel e a pólvora. Nos deram grandes filósofos, como Confúcio e Lao Tsé e têm manifestações artísticas admiráveis. Tirando os excessos de exotismo, sua culinária é admirada no mundo inteiro. Ao contrário do seu Partido Comunista, o povo chinês é pacífico. Basta observar o comportamento de Taiwan, um país etnicamente composto por chineses e comparar com o da Coreia do Norte, que a China sustenta para ameaçar, por procuração, o Ocidente e seus aliados na Ásia enquanto Xi Jin Ping faz discursos pela cooperação mundial e pela liberdade de comércio.

O povo chinês é uma coisa, o partido comunista e seu regime são outra. Não nos enganemos: a ditadura chinesa é um perigo que ou enfrentamos de forma decidida ou em poucas décadas estaremos tomando sopa de morcego e sendo obrigados a dizer que é gostoso.”

Autor: Isaac Averbuch (Recife – PE)

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O MILAGRE !

Escrito por Dr. Honório Menezes -28/03/2020.

O Milagre do Coronavírus!!!
Hoje, conversando com meu irmão Ozorio, que também é médico percebemos que de repente ninguém mais morre, todos viraram imortais da noite para o dia.
A única morte que se admite é por coronavírus. A humanidade virou imortal.
Que sonho lindo.
A imprensa sensacionalista, venal e desonesta esconde a morte e nos mostra um único monstro: o coronavírus.
Este sim mata, o resto não existe. Desapareceram os óbitos por qualquer outra doença.
Até dizem que tem governador proibindo as pessoas morrerem de outra causa que não por coronavírus.
Converso com meu irmão e pergunto:
“Será mesmo que viramos imortais? Que somos os escolhidos de Deus para só morrermos de uma única causa?”
Bem, de minha parte eu acredito em Deus, mas não acredito no que a impressa diz sobre a nossa imortalidade repentina.
Nem meu irmão acredita.
Então vejamos:
O Brasil registra 200 casos de tuberculose por dia, foram 4881 mortes por tuberculose só em 2019.
Estas pararam todas quando o coronavírus chegou, milagre!
Mas como somos o país dos milagres eles aconteceram também com a Dengue, o Brasil registrou 332.397 casos de dengue nas primeiras 10 semanas de 2020 (até 7 de março) com 77 mortes.
Mas com a chegada do coronavírus a Dengue fugiu para o mato e ninguém mais morreu de dengue.
Não é um verdadeiro milagre?
Esses são dados oficiais, qualquer um tem acesso (menos os jornalistas).
Nos perguntamos, a malária também sumiu?
A febre amarela, a esquistossomose, a diarreia infecciosa, os infartos do coração, os derrames, o câncer, os acidentes?
Nos tornamos, de repente, o povo mais imortal do planeta.
Que maravilha!!!
Ninguém mais tem apendicite! (Se tiver não dá para operar porque o respirador está reservado para o coronavírus).
Somos imortais.
Durante 24h por dia nossos telejornais só noticiam mortes pelo coronavírus, esse mágico vírus que curou todas as doenças e tomou para si, sozinho, a tarefa de matar a humanidade.
E logo arrumou aliados, uma imprensa falida moral e economicamente, governantes inescrupulosos pensando na próxima eleição e um povo idiotizado por 20 anos de doutrinação. O resultado desses 3 fatores foi maravilhoso:
A imortalidade.
Em quarenta anos de medicina, 20 como professor, nunca vi tantos ignorantes em matéria de epidemiologia serem entrevistados, tanta mentira ser contada como verdade, tantas pessoas serem enganadas por jornalistas e governantes.
E quando alguém diz algo inconveniente na TV logo cortam a imagem (caso do Dr Anthony Wong, por exemplo).
Há interesse em apavorar a população, entrevistas combinadas, perguntas e respostas combinadas, nada pode ser dito diferente.
E o povo acredita nesses cretinos!
Depois de passar a imortalidade do Coronavírus me cobrem quem matou mais?
As doenças citadas acima ou o apavorante, poderoso e nunca visto flagelo da humanidade, o coronavírus!
Essa será a grande desculpa para prefeitos maus gestores e governadores atolados em dívidas justificarem suas falhas, foi o coronavírus!
Todos se aproveitando do vírus! Mas tem algo que o coronavírus não contava, algo mais forte que ele, mais poderoso, capaz de nos trazer de volta à vulgaridade de sermos humanos novamente, sermos mortais, esse algo poderoso se chama fome!
Essa maldita nos acordará da maravilhosa imortalidade que vivemos!!!
Claro que os boletos vão dar uma ajudinha e nos mostrar, também, o quanto estão nos mentindo.
Quem viver verá!

Escrito por mim, Prof Dr Honório Menezes, no sábado à noite, 28/março, sem ter o que fazer, conversando com meu irmão e aproveitando a imortalidade.😬

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COMUNISMO

O brasileiro não tem a minima idéia do que é o comunismo. Só conhece a teoria do mundo das idéias.
Muitos brasileiros acreditam que é possivel concordar “nas coisas boas” que os comunistas fazem, mas rejeitar seus objetivos que nunca são revelados à massa ignara.
Essa é uma idéia ingênua e a maioria dos brasileiros são ingênuos.
Demora-se muito para perceber que, quando se começa a marchar com os comunistas, é muito difícil voltar atrás.
A grande força comunista vem da impiedosa exploração das pessoas consideradas por eles como idiotas úteis que serão descartados como lixo quando não servirem mais a CAUSA.
Quer saber, exatamente, o que é e como funciona?
Leia estes dois livros:
1. A Revolução dos Bichos;
2. 1984.
Ambos de autoria de George Orwell.

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NÓS NÃO ESTAMOS PERDIDOS

Não, não estamos perdidos.
Antes dele tirar um sarrinho sobre a gripezinha e ou resfriadinho, é o jeito dele, cutucou, levou. E insisto é assim que lida com bandido.
Antes do intento polêmico ele fez e realizou várias reuniões. Implementou ações, criou um plano de combate ao vírus.
Coordenou com o Ministro da Saúde construções rápidas de Hospitais em hotéis, em bases do exército e em outros lugares.
Conseguiu que fábricas de carro fabricassem os respiradores necessários, estão em plena produção.
Conseguiu que uma industria de cerveja, de perfumaria, fabricassem em alta escala o Álcool Gel e farmácias menores independentes o fabricassem também.
Conseguiu com vários laboratórios e com o Exército que fabricasse de graça para os hospitais o remédio que vence o vírus e cura a doença, garantindo a produção para a demanda necessária.
Aprendeu com outros países quem é o grupo de risco, observou quem morreu, em que condições, ele não foi pego de surpresa, se preveniu, se preparou, se organizou para combater um bom combate.
Ele conta ainda com a autoresponsabilidade de cada cidadão em se isolar. Ele sabe o que não sabemos, tem dados que não conhecemos.
Negociou e anistiou dividas dos estados e municípios, amparou os estados com fundos necessários.
Cuidou com o Ministro da Infraestrutura e garantiu todo abastecimentos por rodovias e ferrovias dos suprimentos e alimentação para o período de isolamento. Elaborou decretos, medidas provisórias e corrigiu itens que podiam não beneficiar o povo
Criou uma linha de financiamento com baixo custo em apoio aos empresários e empreendedores.
Criou com o MEC, com o Ministérios das Ciências e Tecnologias pontes, atalhos, sites e links nos seus ministérios que gratuitamente criavam consciência sobre o que era o vírus, cuidados a tomar e onde e como procurar para o tratamento. Liberou cursos on line gratuitos para ocupar, ensinar e educar profissionais e estudantes,desempregados e confinados, tornou possível mais possibilidade de geração de renda e conhecimento. Ele foi rápido, foi eficiente. TUDO EM TEMPO RECORD!!
Mas uma vez brasileiro, você vai ter que confiar, sair do modo pânico, ter equilíbrio e responsabilidade em saber quando sair, quando evitar aglomeração, cuidar de seus idosos e de suas família.
Ele é da turma do resolve e não age com drama e paternalismo. Não vai esticar aquilo que agora esta administrado, conhecido.
O que não nos impede ainda de ficarmos em casa, estender o isolamento social, mas para aqueles que necessitam urgente de sua renda, proveniente do seu trabalho, ele apoia que volte, claro dentro de tudo que foi recomendando.
Ele é assim e eu o apoio, consigo ver mudanças fundamentais em 1 anos e 3 meses, consigo ver um homem sagaz, corajoso e que luta contra um Mecanismo sujo, pesado, criminoso.
Apoio o Presidente.
Continuo em isolamento social.
Torço para o que o Presidente, seus Ministros, Secretários e equipes, continuem acertando no combate ao Vírus Chinês e sei que ele não é arrogante, quando erra volta atrás, vai estar conectado, gerenciando e acompanhando tudo. Eu confio, eu apoio. Não é a Rainha Elizabeth, tem seu modo, mas é reto, honesto e esta bravamente enfrentando o crime organizado, a impunidade, se não o apoiarmos agora em 2022 pode ser tarde. Dias de vitórias, dias de tropeços, dias de acertos, é humano, vamos continuar aplaudindo o acerto. Tem uma equipe técnica brilhante que tem sim ele no comando e gestão de tudo.
Cuida de nós com técnica e coragem. Sem perder tempo e com ação. União é o maior escudo de proteção. Seu forte inimigo é a imprensa corrupta, é aí que você entra no combate, ele precisa de nós. Vamos continuar nesse enfrentamento com a responsabilidade de fazermos a nossa parte e acreditando que mais vitórias e acertos acontecerão.
(Autor desconhecido)

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A SUCURI MARAJÁ

Por MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ

Chega a ser repugnante a ganância e o despudor com que o Legislativo se apropria do erário e o desprezo que demonstra pelo cidadão que o elegeu.
Num momento em que o país enfrenta gravíssima situação fiscal, devido aos gastos exorbitantes com pessoal; o Tesouro Nacional carece de recursos para pagar aposentados; e pobres e idosos morrem nas filas do Sistema Único de Saúde, o presidente do Senado Federal, Davi “Alcalheiros”, bem ao estilo do seu mestre, tem a desfaçatez de assinar ato que amplia para 33 anos a idade máxima de permanência de filhos e enteados no Sistema Integrado de Saúde da Casa.
O enigmático critério encontrado para definir a idade, provavelmente, foi ditado pela bancada evangélica: a idade da morte de Cristo.
Vergonhosamente, o plano de saúde de senadores é vitalício, como se o senador fosse um funcionário concursado, de carreira. Têm também esse direito ex-senadores, o suplente que permanecer no cargo por apenas 180 dias ininterruptos, bem como seus cônjuges e dependentes. Se esse período “ininterrupto”, coincidir com as férias do parlamentar, desde que ele não deixe o cargo, bastarão apenas algumas semanas de trabalho, suficientes para fazer jus a todas as regalias pelo resto da vida.
Esse dadivoso plano beneficia até quem perdeu o mandato por quebra de decoro ou desvios de dinheiro público. Uma vergonha!
Tem mais: é também oferecida uma opção para os serviços de sua livre escolha, com ressarcimento de despesas, incluindo hospitais de “excelência”, no sentido amplo da palavra, como o Hospital Sírio-Libanês e o Hospital Israelita Albert Einstein.
A maior imoralidade em tudo isso é que para gozar dessa assistência, ex-senadores, que como disse antes, não são funcionários públicos nem mesmo senadores, NÃO PRECISAM CONTRIBUIR.
É o retrato perfeito da Constituição Cidadã: muitos direitos e raras obrigações.
Conforme publicado no site especializado, JUSBRASIL, “A assistência à saúde do Senado Federal é vitalícia e abrange atendimento médico-hospitalar; médico-ambulatorial; assistência domiciliar de emergência ou urgência; traslado terrestre ou aéreo; atendimento odontológico e psicoterápico, inclusive no exterior”. “As despesas são sustentadas pelo orçamento da União na sua totalidade, isso porque os assistidos não recolhem, em momento algum, qualquer contribuição que desonere parcialmente o Ente federal no financiamento do sistema em referência”.
De acordo com as informações do Sistema Integrado de Administração Financeira – SIAFI, foram gastos em 2019 R$13.385.200,48 com despesas de assistência à saúde para senadores e ex-senadores, que divididos pelo total das cadeiras do Senado, alcança uma média de R$ 165.249,00 anuais para manter saudável um grupo onde a maior parte de seus componentes tem contas a pagar na justiça, a começar pelo presidente.
Essa é uma pequena parte do apoderamento imoral dos recursos públicos praticado pelo Legislativo pois, segundo consta no “Senado em Foco”, além de receber o salário teto previsto em lei e reajustado religiosamente sem qualquer preocupação com a lei de responsabilidade fiscal (problema do Presidente da República), recebem ainda uma verba indenizatória; cota mensal de transporte aéreo; imóvel funcional ou auxílio-moradia; frota de veículos; uso irrestrito de celular; passagens aéreas; diárias de alimentação e transporte e outra mutretas mais.
Ao final de agosto do ano passado, o presidente do senado se recusou a atender a pedidos realizados com base na Lei de Acesso à Informação para informar despesas realizadas com a verba parlamentar.
Segundo o MPF, essa recusa trata-se de violação à Constituição Federal.
Até aquele momento, desde que Alcolumbre assumiu a presidência do Senado, o setor de Transparência da Casa já se havia negado a responder 45 pedidos de informações dessa natureza.
Nada disso é assunto para a mídia enforcada, preocupada agora com a nobre tarefa de proteger o “furo” da jornalista petralha.
É frustrante e nos causa indignação a sensação de impotência ao assistir tanta corrupção e menosprezo, partindo daqueles que se dizem representantes do povo.
Até quando a sociedade, aí incluídas as Forças Armadas, vai continuar assistindo passivamente esses Marajás saquearem o país protegidos pela Suprema Casa da Mãe Joana?
O Executivo, asfixiado, boicotado e chantageado pela sucuri de duas cabeças, utiliza a pouca energia que lhe resta na luta para furar o bloqueio dos adversários, aí incluído o fogo amigo do incrível exército de Brancaleone, e implementar seu já desidratado programa de governo.
Resta à sociedade expulsar esse cancro que deveria ter sido eliminado definitivamente pelos governos militares e que, graças à nossa boa fé ou ingenuidade política, não apenas voltou à atividade, com os mesmos hábitos que os levou ao exílio, mas com mais força política, alguns até recebendo gordas indenizações regaladas por seus parceiros da comissão de anistia.
BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS

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O NOME DA ROSA

Comentário sobre o livro:

O livro é uma caricatura monstruosa que o refinado ateu e hipócrita marxista militante, Umberto Eco, faz da Igreja na Idade Média. Eco com este livro e o filme originado da obra se caracteriza um cretino, mentiroso, farsante, cínico e dissimulado! Pergunta-se: Como é possível falar da descoberta da 2ª parte do livro “Poética” de Aristóteles que tratava da Comédia, se nem se sabia da existência da 1ª que tratava da Tragédia na época que transcorre o romance? A “Poética” só foi descoberta em 1548 pelo italiano Francesco Francisci Robortelli e o romance de Eco transcorre no ano de 1327, portanto 221 anos antes do mundo conhecer a obra de Aristóteles. Umberto Eco, formado em Estética Medieval sabia disso, mas mesmo assim produziu essa mentira para atacar a Igreja Católica e destilar o seu veneno ateísta congênito. O pior: as pessoas que lêem o livro ou assistem ao filme passam a julgar a Igreja com se Eco fosse um poço de virtude. A falta de cultura e a ignorância levam a isso.

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GUERRA CONTRA O ANALFABETISMO

EDUCAÇÃO
COMEÇA A GUERRA CONTRA O ANALFABETISMO
Paulo Briguet
18 de fevereiro de 2020 5:38 pm

MEC lança o programa Tempo de Aprender, cujo principal objetivo é erradicar o analfabetismo funcional que atinge milhões de brasileiros
“Um país não pode ser rico antes de ser inteligente.”
(José Monir Nasser, professor, economista e escritor paranaense)

Nas últimas décadas o Brasil viveu três genocídios. O genocídio de sangue, com quase 70 mil homicídios por ano; o genocídio do roubo, com a corrosão do Estado e a destruição da economia nacional; e aquele que talvez seja o pior de todos: o genocídio da inteligência, com o analfabetismo funcional que atinge milhões de brasileiros. O primeiro genocídio começou a ser combatido, com a redução em 20% dos homicídios em 2019. Vidas foram salvas. O segundo genocídio está sendo enfrentado por um governo que escolheu uma equipe técnica, baniu o toma-lá-dá-cá e até agora passou sem escândalos de corrupção. Recursos foram salvos. O terceiro genocídio começa a ser derrotado agora, com o lançamento do maior programa de alfabetização da história — intitulado Tempo de Aprender. Inteligências serão salvas.

O programa Tempo de Aprender foi lançado oficialmente hoje (18) pelo MEC, em solenidade que contou com as presenças de seu maior apoiador — o ministro da Educação, Abraham Weintraub — e do seu grande idealizador — o professor Carlos Nadalim, secretário de Alfabetização do MEC. Desde que assumiram suas funções no governo, Weintraub e Nadalim sabem que a guerra contra o analfabetismo não se ganha da noite para o dia. Para chegar ao programa que começa a rodar a partir de hoje, foi necessário elaborar um cuidadoso diagnóstico dos principais fatores que perpetuam o analfabetismo funcional dos brasileiros. São os seguintes: o déficit na formação pedagógica e gerencial dos professores e gestores escolares; a falta de materiais e recursos estruturados para a prática de alfabetização; as deficiências no acompanhamento da evolução dos alunos; e o baixo incentivo ao desempenho dos professores alfabetizadores e gestores educacionais.

Formação continuada de profissionais da educação

Não se ganha uma guerra sem bons soldados. E o principal soldado na guerra contra o analfabetismo é o professor. Por isso, o programa Tempo de Aprender começa pelo aperfeiçoamento dos profissionais de alfabetização. A formação dos professores e gestores, segundo o projeto, estará centrada em seis componentes: 1) aprendendo a ouvir, 2) conhecimento alfabético, 3) fluência em leitura oral, 4) desenvolvimento de vocabulário, 5) compreensão de textos e 6) produção de escrita.

A partir de agora, o MEC vai disponibilizar, por meio de seu site, um curso on-line de Formação Continuada de Profissionais da Educação, destinado a professores, coordenadores pedagógicos, diretores escolares e assistentes de alfabetização, mas também aberto para gestores de redes escolares e qualquer cidadão brasileiro interessado no tema. No curso, são apresentadas estratégias de ensino, atividades e avaliações destinadas ao 1º e ao 2º ano do ensino fundamental. Todo o conteúdo é baseado em evidências científicas comprovadas por experiências de alfabetização bem-sucedidas no Brasil e em outros países. Segundo a Secretaria de Alfabetização, esses conteúdos são de acesso livre e gratuito para qualquer pessoa interessada, não dependendo de adesão do Estado ou Município ao programa do Governo Federal. Em outras palavras: nenhum conteúdo será imposto aos professores ou aos entes federativos. Trata-se de um conteúdo de alta qualidade que pode ser acessado por livre adesão. No segundo semestre, o MEC deverá realizar edições presenciais do mesmo curso, conforme a solicitação das secretarias estaduais e municipais. Para esse curso de formação, o orçamento é de R$ 3 milhões e o público-alvo, de 300 mil professores em todo o país.

O Tempo de Aprender também prevê, ainda no segundo semestre de 2020, um curso de Formação Prática para Gestores em Educação, destinado a mais de 80 mil gestores escolares de todo o país. Concebido em parceria com a Enap (Escola Nacional de Administração Pública), esse curso terá versões on-line e presenciais, e tem como objetivo a capacitação de gestores educacionais para garantir o necessário suporte didático, estrutural e financeiro da alfabetização nas escolas. O orçamento deste curso é de R$ 1,5 milhão.

Uma terceira linha de apoio à formação de professores alfabetizadores será a realização de um intercâmbio com envio de profissionais da educação para o curso Alfabetização Baseada na Ciência, oferecido pela Universidade do Porto (Portugal). Segundo o MEC, o objetivo é iniciar o processo de internacionalização de práticas consagradas em alfabetização. A seleção dos professores que irão a Portugal será feita ainda no primeiro semestre de 2020, e o curso terá início em na segunda metade do ano. O investimento será de R$ 6 milhões.

Apoio pedagógico para a alfabetização

No primeiro semestre de 2020, entrará em operação o Sistema On-line de Recursos para Alfabetização (Sora). Trata-se de ferramenta desenvolvida pelo Laboratório de Tecnologia da Informação e Mídias Educacionais (Labtime), da Universidade Federal de Goiás, que permitirá o acesso a recursos pedagógicos, como estratégias de ensino, atividades e avaliações formativas, com respaldo em práticas exitosas de alfabetização. Com custo de R$ 300 mil, o sistema deverá atender mais de 300 mil professores.

O Tempo de Aprender prevê um investimento de R$ 183 milhões para despesas das escolas que contam com assistentes de alfabetização, profissionais que auxiliam os professores em sala de aula. Esses recursos foram disponibilizados pelo Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), coordenado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os repasses seguem um calendário oficial, com atendimento prioritário às escolas em situação de vulnerabilidade.

O apoio pedagógico para alfabetização inclui uma reformulação do programa Nacional do Livro Didático (PNLD) para a educação infantil e anos iniciais do ensino fundamental, com objetivo de elevar a qualidade das obras e adequar às evidências científicas os materiais do programa.

Aprimoramento da avaliação

Um dos aspectos primordiais do Tempo de Aprender é a implementação do Estudo Nacional de Fluência, que irá fornecer às redes de ensino uma ferramenta de diagnóstico de fluência em leitura oral para alunos do 2º ano do ensino fundamental. O estudo será aplicado no fim de 2020 para todas as redes que aderirem ao programa Tempo de Aprender. O orçamento da iniciativa é de R$ 20 milhões e pode atingir cerca de 2 milhões de alunos.

O secretário nacional de Alfabetização, Carlos Nadalim, afirma que a fluência deve se tornar “uma bandeira” para a educação em todas as escolas. A opinião é compartilhada pela professora Ilona Becskeházy, uma das mais respeitadas estudiosas da alfabetização no Brasil. Para ela, o teste de fluência de leitura é um instrumento indispensável na guerra contra o analfabetismo: “Não confie em ninguém que relativize a importância da medida de fluência na educação. É tão terraplanista (para usar um termo jocoso da moda) quanto relativizar medida de temperatura na área da saúde. Posto de saúde tem que medir temperatura corporal como item essencial de avaliação da saúde dos indivíduos? Então, na área da educação essa medida basal, mínima, é a fluência: quantas palavras uma pessoa consegue ler de um texto conexo e apropriado para sua idade, por minuto, demonstrando ter compreendido o que leu. Da mesma forma que o termômetro é fácil de ler e comparar em uma escala, mas é um instrumento técnico cuja fidedignidade depende de aspectos técnicos na sua montagem, assim é a medida de fluência”.

Alguns governadores e secretários de Educação têm criticado o programa Tempo de Aprender por supostamente “estar sendo imposto” pelo governo federal. Nada poderia estar mais longe da realidade. Não haverá imposição alguma — trata-se de um programa de livre adesão. O diretor de Políticas de Alfabetização do MEC, Fábio Gomes Filho, afirma que todas as ações específicas do programa serão normatizadas em parceria com as secretarias estaduais e municipais de Educação. “Por exemplo, as normativas para a formação presencial de professores e gestores serão feitas em conjunto com Estados e Municípios. Tudo será feito de maneira institucional, inclusive com a participação do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed).”

Curiosamente, não houve críticas por parte de governadores e secretários estaduais quando a ex-presidente Dilma Rousseff lançou por medida provisória o famigerado PNAIC (Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa), em 2013. Indignada com o problema do analfabetismo, Dilma decidiu investir R$ 3 bilhões em forma de bolsas, com um projeto de péssima qualidade, desenhado pelo MEC sem nenhuma consulta prévia. O PNAIC não respeitava a ciência cognitiva e não levava em conta os exemplos bem-sucedidos de outros países, além disso não trazia um método de avaliação da sua eficácia, e só podia dar no que deu: fracasso absoluto.

Ilona Becskeházy testemunhou essa tragédia, mas não foi ouvida. Em 2019, ao contrário, ela não só foi chamada como acompanhou toda a elaboração do Tempo de Aprender, tornando-se uma entusiasmada defensoras do programa. Segundo ela, Tempo de Aprender representa o cumprimento da lei maior do país: a Constituição Federal. “O Artigo 211 da Constituição diz que o Governo Federal, apesar de não operar escolas da educação básica, tem o papel supletivo, técnico e financeiro. Ou seja, o Governo desenha um programa e opera junto com os Estados e Municípios. Tempo de Aprender é o artigo 211 da Constituição Federal sendo materializado.”

Nesta terça-feira, durante a cerimônia de lançamento do programa, o ministro Abraham Weintraub disse ao secretário Carlos Nadalim:

— Espero que, no futuro, você venha a ser o novo Patrono da Educação Brasileira.

Se o sonho de Nadalim virar realidade e o Brasil ganhar a guerra contra o analfabetismo, essa hipótese não pode ser afastada.

(Colaborou Fernando de Castro.)

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É PRECISO JULGAR O COMUNISMO COMO EM NUREMBERG

Historiador católico pede “um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg”

O professor Roberto de Mattei alertou em uma conferência em Roma que o ‘vírus comunista’ também infectou a Igreja Católica.

 13 de fevereiro de 2020 ( LifeSiteNews ) – O historiador católico Professor Roberto de Mattei pediu “um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg” em uma conferência nacional de conservadorismo realizada em Roma na semana passada. Ele observou que o “vírus comunista” não é conquistado, mas infectou grande parte do Ocidente, bem como a Igreja Católica.

O professor de Mattei explicou (leia o texto completo abaixo) que a idéia de lançar um apelo ao julgamento do comunismo surgiu em outubro passado do agora falecido Vladimir Bukovsky e do professor Renato Cristin. Professor de Mattei disse que estava convencido de que na 20 ª século, “não havia crime comparável ao do comunismo, em termos da duração do tempo que durou, o território geográfico abraçou, e também a quantidade de ódio que ele sabia como gerar. ” Ele disse que “por esse motivo, o comunismo deve ser levado a julgamento”.

O professor de Mattei argumentou na Conferência Nacional do Conservadorismo “Deus, Honra, País”, em 4 de fevereiro, que a razão pela qual o Presidente Ronald Reagan e o Papa João Paulo II eram oponentes eficazes do comunismo é porque “ambos acreditavam que o comunismo era um mal moral, não simplesmente economia ruim. ”

Por outro lado, de Mattei observou que o comunismo continua a ser promovido por forças poderosas em nosso mundo hoje. Ele destacou a celebração na grande mídia de Karl Marx, o contínuo florescimento do comunismo na China e na América Latina e sua influência na política europeia.

“Trinta anos após a queda do Muro de Berlim, nos círculos daqueles que controlam a ‘mídia’ das imagens e da palavra impressa, o comunismo nunca foi visto como um ‘mal’, nem mesmo após seu colapso político”, de Mattei disse. “Em 5 de maio de 2018, o então presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, participou das celebrações solenes em Trier, na Alemanha, pelo bicentenário do nascimento de Karl Marx, defendendo sua herança. Nesse mesmo ano, o New York Times comemorou o bicentenário com um editorial no qual tratava Marx como um profeta. E hoje o comunismo está florescendo não apenas na China e na América Latina, mas também na Europa, onde os partidos comunistas desapareceram, mas a ideologia sobrevive. ”

O professor de Mattei observou a popularidade contínua do pensador comunista Antonio Gramsci e disse que idéias “intrínsecas à doutrina comunista”, como “evolucionismo e hedonismo” continuam a “permear o Ocidente”.

A nova Europa, que expulsou o nome de Cristo e todas as referências ao cristianismo de seu Tratado fundador, está realizando plenamente o plano gramsciano de secularização da sociedade”, disse Mattei. “Não foi por acaso que Vladimir Bukovsky definiu a União Européia como a ‘União Européia das Repúblicas Soviéticas’  

O professor de Mattei disse que o “vírus comunista” infectou não apenas a cultura ocidental, a mídia e a política, mas também a Igreja. “Todos nos lembramos da homenagem prestada a Fidel Castro pelas autoridades do Vaticano em novembro de 2016 e do acordo assinado pela Santa Sé com o governo comunista da China”, disse ele.

“O cardeal Joseph Zen, o mais alto prelado da China e a principal voz dos católicos perseguidos, enviou recentemente uma carta ao Colégio de Cardeais implorando que eles denunciassem esse acordo”, continuou ele. 

“É por esse motivo que dizemos que o comunismo não está morto e continuaremos pedindo um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg”.

* * *

“ Deus, honra, país: Presidente Ronald Reagan, Papa João Paulo II e a Liberdade das Nações – Uma conferência nacional de conservadorismo ”

Hotel Plaza, 4 de fevereiro de 2020

Texto integral da intervenção do prof. Roberto de Mattei

Parece um paradoxo, mas não é. O muro de Berlim foi construído em 1961, quando dois líderes progressistas estavam à frente do mundo livre: um líder político, o presidente americano John F. Kennedy e um líder religioso, o papa João XXIII.

O mesmo Muro de Berlim foi demolido em 1989, graças às contribuições de dois líderes conservadores: um líder político, o presidente Ronald Reagan, e um líder religioso, o papa João Paulo II. O que eu gostaria de enfatizar hoje é que a estratégia de Reagan e João Paulo II teve maior sucesso político do que a detenção de Nixon e Kissinger e a Ostpolitik de Paulo VI e o cardeal Casaroli.

Quais eram os elementos comuns da estratégia compartilhados por duas pessoas tão diferentes quanto o presidente americano e o papa polonês?

Parece-me que a razão de seu sucesso foi a visão axiológica da política que ambos sustentavam, que se opunha tanto à Realpolitik de Kissinger quanto à tradição Wilsoniana da democracia universalista e globalista.

O que significa uma visão axiológica? Significa uma visão em que a política não está divorciada dos valores morais, mas os respeita. Não foi por acaso que Reagan e João Paulo II fizeram um julgamento moral sobre os movimentos políticos de seus dias. Como George Weigel observou, ambos acreditavam que o comunismo era um mal moral, não simplesmente uma economia ruim. O discurso do ” Império do Mal “, proferido por Reagan em 1983, é famoso. Nesse discurso, Reagan se referiu à União Soviética como um ” império do mal ” e como ” o foco do mal no mundo moderno “.

Da mesma forma, o papa João Paulo II, em seu último livro intitulado Memória e identidade , afirmou que ” as ideologias do mal estão profundamente enraizadas na história do pensamento europeu “, especialmente o Iluminismo francês, a Revolução Marxista radicalmente ateísta, a ideologia socialista nacional, o aborto. e direitos dos homossexuais conferidos pelo parlamento europeu.   

Trinta anos após a queda do Muro de Berlim, nos círculos daqueles que controlam a “mídia” das imagens e da palavra impressa, o comunismo nunca foi visto como um “mal”, nem mesmo após seu colapso político. Em 5 de maio de 2018, o então presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker, participou das celebrações solenes em Trier, na Alemanha, pelo bicentenário do nascimento de Karl Marx, defendendo sua herança. Nesse mesmo ano, o New York Times comemorou o bicentenário com um editorial no qual tratava Marx como um profeta. E hoje o comunismo está florescendo não apenas na China e na América Latina, mas também na Europa, onde os partidos comunistas desapareceram, mas a ideologia sobrevive.

Hoje, o evolucionismo e o hedonismo, intrínsecos à doutrina comunista, permeiam o Ocidente, e a “ditadura do proletariado” foi substituída pela “ditadura do relativismo” que vem do mesmo poço envenenado do materialismo dialético. Antonio Gramsci, o teórico por excelência do materialismo dialético, é hoje um dos cinco italianos mais estudados e traduzidos após o século XVI e um dos 250 principais autores mundiais de todos os tempos que são os mais lidos, traduzidos e citados .

A nova Europa, que expulsou o nome de Cristo e todas as referências ao cristianismo de seu Tratado fundador, está realizando plenamente o plano gramsciano de secularização da sociedade. Não foi por acaso que Vladimir Bukovsky definiu a União Européia como a “União Européia das Repúblicas Soviéticas”. Ele disse: “Acho que também temos um gulag na União Europeia, um gulag intelectual conhecido como correção política. Quando alguém tentar expressar sua opinião sobre raça ou gênero, ou se seus pontos de vista diferirem dos aprovados, serão excluídos. ” (Grã-Bretanha à beira )

Gostaria de recordar e homenagear Vladimir Bukovsky. Ele morreu no outono passado, apenas dez dias antes do trigésimo aniversário da queda do Muro de Berlim em 9 de novembro. Seu livro final Judgement in Moscow, Crimes Soviéticos e Cumplicidade Ocidentalfoi um best-seller internacional publicado em nove idiomas, mas só foi publicado em inglês pela primeira vez. Este livro nos lembra que nenhum crime, por menor que seja, pode escapar de uma investigação, de um julgamento ou de uma sentença. Mas isso não aconteceu para o comunismo. Não apenas não houve um julgamento, nem houve um debate cultural. A proibição contra o anticomunismo proibiu todo estudo, pesquisa e documentação relevante para o passado do comunismo. O passado não deve ser discutido, nem condenado, nem “expiado”. Somente ex-comunistas e pós-comunistas, aqueles que participaram de alguma forma da “grande ilusão”, podem criticar o comunismo na era pós-comunista.

Em outubro passado, por iniciativa do falecido Vladimir Bukovsky e do professor Renato Cristin, um grupo de intelectuais de várias nações do mundo lançou um apelo a um novo julgamento de Nuremberg sobre o comunismo.

Eu entrei nesse apelo porque estou convencido de que no século 20 não havia crime comparável ao do comunismo, em termos de tempo que durou, do território geográfico que abraçou e também da quantidade de ódio que conhecia. como gerar. Por essa razão, o comunismo deve ser levado a julgamento.

O pedido de um julgamento do comunismo análogo ao de Nuremberg pode parecer anacrônico hoje. Trinta anos se passaram desde a queda do Muro de Berlim e a maioria dos responsáveis pelos crimes do comunismo está morta ou aparentemente se converteu à democracia. Mas o julgamento do comunismo que Bukovsky desejava e que exigimos, antes de ser entendido como um processo legal, deve ser visto como um processo cultural e moral que denuncia a responsabilidade dos arquitetos do comunismo e de seus cúmplices antes da história e da opinião pública, exatamente como aconteceu com o nacional-socialismo.

Lembro-me daquele prof. Plinio Correa de Oliveira lançou um manifesto semelhante em fevereiro de 1990. 

O anticomunismo cessou, dissolveu-se. Por sua vez, o comunismo afundou, como um rio subterrâneo que desaparece subitamente, apenas para ressurgir mais tarde com maior vigor.

Não devemos ter medo de dizer que o comunismo ainda está vivo, porque, embora a União Soviética tenha desmoronado, a utopia comunista continua a infectar, como um vírus, um vírus comunista, cultura ocidental, mídia, política e também a Igreja. Todos nos lembramos da homenagem prestada a Fidel Castro pelas autoridades do Vaticano em novembro de 2016 e do acordo assinado pela Santa Sé com o governo comunista da China. O cardeal Joseph Zen, o mais alto prelado da China e a principal voz dos católicos perseguidos, enviou recentemente uma carta ao Colégio de Cardeais implorando que denunciem esse acordo. 

É por essa razão que dizemos que o comunismo não está morto e continuaremos a pedir um julgamento do comunismo análogo aos julgamentos de Nuremberg.

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O VIGÁRIO E O VIGARISTA

O PAPA, LULA E O ESVAZIAMENTO
DOS TEMPLOS CATÓLICOS NO BRASIL

Por Moacir Pereira

O Papa Francisco e o Vaticano continuam recebendo as mais contundentes críticas pelo encontro com Lula.
O filósofo é jornalista José Aparecido Ribeiro postou artigo que viralizou na Internet. Confira:

“Lula é um animal político sem limites, escrúpulos, compaixão ou moral. A única que vale é a dele. Não foi ao Vaticano pedir perdão e nem reconhecer as atrocidades que cometeu ao lado do grupo que comandou a pilhagem desenfreada no Brasil nos últimos 40 anos. Ele não tem religião e nem acredita em Deus, o seu norte não é a bíblia e muito menos os exemplos do Papa Francisco em suas pregações dúbias, de vieses comunistas. O animal Lula reza em outra cartilha, a do Gramscismo que prega em letras garrafais que “os fins justificam os meios”. Os fins é a implantação do estado socialista, a qualquer preço e no vale tudo.

Como católico, jornalista, licenciado em filosofia e cidadão minimamente informado desejei que a notícia deste encontro fosse uma fake-news, e a foto uma montagem. Papas também erram e o cálculo dos dividendos desse episódio, no meu modesto entendimento foi mal calculado por assessores da decadente Igreja Católica. Já no PT, os articuladores deste golpe de mestre que usou a figura do Papa, foi milimétrico e vai além das aparências, representando um gol de placa para esquerda latino americana, atolada em escândalos de corrupção por todos os lados.

Certo é que no próximo domingo quando a coleta do dízimo for encerrada, o estrago já terá sido feito. Não é por acaso que o rebanho Católico vem reduzindo a olhos vistos e passos largos. Primeiro é pedofilia, depois especulações envolvendo o banco do Vaticano e por aí vai. Tudo isso dando espaço para os oportunistas de plantão que comandam outras religiões, tanto as cristãs como as budistas, islâmicas, indianas etc. Edir Macedo, Silas Malafaia, R.R. Soares e todos os vendedores de passaporte estrelar devem estar rindo até o canto da orelha. Foi um tapa na cara dos Católicos brasileiros dado pela autoridade máxima da igreja. Não creio que isso vá ser esquecido como os roubos na Petrobrás.

Foi essas pessoas que nas urnas conseguiram estancar, pelo menos temporariamente a pilhagem da quadrilha comandada pelo convidado do Papa. Isso não tem como ser varrido para debaixo do tapete, ainda que a fé seja maior do que a razão. O pior é o papa declarado simpatizante dos pobres associar sua imagem à pseudo esquerda que Lula representa. O modelo adotado pelo grupo que Lula lidera é o pior que já existiu na história nacional perdendo até para a monarquia portuguesa perdulária, pois usa os pobres mantendo eles na dependência de programas que ao invés de libertá-los, aprisiona-os.

É da pobreza, aliás, que as igrejas e esse tipo de político que Lula representa vivem. Com efeito, não há santos nesta história, ambos estão em busca de fiéis, o primeiro do dinheiro que alimenta uma das maiores instituições do mundo, que recebe todas as segundas feiras, em espécie, o outro está perdendo votos, que lhes dão mandatos para roubar e pilhar as riquezas do pais. Ou seja, essa encenação não é por acaso, tem razões veladas. Mas no fritar dos ovos, não tenho dúvida de que a Igreja Católica saiu perdendo e a esquerda conseguiu um fôlego para manter vivo o “mito” Lula, ainda que seja respirando por tubos debaixo da lama, agarrando-se a capins que sobraram das catástrofes que se seguiram nos 16 anos de PT no governo brasileiro.

Para quem achava que os canalhas estão mortos, está ai a prova de que eles são como metástase. Seguem vivos e agindo na calada da noite, no Vaticano, nas universidades, repartições públicas, redações de jornais, TVs e rádios, no universo da internet, hospitais, e tudo que não depende da iniciativa privada, incluindo até quartéis. Esse câncer não será estirpado por meio do sufrágio escrevam, as armas terão que ser outras…”

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PAPA COMUNISTA PROTETOR DE CORRUPTOS E REVOLUCIONÁRIOS

O Papa excomunga os católicos, abraça e abençoa um bandido! A cena de Francisco recebendo e abraçando Lula é uma bofetada na cara dos católicos brasileiros e em todo o Poder Judiciário do nosso país. Bergoglio é Chefe de Estado. E, por certo, tem a liberdade de receber quem bem quiser. Esse líder hoje cometeu um dos maiores erros do seu pontificado. Maior mesmo do que os supostos sérios enganos que dizem ter cometido, quando o acusam de ter apoiado a ditadura sanguinária na Argentina nos anos 70 do século passado. Ao abrir as portas da Santa Sé para um ladrão, condenado em três instâncias no país mais católico do mundo, o Papa se esqueceu dos documentos emitidos pela Igreja Católica desde 1937 condenando o comunismo. Indiretamente, sua postura dialética, vem em apoio às ditaduras sanguinárias da Venezuela e de Cuba. Por óbvio que no âmbito externo o gesto vai ter repercussão pois é uma espécie de aval de um dos maiores líderes religiosos do mundo ao maior ladrão da história. E mais que isso, humilhou todo o nosso sistema Judiciário que em três instâncias jurisdicionais já declarou e condenou Lula como ladrão – estando esse bandido solto somente em razão do esforço de 6 de seus compadres que integram o Supremo Tribunal Federal, o que também é revoltante! E nem se pode dizer que Francisco esteja sendo iludido pela alta cúpula da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB quase toda ela dominada de clérigos com almas vermelhas que não representam e nem respeitam a vontade da massa católica do Brasil, pois ele – o Papa – conhece bem a nossa realidade. Lula, por sua vez, faz um movimento político atrevido de aproximação com o cristianismo, não só o católico, mas o evangélico e o pentecostal. O seu objetivo é eleitoreiro, visando as eleições municipais deste ano. Um lobo sem escrúpulos e sem limites. O Papa não recebeu um homem em busca do perdão e da misericórdia, ou que foi atrás da remissão dos seus erros. O que ele fez foi acoitar um parceiro ideológico para protegê-lo e dar-lhe sobrevida política. E com seu gesto de mau pastor, manchou de vermelho a sua batina branca adotada pelo tratado litúrgico “rationale divinorum officiorum“ de 1286, pelo qual o branco das vestes papais remete à pureza e à santidade de vida. Já o vermelho simboliza o sacrifício e o sangue. No caso, o sangue dos milhões de seres humanos que o comunismo matou por onde passou nos últimos 100 anos da sua existência na face da terra. Que erro, Francisco! Que erro! “Ignoscat tibi Deus!”

Luiz Carlos Nemetz

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QUERIDOS FORMANDOS…

Perfeito o texto de Maurício Mühlmann Erthal em relação à colação de grau do curso de Relações Internacionais da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ocorrida no dia 3 de fevereiro, em Porto Alegre/RS.

*QUERIDOS FORMANDOS, BURROS E JUMENTOS!*

Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.

Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas, etc, é como carimbar o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate (neste caso justificável).

Na nossa cultura deformada pelo ‘coitadismo’, ou para falar mais academicamente, pelo ethos-igualitarista moderno, teimamos em achar que a Universidade é para todos. Nunca foi e nunca será. Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.

A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis” no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.

Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra …e muito menos ainda formar militantes revolucionários que irão implantar o comunismo no país.

Para formar profissionais e mão de obra existe o ensino técnico e profissionalizante. As oportunidades que devem ser oferecidas a todos é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade PRODUZIR CONHECIMENTO.

Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha é algo completamente estúpido! Tudo que o governo do PT conseguiu foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo!

Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o país. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.

Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes e mais esforçadas que as outras; enfiam goela abaixo de todos o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos e produzirá os piores resultados.

Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda. Cerquem um gênio de medíocres e vulgares e testemunhará sua lenta e gradual decadência.

Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, há uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos; nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas, etc.

Nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração “Nem Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados, vazios, idiotas e arrogantes que votam no PSOL e morrem de medo de se tornar adultos. Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente legalizar seu suicídio.

(M.Erthal)

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TOLERÂNCIA ZERO

*Por que o Brasil precisa de uma política de tolerância zero*

_Por *Guilherme Freire*, especial para a Gazeta do Povo_
https://www.gazetadopovo.com.br/ideias/brasil-crime-tolerancia-zero/

A partir de João Batista Figueiredo, o governo brasileiro pretendia uma maior abertura democrática que viesse a oferecer maior liberdade política e um enfoque maior nos direitos humanos. Mas esse período deu início também a uma fase de grande desleixo com a criminalidade no país que tirou a liberdade do cidadão de sair nas ruas e até de ficar em paz na própria casa.

Para entender esse problema, precisamos nos ater ao fato de que a escalada de crime no Brasil, ocorrida entre os anos 1980 até 2017, matou mais pessoas do que a Guerra do Golfo de 1991, a Guerra do Afeganistão e a Guerra do Iraque – somadas. Segundo o Atlas da violência, o Brasil saiu de 13.911 homicídios em 1980 para 65.602 mil homicídios por ano em 2017, um salto de 11,69 para 31,59 homicídios por 100 mil habitantes.

Se considerarmos o número de homicídios entre 1979 e 2017, foram aproximadamente 1,513 milhões de mortes. Se a taxa de homicídios se mantivesse no que estava no final da década de 1970, o número teria ficado por volta de 599 mil mortes, o que já não seria um número baixo.

No entanto, o resultado de uma política lapsa contra o crime por parte dos governos nesses 38 anos teve como resultado aproximadamente *913 mil mortes a mais do que poderia ter havido no período*. Foram então quase um milhão de brasileiros mortos de forma sanguinária que poderiam ter sobrevivido se o os governos desse período tivessem mais respeito à vida.

Ainda precisamos considerar que a maior escalada de mortes se deu no período dos governos de social democracia. Se levarmos em conta a taxa de homicídios em 1994, ao final dos seus oito anos de governo, *Fernando Henrique Cardoso* entregou o país com quase *76 mil mortos a mais do que haveria se não tivesse deixado aumentar o problema*. Quando se pensa a taxa de homicídios de 1979, esse número pode ser contabilizado em 219 mil mortos acima do que poderia ter sido.

No período do governo Lula, considerando a taxa de homicídios do ano anterior à sua posse até os seus últimos anos de governo, houve quase 5 mil mortes a menos do que haveria se fosse mantida a proporção do seu antecessor. Só que esse número pode ser enganador, já que essa taxa foi puxada para baixo por conta da redução dos homicídios principalmente na região Sudeste, a mais rica do país.

Se levarmos em conta somente os homicídios na região *Nordeste*, a política lapsa de *Lula* contra o crime resultou em torno de *31 mil homicídios a mais do que os seriam contabilizados se a violência tivesse se mantido no nível anterior* ao seu governo. Com Dilma, a escalada dos assassinatos nessa região resultou em *14 mil mortes* a mais do que se fosse mantida a alta taxa que já havia no governo Lula.
Crime não é desigualdade social

Tal elemento aponta que o crime não é uma questão exatamente de desigualdade social, pois a diferença de renda no Nordeste diminuiu nos anos de governo do PT, enquanto o número de assassinatos por ano nessa região saltou de 10.967 em 2002 para 23.228 em 2015, mais que o dobro. Somando os governos Lula e Dilma, se as taxas de criminalidade já altas do final do governo FHC tivessem sido mantidas, ainda assim poderiam ter sido poupadas 83 mil vidas de nordestinos que foram tiradas pela violência.

A mesma escalada nas mortes se deu também na região Norte do país que também foi bastante beneficiada com as políticas de distribuição de renda. Por outro lado, em 1980 a taxa de homicídios no Nordeste era a menor do país e da região Norte era menor que a do Sudeste, apesar de serem muito mais pobres.

Essa evolução dos homicídios mostra números de um país em guerra civil. Mas ela não existe de fato e se dá mais no campo das visões de mundo que tornam permissivo esse estado de coisas. Os direitos humanos não podem ser instrumentalizados para a beneficiar apenas núcleos ideológicos progressistas. Eles precisam englobar a vida humana como um todo, incluindo a segurança. É inadmissível tolerar uma escalada nos homicídios que resultaram em mais mortes do que em muitas guerras que mundo já viu.

Outro ponto que precisa ser ressaltado é que as estatísticas não mostram a insegurança que o cidadão sente na pele todos os dias, o medo de andar nas ruas, as drogas sendo distribuídas nas escolas e destruindo o futuro de muitos jovens e as famílias sendo dilaceradas pela perda de entes queridos para a violência e para o uso de entorpecentes. Precisamos urgentemente de uma reforma na política de segurança que foque em ações específicas, que choque contra criminosos, mas também que atue nos ramos da cultura, da forma como se concebe a educação e com as estratégias corretas.

No governo do Paraná, quando estava participando na implantação do programa Em Frente, Brasil do Ministro Sérgio Moro duas coisas me chamaram atenção. A primeira era a importância de envolver várias áreas na questão da segurança. No caso, o programa do governo federal me parece programado para funcionar por entender que o problema da criminalidade envolve infraestrutura, educação, saúde e diversos fatores. A segunda era a cultura de permissividade e impunidade que temos no nosso país. O sentimento generalizado da população, especialmente em regiões mais pobres, é o de que o crime não dá em nada. Isso evidentemente incentiva crimes.
Desordem atrai desordem

Um exemplo que podemos apontar é o de Nova York. Nos anos 1980, a cidade estava saindo do controle, mas conseguiu reverter esse cenário. Durante os anos 1990, os crimes na cidade de Nova York baixaram radicalmente. O crime violento caiu em 56% e os crimes contra a propriedade caíram 65%.

Algumas coisas se destacam no período; em primeiro lugar, o aumento do número de policiais em 33%. Isso é uma obviedade da qual, por influência da cultura contra-policial da esquerda, nos esquecemos: os policiais na rua dissuadem ação dos criminosos, assim como a posse de armas dissuade a invasão de casas. Mas a essência da política de combate ao crime foi a adoção da Teoria da Janela Quebrada, que popularmente foi chamada de tolerância zero.

Dois sociólogos conservadores americanos ajudaram a formular a teoria que influenciou o prefeito de Nova York, Rudy Giuliani. James Q. Wilson e George L. Kelling não fizeram nada mais do que imaginar algum experimento científico que mostrasse a relação entre desordem e crime que poderia ser aplicado ao policiamento. Segundo essa teoria, os “pequenos” atos de desordem precisam ser combatidos, o que cria um clima geral de ordem que previne os crimes grandes.

A teoria recebe o nome do famoso experimento dos anos 60 no qual dois carros foram colocados em duas regiões diferentes do país sem placas. O primeiro carro foi atacado em 10 minutos, por uma família que arrancou a bateria e o radiador. Em 24 horas o carro estava destruído com todas as partes de valor removidas e crianças pulando em cima dele, a maioria dos vândalos eram pessoas bem vestidas. O segundo carro permaneceu intocado por semanas. Então o cientista quebrou a janela do carro com um martelo. Em poucas horas o carro estava completamente destruído. Vários experimentos do mesmo tipo foram feitos com um resultado semelhante, provando que a desordem atrai a desordem.

Com a adoção desta teoria, a polícia começou a fortalecer o patrulhamento e os policiais começaram a agir com mais liberdade, sendo incentivados a coibir efetivamente pessoas suspeitas, evitando a cultura da vista grossa. Outro ponto importante foi o uso de inteligência para prevenção e entendimento dos crimes. Esses elementos foram articulados com um policiamento alinhado com as comunidades locais. Com a redução do sentimento de impunidade e segurança de não haver desordem, os criminosos se viram dissuadidos de cometer crimes.
Versão brasileira

O Brasil precisa, urgentemente, de uma versão própria da tolerância zero ao crime. Como dizia o sábio romano Sêneca: “aquele que não previne o crime o incentiva”, e é isso o que foi verificado ao longo de muitos anos nos governos brasileiros. No nosso caso, precisamos também acabar com o sentimento de impunidade nos crimes de corrupção e colarinho branco, nos quais o mesmo princípio da janela quebrada pode ser aplicado. Determinados crimes parecem socialmente aceitáveis no Brasil.

O que os petistas falavam quanto à corrupção nas altas esferas começar com as pequenas corrupções no dia a dia é absolutamente verdadeiro. O que eles fazem, no entanto, é inverter a lógica. Eles querem usar esse argumento para justificar a própria corrupção, sendo que, na verdade, precisamos combater a pequena desordem para impedir que tenhamos políticos lapsos com o crime no poder, como é o caso de muitos políticos do PT.

As pessoas precisam ver policiais andando na rua, sentir a segurança de saber que a desordem em público será coibida. O Brasil não precisa de guardadores de carro, de apologia às drogas por parte de artistas e bailes funks no meio da rua nas madrugadas. Esse tipo de atitude incentiva a glorificação da violação à lei. Se o país permite que drogas sejam vendidas em escolas públicas, como poderá reclamar da baixa qualidade da educação?

A República de Platão coloca os guardiões como os que impedem que vivamos em uma cidade de porcos. Isso significa a proteção de ameaças externas (como a proteção militar) e internas, fundamentalmente a manutenção da ordem. Platão diz que os agentes da ordem precisam ser formados na prudência, na coragem, na justiça e na temperança. Eles precisam ser modelo de vida ordenada. Os brasileiros naturalmente associam o exército ao cumprimento das leis. Isso é um bom sinal.

Qualquer aumento do contingente (muitas vezes indispensável) não pode vir à custa da qualidade. Os policiais novos precisam de uma formação ética e técnica impecável. Se mesmo em tempo de guerra são destinados bons tempos para a formação dos recrutas, precisamos ter a mesma postura na guerra contra o crime. Policiais bem formados se sentem mais seguros para atuar em coordenação. No entanto, não acho que maior integração e coerência se darão com a unificação das polícias. Dos carabinieri da Itália aos agentes da Swat, a diversidade de agências evita que a corrupção da primeira vá para as outras. Ademais, isso permite que se cultivem especialidades diferentes que são salutares, dada a complexidade do crime.
Outros fatores

Obviamente, educação e iluminação são importantes para a prevenção dos crimes. A iluminação entra na própria teoria das janelas quebradas e a educação é sabida desde a época dos romanos. Porém só no sonho idílico da esquerda essas políticas seriam suficientes sem a ampliação da ação policial, o armamento da população honesta ou no mínimo que os culpados apreendidos fossem presos de fato (a última da esquerda é defender nas faculdades de direito que ninguém deve ser preso).

A visão de que riqueza e educação previnem por si negligencia o fato de que vários criminosos têm boa condição social e nível educacional elevado. Contra tudo o que apontavam os “especialistas” da esquerda, apenas a difusão das ideias conservadoras que adotam uma postura de maior valorização do policial e que é menos tolerante com bandidos já deu uma janela de oportunidade para que mesmo em 2018 já houvesse uma redução do número de crimes no país.

Em suma, sem uma cultura de lei e ordem, a segurança não melhora e poucas coisas são tão urgentes para os brasileiros. Um maior investimento em segurança traria ótimos resultados. No entanto, sem boas práticas, sem um combate ideológico também contra a cultura de tolerância ao crime que se dá entre os seguidores da Escola de Frankfurt e contra a cultura hedonista de drogadição que se sustenta no utilitarismo hedonista benthamiano, sem a promoção de uma educação de qualidade que promova a virtude do cidadão, não haverá orçamento público que baste para tentar combater o crime.

Conheça mais sobre o autor em https://youtu.be/ydG8wztO0-E

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SÓCRATES E A USP

SÓCRATES ENCONTRA PROFESSOR DA USP

“Sócrates, enviado para 2017 em um vórtice temporal, cai em São Paulo, no meio de um manifesto, e encontra um militante esquerdista:

– Olá, excelente rapaz! Do que se trata toda essa gente reunida?
– Olha, velhote desinformado, estamos lutando contra a elite por justiça!
– Sim, eu realmente sou um desinformado, eu sou quem não sabe, mas estou muito feliz de encontrar você, que realmente sabe! Peço que me ensine, é possível?
– Sim, claro, sou da USP, tem muita coisa que você precisa aprender!
– É um grande dia, excelente rapaz! Finalmente encontrei alguém sábio que me ensinará! Primeiro, gostaria de saber o que é a elite, depois o que é justiça e por último por qual aplicação de justiça estão lutando. Pode ser nessa ordem?
– Sim, isso é fácil!
– Perfeito! O que é a elite!?
– A elite são os ricos, que têm muito dinheiro, muitos bens.
– Então, o critério para discernir a elite é a quantidade de dinheiro, de bens, que possui, certo?
– Sim, é esse mesmo!
– E a partir de que ponto um homem é considerado rico, participante da elite?
– A classificação disso é através classes sociais, que são A, B, C, D, E e F! A classe A é quem tem mais, e vai diminuindo para quem tem menos, até a classe F, que é praticamente miserável e não tem nada…é por eles que lutamos!
– Certo, como eu posso identificar quem é a elite nesses termos?
– São as classes A, B e C, mas é só ver quem ganha mais de 2.300 por mês, que já é elite!
– Entendi, e os outros todos não são elite, certo?
– Sim, o critério é esse.
– Quem ganha mais de 2.300 por mês é a elite, e a elite é malvada, certo?
– Certo!
– E quem ganha menos de 2.300 por mês não é da elite, e não é malvado, correto também?
– Sim, é exatamente isso! O senhor está aprendendo muito bem! Qual seu nome?
– Meu nome é Sócrates, excelente rapaz!
– Certo, Sócrates! Está aprendendo muito bem.
– Você é formado em uma universidade, não é isso?
– Sim! Sou inclusive professor! Da USP, como eu disse!
– Que dia maravilhoso para mim, excelente rapaz! Encontrei finalmente um sábio! Quanto ganha um professor da USP?
– Eu ganho 10 mil…
– Então…você é da elite e é malvado?
– Não… é que… olha… eu luto pelo povo e… eu quero só o bem dele!
– Mas você disse que o critério era esse…
– Eu sei, parece estranho, mas são nossos representantes que vão acabar com essas diferenças sociais!
– Estou me esforçando para compreender: quem são seus representantes?
– São os políticos!
– Quanto ganha um político hoje, rapaz?
– Depende: deputado ganha cerca de 39 mil por mês, um senador uns 33 mil…
– Então eles são da elite também!
– São, sim… mas são eles que vão fazer o bem para o povo!
– Mas você me disse que a elite só faz o mal, e que o critério é que quem ganha mais de 2.300 por mês é mau…tanto você quanto seus representantes são da elite, devo supor que são maus, segundo suas próprias palavras… ou será de outra forma?
– Estou desconfiando que você é um infiltrado, velho! Como pode duvidar do que estou dizendo?
– Eu estou tentando aprender, você disse que me ensinaria. Mas, afinal, você é um homem mau e seus representantes também são maus, ou esse critério estará errado?
– Eu não sou mau! Lula é santo! Que espécie de perguntas são essas?
– Chama-se lógica, rapaz, eu só estou examinando seu próprio critério… se o critério estiver certo, você e seus representantes são maus, se forem bons então o critério está errado… não será dessa forma?
– Está bem, talvez o critério esteja errado, pois eu sou um homem bom, e meus representantes também são bons, afinal estou lutando pela justiça, pelo bem, por algo bom!
– Muito bem, rapaz! E qual a luta de vocês?
– Lutamos contra os maus… quer dizer, a elite…
– Nos critérios que você me colocou?!
– Sim!
– Oras, estão lutando contra si mesmos?!
– Não! Bem, talvez o critério esteja errado mesmo…não sei mais!
– Mas, me diga, o que é justiça?
– Justiça é que todos ganhem o mesmo salário! Para não haver desigualdade, sabe?
– Mesmo os que não trabalham?
– Não, só os que trabalham, claro…
– Então já não são todos… Concorda?
– Bem, quis dizer todos que trabalham; os que não trabalham ganham bolsas, essas bolsas é para que não fiquem sem nada…
– Essas bolsas são como um salário?
– Sim! Recebem uma vez por mês!
– E de onde sai o dinheiro dessas bolsas, rapaz?
– Impostos! As pessoas trabalham e pagam impostos, o estado redistribui a renda, e paga as bolsas.
– Então quem paga as bolsas é quem trabalha, e é justo que quem não trabalha receba salário por não trabalhar, e quem está trabalhando pague salário a quem não trabalha?
– Sócrates, você está me deixando confuso…
– Apenas me responda, a justiça consiste em pagar salário para quem não trabalha, é isso?
– Não… é redistribuir a renda…
– Mas, no final da sua redistribuição, isso é o que acontece, ou não?
– Sim, é… mas…tudo parece estranho, eu sei. Mas, quando fizermos o comunismo, tudo vai ser diferente, tudo vai ser justo e ninguém vai ser miserável, não vai dar pra você entender agora… a elite é poderosa e controla tudo!
– Rapaz, até agora tudo que você me disse foi contraditório, não?
– Sim, foi! É que você precisa esperar o comunismo acontecer! Aí, sim, tudo vai fazer sentido!
– Oras, rapaz, então esse tal comunismo, deve ser maravilhoso…onde aconteceu?
– Cuba, Coreia do Norte, Russia, Alemanha Oriental…
– Então esses lugares devem ser o paraíso! Conte-me como são!
– Olha, as coisas não vão tão bem, alguns lugares já abandonaram o comunismo, mas os outros permanecem em luta!
– Rapaz, que surpresa! Por que afinal abandonaram algo tão maravilhoso?
– Não deu certo, mas continuamos tentando! É culpa do capitalismo!
– E os outros lugares?
– Cuba e Coreia do Norte continuam comunistas!
– Que maravilha! E como são esses lugares?! Estão bem? Todos são prósperos? Não existem mais classes?
– Pra falar a verdade, não estão bem não. Cuba e Coreia do Norte estão passando fome, mas isso é por culpa do capitalismo!
– Oras, mas um modelo tão bom, pelo qual vocês lutam, não faria apenas bem?
– É que os dirigentes não fizeram o comunismo como pensávamos, eles deturparam, fizeram outra coisa…
– Mas você me disse há pouco que eles eram bons…
– Eu disse mas… bem, nunca se sabe!
– Será que talvez vocês não estejam errados?
– Talvez, Sócrates…
– E por que esses países têm dirigentes?
– Eles têm poder militar, e muito capital…
– Oras, você me disse que não haveria classes sociais…
– No comunismo existem apenas as classes política e do proletariado!
– Então existem ainda classes, correto?
– Não tenho como discordar agora…
– Meu rapaz, não me parece que você esteja lutando por algo bom, pois seus exemplos foram todos maus, e não me parecem confiáveis seus representantes como bons, pois sempre terminam por trair o povo, e mesmo seus critérios não me parecem bons, pois não se sustentam agora, nem nos exemplos que me forneceu.
– O senhor está me deixando sem resposta. Eu preciso estudar mais…
– Eu agradeço pela conversa, mas vou continuar procurando alguém realmente sábio, que possa me ensinar algo de sua sabedoria.

Um grupo de garotos se aproxima e cumprimenta o professor.

– Quem é este homem, professor?
– Um velho chamado Sócrates, que eu estava ensinando, mas agora estou um pouco confuso…
– Por que está confuso professor?
– Ele discordou de algumas ideias minhas, e eu não consegui sustentá-las…

O grupo de garotos grita:

– ATENÇÃO, TODO MUNDO! ESSE É UM VELHO FASCISTA! RACISTA! MISÓGINO! SEXISTA! HOMOFÓBICO!

Após levar cuspidas e apanhar, Sócrates sai ferido e desaparece no vórtice temporal.

O professor da USP prossegue em sua luta mas, cada vez que vê um velho calvo de barba comprida, começa a tremer de medo”.

(texto de Ricardo Roveran)

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CARTA ENCÍCLICA SOBRE AS DOUTRINAS MODERNISTAS

CARTA ENCÍCLICA
DO SUMO PONTÍFICE
PIO X
PASCENDI DOMINICI GREGIS
SOBRE
AS DOUTRINAS MODERNISTAS

Papa Pio X

Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica Veneráveis Irmãos, saúde e benção apostólica

INTRODUÇÃO

A missão, que nos foi divinamente confiada, de apascentar o rebanho do Senhor, entre os principais deveres impostos por Cristo, conta o de guardar com todo o desvelo o depósito da fé transmitida aos Santos, repudiando as profanas novidades de palavras e as oposições de uma ciência enganadora. E, na verdade, esta providência do Supremo Pastor foi em todo o tempo necessária à Igreja Católica; porquanto, devido ao inimigo do gênero humano nunca faltaram homens de perverso dizer (At 20,30), vaníloquos e sedutores (Tit 1,10), que caídos eles em erro arrastam os mais ao erro (2 Tim 3,13). Contudo, há mister confessar que nestes últimos tempos cresceu sobremaneira o número dos inimigos da Cruz de Cristo, os quais, com artifícios de todo ardilosos, se esforçam por baldar a virtude vivificante da Igreja e solapar pelos alicerces, se dado lhes fosse, o mesmo reino de Jesus Cristo. Por isto já não Nos é lícito calar para não parecer faltarmos ao Nosso santíssimo dever, e para que se Nos não acuse de descuido de nossa obrigação, a benignidade de que, na esperança de melhores disposições, até agora usamos.
E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo que os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, o que é muito para sentir e recear, se ocultam no próprio seio da Igreja, tornando-se destarte tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
Aludimos, Veneráveis Irmãos, a muitos membros do laicato católico e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero que, fingindo amor à Igreja e sem nenhum sólido conhecimento de filosofia e teologia, mas, embebidos antes das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras se atiram sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a mesma pessoa do divino Redentor que, com audácia sacrílega, rebaixam à craveira de um puro e simples homem.
Pasmem, embora homens de tal casta, que Nós os ponhamos no número dos inimigos da Igreja; não poderá porém, pasmar com razão quem quer que, postas de lado as intenções de que só Deus é juiz, se aplique a examinar as doutrinas e o modo de falar e de agir de que lançam eles mão. Não se afastará, portanto, da verdade quem os tiver como os mais perigosos inimigos da Igreja. Estes, em verdade, como dissemos, não já fora, mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isto, é por assim dizer nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, tanto mais ruinoso quanto mais intimamente eles a conhecem. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre as mesmas raízes que são a Fé e suas fibras mais vitais, é que meneiam eles o machado.
Batida pois esta raiz da imortalidade, continuam a derramar o vírus por toda a árvore, de sorte que coisa alguma poupam da verdade católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E ainda vão mais longe; pois pondo em obra o sem número de seus maléficos ardis, não há quem os vença em manhas e astúcias: porquanto, fazem promiscuamente o papel ora de racionalistas, ora de católicos, e isto com tal dissimulação que arrastam sem dificuldade ao erro qualquer incauto; e sendo ousados como os que mais o são, não há conseqüências de que se amedrontem e que não aceitem com obstinação e sem escrúpulos. Acrescente-se-lhes ainda, coisa aptíssima para enganar o ânimo alheio, uma operosidade incansável, uma assídua e vigorosa aplicação a todo o ramo de estudos e, o mais das vezes, a fama de uma vida austera. Finalmente, e é isto o que faz desvanecer toda esperança de cura, pelas suas mesmas doutrinas são formadas numa escola de desprezo a toda autoridade e a todo freio; e, confiados em uma consciência falsa, persuadem-se de que é amor de verdade o que não passa de soberba e obstinação. Na verdade, por algum tempo esperamos reconduzi-los a melhores sentimentos e, para este fim, a princípio os tratamos com brandura, em seguida com severidade e, finalmente, bem a contragosto, servimo-nos de penas públicas.
Mas vós bem sabeis, Veneráveis Irmãos, como tudo foi debalde; pareceram por momento curvar a fronte, para depois reerguê-la com maior altivez. Poderíamos talvez ainda deixar isto desapercebido se tratasse somente deles; trata-se porém das garantias do nome católico.
Há, pois, mister quebrar o silêncio, que ora seria culpável, para tornar bem conhecidas à Igreja esses homens tão mal disfarçados.
E visto que os modernistas (tal é o nome com que vulgarmente e com razão são chamados) com astuciosíssimo engano costumam apresentar suas doutrinas não coordenadas e juntas como um todo, mas dispersas e como separadas umas das outras, afim de serem tidos por duvidosos e incertos, ao passo que de fato estão firmes e constantes, convém, Veneráveis Irmãos, primeiro exibirmos aqui as mesmas doutrinas em um só quadro, e mostrar-lhes o nexo com que formam entre si um só corpo, para depois indagarmos as causas dos erros e prescrevermos os remédios para debelar-lhes os efeitos perniciosos.
1ª PARTE
EXPOSIÇÃO DO SISTEMA E SUA DIVISÃO
E para procedermos com ordem em tão abstrusa matéria, convém notar que cada modernista representa e quase compendia em si muitos personagens, isto é, o de filósofo, o de crente, o de teólogo, o de historiador, o de crítico, o de apologista, o de reformador; os quais personagens todos, um por um, cumpre bem os distinga todo aquele que quiser devidamente conhecer o seu sistema e penetrar nos princípios e nas conseqüências das suas doutrinas.
O modernista filósofo
Começando pelo filósofo, cumpre saber que todo o fundamento da filosofia religiosa dos modernistas assenta sobre a doutrina, que chamamos agnosticismo. Por força desta doutrina, a razão humana fica inteiramente reduzida à consideração dos fenômenos, isto é, só das coisas perceptíveis e pelo modo como são perceptíveis; nem tem ela direito nem aptidão para transpor estes limites. E daí segue que não é dado à razão elevar-se a Deus, nem conceder-lhe a existência, nem mesmo por intermédio dos seres visíveis. Segue-se, portanto, que Deus não pode ser de maneira alguma objeto direto da ciência; e também com relação à história, não pode servir de assunto histórico. Postas estas premissas, todos percebem com clareza qual não deve ser a sorte da teologia natural, dos motivos de credibilidade, da revelação externa. Tudo isto os modernistas rejeitam e atribuem ao intelectualismo, que chamam ridículo sistema, morto já há muito tempo. Nem os abala ter a Igreja condenado formalmente erros tão monstruosos. Pois que, de fato, o Concílio Vaticano I assim definiu;
Se alguém disser que o Deus, único e verdadeiro, criador e Senhor nosso, por meio das coisas criadas não pode ser conhecido com certeza pela luz natural da razão humana, seja anátema (De Revel. Cân. 1); e também:
Se alguém disser que não é possível ou não convém que, por divina revelação, seja o homem instruído acerca de Deus e do culto que lhe é devido, seja anátema (Ibid. Cân. 2); e, finalmente:
Se alguém disser que a divina revelação não pode tornar-se crível por manifestações externas, e que por isto os homens não devem ser movidos à fé senão exclusivamente pela interna experiência ou inspiração privada, seja anátema (De Fide, Cân. 3).
De que modo porém os modernistas passam do agnosticismo, que é puro estado de ignorância, para o ateísmo científico e histórico que, ao contrário, é estado de positiva negação, e por isso, com que lógica, do não saber se Deus interveio ou não na história do gênero humano, passam a tudo explicar na mesma história, pondo Deus de parte, como se na realidade não tivesse intervindo, quem o souber que o explique.
Há entretanto para eles uma coisa fixa e determinada, que é o dever ser atéia a ciência a par da história, em cujas raias não haja lugar senão para os fenômenos, repelido de uma vez, Deus e tudo o que é divino. E dessa absurdíssima doutrina ver-se-á, dentro em pouco, que coisas seremos obrigados a deduzir a respeito da augusta Pessoa de Cristo, dos mistérios e da sua vida e morte, da sua ressurreição e ascensão ao céu.
Este agnosticismo, porém, na doutrina dos modernistas, não constitui senão a parte negativa; a positiva acha-se toda na imanência vital.
Eis aqui o modo como eles passam de uma parte a outra. A religião, quer a natural quer a sobrenatural, é mister seja explicada como qualquer outro fato. Ora, destruída a teologia natural, impedido o acesso à revelação ao rejeitar os motivos de credibilidade, é claro que se não pode procurar fora do homem essa explicação. Deve-se, pois, procurar no mesmo homem; e visto que a religião não é de fato senão uma forma da vida, a sua explicação se deve achar mesmo na vida do homem. Daqui procede o princípio da imanência religiosa. Demais, a primeira moção, por assim dizer, de todo fenômeno vital, deve sempre ser atribuída a uma necessidade; os primórdios, porém, falando mais especialmente da vida, devem ser atribuídos a um movimento do coração, que se chama sentimento. Por conseguinte, como o objeto da religião é Deus, devemos concluir que a fé, princípio e base de toda a religião, se deve fundar em um sentimento, nascido da necessidade da divindade.
Esta necessidade das causas divinas não se fazendo sentir no homem senão em certas e especiais circunstâncias, não pode de per si pertencer ao âmbito da consciência; oculta-se (porém), primeiro abaixo da consciência, ou, como dizem com vocábulo tirado da filosofia moderna, na subconsciência, onde a sua raiz fica também oculta e incompreensível. Se alguém, contudo lhes perguntar de que modo essa necessidade da divindade, que o homem sente em si mesmo, torna-se religião, será esta a resposta dos modernistas: a ciência e a história, dizem eles, acham-se fechadas entre dois termos: um externo, que é o mundo visível; outro interno, que é a consciência. Chegados a um ou outro destes dois termos, não se pode ir mais adiante; além destes dois limites acha-se o incognoscível. Diante deste incognoscível, seja que ele se ache fora do homem e fora de todas as coisas visíveis, seja que ele se ache oculto na subconsciência do homem, a necessidade de um quê divino, sem nenhum ato prévio da inteligência, como o quer o fideísmo, gera no ânimo já inclinado um certo sentimento particular, e este, seja como objeto seja como causa interna, tem envolvida em si a mesma realidade divina e assim, de certa maneira, une o homem com Deus. É precisamente a este sentimento que os modernistas dão o nome de fé e tem-no como princípio de religião.
Nem acaba aí o filosofar, ou melhor, o desatinar desses homens. Pois, nesse mesmo sentimento eles não encontram unicamente a fé; mas, com a fé e na mesma fé, do modo como a entendem, sustentam que também se acha a revelação. E que é o que mais se pode exigir para a revelação? Já não será talvez revelação, ou pelo menos princípio de revelação, aquele sentimento religioso, que se manifesta na consciência? Ou também o mesmo Deus a manifestar-se às almas, embora um tanto confusamente, no mesmo sentimento religioso? Eles ainda acrescentam mais, dizendo que, sendo Deus ao mesmo tempo objeto e causa da fé, essa revelação é de Deus como objeto e também provém de Deus como causa; isto é, tem a Deus ao mesmo tempo como revelante e revelado. Segue-se daqui, Veneráveis Irmãos, a absurda afirmação dos modernistas, segundo a qual toda a religião, sob diverso aspecto, é igualmente natural e sobrenatural. Segue-se daqui a promíscua significação que dão aos termos consciência e revelação. Daqui a lei que dá a consciência religiosa, a par com a revelação, como regra universal, à qual todos se devem sujeitar, inclusive a própria autoridade da Igreja, seja quando ensina seja quando legisla em matéria de culto ou disciplina.
Entretanto, em todo este processo donde, segundo os modernistas, resultam a fé e a revelação, deve atender-se principalmente a uma coisa de não pequena importância, pelas conseqüências histórico-críticas, que daí fazem derivar. Aquele Incognoscível, de que falam, não se apresenta à fé como que nu e isolado; mas, ao contrário, intimamente unido a algum fenômeno que, embora pertença ao campo da ciência ou da história, assim mesmo, de certo modo, transpõe os seus limites.
Este fenômeno poderá ser um fato qualquer da natureza, contendo em si algum quê de misterioso, ou poderá também ser um homem, cujo talento, cujos atos, cujas palavras parecem nada ter de comum com as leis ordinárias da história. A fé, pois, atraída pelo Incognoscível unido ao fenômeno, apodera-se de todo o mesmo fenômeno e de certo modo o penetra da sua vida. Donde se seguem duas coisas.
A primeira é uma certa transfiguração do fenômeno, por uma espécie de elevação das suas próprias condições, que o torna mais apto, qual matéria, para receber o divino.
A segunda é uma certa desfiguração, resultante de que, tendo a fé subtraído ao fenômeno os seus adjuntos de tempo e de lugar, facilmente lhe atribui aquilo que em realidade não tem; o que particularmente se dá em se tratando de fenômenos de antigas datas, e isto tanto mais quanto mais remotas são elas. Destes dois pressupostos, os modernistas deduzem outros tantos cânones que unidos a um terceiro já deduzido de agnosticismos, constituem a base da crítica histórica. Esclareçamos o fato com um exemplo tirado da pessoa de Jesus Cristo. Na pessoa de Cristo, dizem, a ciência e a história não acham mais do que um homem. Portanto, em virtude do primeiro cânon deduzido do agnosticismo, da história dessa pessoa se deve riscar tudo o que sabe de divino. Ainda mais, por força do segundo cânon, a pessoa histórica de Jesus Cristo foi transfigurado pela fé; logo, convém despojá-la de tudo o que a eleva acima das condições históricas.
Finalmente, a mesma foi desfigurada pela fé, em virtude do terceiro cânon; logo, se devem remover dela as falas, as ações, tudo enfim que não corresponde ao seu caráter, condição e educação, lugar e tempo em que viveu. É em verdade estranho tal modo de raciocinar; contudo é esta a crítica dos modernistas.
O sentimento religioso, que por imanência vital surge dos esconderijos da subconsciência, é pois o gérmen de toda a religião e a razão de tudo o que tem havido e haverá ainda em qualquer religião.
Este mesmo sentimento rudimentar e quase informe a princípio, pouco a pouco, sob o influxo do misterioso princípio que lhe deu origem, tem-se ido aperfeiçoando, a par com o progresso da vida humana, da qual, como já ficou dito, é uma forma.
Temos, pois, assim a origem de toda a religião, até mesmo da sobrenatural; e estas não passam de meras explicações do sentimento religioso. Nem se pense que a católica é excetuada; está no mesmo nível das outras, pois não nasceu senão pelo processo de imanência vital na consciência de Cristo, homem de natureza extremamente privilegiada, como outro não houve nem haverá. Fica-se pasmo em se ouvindo afirmações tão audaciosas e sacrílegas! Entretanto, Veneráveis Irmãos, não é esta linguagem usada temerariamente só pelos incrédulos. Homens católicos, até muitos sacerdotes, afirmaram estas coisas publicamente, e com delírios tais se vangloriam de reformar a Igreja.
Já não se trata aqui do velho erro, que à natureza humana atribuía um quase direito à ordem sobrenatural.
Vai-se muito mais longe ainda; chega-se até a afirmar que a nossa santíssima religião, no homem Jesus Cristo assim como em nós, é fruto inteiramente espontâneo da natureza. Nada pode vir mais a propósito para dar cabo de toda a ordem sobrenatural. Por isto com suma razão o Concílio Vaticano I definiu: Se alguém disser que o homem não pode ser por Deus elevado a conhecimento e perfeição, que supere as forças da natureza, mas por si mesmo pode e deve, com incessante progresso, chegar finalmente a possuir toda a verdade e todo o bem, seja anátema (De Revel Cân. 3).
Até agora porém, Veneráveis Irmãos, não lhes vimos dar nenhum lugar à ação da inteligência. Contudo, segundo as doutrinas dos modernistas, tem ela também a sua parte no ato de fé. Vejamos como.
Naquele sentimento, dizem, de que tantas vezes já se tem falado, precisamente porque é sentimento e não é conhecimento, Deus de fato se apresenta ao homem, mas de modo tão confuso que em nada ou mal se distingue desse mesmo crente. Faz-se, pois, mister lançar algum raio de luz sobre aquele sentimento, de maneira que Deus se apresente fora e distinto do crente. Ora, isto é obra da inteligência, à qual somente cabe o pensar e o analisar, e por meio da qual o homem a princípio traduz em representações mentais os fenômenos de vida, que nele aparecem, e depois os manifesta com expressões verbais.
Segue-se daí esta vulgar expressão dos modernistas: o homem religioso deve pensar à sua fé. – Sobrevindo, pois, a inteligência ao sentimento, inclina-se sobre este, elabora-o todo, a modo de um pintor que ilumina e reanima os traços de um quadro estragado pelo tempo. O paralelo é de um dos mestres do modernismo. Neste trabalho a inteligência procede de dois modos: primeiro, por um ato natural e espontâneo, exprimindo a sua noção por uma proposição simples e vulgar; depois, com reflexão e penetração mais íntima, ou, como dizem, elaborando o seu pensamento, exprime o que pensou com proposições secundárias, se forem finalmente sancionadas pelo supremo magistério da Igreja, constituirão o dogma.
Assim pois, na doutrina dos modernistas, chegamos a um dos pontos mais importantes, que é a origem e mesmo a natureza do dogma. A origem do dogma põem-na eles, pois, naquelas primitivas fórmulas simples que, debaixo de certo aspecto, devem considerar-se como essenciais à fé, pois que a revelação, para ser verdadeiramente tal, requer uma clara aparição de Deus na consciência. O mesmo dogma porém, ao que parece, é propriamente constituído pelas fórmulas secundárias. Mas, para bem se conhecer a natureza do dogma, é preciso primeiro indagar que relações há entre as fórmulas religiosas e o sentimento religioso.
Não haverá dificuldade em o compreender para quem já tiver como certo que estas fórmulas não têm outro fim, senão o de facilitarem ao crente um modo de dar razão da própria fé. De sorte que essas fórmulas são como que umas intermediárias entre o crente e a sua fé; com relação à fé, são expressões inadequadas do seu objeto e pelos modernistas se denominam símbolos; com relação ao crente, reduzem-se a meros instrumentos.
Não é portanto de nenhum modo lícito afirmar que elas exprimem uma verdade absoluta; portanto, como símbolos, são meras imagens de verdade, e portanto devem adaptar-se ao sentimento religioso, enquanto este se refere ao homem; como instrumentos, são veículos de verdade e assim, por sua vez, devem adaptar-se ao homem, enquanto se refere ao sentimento religioso. E, pois que este sentimento, tem por objeto o absoluto, apresenta infinitos aspectos, dos quais pode aparecer, hoje um, amanhã outro e da mesma sorte como aquele que crê pode passar por essas e aquelas condições, segue-se que também as fórmulas, que chamamos dogmas, devem estar sujeitas a iguais vicissitudes, e por isso também a variarem.
Assim pois, temos o caminho aberto à íntima evolução do dogma. Eis aí um acervo de sofismas, que subvertem e destroem toda a religião!
Ousadamente afirmam os modernistas, e isto mesmo se conclui das suas doutrinas, que os dogmas não somente podem, mas positivamente devem evoluir e mudar-se. De fato, entre os pontos principais da sua doutrina, contam também este, que deduzem da imanência vital: as fórmulas religiosas, para que realmente sejam tais e não só meras especulações da inteligência, precisam ser vitais e viver da mesma vida do sentimento religioso. Daí porém não se deve concluir que essas fórmulas, particularmente se forem só imaginárias, sejam formadas a bem desse mesmo sentimento religioso; porquanto nada importa a sua origem, nem o seu número, nem a sua qualidade; segue-se, porém, que o sentimento religioso, embora modificando-as, se houver mister, as torna vitais e fá-las viver de sua própria vida. Em outros termos, é preciso a fórmula primitiva seja aceita e confirmada pelo coração, e que a subseqüente elaboração das fórmulas secundárias seja feita sob a direção do coração. Procede daí que tais fórmulas para serem vitais, hão de ser e ficar adaptadas tanto à fé quanto ao crente. Pelo que, se por qualquer motivo cessar essa adaptação, perdem sua primitiva significação e devem ser mudadas. Ora, sendo assim mutável o valor e a sorte das fórmulas dogmáticas, não é de admirar que os modernistas tanto as escarneçam e desprezem, e que por conseguinte só reconheçam e exaltem o sentimento e a vida religiosa. Por isto, com o maior atrevimento criticam a Igreja acusando-a de caminhar fora da estrada, e de não saber distinguir entre o sentido material das fórmulas e sua significação religiosa e moral, e ainda mais, agarrando-se obstinadamente, mas em vão, a fórmulas falhas de sentido, de deixar a própria religião rolar no abismo. Cegos, na verdade, a conduzirem outros cegos, são esses homens que inchados de orgulhosa ciência, deliram a ponto de perverter o conceito de verdade e o genuíno conceito religioso, divulgando um novo sistema, com o qual, arrastados por desenfreada mania de novidades, não procuram a verdade onde certamente se acha; e, desprezando as santas e apostólicas tradições, apegam-se a doutrinas ocas, fúteis, incertas, reprovadas pela Igreja, com as quais homens estultíssimos julgam fortalecer e sustentar a verdade (Gregório XVI, Encíclica “Singulari Nos” 7 Jul. 1834).
Assim, Veneráveis Irmãos, pensa o modernista como filósofo.
O modernista crente
Agora, passando a considerá-lo como crente, se quisermos conhecer de que modo, no modernismo, o crente difere do filósofo, convém observar que, embora o filósofo reconheça por objeto da fé a realidade divina, contudo esta realidade não se acha noutra parte senão na alma do crente, como objeto de sentimento e afirmação; porém, se ela em si mesma existe ou não fora daquele sentimento e daquela afirmação, isto não importa ao filósofo. Se, porém, procurarmos saber que fundamento tem esta asserção do crente, respondem os modernistas: é a experiência individual. Com esta afirmação, enquanto na verdade discordam dos racionalistas, caem na opinião dos protestantes e dos pseudo-místicos.
Eis como eles o declaram: no sentimento religioso deve reconhecer-se uma espécie de intuição do coração, que pôs o homem em contato imediato com a própria realidade de Deus e lhe infunde tal persuasão da existência dele e da sua ação, tanto dentro como fora do homem, que excede a força de qualquer persuasão, que a ciência possa adquirir. Afirmam, portanto, uma verdadeira experiência, capaz de vencer qualquer experiência racional; e se esta for negada por alguém, como pelos racionalistas, dizem que isto sucede porque estes não querem pôr-se nas condições morais que são necessárias para consegui-la. Ora, tal experiência é a que faz própria e verdadeiramente crente a todo aquele que a conseguir. Quanto vai dessa à doutrina católica! Já vimos essas idéias condenadas pelo Concílio Vaticano I. Veremos ainda como, com semelhantes teorias, unidos a outros erros já mencionados, se abre caminho para o ateísmo. Cumpre, entretanto, desde já, notar que, posta esta doutrina da experiência unida à outra do simbolismo, toda religião, não executada sequer a dos idólatras, deve ser tida por verdadeira. E na verdade, porque não fora possível o se acharem tais experiências em qualquer religião? E não poucos presumem que de fato já se as tenha encontrado. Com que direito, pois, os modernistas negarão a verdade a uma experiência afirmada, por exemplo, por um maometano? Com que direito reivindicarão experiências verdadeiras só para os católicos? E os modernistas de fato não negam, ao contrário, concedem, uns confusa e outros manifestamente, que todas as religiões são verdadeiras. É claro, porém, que eles não poderiam pensar de outro modo.
Em verdade, postos os seus princípios, em que se poderiam porventura fundar para atribuir falsidade a uma religião qualquer? Sem dúvida seria por algum destes dois princípios: ou por falsidade do sentimento religioso, ou por falsidade da fórmula proferida pela inteligência. Ora, o sentimento religioso, ainda que às vezes menos perfeito, é sempre o mesmo; e a fórmula intelectual para ser verdadeira basta que corresponda ao sentimento religioso e ao crente, seja qual for a força do engenho deste. Quando muito, no conflito entre as diversas religiões, os modernistas poderão sustentar que a católica tem mais verdade, porque é mais viva, e merece mais o título de cristã, porque mais completamente corresponde às origens do cristianismo. A ninguém pode parecer absurdo que estas conseqüências todas dimanem daquelas premissas. Absurdíssimo é, porém, que católicos e sacerdotes que, como preferimos crer, têm horror a tão monstruosas afirmações, se ponham quase em condição de admiti-las. Pois, tais são os louvores que tributam aos mestres desses erros, tais as homenagens que publicamente lhes prestam, que facilmente dão a entender que as suas honras não atingem as pessoas, que talvez de todo não desmereçam, antes, porém, aos erros, que elas professam às claras, e entre o povo procuram com todos os esforços propagar.
Há ainda outra face, além da que já vimos, nesta doutrina da experiência, de todo contrária à verdade católica. Pois, ela se estende e se aplica à tradição que a Igreja tem sustentado até hoje, e a destrói. E com efeito, os modernistas concebem a tradição como uma comunicação da experiência original, feita a outrem pela pregação, mediante a fórmula intelectual.
Por isto a esta fórmula, além do valor representativo, atribuem certa eficácia de sugestão, tanto naquele que crê, para despertar o sentimento religioso quiçá entorpecido, e restaurar a experiência de há muito adquirida, como naqueles que ainda não crêem, para despertar neles, pela primeira vez, o sentimento religioso e produzir a experiência. Por esta maneira a experiência religiosa abundantemente se propaga entre os povos: não só entre os existentes, pela pregação, mas também entre os vindouros, quer pelo livro, quer pela transmissão oral de uns a outros. Esta comunicação da experiência às vezes lança raízes e vinga; outras vezes se esteriliza logo e morre. O viver para os modernistas é prova de verdade; e a razão disto é que verdade e vida para eles são uma e a mesma coisa. E daqui, mais uma vez, se infere que todas as religiões existentes são verdadeiras, do contrário já não existiriam.
Levadas as coisas até este ponto, Veneráveis Irmãos, já temos muito para bem conhecermos a ordem que os modernistas estabelecem entre a fé e a ciência; notando-se que neste nome de ciência incluem também a história. Antes de tudo se deve ter por certo que o objeto de uma é de todo estranho e separado do objeto de outra. Porquanto a fé unicamente se ocupa de uma coisa, que a ciência declara ser para si incognoscível. Segue-se, pois, que é diversa a tarefa de cada uma; a ciência acha-se toda na realidade dos fenômenos, onde a fé por maneira alguma penetra; a fé, pelo contrário, ocupa-se da realidade divina, que de todo é desconhecido à ciência. Conclui-se, portanto, que nunca poderá haver conflito entre a fé e a ciência; porque, se cada uma se restringir a seu campo, nunca poderão encontrar-se, nem portanto contradizer-se. Se, entretanto, alguém objetar que no mundo visível há coisas que também pertencem à fé, como a vida humana de Cristo, responderão os modernistas negando. E a razão é que, conquanto tais coisas estejam no número dos fenômenos, todavia, enquanto viveram pela fé e, no modo já indicado, foram pela mesma transfiguradas e desfiguradas, foram subtraídas ao mundo sensível e passaram a ser matéria do divino. Por este motivo, se ainda se quisesse saber se Cristo fez verdadeiros milagres e profecias, se verdadeiramente ressuscitou e subiu ao céu, a ciência agnóstica o negará e a fé o afirmará; e nem assim haverá luta entre as duas. Nega-o o filósofo como filósofo, falando a filósofos e considerando Cristo na sua realidade histórica; afirma-o o crente, como crente, falando a crentes e considerando a vida de Cristo a reviver pela fé e na fé.
De muito se enganaria quem, postas estas teorias, se julgasse autorizado a crer que a ciência e a fé são independentes uma da outra. Por parte da ciência, essa independência está fora de dúvida; mas, já não é assim por parte da fé, que não por um só, mas por três motivos, se deve submeter à ciência. Efetivamente é de notar, em primeiro lugar, que em todo fato religioso, tirada a realidade divina e a experiência que o crente tem da mesma, tudo o mais, e principalmente as fórmulas religiosas, não sai do campo dos fenômenos; cai portanto sob o domínio da ciência. Afaste-se embora do mundo o crente, se lhe aprouver; mas, enquanto se achar no mundo, nunca poderá se furtar, queira-o ou não, às leis, às vistas, ao juízo da ciência e da história. Ainda mais, embora se tenha dito que Deus só é objeto da fé, isto entretanto não se deve entender senão da realidade divina e não da idéia de Deus.
Esta é dependente da ciência; a qual, enquanto se deleita na ordem lógica, também se eleva até o absoluto e o ideal. É, pois, direito da filosofia ou da ciência indagar da idéia de Deus, dirigi-la na sua evolução, corrigi-la quando se lhe misturar qualquer elemento estranho. Fundados nisto é que os modernistas sustentam que a evolução religiosa deve ser coordenada com a evolução moral e intelectual; isto é, como ensina um dos seus mestres, deve ser-lhes subordinada. Deve-se enfim observar que o homem, em si, não suporta um dualismo, por conseguinte o crente experimenta em si mesmo uma íntima necessidade de harmonizar de tal sorte a fé com a ciência, que aquela não se oponha à idéia geral que a ciência forma do universo. Conclui-se, pois, que a ciência é de todo independente da fé; esta, ao contrário, embora se declame que é estranha à ciência, deve-lhe submissão. Todas estas coisas, Veneráveis Irmãos, são diametralmente contrárias ao que o Nosso antecessor Pio IX ensinava, dizendo (Brev. ad Ep. Wratislaw. 15 jun. 1857): Em matéria de religião, é dever da filosofia não dominar, mas servir, não prescrever o que se deve crer, mas aceitá-lo com razoável respeito, não perscrutar os profundos dos mistérios de Deus, mas piedosa e humildemente venerá-los. Os modernistas entendem isto às avessas: há, pois, sobeja razão de aplicar-se-lhes o que outro nosso predecessor, Gregório IX, escrevia de alguns teólogos do seu tempo: Alguns dentre vós, excessivamente cheios de espírito de vaidade, com profanas novidades se esforçam por transpor os limites traçados pelos Santos Padres, curvando à doutrina filosófica dos racionalistas a interpretação das páginas celestes, não proveito dos ouvintes, mas para dar mostras do saber…E estes, arrastados por doutrinas diversas, transformam em cauda a cabeça e obrigam a rainha a servir à escrava (Ep. ad Magistros theol., Paris, julho de 1223).
Estas coisas tornar-se-ão ainda mais claras, tendo-se em vista o procedimento dos modernistas, de todo conforme com o que ensinam. Nos seus escritos e discursos parecem, não raro, sustentar ora uma ora outra doutrina, de modo a facilmente parecerem vagos e incertos. Fazem-no, porém, de caso pensado; isto é, baseados na opinião que sustentam, da mútua separação entre a fé e a ciência. É por isto que nos seus livros muitas coisas se encontram das aceitas pelo católicos; mas, ao virar a página, outras se vêem que pareceriam ditadas por um racionalista. Escrevendo, pois, história, nenhuma menção fazem da divindade de Cristo; ao passo que, pregando nas igrejas, com firmeza a professam. Da mesma sorte, na história não fazem o menor caso dos Padres nem dos Concílios; nas instruções catequéticas, porém, citam-nos com respeito. Distinguem, portanto, outrossim a exegese teológica e pastoral da exegese científica histórica. Mais ainda: fundados no princípio que a ciência em nada depende da fé, quando tratam de filosofia, de história, de crítica, não sentindo horror de pisar nas pegadas de Lutero (cf. Prop. 29 conden. por Leão X, Bulla “Exurge Domine” de 16 de maio de 1520): Temos aberta a estrada para enfrentar a autoridade dos Concílios e para contradizer à vontade as suas deliberações, e julgar os seus decretos e manifestar às claras tudo o que nos parece verdade, seja embora aprovado ou condenado por qualquer Concílio), ostentam certo desprezo das doutrinas católicas, dos Santos Padres, dos concílios ecumênicos, dos magistérios eclesiásticos; e se forem por isto repreendidos, queixam-se de que se lhes tolhe a liberdade. Finalmente, professando que a fé há de sujeitar-se à ciência, continuamente e às claras criticam a Igreja, porque irredutivelmente se recusa a acomodar os seus dogmas às opiniões da filosofia, e eles, por sua vez, posta de parte a velha teologia, empenham-se por divulgar uma nova, toda amoldada aos desvarios dos filósofos.
O modernista teólogo
Já é tempo, Veneráveis Irmãos, de passarmos a considerar os modernistas no campo teológico. Empenho árduo este, mas em poucas palavras diremos tudo. O fim a alcançar é a conciliação da fé com a ciência, ficando porém sempre incólume a primazia da ciência sobre a fé. Neste assunto o teólogo modernista se utiliza dos mesmos princípios da imanência e do simbolismo. Eis com que rapidez ele executa a sua tarefa: diz o filósofo que o princípio da fé é imanente; acrescenta o crente que esse princípio é Deus; conclui pois o teólogo: logo Deus é imanente no homem. Disto se conclui a imanência teológica. Outra adaptação: o filósofo tem por certo de que as representações da fé são puramente simbólicas; o crente afirma que o objeto da fé é Deus em si mesmo; conclui pois o teólogo: logo as representações da realidade divina são simbólicas. Segue-se daqui o simbolismo teológico. São erros enormes deveras; e quanto sejam perniciosos vamos ver de um modo luminoso, observando-lhes as conseqüências. E para falarmos desde já do simbolismo, como os símbolos são: símbolos com relação ao objeto, e instrumentos com relação ao crente, dizem os modernistas que o crente, antes de tudo, não deve apegar-se demais à fórmula, que deve servir-lhe só no intuito de unir-se com a verdade absoluta, que a fórmula ao mesmo tempo revela e esconde; isto é, esforça-se por exprimi-la, sem jamais o conseguir. Querem, em segundo lugar, que o crente use de tais fórmulas tanto quanto lhe forem úteis, porquanto elas são dadas para auxílio e não para embaraço; salvo porém o respeito que, por motivos sociais, se deve às fórmulas pelo público magistério julgadas aptas para exprimir a consciência comum, e enquanto o mesmo magistério não julgar de outro modo.
Quanto à imanência, é na verdade difícil indicar o que pensam os modernistas, pois há entre eles diversas opiniões. Uns fazem-na consistir em que Deus, operando no homem, está mais intimamente no homem do que o próprio homem em si mesmo; e esta afirmação sendo bem entendida, não merece censura. Pretendem outros que a ação divina é uma e a mesma com a ação da natureza, como a causa primeira com a causa segunda; e isto já destruiria a ordem sobrenatural. Outros explicam-na, enfim, em um sentido que tem ressaibos de panteísmo; e estes, a falar a verdade, são mais coerentes com o restante das sua doutrinas.
A este postulado da imanência ainda outro se acrescenta, que pode ser chamado da permanência divina; estes entre si diferem do mesmo modo como a experiência privada difere da experiência transmitida por tradição. Esclareçamos isto com um exemplo, e seja ele tirado da Igreja e dos Sacramentos. Não se pode crer, dizem, que a Igreja e os Sacramentos foram instituídos pelo próprio Cristo. Isto não é permitido pelo agnosticismo, que em Cristo não vê mais do que um homem, cuja consciência religiosa, como a de qualquer outro homem, pouco a pouco se formou; não o permite a lei da imanência, que não admite, como eles se exprimem, externas aplicações; proíbe-o também a lei da evolução, que para o desenvolvimento dos germens requer tempo e uma certa série de circunstâncias; proíbe-o enfim a história, que mostra que tal foi realmente o curso dos acontecimentos. Todavia deve admitir-se que a Igreja e os Sacramentos foram mediatamente instituídos por Cristo. Mas de que modo? Todas as consciências cristãs, é assim que eles o explicam, estavam virtualmente incluídas na consciência de Cristo, como a planta na semente. Ora, como os rebentos vivem a vida da semente, assim também afirmar-se deve que todos os cristãos vivem a vida de Cristo. Mas a vida de Cristo, segundo a fé, é divina; logo também a vida dos cristãos. Se pois esta vida, no correr dos séculos, deu origem à Igreja e aos Sacramentos, com toda a razão se poderá dizer que tal origem procede de Cristo e é divina. Pelo mesmo processo provam que as Escrituras e os dogmas são divinos. E com isto se conclui toda a teologia dos modernistas. É bem pouco, em verdade; porém, mais que abundante para quem professa que sempre e em tudo se devem respeitar as conclusões da ciência. Cada um entretanto poderá ir por si mesmo fazendo a aplicação destas teorias aos outros pontos, que vamos expor.
Falamos até agora da origem e natureza da fé. Mas, como são muito os frutos da mesma, sendo os principais a Igreja, o dogma, o culto, os livros sagrados, também a respeito destes devemos saber o que dizem os modernistas. Começando pelo dogma, já sabemos, pelo que ficou dito, qual seja a sua origem e natureza. O dogma nasce da necessidade que o crente experimenta de elaborar o seu pensamento religioso, a fim de tornar sempre mais clara a sua consciência e a de outrem. Consiste todo esse trabalho em esquadrinhar e polir a fórmula primitiva, não por certo em si mesma e racionalmente, mas segundo as circunstâncias ou, como de modo pouco inteligível dizem, vitalmente. O resultado disto é que, como já dissemos, ao redor da mesma se vão formando fórmulas secundárias, que mais tarde sintetizadas e reunidas em um único todo doutrinal, quando forem ratificadas pelo magistério público como correspondentes a consciência comum, são chamados dogmas. Destas devem cuidadosamente distinguir-se as investigações teológicas; as quais porém, posto que não vivem da vida do dogma, contudo não são inúteis, seja para harmonizar a religião com a ciência e dissipar qualquer contraste entre elas, seja para iluminar a religião e defendê-la; e talvez ainda tenham a utilidade de preparar um futuro dogma. Do culto não haveria muito que dizer, se debaixo deste nome não se achassem também os Sacramentos, a respeito dos quais muito erram os modernistas. Pretendem que o culto resulta de um duplo impulso; pois que, como vimos, pelo seu sistema, tudo se deve atribuir a íntimos impulsos. O primeiro é dar à religião, alguma coisa de sensível; o segundo é a necessidade de propagá-la, coisa esta que se não poderia realizar sem uma certa forma sensível e sem atos santificantes, que se chamam Sacramentos. Os modernistas, porém, consideram os Sacramentos como meros símbolos ou sinais, bem que não destituídos de eficácia. E para indicar essa eficácia, servem-lhes de exemplo certas palavras que facilmente vingam, por terem conseguido a força de divulgar certas idéias de grande eficácia, que muito impressionam os ânimos. E assim como aquelas palavras são destinadas a despertar as referidas idéias, assim também o são os Sacramentos com relação ao sentimento religioso; nada mais do que isto. Falariam mais claro afirmando logo que os Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé. Mas esta proposição é condenada pelo Concílio de Trento (Sess. VII, de Sacramentis in genere, cân.5): “Se alguém disser que estes Sacramentos foram só instituídos para nutrirem a fé, seja anátema”.
Já alguma coisa ficou dito sobre a natureza e origem dos livros sagrados. Segundo a mente dos modernistas, bem se pode defini-los uma coleção de experiências, não por certo das que de ordinário qualquer pessoa adquire, mas das extraordinárias e das mais elevadas que se têm dado em uma qualquer religião. É precisamente isto que os modernistas ensinam dos nossos livros do Antigo e Novo Testamento.
Todavia, a estas suas opiniões mui astutamente acrescentam que, embora a experiência deva ser do tempo presente, pode assim mesmo receber matéria do passado e do futuro, enquanto o crente pela lembrança revive o passado como se fora o presente, ou já vive do futuro por antecipação. Deste modo se explica porque os livros históricos e apocalípticos são computados entre os livros sagrados. Assim pois, nestes livros, Deus fala por meio do crente; mas, como diz a teologia modernista, só por imanência e permanência vital. Perguntar-lhes-emos, pois, que é feito da inspiração?
Respondem-nos que ela, a não ser talvez por uma certa veemência, não se distingue da necessidade que o crente experimenta de manifestar vocalmente ou por escrito a própria fé. Nota-se aqui certa semelhança com a inspiração poética; e neste sentido um deles dizia: Deus está entre nós, e agitados por ele nós nos inflamamos. Deste modo é que se deve explicar a origem da inspiração dos livros sagrados. Sustentam ainda os modernistas que a nenhuma passagem desses livros falta essa inspiração.
Neste ponto alguém poderia julgá-los mais ortodoxos do que certos exegetas recentes, que em parte restringem a inspiração como, por exemplo, nas tais citações tácitas. Mas isto não passa de aparências e palavras.
De fato, se segundo as leis do agnosticismo, consideramos a Bíblia um trabalho humano, feito por homens para utilidade de outros homens, seja embora lícito ao teólogo apelidá-la de divina por imanência, de que modo poderia restringir-se nela a inspiração?
Tal inspiração, de fato, admitem-na os modernistas; não, porém, no sentido católico.
Maior extensão de matéria nos oferece o que os modernistas afirmam da Igreja. Pressupõem que ela é fruto de uma dupla necessidade, uma no crente, principalmente naquele que, tendo tido alguma experiência original e singular, precisa comunicar a outrem a própria fé; outra na coletividade, depois que a fé se tornou comum a muitos, para se reunir em sociedade, e conservar, dilatar e propagar o bem comum. Que é, pois, a Igreja? É um parto da consciência coletiva, isto é, da coletividade das consciências individuais que, por virtude da permanência vital, estão todas pendentes do primeiro crente, que para os católicos foi Cristo. Ora, toda sociedade precisa de uma autoridade que a reja, e cujo mister seja dirigir os membros para o fim comum e conservar com prudência os elementos de coesão, que em uma sociedade religiosa são a doutrina e o culto. Há, por isso, na Igreja Católica uma tríplice autoridade: disciplinar, dogmática e cultural. A natureza desta autoridade deve ser deduzida da sua origem; e da natureza, por sua vez, devem coligir-se os direitos e os deveres. Foi erro das eras passadas pensar-se que a autoridade da Igreja emanou de um princípio estranho, isto é, imediatamente de Deus; e por isto, com razão era ela considerada autocrática. Estas teorias, porém, já não são para os tempos que correm.
Assim como a Igreja emanou da coletividade das consciências, a autoridade emana virtualmente da mesma Igreja. A autoridade, portanto, da mesma sorte que a Igreja, nasce da consciência religiosa, e por esta razão fica dependente da mesma; e se faltar a essa dependência, torna-se tirânica. Nos tempos que correm o sentimento de liberdade atingiu o seu pleno desenvolvimento. No estado civil a consciência pública quis um regime popular. Mas a consciência do homem, assim como a vida, é uma só. Se, pois, a autoridade da Igreja não quer suscitar e manter uma intestina guerra nas consciências humanas, há também mister curvar-se a formas democráticas; tanto mais que, se o não quiser, a hecatombe será iminente. Loucura seria crer que o vivo sentimento de liberdade, ora dominante, retroceda.
Reprimindo e enclausurando com violência, transbordará mais impetuoso, destruindo conjuntamente a religião e a Igreja. São estes os raciocínios dos modernistas que, por isto, estão todos empenhados em achar o modo de conciliar a autoridade da Igreja com a liberdade dos crentes.
Acresce ainda que não é só dentro do seu recinto que a Igreja tem com quem entender-se amigavelmente, mas também fora. Não se acha ela só no mundo a ocupá-lo; ocupam-no também outras sociedades, com as quais não pode deixar de tratar e de relacionar-se. Convém, pois, determinar quais sejam os direitos e os deveres da Igreja para com as sociedades civis; e bem se vê que tal determinação deve ser tirada da natureza da mesma Igreja, tal qual os modernistas no-la descreveram.
As regras que hão de servir para este fim são as mesmas, que acima serviram para a ciência e a fé. Tratava-se então de objetos, aqui de fins. Assim pois, como por causa do objeto se disse que a fé e a ciência são mutuamente estranhas, também o Estado e a Igreja são estranhos um à outra, por causa do fim a que tendem, temporal para o Estado, espiritual para a Igreja. Falava-se outrora do temporal sujeito ao espiritual, de questões mistas, em que a Igreja intervinha qual senhora e rainha, porque então se tinha a Igreja como instituída imediatamente por Deus, enquanto autor da ordem sobrenatural. Mas estas crenças já não são admitidas pela filosofia, nem pela história. Deve, portanto, a Igreja separar-se do Estado, e assim também o católico do cidadão. E é por este motivo que o católico, não se importando com a autoridade, com os desejos, com os conselhos e com as ordens da Igreja, e até mesmo desprezando as suas repreensões, tem direito e dever de fazer o que julgar o mais oportuno ao bem da pátria.
Querer, sob qualquer pretexto, impor ao cidadão uma norma de proceder, é por por parte do poder eclesiástico verdadeiro abuso, que se deve repelir com toda a energia. – Veneráveis Irmãos, as teorias de que dimanam todos estes erros são as mesmas que o Nosso Predecessor Pio VI condenou solenemente na Constituição apostólica Auctorem fidei (Prop. 2. A proposição que afirma que o poder foi dado por Deus à Igreja, para que fosse comunicado aos Pastores, que são os seus ministros, para a salvação das almas, entendida no sentido de que o poder do ministério e regime eclesiástico passa da comunidade dos fiéis para os pastores: é heresia. Prop. 3. Também aquele que afirma que o Romano Pontífice é chefe ministerial, entendida no sentido de que, não de Cristo na pessoa do bem-aventurado Pedro, mas da Igreja recebeu como sucessor de Pedro, verdadeiro Vigário de Cristo e chefe de toda a Igreja: é herética).
No entanto, à escola dos modernistas não basta que o Estado seja separado da Igreja. Assim como a fé deve subordinar-se à ciência, quanto aos elementos fenomênicos, assim também nas coisas temporais a Igreja tem que sujeitar-se ao Estado. Isto não afirmam talvez muito abertamente; mas por força de raciocínio são obrigados a admiti-lo. Em verdade, admitido que o Estado tenha absoluta soberania em tudo o que é temporal, se suceder que o crente, não satisfeito com a religião do espírito, se manifeste em atos exteriores, como, por exemplo, em administrar ou receber os Sacramentos, isto já deve necessariamente cair sob o domínio do Estado. Postas as coisas neste pé, para que servirá a autoridade eclesiástica? Visto que esta não tem razão de ser sem os atos externos, estará em tudo e por tudo sujeita ao poder civil. É esta inelutável conseqüência que leva muitos dentre os protestantes liberais a desembaraçar-se de todo o culto externo e até de toda a sociedade religiosa externa, procurando pôr em voga uma religião, que chamam individual. E se os modernistas, desde já, não se atiram francamente a esses extremos, insistem pelo menos em que a Igreja se deixe espontaneamente conduzir por eles até onde pretendem levá-la e se amolde às formas civis. Isto quanto à autoridade disciplinar.
Mais grave e perniciosos são suas afirmações relativamente à autoridade doutrinal e dogmática. Assim pensam eles acerca do magistério eclesiástico: a sociedade religiosa não pode ser uma, sem unidade de consciência nos seus membros e unidade de fórmula. Mas esta dupla unidade requer por assim dizer um entendimento comum, a que compete achar e determinar a fórmula que melhor corresponda à consciência comum; e a esse entendimento convém ainda atribuir a autoridade conveniente, para poder impor à comunidade a fórmula estabelecida. Nesta união e quase fusão da mente designadora de fórmula e da autoridade que a impõe, acham os modernistas o conceito de magistério eclesiástico. Visto pois que o magistério, afinal de contas, não é mais do que um produto das consciências individuais, e só para cômodo das mesmas consciências lhe é atribuído ofício público, resulta necessariamente que ele depende dessas consciências, e por conseguinte deve inclinar-se a formas democráticas. Proibir, portanto, que as consciências dos indivíduos manifestem publicamente as suas necessidades, e impedir à crítica o caminho que leva o dogma a necessárias evoluções, não é fazer uso de um poder dado para o bem público, mas abusar dele. – Da mesma sorte , no próprio uso do poder deve haver modo e medida. É quase tirania condenar um livro sem que o autor o saiba, e sem admitir nenhuma explicação nem discussões. Ainda aqui, portanto, deve adotar-se um meio termo, que ao mesmo tempo salve a autoridade e a liberdade. E nesse ínterim o católico poderá agir de tal sorte que, protestando o seu profundo respeito à autoridade, continue sempre a trabalhar à sua vontade. Em geral admoestam a Igreja de que, sendo o fim do poder eclesiástico todo espiritual, não lhe assentam bem essas exibições de aparato exterior e de magnificência, com que sói comparecer às vistas da multidão. E quando assim o dizem, procuram esquecer que a religião, conquanto essencialmente espiritual, não pode restringir-se exclusivamente às coisas do espírito, e que as honras prestadas à autoridade espiritual se referem à pessoa de Cristo que a instituiu.
Para concluir toda esta matéria da fé e seus diversos frutos, resta-nos por fim, Veneráveis Irmãos, ouvir as teorias dos modernistas acerca do desenvolvimento dos mesmos. Têm eles por princípio geral que numa religião viva, tudo deve ser mutável e mudar-se de fato. Por aqui abrem caminho para uma das suas principais doutrinas, que é a evolução. O dogma, pois, a Igreja, o culto, os livros sagrados e até mesmo a fé, se não forem coisas mortas, devem sujeitar-se às leis da evolução. Quem se lembrar de tudo o que os modernistas ensinam sobre cada um desses assuntos, já não ouvirá com pasmo a afirmação deste princípio. Posta a lei da evolução, os próprios modernistas passam a descrever-nos o modo como ela se efetua. E começam pela fé. Dizem que a forma primitiva da fé foi rudimentar e indistintamente comum a todos os homens; porque se originava da própria natureza e vida do homem. Progrediu por evolução vital; quer dizer, não pelo acréscimo de novas formas, vindas de fora, mas por uma crescente penetração do sentimento religioso na consciência. Esse mesmo progresso se realizou de duas maneiras: primeiro negativamente, eliminando todo o elemento estranho, como seja o sentimento de família ou de nacionalidade; em seguida positivamente, com o aperfeiçoamento intelectual e moral do homem, donde resultou maior clareza para a idéia divina e excelência para o sentimento religioso. As mesmas causas que serviram para explicar a origem da fé, explicam também o seu progresso. A estas, porém, devem acrescentar-se aqueles gênios religiosos, a que chamamos profetas, dos quais o mais iminente foi Cristo; seja porque eles na sua vida ou nas suas palavras tinham algo de misterioso, que a fé atribuía à divindade, seja porque alcançaram novas e desconhecidas experiências em plena harmonia com as exigências do seu tempo.
O progresso do dogma nasce principalmente da necessidade de vencer os obstáculos da fé, derrotar os adversários, repelir as dificuldades. Deve-se ainda acrescentar um contínuo esforço, para se penetrar cada vez mais nos arcanos da fé. Deixando de parte outros exemplos, assim sucedeu com Cristo: aquilo de divino que a fé a princípio lhe atribuía, foi-se gradualmente aumentando, até que definitivamente foi tido por Deus.
O principal estímulo de evolução para o culto, é a necessidade de se adaptar aos costumes e tradições dos povos e bem assim de gozar da eficácia de certos atos, já admitidos pelo uso. A Igreja acha finalmente a razão do seu evoluir na necessidade de se acomodar às condições históricas e às formas do governo publicamente adotadas. Isto dizem os modernistas de cada um daqueles princípios. E aqui, antes de passarmos adiante, queremos insistir em que se atente nessa doutrina das necessidades, porque ela, além do que já vimos, é como que a base e o fundamento desse famoso método que chamam histórico.
Detendo-nos ainda na doutrina da evolução, observamos que, embora as necessidades sirvam de estímulo para a evolução, se ela não tivesse outros estímulos senão esses, facilmente transporia os limites da tradição, e assim desligada do primitivo princípio vital, já não levaria ao progresso, mas à ruína. Estudando, pois, mais a fundo o pensar dos modernistas, deve-se dizer que a evolução é como o resultado de duas forças que se combatem, sendo uma delas progressiva e outra conservadora. A força conservadora está na Igreja e é a tradição. O exercício desta é próprio da autoridade religiosa, quer de direito, pois que é de natureza de toda autoridade adstringir-se o mais possível à tradição; quer de fato, pois que, retraída das contingências da vida, pouco ou talvez nada sente dos estímulos que impelem ao progresso. Ao contrário, a força que, correspondendo às necessidades, arrasta ao progresso, oculta-se e trabalha nas consciências individuais, principalmente naquelas que, como eles dizem, se acham mais em contato com vida. Neste ponto, Veneráveis Irmãos, já se percebe o despontar daquela perniciosíssima doutrina que introduz na Igreja o laicato como fator de progresso.
De uma espécie de convenção entre as forças de conservação e de progresso, isto é, entre a autoridade e as consciências individuais, nascem as transformações e os progressos. As consciências individuais, ou pelo menos algumas delas, fazem pressão sobre a consciência coletiva; e esta, por sua vez, sobre a autoridade, obrigando-a a capitular e pactuar. Admitido isto, não é de admirar ver-se como os modernistas pasmam por serem admoestados ou punidos. O que se lhes imputou como culpa, consideram um dever sagrado. Ninguém melhor do que eles conhece as necessidades das consciências, porque são eles e não a autoridade eclesiástica, os que se acham mais em contato com elas. Julgam quase ter em si encarnadas todas essas necessidades; daí a persuasão que têm de falar e escrever sem medo. Nada se lhes dá das censuras da autoridade; porque se sentem fortes com a consciência do dever, e por íntima experiência sabem que merecem aplausos e não censuras. Nem tão pouco ignoram que os progressos não se alcançam sem combates, nem há combates sem vítimas, como o foram os profetas e Cristo. Ainda que a autoridade os maltrate, não a odeiam; sabem que assim está cumprindo o seu dever. Lamentam apenas que se lhes não prestem ouvidos, porque isto será causa de atraso ao progresso dos espíritos; mas, há de vir a hora de se romperem as barreiras, porque as leis da evolução poderão ser refreadas; quebradas, porém, nunca. Traçado este caminho, eles continuam; continuam, com desprezo das repreensões e condenações, ocultando audácia inaudita com o véu de aparente humildade. Simulam finalmente curvar a cabeça; mas, no entanto a mão e o pensamento prosseguem o seu trabalho com ousadia ainda maior. E assim avançam com toda a reflexão e prudência, tanto porque estão persuadidos de que a autoridade deve ser estimulada e não destruída, como também porque precisam de permanecer no seio da Igreja, para conseguirem pouco a pouco assenhorear-se da consciência coletiva, transformando-a; mal percebem porém, quando assim se exprimem, que estão confessando que a consciência coletiva diverge dos seus sentimentos, e que portanto não têm direito de declarar-se intérpretes da mesma.
Nada, portanto, Veneráveis Irmãos, se pode dizer estável ou imutável na Igreja, segundo o modo de agir e de pensar dos modernistas. Para o que também não lhes faltaram precursores, esses de quem o nosso predecessor Pio IX escreveu: estes inimigos da revelação divina, que exaltam com os maiores louvores o progresso humano, desejariam com temerário e sacrílego atrevimento introduzi-lo na religião católica, como se a mesma não fosse obra de Deus, mas obra dos homens, ou algum sistema filosófico, que se possa aperfeiçoar por meios humanos (Enc. “Qui pluribus”, 9 de nov. de 1846). acerca da revelação particularmente, e do dogma, os modernistas nada acharam de novo; pois, a sua mesma doutrina, antes deles, já fora condenada no Silabo de Pio IX nestes termos: A divina revelação é imperfeita e por isto está sujeita a contínuo e indefinido progresso, correspondente ao da razão humana (Syllabo, proposição condenada 5); e mais solenemente ainda a proscreve o Concílio Vaticano I por estas palavras: A doutrina da fé por Deus revelada, não é proposta à inteligência humana para ser aperfeiçoada, como uma doutrina filosófica, mas é um depósito confiado à esposa de Cristo, para ser guardado com fidelidade e declarado com infalibilidade. Segue-se pois que também se deve conservar sempre aquele mesmo sentido dos sagrados dogmas, já uma vez declarado pela Santa Mãe Igreja, nem se deve jamais afastar daquele sentido sob pretexto e em nome de mais elevada compreensão (Const. “Dei Fillius”, cap. IV). De maneira alguma poderá seguir-se daí que fique impedida a explicação dos nossos conhecimentos, mesmo relativamente à fé; ao contrário, isto a auxilia e promove. Neste sentido é que o Concílio prossegue dizendo: Cresça, pois, e com ardor progrida a compreensão, a ciência, a sapiência tanto de cada um como de todos, tanto de um só homem como de toda a Igreja com o passar das idades e dos séculos; mas no seu gênero somente, isto é, no mesmo dogma, no mesmo sentido, no mesmo parecer (Lugar citado).
O modernista historiador e crítico
Já entre os sequazes do modernismo consideramos o filósofo, o crente e o teólogo; resta agora examinarmos também o historiador, o crítico e o apologista.
Há certos modernistas que se atiram a escrever história, que parecem muito preocupados em não passar por filósofos e chegam até a declarar-se totalmente alheios aos conhecimentos filosóficos. É isto um rasgo de finíssima astúcia; para que ninguém os julgue embebidos de preconceitos filosóficos e assim pareçam, como eles dizem, completamente objetivos. Em verdade, porém, a sua história ou crítica não fala senão filosofia e as suas deduções procedem por bom raciocínio dos seus princípios filosóficos. Isto se faz manifesto a quem refletir com ponderação. Os três primeiros cânones desses tais historiadores ou críticos são aqueles mesmos princípios que acima deduzimos dos filósofos, isto é, o agnosticismo, o teorema da transfiguração das coisas pela fé, e o outro que Nos pareceu poder denominar da desfiguração. Vamos examinar-lhes já, em separado, as conseqüências. Segundo o agnosticismo, a história, bem como a ciência, só trata de fenômenos. Por conseguinte, tanto Deus como qualquer intervenção divina nas causas humanas deve ser relegado para a fé, como de sua exclusiva competência. Se tratar, pois, de uma causa em que intervier duplo elemento, isto é, o divino e o humano, como Cristo, a Igreja, os Sacramentos e coisas semelhantes, devem separar-se e discriminar-se tais elementos, de tal modo que o que é humano passe para a história, o que é divino para a fé. É este o motivo da distinção que soem fazer os modernistas entre um Cristo da história e um Cristo da fé, e uma Igreja da história e uma Igreja da fé, entre Sacramentos da história e Sacramentos da fé, e assim por diante. Em seguida, esse mesmo elemento humano que vemos o historiador tomar para si, tal qual se manifesta nos monumentos, deve ser tido como elevado pela fé, por transfiguração, acima das condições históricas. Convém, portanto, subtrair-lhe de novo os acréscimos feitos pela fé, e restituí-los à mesma fé e à história da fé;
Assim se deve proceder, tratando-se de Jesus Cristo, em tudo o que excede as condições de homem, seja natural, como a psicologia no-la apresenta, seja conforme as condições do lugar e tempo em que viveu. Demais, em virtude do terceiro princípio filosófico, também as coisas que não saem fora das condições da história, fazem-nas eles como que passar pela joeira, e eliminam, relegando à fé, tudo o que, a juízo seu não entrar na lógica dos fatos nem for conforme à índole das pessoas. Assim, querem que Cristo não tenha dito aquelas coisas que parecem não estar ao alcance do vulgo.
Por isto eliminam da sua história real e transportam para a fé todas as alegorias que se encontram nos seus discursos. E com que critério, perguntamos, se guiam eles nesta escolha? Pela consideração do caráter do homem, das condições em que se achou a sociedade, da educação, das circunstâncias de cada fato; em uma palavra, por uma norma que, se bem a entendemos, se resume em mero subjetivismo. Isto é, procuram apoderar-se da pessoa de Jesus Cristo e como que revestir-se dela, e assim lhe atribuem, nem mais nem menos, tudo o que eles mesmos fariam em circunstâncias idênticas. Assim pois, para concluirmos, a priori, e partindo de certos princípios que admitem, embora afirmem que os ignoram, na história real afirmam que Cristo nem foi Deus, nem fez coisa alguma de divino; e como homem, que ele fez e disse apenas aquilo que eles, referindo-se ao tempo em que viveu, acham que podia ter feito e dito.
Assim pois, como a história recebe da filosofia as suas conclusões, assim também a crítica, por sua vez, as recebe da história. O crítico, seguindo a pista do historiador, divide todos os documentos em duas partes. Depois de fazer o tríplice corte acima referido, passa todo o restante para a história real, e entrega a outra parte à história da fé, ou noutros termos, à história interna. Os modernistas põem grande empenho em distinguir estas duas histórias; e, note-se bem, contrapõem à história da fé a história real, enquanto real. Daí resulta, como já vimos, um duplo Cristo; um real, e outro que, de fato, nunca existiu, mas pertence à fé; um que viveu em determinado lugar e tempo, outro que se encontra nas piedosas meditações da fé; tal, por exemplo, é o Cristo descrito no Evangelho de São João, o qual Evangelho, pretendem-no os modernistas, do princípio ao fim é mera meditação.
Mas o domínio da filosofia na história ainda vai além. Feita, como dissemos, a divisão dos documentos em duas partes, apresenta-se de novo o filósofo com o seu princípio de imanência vital, e prescreve que tudo o que se acha na história da Igreja deve ser aplicado por emanação vital. E visto como a causa ou condição de qualquer emanação vital procede de alguma necessidade, todo acontecimento deve ser a conseqüência de uma necessidade, e deve considerar-se historicamente posterior a ela.
Que faz então o historiador? Entregue de novo ao estudo dos documentos, tanto nos livros sacros quanto nos demais, vai formando um catálogo de cada uma das necessidades que por sua vez se apresentaram à Igreja, quer relativos ao dogma, quer ao culto ou a outras matérias. Feito este catálogo, passa-o ao crítico. Este, pois, manuseia os documentos destinados à história da fé e os distribui de idade em idade, de maneira que correspondam ao elenco que lhe foi dado; e tudo isto faz tendo sempre em vista o preceito de que o fato é precedido da necessidade, e a narração, do fato.
Bem poderia ser que certas partes da Escritura Sagrada, como as Epístolas, também fossem um fato criado pela necessidade. Seja como for, o certo porém é que não se pode determinar a idade de nenhum documento, senão pela época em que cada necessidade se manifestou na Igreja. Convém ainda distinguir entre o começo de um fato e o seu desenrolar; porquanto, o que pode nascer em um dia, não cresce senão com o tempo. Esta é a razão pela qual o crítico ainda deve bipartir os documentos, já dispostos segundo as idades, segregando os que se referem às origens de um fato dos que pertencem ao seu desenvolvimento, e dispondo de novo estes últimos em ordem cronológica.
Feito isto, reaparece o filósofo e obriga o historiador a conformar os seus estudos com os preceitos e as leis da evolução. E o historiador, conformando-se, torna a esquadrinhar os documentos; a procurar com cuidado as circunstâncias em que se achou a Igreja, no correr dos tempos, as necessidades internas e externas que a impeliram ao progresso, os obstáculos que se levantaram, numa palavra, tudo o que puder servir para determinar o modo pelo qual se realizaram as leis da evolução. Concluído este trabalho, ele esboça em suas linhas principais a história do desenvolvimento dos fatos. Segue-se-lhe o crítico, que a este esqueleto histórico adapta os demais documentos.
Escreve-se então a narração; está completa a história; – mas agora perguntamos, essa história a quem se deve atribuir? Ao historiador ou ao crítico? A nenhum dos dois, por certo; mas ao filósofo. Tudo foi exarado por apriorismo, e certamente por um apriorismo abundante em heresias. São na verdade para lastimar esses homens, dos quais o Apóstolo disse: Desvairaram em seus pensamentos…gabando-se de sábios, estultos é que se tornaram (Rom 1,21-22); mas ao mesmo tempo provocam a indignação, quando acusam a Igreja de corromper os documentos para fazê-los servir aos próprios interesses. Isto é, atiram sobre a Igreja aquilo de que a própria consciência manifestamente os acusa.
Dessa desagregação e da disseminação dos documentos pelo decurso do tempo, segue-se naturalmente que os livros sagrados não podem absolutamente ser atribuídos aos autores de quem trazem o nome. E esta é a razão porque os modernistas não hesitam em afirmar a miúdo que esses livros, especialmente o Pentateuco e os três primeiros Evangelhos, de uma breve narração primitiva, foram pouco a pouco se avolumando por acréscimos e interpolações, seja a modo de interpretações teológicas ou alegóricas, seja a modo de transições para ligarem entre si as diversas partes.
Noutros termos mais breves e mais claros, querem que se deva admitir a evolução vital dos livros sacros, nascida da evolução da fé e correspondente à mesma. Acrescentam ainda que os sinais de tal evolução aparecem tão manifestos, que se poderia escrever a história dos mesmos. E chegam mesmo a escrever essa história, e com tanta persuasão que parecem eles mesmos ter visto com seus próprios olhos cada um dos escritores, que nos diversos séculos estenderam a mão sobre a Escritura para ampliá-la. Para confirmá-lo, recorrem à crítica que chamam textual, e se esforçam em persuadir que este ou aquele fato, estes ou aqueles dizeres não se acham no seu lugar, e aduzem ainda outras razões deste mesmo quilate. Dir-se-ia, na verdade, que se preestabeleceram certos tipos de narrações ou alocuções que servem de critério certíssimo para julgar se uma coisa está no seu lugar ou fora dele. Com semelhante método, julgue quem puder fazê-lo, se eles podem ser capazes de discernir. E no entanto, quem os ouvir discorrer a respeito dos seus estudos relativos à Escritura, na qual lograram descobrir tantas incongruências, é levado a crer que antes deles ninguém manuseou aqueles livros, e que não houve uma infinita multidão de Doutores, em talento, em sabedoria, e na santidade da vida muito superiores a eles, que os esquadrinharam em todos os sentidos.
E para esses sapientíssimos doutores tão longe estavam as Sagradas Escrituras de ter alguma coisa de repreensível que, ao contrário, quanto mais eles as aprofundavam, tanto mais agradeciam a Deus ter-se dignado de assim falar aos homens.
Mas é que os nossos doutores não se entregaram ao estudo da Escrituras com os meios de que se proviram os modernistas! Isto é, não se deixaram amestrar nem guiar por uma filosofia que tem a negação de Deus por ponto de partida, e nem se arvoraram a si mesmos em norma de bem julgar. Parece-nos, pois, já estar bem declarado o método histórico dos modernistas. O filósofo abre o caminho; segue-o o historiador; logo após, por seu turno, a crítica interna e textual. E como é próprio da primeira causa comunicar sua virtude às segundas, claro está que tal crítica não é uma qualquer crítica, mas por direito deve chamar-se agnóstica, imanentista, evolucionista; e por isso quem a professa ou dela se utiliza, professa os erros que se contém nela e se põe em oposição com a doutrina católica. Por esta razão é muito de admirar que tal gênero de crítica possa hoje ter tão grande aceitação entre católicos. Isto assim sucede por dois motivos: primeiro é a aliança íntima que há entre os historiadores e críticos desse gênero, não obstante qualquer diversidade de nacionalidade ou de crenças; o outro é a incrível audácia com que, qualquer parvoíce que algum deles diga, é pelos outros sublimada e decantada como progresso da ciência; se alguém o negar leva a pecha de ignorante; se, porém, o aceitar e defender, será coberto de louvores. Disto se segue que não poucos ficam enganados; entretanto, se melhor considerassem as coisas, ficariam, ao contrário, horrorizados. Desta prepotente imposição dos extraviados, deste incauto assentimento dos pusilânimes produz-se uma certa corrupção de atmosfera, que penetra em toda a parte e difunde o contágio. Mas passemos ao apologista.
O modernista apologeta
Entre os modernistas também este depende duplamente do filósofo. Primeiro indiretamente, tomando para matéria a história escrita sob a direção do filósofo, como vimos; depois diretamente, aceitando do filósofo os princípios e os juízos. Vem daqui o preceito comum da escola modernista, que a nova apologética deve dirimir as controvérsias religiosas por meio de indagações históricas e psicológicas.
Por isso, esses apologetas começam o seu trabalho advertindo os racionalistas de que não defendem a religião com os livros sacros, nem com as histórias vulgarmente usadas na Igreja e escritas à moda antiga; fazem-no, porém, com a história real, composta segundo os preceitos modernos e com método moderno. Assim o dizem, não como se argumentassem ad hominem, mas porque de fato acreditam que só em tal história se acha a verdade. Quando escrevem também não se preocupam de insistir na própria sinceridade; já são bastante conhecidos entre os racionalistas, já foram louvados como combatentes sob um mesmo estandarte; e desses louvores, que um verdadeiro católico deverá rechaçar, eles muito se lisonjeiam e se servem como de escudo contra as censuras da Igreja. Vejamos como qualquer um deles faz praticamente semelhante apologética. O fim que se propõe é de conduzir o homem que ainda não crê, a sentir em si aquela experiência da religião católica que, para os modernistas, é base da fé. Há dois caminhos a seguir: um objetivo e o outro subjetivo. O primeiro parte do agnosticismo, e tende a demonstrar que na religião, especialmente na católica, há tal energia vital, que obriga todo sábio psicólogo e historiador a admitir que na sua história se esconde alguma coisa incógnita. Para este fim é mister provar que a religião católica, qual hoje existe, é a mesma fundada por Cristo, ou melhor, é o progressivo desenvolvimento da semente a que Cristo deu origem. Convém, por conseguinte, antes de tudo, determinar qual seja essa semente.
Pretendem eles fazê-lo pela seguinte fórmula: Cristo anunciou a vida do reino de Deus, a realizar-se em breve, sendo ele o seu Messias, isto é, o executor e o organizador mandado por Deus. Depois disto convirá demonstrar como essa semente, sempre imanente na religião católica e permanente, devagar e a passo com a história se foi desenvolvendo e adaptando às sucessivas circunstâncias, assimilando vitalmente tudo o que nas mesmas lhe apresentavam de útil às formas doutrinais, cultuais, eclesiásticas; superando ao mesmo tempo os obstáculos, desbaratando os inimigos, e sobrevindo a toda sorte de contradições e lutas. Depois que todas estas coisas, a saber, os obstáculos, os inimigos, as perseguições, os combates, bem como a vitalidade e fecundidade da Igreja, se tiverem mostrado tais que, conquanto na história da mesma se vejam observadas as leis da evolução, todavia não são bastantes ainda para uma explicação cabal, virá pela frente o incógnito, que se apresentará por si mesmo. Assim dizem eles. Contudo, em todo este raciocinar há uma coisa que não percebem; que aquela determinação da semente primitiva é fruto exclusivo do apriorismo do filósofo agnóstico e evolucionista, e que a própria semente é por ele tão gratuitamente definida, que deveras parece convir à sua causa.
Mas esses apologetas, ao passo que com os referidos argumentos procuram asseverar e persuadir a religião católica, também por outra parte concedem que ela contém muitas coisas que desagradam. E também, com um prazer mal disfarçado, publicamente propalam que também em matéria dogmática encontram erros e contradições; não obstante acrescentarem que tais erros e contradições só merecem desculpas, mas, e é o que mais se admira, devem ser legitimados e justificados. Assim também nas Sagradas Escrituras, afirmam-no, ocorrem muitos erros em matéria científica e histórica. Mas aqueles livros, acrescentam, não tratam de ciência ou história, e sim de religião e de moral. A ciência e a história ali são meros invólucros, que contornam as experiências religiosas e morais, para mais facilmente se divulgarem no povo; e como este povo não poderia entender de outro modo, não lhe seria vantajoso, porém nocivo, estar de posse de uma ciência ou de uma história mais perfeita. Demais, continuam a dizer, os livros sagrados, porque religiosos por natureza, têm necessariamente a sua vida; a vida também por sua vez tem a sua verdade e a sua lógica, certamente diversa da verdade e da lógica racional, e até mesmo de ordem assaz diversa, a saber: é verdade de comparação e proporção, quer com o ambiente em que se vive, quer com o fim para que se vive. Chegam enfim a tal extremo, que se abalançam a afirmar, sem a menor restrição, que tudo o que se explica pela vida é verdadeiro e legítimo. – Nós, Veneráveis Irmãos, para quem a verdade é uma e única, e consideramos os livros sacros como escritos por inspiração do Espírito Santo e tendo Deus por autor (Conc. Vat. I De Ver. C.2), afirmamos que isto equivale a atribuir a Deus a mentira de utilidade ou oficiosa; e com as palavras de Santo Agostinho protestamos que, uma vez admitida em excelsa autoridade qualquer mentira oficiosa, não haverá nem uma pequena parte daqueles livros que, parecendo a alguém difícil de praticar ou incrível de crer, com a mesma perniciosíssima regra não seja atribuída a conselho ou utilidade do mendaz autor (Epíst. 28). E daí resultará o que o Santo Doutor acrescenta: Neles, isto é, nos livros sacros, cada um dará crédito ao que quiser, e rejeitará o que não lhe agradar. Mas esses apologetas não se preocupam com isto. Concedem ainda que nos livros sacros para sustentar uma doutrina qualquer, se acham por vezes razões que não se apóiam em nenhum razoável fundamento; a estes gêneros pertencem as que se fundam nas profecias. Contudo eles também como artifício de pregação, que são legitimados pela vida. Que mais? Concedem, pior ainda, sustentam que o próprio Jesus Cristo errou manifestamente, indicando o tempo da vinda do reino de Deus; e nem é para admirar, dizem, pois então ele ainda se achava sujeito às leis da vida! – Posto isto, que será dos dogmas da Igreja? Também estes estão cheios de evidentes contradições; mas, além de serem aceitos pela lógica da vida, não se acham em oposição com a verdade simbólica; pois, neles se trata do infinito, que tem infinitos aspectos. Enfim, tanto eles aprovam e defendem essas teorias, que não põem em dúvida em declarar que se não pode render ao Infinito maior preito de homenagens, do que afirmando acerca do mesmo coisas contraditórias! E admitindo-se a contradição, que é o que não se admitirá?
Além dos argumentos objetivos, o crente pode também ser disposto à fé pelos subjetivos. Para este fim os apologetas voltam-se de novo para a doutrina da imanência. Empenham-se em convencer o homem de que nele mesmo e nos íntimos recantos de sua natureza e de sua vida, se oculta o desejo e a necessidade de uma religião, não já de uma religião qualquer, mas da católica; porquanto esta, dizem, é rigorosamente requerida (postulata) pelo perfeito desenvolvimento da vida. E sobre este ponto nos vemos de novo obrigados a lamentar que não faltem católicos que, conquanto rejeitem a doutrina da imanência como doutrina, todavia se utilizam dela na apologética; e fazem-no tão incautamente, que parecem admitir não somente certa capacidade ou conveniência na natureza humana para a ordem sobrenatural, (o que os apologetas católicos com as devidas restrições sempre demonstram), mas também uma estrita e verdadeira exigência. Para sermos mais exatos, dizemos ainda que esta exigência da religião católica é sustentada pelos modernistas mais moderados. Pois, aqueles que podem ser denominados integralistas, pretendem que se deve mostrar ao homem que ainda não crê, como se acha latente dentro dele mesmo o gérmen que esteve na consciência de Cristo, e que Cristo transmitiu aos homens. Eis aqui, Veneráveis Irmãos, sumariamente descrito o método apologético dos modernistas, em tudo conforme com as doutrinas; e tanto o método como as doutrinas estão cheios de erros, capazes só de destruir e não de edificar, não de formar católicos, mas de arrastar os católicos à heresia, mais ainda, à completa destruição de toda religião!
O modernista reformador
Pouco resta-nos finalmente dizer a respeito das pretensões do modernista como reformador. Já pelo que está exposto fica mais que patente a mania de inovação que move estes homens; mania esta que não poupa absolutamente nada ao catolicismo. Querem a inovação da filosofia, particularmente nos seminários; de tal sorte que, desterrada a filosofia dos escolásticos para a história da filosofia, entre os sistemas já obsoletos, seja ensinada aos moços a moderna filosofia, que é a única verdadeira correspondente aos nossos tempos. Para a reforma da teologia, querem que aquela teologia que chamamos racional, seja fundamentada na filosofia moderna. Desejam, além disto, que a teologia positiva se baseie na história dos dogmas. Querem também que a história seja escrita e ensinada pelos seus métodos e com preceitos novos. Dizem que os dogmas e a sua evolução devem entrar em acordo com a ciência e a história. Para o catecismo, exigem que nos livros de catequese se introduzam só aqueles dogmas, que tiverem sido reformados e estiverem ao alcance da inteligência do vulgo. Acerca do culto, clamam que se devem diminuir as devoções externas e proibir que aumentem, embora, a bem da verdade, outros mais favoráveis ao simbolismo, se mostrem nisto mais indulgentes. Gritam a altas vozes que o regime eclesiástico deve ser renovado em todos os sentidos, mas especialmente na disciplina e no dogma. Por isto, dizem que por dentro e por fora se deve entrar em acordo com a consciência moderna, que se acha de todo inclinada para a democracia; e assim também dizem que o clero inferior e o laicato devem tomar parte no governo, que deve ser descentralizado. Também devem ser transformadas as Congregações romanas, e antes de todas, as do Santo Ofício e do Índice. Deve mudar-se a atitude da autoridade eclesiástica nas questões políticas e sociais, de tal sorte que não se intrometa nas disposições civis, mas procure amoldar-se a elas, para penetrá-las no seu espírito. Em moral estão pelo Americanismo, dizendo que as virtudes ativas devem antepor-se às passivas, e que convém promover o exercício daquelas de preferência a estas. Desejam que o clero volte à antiga humildade e pobreza e querem-no também de acordo no pensamento e na ação com os preceitos do modernismo. Finalmente não falta entre eles quem, obedecendo muito de boa mente aos acenos dos seus mestres protestantes, até deseje ver suprimido do sacerdócio o sacro celibato. Que restará, pois, de intacto na Igreja, que não deva por eles ou segundo os seus princípios ser reformado?
Crítica geral de todo o sistema
Talvez que na exposição da doutrina dos modernistas tenhamos parecido a alguém, Veneráveis Irmãos, demasiadamente prolixos. Isso, porém, foi de todo necessário, tanto para que não continuem a acusar-nos, como costumam, de ignorar as suas teorias, como também, para que se veja que quando se fala de modernismo, não se trata de doutrinas vagas e desconexas, mas de um corpo uno e compacto de doutrinas em que, admitida uma, todas as demais também o deverão ser. Por isso, também quisemos servir-nos de uma forma quase didática, e nem recusamos os vocábulos bárbaros, que os modernistas adotam. Se, pois, de uma só vista de olhos atentarmos para todo o sistema, a ninguém causará pasmo ouvir-Nos defini-lo, afirmando ser ele a síntese de todas as heresias. Certo é que se alguém se propusesse juntar, por assim dizer, o destilado de todos os erros, que a respeito da fé têm sido até hoje levantados, nunca poderia chegar a resultado mais completo do que alcançaram os modernistas. Tão longe se adiantaram eles, como já o notamos, que destruíram não só o catolicismo, mas qualquer outra religião. Com isto se explicam os aplausos do racionalistas; por isto aqueles dentre os racionalistas que falam mais clara e abertamente, se vangloriam de não ter aliados mais efetivos que os modernistas. E de fato, voltemos um pouco, Veneráveis Irmãos, à prejudicialíssima doutrina do agnosticismo. Com esta, por parte da inteligência está fechado ao homem todo o caminho para chegar a Deus, ao passo que se torna mais aberto por parte de um certo sentimento e da ação. Quem não percebe, porém, que isto se afirma em vão?
O sentimento corresponde sempre à ação de um objeto, que é proposto pela inteligência ou pelos sentidos. Excluí a inteligência, e o homem seguirá mais arrebatadamente os sentidos pelos quais é já arrastado. Além de que, quaisquer que sejam as fantasias de um sentimento religioso, não podem elas vencer o senso comum; ora, o senso comum nos ensina que toda a perturbação ou preocupação do espírito, longe de ajudar, impede a investigação da verdade (queremos dizer da verdade em si mesma); ao passo que aquela outra verdade subjetiva, fruto do sentimento íntimo e da ação, quando muito serviria para um jogo de palavras, sem nada aproveitar ao homem, que antes de tudo quer saber se, fora de si, existe ou não um Deus, em cujas mãos há de cair um dia. Recorrem outrossim e com afinco à experiência. Mas, que pode ela acrescentar ao sentimento? Nada, por certo; poderá apenas torná-lo mais intenso; e esta intensidade tornará proporcionalmente mais firme a persuasão da verdade do objeto. Estas duas coisas, porém, não farão que o sentimento deixe de ser sentimento, nem lhe mudarão a natureza, sempre sujeita a engano, se não for auxiliada pela inteligência; pelo contrário, confirmarão e reforçarão o sentimento, pois que este, quanto mais intenso for, tanto mais direito terá a ser sentimento. Como porém tratamos aqui do sentimento religioso e da experiência, que nele se contém, sabeis por certo, Veneráveis Irmãos, com quanta prudência convém tratar esta matéria, e quanta ciência se requer para regular esta mesma prudência. Vós o sabeis, pelo contacto que tendes com as almas, especialmente aquelas em que domina o sentimento; Vós o sabeis pelo estudo dos tratados de ascética que, não obstante serem menosprezados pelos modernistas, contém doutrina mais sólida e mais fina observação do que aquela de que se vangloriam os modernistas.
E a Nós, na verdade, parece-Nos ser só de um demente ou pelo menos de um rematado imprudente o admitir, sem mais exame, por verdadeiras, as tais experiências íntimas apregoadas pelos modernistas. Por que será então, dizemo-lo aqui de passagem, que tendo essas experiências tão grande força e certeza, não o possa também ter a experiência de milhares de católicos, quando afirmam que os modernistas vagueiam por um caminho errado? A maior parte dos homens sustenta e há de sempre sustentar com firmeza que, só com o sentimento e a experiência, sem a guia e a luz da inteligência, nunca se chegará ao conhecimento de Deus. Resta, portanto, ainda uma vez, ou o ateísmo ou a absoluta falta de religião. Não esperem os modernistas melhores resultados da sua doutrina do simbolismo. De fato, se todos os elementos, que chamam intelectuais, não passam de meros símbolos de Deus, por que motivo não será também um símbolo o mesmo nome de Deus ou de personalidade divina? E se assim for, bem se poderia duvidar da mesma personalidade divina, e teremos aberta a estrada para o panteísmo. Do mesmo modo, a um puro e simples panteísmo leva a outra doutrina da imanência divina. Pois, se perguntarmos: essa imanência distingue ou não distingue Deus do homem? Se distingue, que divergência então pode haver entre essa doutrina e a católica? Ou então, por que rejeitam os modernistas a doutrina da revelação externa? Se, pelo contrário, não se distingue, temos de novo o panteísmo.
Mas, de fato, a imanência dos modernistas quer e admite que todo o fenômeno de consciência proceda do homem enquanto homem. Com legítimo raciocínio deduzimos portanto que Deus e o homem são uma e a mesma coisa; e daqui o panteísmo. Também a distinção que fazem entre as ciência e a fé, não leva a outro resultado. Põem o objeto da ciência na realidade do cognoscível, e o da fé na realidade do incognoscível. Ora, o incognoscível é produzido pela completa desproporção entre o objeto e a inteligência. E esta desproporção, acrescentam, nunca poderá cessar. Logo, o incognoscível ficará sempre incognoscível, tanto para o crente quanto para o filósofo. Se, pois, alguma religião houver, o seu objeto será sempre a realidade do incognoscível; e não sabemos por que motivo essa realidade não poderá ser a alma universal do mundo, como querem certos racionalistas. Isto já é bastante para bem nos certificarmos de que muitos são os caminhos, pelos quais a doutrina modernista vai acabar no ateísmo e na destruição de toda religião. Neste caminho os protestantes deram o primeiro passo; os modernistas o segundo; pouco falta para o completo ateísmo.
II ª PARTE
AS CAUSAS DO MODERNISMO
Para mais a fundo conhecermos o modernismo e o mais apropriado remédio acharmos para tão grande mal, cumpre agora, Veneráveis Irmãos, indagar algum tanto das causas donde se originou e porque se tem desenvolvido. Não há duvidar que a causa próxima e imediata é a aberração do entendimento. As remotas, reconhecemo-las duas: o amor de novidades e o orgulho. O amor de novidades basta por si só para explicar toda a sorte de erros. Por esta razão o Nosso sábio predecessor Gregório XVI, com toda a verdade escreveu (Encicl. “Singulari Nos” 7/07/1834): «Muito lamentável é ver até onde se atiram os delírios da razão humana, quando o homem corre após as novidades e, contra as admoestações de São Paulo, se empenha em saber mais do que convém e, confiando demasiado em si, pensa que deve procurar a verdade fora da Igreja Católica, onde ela se acha sem a menor sombra de erro». Contudo, o orgulho tem muito maior força para arrastar ao erro os entendimentos; e é o orgulho que, estando na doutrina modernista como em sua própria casa, aí acha à larga de que se cevar e com que ostentar as suas manifestações.
Efetivamente, o orgulho fá-los confiar tanto em si que se julgam e dão a si mesmos como regra dos outros. Por orgulho loucamente se gloriam de ser os únicos que possuem o saber, e dizem desvanecidos e inchados: Nós cá não somos como os outros homens. E, de fato, para o não serem, abraçam e devaneiam toda a sorte de novidades, até das mais absurdas. Por orgulho repelem toda a sujeição, e afirmam que a autoridade deve aliar-se com a liberdade.
Por orgulho, esquecidos de si mesmos, pensam unicamente em reformar os outros, sem respeitarem nisto qualquer posição, nem mesmo a suprema autoridade. Para se chegar ao modernismo não há, com efeito, caminho mais direto do que o orgulho. Se algum leigo ou também algum sacerdote católico esquecer o preceito da vida cristã, que nos manda negarmos a nós mesmos para podermos seguir a Cristo, e se não afastar de seu coração o orgulho, ninguém mais do ele se acha naturalmente disposto a abraçar o modernismo! – Seja portanto, Veneráveis Irmãos, o vosso primeiro dever resistir a esses homens soberbos, ocupá-los nos misteres mais humildes e obscuros, a fim de serem tanto mais deprimidos quanto mais se enaltecem, e, postos na ínfima plana, tenham menor campo a prejudicar. Além disto, por vós mesmos ou pelos reitores dos seminários, procurai com cuidado conhecer os jovens que se apresentam candidatos às fileiras do clero; e se algum deles for de natural orgulhoso, riscai-o resolutamente do número dos ordinandos. Neste ponto, quisera Deus que se tivesse sempre agido com a vigilância e fortaleza que era mister!
Passando das causas morais às que se relacionam com a inteligência, surge sempre a ignorância. Todos os modernistas que pretendem ser ou parecer doutores na Igreja, exaltando em voz clamorosa a moderna filosofia e desdenhando a Escolástica, abraçaram a primeira, iludidos pelo seu falso brilho, porque, ao ignorarem completamente a segunda, careceram dos meios convenientes para reconhecerem a confusão das idéias e refutar os sofismas. É, pois, da aliança da falsa filosofia com a fé que surgiu o seu sistema, formado de tantos e tamanhos erros.
Quem dera que eles fossem no entanto menos zelosos e sagazes na propaganda destes erros! Mas, em vez disto, é tal a sua esperteza, é tão indefeso o seu trabalho, que deveras causa pesar ver consumirem-se em prejuízo da Igreja tantas forças, que bem empregadas lhe seriam muito vantajosas. Para conduzirem os espíritos ao erro, usam de dois meios: removem primeiro os obstáculos, e em seguida procuram com máxima cautela os ardis que lhes poderão servir, e põem-nos em prática, incessante e pacientemente. Dentre os obstáculos, três principalmente se opõem aos seus esforços: o método escolástico de raciocinar, a autoridade dos Padres com a Tradição, o Magistério eclesiástico. Tudo isto é para eles objeto de uma luta encarniçada. Por isso, continuamente escarnecem e desprezam a filosofia e a teologia escolástica. Quer o façam por ignorância, quer por temor, quer mais provavelmente por um e outra, o certo é que a mania da novidade neles se acha aliada com ódio à escolástica; e não há sinal mais manifesto de que começa alguém a volver-se para o modernismo do que começar a aborrecer a escolástica. Lembrem-se os modernistas os seus fautores da condenação que Pio IX infligiu a esta proposição (Syll. prop. 13):
«O método e os princípios com que os antigos doutores escolásticos trataram a teologia, não condizem mais com as necessidades dos nossos tempos e com os progressos da ciência». São também muito astuciosos em desvirtuar a natureza e a eficácia da Tradição, a fim de privá-la de todo o peso e autoridade. Porém, nós, os católicos, teremos sempre do nosso lado a autoridade do segundo Concílio de Nicéia, que condenou «aqueles que ousam…, à maneira de perversos hereges, desprezar as tradições eclesiásticas e imaginar qualquer novidade… ou pensar maliciosa e astutamente em destruir o que quer que seja das legítimas tradições da Igreja católica». Teremos sempre a profissão do quarto Concílio de Constantinopla: «Professamos, portanto, conservar e defender as regras que, tanto pelos santos e célebres Apóstolos quanto pelos Concílios universais e locais, ortodoxos, mesmo por qualquer deíloquo Padre e Mestre da Igreja, foram dadas à Santa Igreja Católica e apostólica. Por esta razão os Pontífices Romanos Pio IV e Pio IX quiseram que se acrescentassem estas palavras à profissão de fé: Creio firmemente e professo as tradições apostólicas e eclesiásticas e todas as demais determinações e constituições da mesma Igreja. O mesmo juízo que fazem da Tradição, estendem-no os modernistas também aos santos Padres da Igreja. Com a maior temeridade, tendo-os embora como muito dignos de toda a veneração, fazem-nos passar por muito ignorantes da crítica e da história, no que seriam indesculpáveis, se outros houveram sido os tempos em que viveram. Põem, finalmente, todo o empenho em diminuir e enfraquecer o magistério eclesiástico, ora deturpando-lhe sacrilegamente a origem, a natureza, os direitos, ora repetindo livremente contra ele as calúnias dos inimigos. À grei dos modernistas quadram estas palavras que muito a contragosto escreveu Nosso Predecessor: «Para atirarem sobre a mística Esposa de Jesus Cristo, que é verdadeira luz, o desprezo e o ódio, os filhos das trevas tomaram o costume de deprimi-la em público com uma insensata calúnia e, trocando a noção das coisas e das palavras, de chamá-la amiga do obscurantismo, sustentáculo da ignorância, inimiga da luz, da ciência e do progresso (Motu-proprio. “Ut mysticam”,14/03/1891). Em vista disto, Veneráveis Irmãos, não é para admirar que os católicos, denodados defensores da Igreja, sejam alvo do ódio mais desapoderado dos modernistas. Não há injúria que lhes não atirem em rosto; mas de preferência os chamam ignorantes e obstinados. Se a erudição e o acerto de quem os refuta os atemoriza, procuram descartá-lo, recorrendo ao silêncio. Este modo de proceder com os católicos torna-se ainda mais odioso, porque eles ao mesmo tempo exaltam descompassadamente com incessantes louvores os que seguem o seu partido; acolhem e batem palmas aos seus livros, eriçados de novidades; e quanto mais alguém mostra ousadia em destruir as coisas antigas, em rejeitar as tradições e o magistério eclesiástico, tanto mais encarecem a sua sabedoria; e por fim, o que a todo espírito reto causa horror, não só elogiam pública e encarecidamente, mas veneram como mártir quem quer por acaso for condenado pela Igreja. Movidos e abalados por toda essa celeuma de louvores e impropérios, com o fito, ou de não passarem por ignorantes, ou de serem tidos por sábios, os ânimos juvenis, instigados interiormente pelo orgulho e pelo amor das novidades dão-se por vencidos e desertam para o modernismo.
Com isto já chegamos aos artifícios com que os modernistas passam as suas mercadorias. Que recursos deixam eles de empregar para angariar sectários? Procuram conseguir cátedras nos seminários e nas Universidades, para tornarem-se insensivelmente cadeiras de pestilência. Inculcam as suas doutrinas, talvez disfarçadamente, pregando nas igrejas; expõem-nas mais claramente nos congressos; introduzem e exaltam-nas nos institutos sociais sob o próprio nome ou sob o de outrem; publicam livros, jornais, periódicos.
Às vezes um mesmo escritor se serve de diversos nomes, para enganar os incautos, simulando grande número de autores. Numa palavra, pela ação, pela palavra, pela imprensa, tudo experimentam, de modo as parecerem agitados por uma violenta febre. Que resultado terão eles alcançado? Infelizmente lamentamos a perda de grande número de moços, que davam ótimas esperanças de poderem um dia prestar relevantes serviços à Igreja, atualmente fora do bom caminho.
Lamentamos esses muitos que, embora não se tenham adiantado tanto, tendo contudo respirado esse ar infeccionado, já pensam, falam e escrevem com tal liberdade, que em católicos não assenta bem.
Vemo-los entre os leigos; vemo-los entre os sacerdotes; e, quem o diria? Vemo-los até no seio das famílias religiosas. Tratam a Escritura à maneira dos modernistas. Escrevendo sobre a história tudo o que pode desdourar a Igreja divulgam cuidadosamente e com disfarçado prazer. Guiados por um certo apriorismo, procuram sempre desfazer as piedosas tradições populares. Mostram desdenhar as sagradas relíquias, respeitáveis pela sua antigüidade. Enfim, vivem preocupados em fazer o mundo falar de suas pessoas; e sabem que isto não será possível, se disserem as mesmas coisas que sempre se disseram.
Podem estar eles na persuasão de fazerem coisa agradável a Deus e à Igreja; na realidade, porém, ofendem gravemente a Deus e à Igreja, se não com suas obras, de certo com o espírito que os anima e com o auxílio que prestam ao atrevimento dos modernistas.
III ª PARTE
REMÉDIOS
A esta torrente de gravíssimos erros, que às claras e às ocultas se vai avolumando, o Nosso Predecessor Leão XIII, de feliz memória, procurou energicamente levantar um dique, principalmente no que se refere às Sagradas Escrituras. Já vimos, porém, que os modernistas não se deixam facilmente intimidar; eis porque, aparentando o maior acatamento e a mais apurada humildade, inverteram as palavras do Pontífice do modo que lhes convinha, e propalaram que os atos do mesmo eram dirigidos a outros. Destarte o mal, dia a dia, foi tomando maiores proporções.
É por isto, Veneráveis Irmãos, que decidimos lançar mãos, sem demora, de medidas mais enérgicas. Nós, porém, vos pedimos e suplicamos que em negócio de tal monta nada, de modo algum, se deixe a desejar em vossa vigilância, desvelo e fortaleza. E isto mesmo que vos pedimos e de vós esperamos, pedimo-lo também e esperamo-lo dos demais pastores das almas, dos educadores e mestres do jovem clero, e particularmente dos Superiores gerais das Ordens religiosas.
I. No que se refere aos estudos, queremos em primeiro lugar e mandamos terminantemente, que a filosofia escolástica seja tomada por base dos estudos sacros. Bem se compreende que «se os doutores escolásticos trataram certas questões com excessiva argúcia, ou foram omissas noutras; se disseram coisas que mal se acomodam com as doutrinas apuradas nos séculos posteriores, ou mesmo alguma coisa inadmissível, mui longe está de nossa intenção querer que tudo isto deva servir de exemplo a imitar nos nossos dias (Leão XIII, Enc.Aeterni Patris).
O que importa saber, antes de tudo, é que a filosofia escolástica, que mandamos adotar, é principalmente a de Santo Tomás de Aquino; a cujo respeito queremos fique em pleno vigor tudo o que foi determinado pelo Nosso Predecessor e, se há mister, renovamos, confirmamos e mandamos severamente sejam por todos observadas aquelas disposições. Se isto tiver sido descuidado nos seminários, insistam e exijam os Bispos que para o futuro se observe. Tornamos extensiva a mesma ordem aos Superiores das Ordens religiosas. E todos aqueles que ensinam fiquem cientes de que não será sem graves prejuízos que especialmente em matérias metafísicas, se afastarão de Santo Tomás.
Fundamentada assim a filosofia, sobre ela se erga com a maior diligência o edifício teológico. Veneráveis Irmãos, promovei com toda a solicitude o estudo da teologia, de tal sorte que ao saírem dos seminários os clérigos lhe tenham alta consideração e profundo amor, e sempre o conservem carinhosamente. Porquanto é de todos sabido que na quase infinitude das disciplinas que se apresentam às inteligências ávidas do saber, é tão certo que à teologia cabe o primeiro lugar, que os antigos diziam que era dever das outras ciências e artes servirem-na e auxiliarem-na como escravas (Leão XIII, carta ap. In magna, 10/12/1889). Aproveitamos esta ocasião para dizer que Nos parecem dignos de louvor aqueles que, salvando o respeito devido à Tradição, aos Santos Padres, ao magistério eclesiástico, procuram esclarecer a teologia positiva com prudente critério e normas católicas (coisa que nem sempre se observa), tirando luzes da verdadeira história. Certo é que na atualidade, à teologia positiva se deve dar maior extensão que outrora; entretanto, isto se deve fazer de tal sorte que não seja de nenhum modo em detrimento da teologia escolástica, e sejam censurados como fautores do modernismo, aqueles que de tal modo elevam a teologia positiva que parece quase desprezarem a escolástica.
Quanto às disciplinas profanas, basta lembrar o que sabiamente disse o Nosso Predecessor (Alloc. De 7/03/1880): «Aplicai-vos diligentemente ao estudo das coisas naturais; pois, assim como em nossos dias as engenhosas descobertas e os úteis empreendimentos com sobeja razão são admirados pelos contemporâneos, da mesma sorte serão alvo de perenes louvores e encarecimentos dos vindouros». Seja isto feito sem prejuízo dos estudos sacros; assim também o advertiu o mesmo Nosso Predecessor, pela seguintes palavras (lugar citado): «A causa de tais erros, se a investigarmos cuidadosamente, provém principalmente de que hoje, quanto maior intensidade se dá aos estudos das ciências naturais, tanto mais se descuram as disciplinas mais severas e mais elevadas; algumas destas são, de fato, quase atiradas ao esquecimento; outras são tratadas com pouca vontade e de leve, e, coisa indigna, perdido o esplendor de sua primitiva dignidade, são deturpadas por opiniões inverossímeis e por enormes erros. É esta a lei à qual mandamos que se conformem os estudos das ciências naturais nos seminários.
II. Em vista tanto destas Nossas disposições como da do Nosso Antecessor, convém prestar muita atenção toda vez que se tratar da escolha dos diretores e professores tanto dos seminários quanto das Universidades católicas. Todo aquele que tiver tendências modernistas, seja ele quem for, deve ser afastado quer dos cargos quer do magistério; e se já tiver de posse, cumpre ser removido.
Faça-se o mesmo com aqueles que, às ocultas ou às claras, favorecerem o modernismo, louvando os modernistas, ou atenuando-lhes a culpa, ou criticando a escolástica, os Santos Padres, o magistério eclesiástico, ou negando obediência a quem quer que se ache em exercício do poder eclesiástico; bem assim como aqueles que se mostrarem amigos da novidade em matéria histórica, arqueológica e bíblica; e finalmente com aqueles que se descuidarem dos estudos sacros ou parecerem dar preferência aos profanos. Neste ponto, Veneráveis Irmãos, e particularmente na escolha dos lentes, nunca será demasiada a vossa solicitude e constância; porquanto, é o mais das vezes ao exemplo dos mestres que se formam os discípulos. Firmados, portanto, no dever da consciência, procedei nesta matéria com prudência, mas também com energia.
Não deve ser menor a vossa vigilância e severidade na escolha daqueles que devem ser admitidos ao Sacerdócio. Longe, muito longe do clero esteja o amor às novidades; Deus não vê com bons olhos os ânimos soberbos e rebeldes! A ninguém doravante se conceda a láurea da teologia ou direito canônico, se primeiro não tiver feito todo o curso de filosofia escolástica. Se, não obstante isto, ela for concedida, será nula. Tornem-se doravante extensivas a todas as nações as disposições emanadas da Sagrada Congregação dos Bispos e Regulares no ano 1896, acerca da freqüência dos clérigos regulares e seculares da Itália às Universidades. Os clérigos e sacerdotes inscritos a um Instituto ou a uma Universidade católica, não poderão freqüentar nas Universidades civis cursos também existentes nos Institutos católicos a que se inscreveram. Se, em tempos passados, isto tiver sido concedido em algum lugar, mandamos que de ora em diante não mais se permita. Ponham os Bispos que formam o conselho diretivo de tais Institutos católicos ou Universidades católicas, o maior empenho em fazer observar estas nossas determinações.
III. Compete, outrossim, aos Bispos providenciar para que os livros dos modernistas já publicados não sejam lidos, e as novas publicações sejam proibidas. Qualquer livro, jornal ou periódico desse gênero não poderá ser permitido aos alunos dos seminários ou das Universidades católicas, pois daí não lhes proviria menor mal do que o que produzem as más leituras; antes, seria ainda pior, porque ficaria contaminada a mesma raiz da vida cristã. Nem diversamente se há de julgar dos escritos de certos católicos, homens aliás de não más intenções, porém faltos de estudos teológicos e embebidos de filosofia moderna, que procuram conciliar com a fé, e fazê-la servir, como eles dizem, em proveito da mesma fé. O nome e a boa reputação dos autores faz com que tais livros sejam lidos sem o menor escrúpulo, e por isto mesmo se tornam assaz perigosos para pouco e pouco encaminharem ao modernismo.
Querendo, Veneráveis Irmãos, dar-vos normas gerais em tão grave assunto, se em vossas dioceses circularem livros perniciosos, procurai energicamente proscrevê-los, condenando-os mesmo solenemente, se o julgardes oportuno. Conquanto esta Sede Apostólica procure por todos os meios proscrever tais publicações, tornou-se hoje tão avultado o seu número que não lhe bastariam forças para condená-las todas. Disto resulta às vezes que o remédio já chega tarde, porque a demora já facilitou a infiltração do mal. Queremos, por conseguinte, que os Bispos, pondo de parte todo o receio, repelindo a prudência da carne, desdenhando a grita dos maus, com suavidade perseverante cumpram todos o que lhes cabe, lembrando-se do que na Constituição Apostólica Officiorum, Leão XIII escreveu: «Empenhem-se os Ordinários, mesmo como Delegados da Sede Apostólica, em proscrever e tirar das mãos dos fiéis os livros ou quaisquer escritos nocivos publicados ou divulgados nas suas dioceses». Com estas palavras, é verdade, concede-se um direito; mas, ao mesmo tempo, também se impõe um dever. Ninguém, contudo, julgue ter cumprido tal dever pelo fato de Nos remeter um ou outro livro, deixando entretanto muitíssimos outros serem publicados e divulgados. Nem se julguem desobrigados disto por terem ciência de que certo livro alcançou de outrem o Imprimatur, porquanto tal concessão pode ser falsa, como também pode ter sido por descuido, por excesso de benignidade, ou por demasiada fé no autor; e este último caso pode muito facilmente dar-se nas Ordens religiosas. Acresce também saber que, assim como todo e qualquer alimento não serve igualmente para todos, da mesma sorte um livro que pode ser inocente num lugar, já noutro, por certas circunstâncias, pode tornar-se nocivo. Se, por conseguinte, o Bispo, depois de ouvir o parecer de pessoas prudentes, julgar que em sua diocese deve ser condenado algum desses livros, damos-lhe para isto ampla faculdade, e até o oneramos com este dever. Desejamos entretanto se conservem as devidas atenções, e talvez baste num ou noutro caso restringir ao clero essa proibição; e ainda mesmo neste caso os livreiros católicos estão obrigados a não dar à venda as publicações proibidas pelo Bispo. E já que nos caiu sob a pena este assunto, atendam os Bispos a que os livreiros, por avidez de lucro, não vendam livros perniciosos; o certo é que nos catálogos de alguns deles não poucas vezes se vêem anunciados, e com bastante louvores, os livros dos modernistas. Se eles a isto se recusarem, não ponham dúvida os Bispos em privá-los do título de livreiros católicos; da mesma sorte, e por mais forte razão, se gozarem do título de episcopais; mas, se tiverem o título de pontifícios, seja o caso deferido à Santa Sé. A todos finalmente lembramos o artigo XXVI da citada Constituição apostólica Officiorum: «Todas as pessoas que tiverem obtido faculdade apostólica de ler e conservar livros proibidos, não se acham por esse mesmo fato autorizadas a ler livros ou jornais proscritos pelos Ordinários locais, salvo se no indulto apostólico se achar expressamente declarada a licença de ler e conservar livros condenados por quem quer seja».
IV. No entanto não basta impedir a leitura ou a venda de livros maus; cumpre, outrossim, impedir-lhes a impressão. Usem pois, os Bispos a maior severidade em conceder licença para impressão. E visto como é grande o número de livros que, segundo a Constituição Officiorum, hão mister da autorização do Ordinário, é costume em certas dioceses designar, em número conveniente, Censores, por ofício, para o exame dos manuscritos. Louvamos com efusão de ânimo essa instituição de censura; e não só exortamos, mas mandamos que se estenda a todas as dioceses. Haja, portanto, em todas as Cúrias episcopais censores para a revisão dos escritos em via de publicação. Sejam estes escolhidos no clero secular e regular, homens idosos, sábios e prudentes, que ao aprovar ou reprovar uma doutrina tomem um meio termo seguro. Terão eles o encargo de examinar tudo o que, segundo os artigos XLI e XLII da referida Constituição, precisar de licença para ser publicado. O Censor dará o seu parecer por escrito. Se for favorável, o Bispo permitirá a impressão com a palavra Imprimatur, que deverá ser precedida do Nihil obstat e do nome do Censor. Também na Cúria romana, como nas outras, serão estabelecidos Censores de Ofício. Serão estes designados pelo Mestre do Sagrado Palácio Apostólico, depois de consultar o Cardeal Vigário de Roma e obtido também o consentimento e aprovação do Sumo Pontífice. O mesmo determinará qual dos Censores deverá examinar cada escrito. A licença de impressão será concedida pelo referido Mestre juntamente com o Cardeal Vigário ou o seu Vice-gerente, antepondo-se, porém, como acima se disse, o Nihil obstat e o nome do Censor. Somente em circunstâncias extraordinárias e raríssimas, a prudente juízo do Bispo, poderá omitir-se a menção do Censor. Nunca se dará a conhecer ao autor o nome do Censor, antes que este tenha dado seu juízo favorável, afim de que o Censor não venha sofrer vexames, enquanto examinar os escritos ou depois que os tiver desaprovado. Nunca se escolham Censores entre as Ordens religiosas, sem primeiro pedir secretamente o parecer ao Superior provincial, ou, se se tratar de Roma, ao Geral; estes deverão em consciência dar atestado dos costumes, do saber, da integridade e das doutrinas do escolhido. Avisamos aos Superiores religiosos do gravíssimo dever que têm de nunca permitir que algum de seus súditos publique alguma coisa, sem a prévia autorização juntamente com a do Ordinário. Declaramos em último lugar, que o título de Censor, com que alguém for honrado, nenhuma eficácia terá nem jamais poderá ser aduzido para corroborar as suas opiniões particulares.
Ditas estas coisas em geral, particularmente mandamos a mais rigorosa observância do que se prescreve no artigo XLII da citada Constituição Officiorum, a saber: «É proibido aos sacerdotes seculares tomarem a direção de jornais ou periódicos, sem prévia autorização do Ordinário». Será privado desta licença quem, depois de ter recebido advertência, continuar a fazer mau uso dela. Como há certos sacerdotes, que, com o nome de correspondentes, ou colaboradores, escrevem nos jornais ou periódicos, artigos infectos de modernismo, tomem providências os Bispos para que tal não aconteça; e, acontecendo, advirtam-nos e proíbam-nos de escrever. Com toda a autoridade mandamos que os Superiores das Ordens religiosas façam o mesmo; e se estes se mostrarem descuidados neste ponto, façam-no os Bispos com autoridade delegada do Sumo Pontífice. Sempre que for possível tenham os jornais e periódicos publicados pelos católicos um determinado Censor. Será este obrigado à revisão de todas as folhas ou fascículos já impressos; e se encontrar alguma coisa perigosa, fará corrigi-la quanto antes. E se o Censor tiver deixado passar alguma coisa, o Bispo tem o direito de fazê-la corrigir.
V. Já nos referimos acima aos congressos, reuniões públicas, em que os modernistas se aplicam à pública defesa e propaganda das suas opiniões. Salvo raríssimas exceções, de ora em diante os Bispos não permitirão mais os congressos de sacerdotes. Se nalgum caso o permitirem, será sob condição de não tratarem de assuntos de competência dos Bispos ou da Santa Sé, de não fazerem propostas nem petições que envolvam usurpação de jurisdição, nem se faça menção alguma de tudo o que pareça modernismo, presbiterianismo ou laicismo. A essas reuniões que devem ser autorizadas, cada uma em particular e por escrito, e na época oportuna, não poderá comparecer sacerdote algum de outra diocese, sem as cartas de recomendação do próprio Bispo. Lembrem-se todos os sacerdotes do que por estas gravíssimas palavras, Leão XIII recomendou (Carta Enc. Nobilissima Gallorum 10/02/1884): «Seja intangível para os sacerdotes a autoridade dos próprios Bispos; persuadem-se de que se o ministério sacerdotal não se exercer debaixo da direção do Bispo, não será santo, nem proveitoso nem merecedor de respeito».
VI. Mas que aproveitariam, Veneráveis Irmãos, as Nossas ordens e as Nossas prescrições, se não fossem observadas como se deve com firmeza? Para o alcançarmos, pareceu-Nos bem estender a todas as dioceses o que desde muito anos os Bispos da Úmbria, com tanta sabedoria, resolveram entre si (Atas do Congresso dos Bispos de Úmbria, nov.1849, Tit. II art.6). «Para extirpar, diziam eles, os erros já espalhados e impedir que se continue a sua difusão, ou que haja mestres de impiedade que perpetuam os perniciosos efeitos produzidos por essa mesma difusão, seguindo o exemplo de São Carlos Borromeu, este sacro Congresso determina que em cada diocese se institua um conselho de homens eméritos dos dois cleros, com a incumbência de ver se, e de que modo, os novos erros se dilatam e se propagam, e dar aviso disto ao Bispo, para que de comum acordo se providencie para a extinção do mal logo que desponte e não tenha tempo de espalhar-se com detrimento das almas, nem, o que ainda seria pior, de se avigorar e crescer. Determinamos, pois, que em cada diocese se institua um semelhante Conselho, que se denominará Conselho de Vigilância. Os membros do Conselho serão escolhidos pela normas já prescritas para os Censores dos livros. Reunir-se-ão de dois em dois meses, em dia determinado, em presença do Bispo; e as coisas tratadas ou resolvidas guardem-nas os Conselheiros com segredo inviolável.
Serão estes os deveres dos membros do Conselho: investiguem com cuidado os vestígios do modernismo, tanto nos livros como no magistério, e com prudência, rapidez e eficácia providenciem quando houver mister pela preservação do clero e da mocidade. – Combatam as novidades de palavras, e lembrem-se dos avisos de Leão XIII (Instr. S.C. NN. EE. EE. 27/01/1902): «Nas publicações católicas não se poderia aprovar uma linguagem que, inspirando-se em perniciosas novidades, parecesse escarnecer da piedade dos fiéis e falasse de nova orientação da vida cristã, de novas direções da Igreja, de novas aspirações da alma moderna, de nova vocação do clero, de nova civilização cristã». Não se tolerem tais dislates nem nos livros nem nas cátedras. – Não se descuidem dos livros em que se tratar das piedosas tradições de cada lugar, ou das sagradas Relíquias. Não permitam que se ventilem tais questões em jornais ou em periódicos destinados a nutrir a piedade, nem com expressões que tenham ares de zombaria ou de desdém, nem com afirmações decisivas, particularmente, como quase sempre sucede, quando o que se afirma não passa as raias da probabilidade ou quando se baseia em opiniões e preconceitos. – Acerca das sagradas Relíquias tomem-se as seguintes normas: se os Bispos, que são os únicos juízes nesta matéria, reconhecerem com certeza que uma relíquia é falsa, sem demora a subtrairão ao culto dos fiéis. Se, por ocasião de perturbações civis ou por outro motivo, se tiverem extraviado os documentos de autenticidade de uma Relíquia qualquer, não seja exposta à veneração do povo, sem que primeiro tenha sido reconhecida pelo Bispo. Só terá valor o argumento de prescrição ou de presunção fundada, quando o culto for recomendável pela sua antigüidade, conforme o Decreto da Congregação das Indulgências e das sagradas Relíquias, do ano de 1896, expresso nestes termos: «As antigas Relíquias devem ser conservadas na veneração que tiverem até agora, salvo se em casos particulares se tiverem provas certas de que são falsas ou supositícias. – Nos juízos a emitir acerca das pias tradições, tenha-se sempre diante dos olhos a suma prudência de que usa a Igreja nesta matéria, de não permitir que essas tradições sejam relatadas nos livros sem as determinadas precauções, e com a prévia declaração prescrita por Urbano VIII; e apesar disto, ainda não se segue que a Igreja tenha o fato por verdadeiro, mas apenas não proíbe que se lhe dê crédito, uma vez que para isto não faltem argumentos humanos. Foi isto precisamente o que, há trinta anos, a Sagrada Congregação dos Ritos declarou (Decr. 2/05/1877): «Essas aparições ou revelações não foram aprovadas nem condenadas pela Santa Sé, foram apenas aceitas como merecedores de piedosa crença, com fé puramente humana, em vista da tradição de que gozam, também confirmadas por testemunhas e documentos idôneos». Quem se apegar a esta regra, nada tem que temer. Com efeito, o culto de qualquer aparição, enquanto se baseia num fato e por isto se chama relativo, inclui sempre implicitamente a condição de veracidade do fato; o absoluto, porém, sempre se funda na verdade, porquanto se dirige às mesmas pessoas dos Santos, a quem se honra. Dá-se o mesmo com as Relíquias. –Recomendamos por fim ao Conselho de Vigilância, lance assídua e cuidadosamente as suas vistas sobre os institutos sociais e bem assim sobre os escritos relativos a questões sociais, afim de que nem sequer aí se dê agasalho a livros de modernismo, mas se acatem as prescrições dos Pontífices Romanos.
VII. A fim de que as coisas aqui determinadas não fiquem esquecidas, queremos e mandamos que, passado um ano da publicação das presentes Letras, e em seguida, depois de cada triênio, com exposição diligente e juramentada os Bispos informem a Santa Sé a respeito do que nestas mesmas Letras se prescreve e das doutrinas que circulam no clero e particularmente nos seminários e outros Institutos católicos, não excetuando nem sequer aqueles que estão isentos da autoridade do Ordinário. Ordenamos a mesma coisa aos Superiores gerais das Ordens religiosas, com relação aos seus súditos.
CONCLUSÃO
Julgamos oportuno escrever-vos estas coisas, Veneráveis Irmãos, a bem da salvação de todos os fiéis. Por certo os inimigos da Igreja hão de valer-se disto, para de novo repisarem a velha acusação, com que procuram fazer-Nos passar por inimigos da ciência e dos progressos da civilização. A fim de opormos um novo desmentido a tais acusações, que são desfeitas a cada página da história da Igreja, é Nosso propósito conceder todo o auxílio e proteção a uma nova Instituição, pela qual sob o influxo da verdade católica, será promovida toda a sorte de ciências e erudições, com o concurso dos católicos mais insignes no saber. Queira Deus secundar os Nossos desígnios, e auxiliarem-nos todos quantos têm verdadeiro amor à Igreja de Jesus Cristo. Entretanto, Veneráveis Irmãos, para vós, em cuja obra e zelo tanto confiamos, pedimos de coração a plenitude das luzes celestiais, afim de que, nesta época de tão grande perigo para as almas, devido aos erros que de toda parte se infiltram, descortineis o que deveis fazer e o executeis com todo o ardor e fortaleza. Que vos assista com seu poder Jesus Cristo, autor e consumidor da fé; que vos assista com o seu socorro a Virgem Imaculada, destruidora de todas as heresias. E Nós, como penhor da Nossa afeição e como arras das divinas consolações no meio de vossos trabalhos, de coração vos damos a vós, ao vosso clero, e ao vosso povo a Benção Apostólica.
Dado em Roma, junto a São Pedro, no dia 8 de setembro de 1907, no quinto ano do Nosso Pontificado.
PIO PP. X

Papa São Pio X

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ASSASSINATO DE REPUTAÇÕES

Por Lukas Hawks

Para quem quiser decifrar como funciona o processo de desinformação e assassinato de reputação por parte da Globo contra o atual governo, vou revelar para vocês algumas informações para que decifrem quando assistirem ao próximo Jornal Nacional:

– Faz parte da estratégia de desinformação usar frases negativas de impacto, como: “Bolsonaro ataca,” “declaração polêmica,” “crise no governo,” etc. Reparem que essas frases são ditas com muita ênfase, e sempre vem acompanhadas da palavra Bolsonaro. Isso cria no seu imaginário, a associação negativa, com o nome Bolsonaro. Isso é para que seu subconsciente se acostume com essa associação.
– Sempre que houver uma notícia positiva, repare que a palavra Bolsonaro é camuflada, e substituída pelas palavras “governo” ou “Brasil”.
– Quando Bolsonaro é associado a algo positivo, repare que SEMPRE a matéria seguinte será desfavorável ao governo, sempre!
– As reportagens desfavoráveis ao governo, são sempre feitas pelos mesmo repórteres, são aqueles que tem uma espécie de confiança da direção, e estão sempre fazendo as reportagens de interesse da emissora, como sobre adversários políticos da Globo, militância por Marielle, ou contra a igreja universal, ou a Record. São sempre os mesmos jornalistas que fazem esse tipo de reportagem.
– Sempre que Bolsonaro viaja para algum lugar ou faz algum acordo comercial, o JN desvirtua o feito, maximizando polêmicas específicas durante a viagem, explorando a impulsividade de Bolsonaro ao dar entrevistas, fazendo perguntas específicas, porque já possuem uma narrativa montada, e fazem a pergunta já com a matéria pronta, a fim de polemizar e tirar o foco da viagem, exemplo: “briga com Moro”, “filhos”, ou opiniões polêmicas aleatórias.
– Nós somos animais linguísticos, não nos comunicamos apenas pelo QUE dizemos, mas também COMO dizemos, a forma como falamos, também implica na comunicação, então, reparem nas expressões dos jornalistas, na maneira de falar, e comparem com a forma que falam de Greta ou Marielle, no brilho no olhar e nas palavras.

Existem muito mais aspectos dentro desse processo, mas seria muito complexo de explicar, mas eles seguem sempre o mesmo padrão. Tudo isso é psicologia, se chama desinformação, e funciona como um processo de lavagem cerebral. Eles fazem isso ha muito tempo, e o tempo todo, transformam bandidos em mocinhos e vice versa, e conseguem fazer com que as pessoas tenham conclusões equivocadas, e acabam assassinando reputações.

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A FARRA DA MARGINALHA COM A ITAIPÚ

A CRUSOÉ PUBLICOU ESTA MATÉRIA: ENTENDA PORQUE O PODER CONSTITUÍDO AMA LULA E ODEIA BOLSONARO.

Usina de mordomias
Hotéis cinco estrelas, voos em classe executiva, férias esticadas e palestras remuneradas:documentos obtidos por Crusoé mostram como a *hidrelétrica de Itaipu* virou uma generosa fonte de recursos para bancar a doce vida de altas autoridades do Judiciário em eventos pelo mundo
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Itaipu, ou *“a pedra que canta”, em tupi,* era o nome do ponto do rio Paraná, na Tríplice Fronteira entre Brasil, Argentina e Paraguai, que os ditadores brasileiros e paraguaios escolheram para construir conjuntamente nos anos 1970 aquela que seria, até o início deste século, a maior hidrelétrica do mundo.
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Era, antes de tudo, um projeto de desenvolvimento regional.
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Mas, desde a inauguração da usina, em 1982, os milhões de megawatts gerados sempre despertaram dos dois lados da fronteira a cobiça da classe política, interessada em seu polpudo orçamento.
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São cerca de 15 bilhões de reais disponíveis por ano, oriundos da venda da energia gerada em conjunto pela estatal brasileira Eletrobras e por sua congênere paraguaia, a Ande.
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Dinheiro que, por ter origem em uma companhia binacional, passa ao largo do controle de órgãos como o Tribunal de Contas da União.
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O que não se sabia, e que Crusoé revela nesta edição, é que a caixa-preta de Itaipu não *servia apenas aos políticos,* mas, com alguma diferença, também a *altas autoridades do Judiciário.* Documentos obtidos pela reportagem mostram que a hidrelétrica funcionou, durante anos, como um generoso caixa que bancava mordomias e viagens de *ministros do Supremo Tribunal Federal, Superior Tribunal de Justiça, Tribunal Superior do Trabalho, de tribunais regionais federais e de tribunais estaduais.*
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Desde 2013, a companhia desembolsou pelo menos *16 milhões de reais para eventos jurídicos diversos.*
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O dinheiro que saía dos cofres de Itaipu custeou dezenas e dezenas de passagens em classe executiva para os Estados Unidos e a Europa e hospedagem em hotéis estrelados.
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Também foi usado para pagar palestras proferidas por magistrados, entre eles ministros do Supremo Tribunal Federal.
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Tudo era viabilizado por convênios firmados por Itaipu com entidades que pediam dinheiro com a justificativa de difundir conhecimento jurídico.
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A companhia, então, repassava as verbas a fundo perdido. A lista dos magistrados que de alguma forma tiveram despesas custeadas pelos cofres de Itaipu inclui *seis dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal: o atual presidente da corte, José Antonio Dias Toffoli, Alexandre de Moraes, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Marco Aurélio Mello e Ricardo Lewandowski.*
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Também aparecem na lista o *presidente do Superior Tribunal de Justiça, João Otávio de Noronha, e outros 18 ministros da corte.*
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O rol de juízes de primeira instância e desembargadores é ainda mais extenso.
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Há ainda outras personalidades que, junto com os magistrados, foram convidadas para participar dos tais eventos.
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É o caso do presidente da OAB, *Felipe Santa Cruz, o atual secretário especial da Previdência, Rogério Marinho, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, do MDB, e o senador petista Jaques Wagner.*
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Eis alguns dos casos mais emblemáticos que os documentos revelam:

*TOUR ESTENDIDO*
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No ano passado, o ministro *Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal, viajou com sua mulher,* Yara de Abreu Lewandowski, para Lisboa. Era sexta-feira, 29 de junho, último dia antes do recesso forense de meio de ano.
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Em Portugal, o casal visitou outras cidades até que, em 4 de julho, seguiu para Madri.Três dias depois, eles seguiram para Londres em 7 de julho.
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Foi de lá que partiu o voo do casal de volta para o Brasil, em 21 de julho.
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Todas as passagens foram bancadas com recursos de Itaipu, sob o argumento de patrocinar o *Seminário de Verão realizado na Universidade de Coimbra,* cidade localizada a 200 quilômetros de Lisboa.
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O evento foi realizado nos dias 2 e 3 de julho. Durou apenas dois dias, portanto.
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Mas, sim, é exatamente o que você entendeu: a verba da binacional pagou todo o restante do *périplo europeu de Lewandowski e de sua senhora.*
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*O seminário de Coimbra,* como mostrou Crusoé há um mês, é organizado anualmente pelo desconhecido Instituto de Pesquisas e Estudos Jurídicos Avançados, o Ipeja, e ocorre sempre durante as férias do Judiciário.
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A entidade não deixa claro como funcionam os patrocínios de seus eventos nem informa que tipo de despesas costuma bancar – algo que, agora, os documentos de Itaipu trazem à luz.
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Na edição de 2017, mostram as notas, *João Otávio de Noronha, o presidente do STJ,* fez algo semelhante. Voou para o evento em Lisboa, que naquele ano tinha três dias, mas depois foi a Berlim, Roma e Madri. O tour durou 25 dias.
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As passagens (inclusive as dos trechos internos na Europa) do próprio Noronha, da mulher dele, Denimar, e da filha, Anna Carolina, foram custeadas por Itaipu.
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O papelório obtido por Crusoé mostra que *Itaipu gastou nada menos que 800 mil reais* com passagens executivas de magistrados e seus parentes, além de hospedagem e traslado para os convidados em três edições do seminário de verão de Coimbra – *em 2016, 2017 e 2018.*
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Mais do que o valor, as notas fiscais e recibos emitidos pelo Ipeja e repassados à companhia a título de prestação de contas confirmam que, via de regra, as excelências convidadas *seguem o padrão de Lewandowski* e aproveitam para esticar a estadia na Europa, com direito às passagens das viagens que realizam internamente nas semanas seguintes, sem nenhuma relação com o evento patrocinado.
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*A pretexto de apoiar “debates de temas relevantes* nas áreas de ciências jurídicas e sociais e pesquisa científica” na Universidade de Coimbra, nos últimos três anos Itaipu bancou *viagens de ministros e seus familiares para o Reino Unido, França, Irlanda, Espanha, Itália e Alemanha.*
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Até *o atual presidente do STF, ministro Dias Toffoli,* figurou no ano passado como um dos agraciados com passagens executivas para a capital portuguesa.
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Ele deixou Brasília em 30 de junho rumo a Lisboa e de lá seguiu para Coimbra, onde participou do seminário em 2 e 3 de julho. Sua volta para o Brasil, partindo de Lisboa, foi só em 21 de julho.
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Em alguns casos, a prestação de contas mostra que os ministros aproveitavam para levar seus filhos para o passeio.
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Uma das presenças mais frequentes no evento português, o também ministro do Supremo *Marco Aurélio Mello fez isso em 2017.*
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Na ocasião, ele viajou com seu filho, *Eduardo Affonso Mello,* auditor do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, o STJD.
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Os dois deixaram o Brasil rumo a Portugal no dia 30 de junho e só retornaram em 10 de julho.
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*DE NOVO, PATROCÍNIO OCULTO*
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Além do Ipeja, outra entidade já conhecida e que recentemente caiu no radar da Lava Jato figura como importante *parceira de Itaipu para a realização de eventos com ministros de tribunais superiores pelo mundo.*
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Trata-se da *FGV Projetos,* o braço de assessoria técnica da prestigiada fundação com sede no Rio de Janeiro que chegou a ser alvo de um dos desdobramentos da Lava Jato fluminense por suspeita de *elaborar pareceres para o governo de Sérgio Cabral que ajudavam a justificar os acertos ilícitos* entre empresas e o estado.
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Nos documentos obtidos por Crusoé, a FGV Projetos foi a instituição que mais conseguiu captar recursos para eventos jurídicos, por meio de dois convênios que *somam 4,9 milhões de reais* e foram utilizados para a produção de *nove seminários e palestras* e para a elaboração de um estudo sobre a imagem do Judiciário.
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A prestação de contas mostra que, a exemplo do *convênio com o Ipeja, há casos de ministros de tribunais superiores* que ganharam passagens para o exterior com parentes.
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Também há passagens áreas para destinos sem relação nenhuma com os eventos que foram objeto do patrocínio.
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De novo aqui aparece o *atual presidente do STJ, João Otávio de Noronha.*
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Ele participou da sétima edição do Fórum Jurídico de Lisboa, realizado dos dias 22 a 24 de abril deste ano na capital portuguesa.
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O evento, *organizado pelo IDP, o instituto de direito do qual o ministro Gilmar Mendes é sócio,* era mais um com patrocínio de Itaipu, embora a logomarca da companhia não estivesse estampada no material de divulgação.
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*A edição de 2019 do chamado “fórum do Gilmar” foi colada com a Semana Santa, feriado no qual tanto o Supremo quanto o STJ* emendaram do dia 17, uma sexta-feira, até 21 de abril, um domingo.
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Um dos convidados, João Otávio Noronha foi para Lisboa quatro dias antes do início do evento, em 18 de abril. E, mesmo depois de encerrado o fórum, de novo aproveitou para ampliar seu roteiro.
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*Sempre com passagens pagas por Itaipu, de acordo com os documentos apresentados pela FGV* na prestação de contas.
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No dia 25, o presidente do STJ seguiu de Lisboa para Paris, onde ficou até 1º de maio.
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Por justiça, é importante dizer: Noronha aproveitou a viagem para compromissos profissionais.
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Em Paris, ele assinou um acordo de cooperação com o presidente da Corte de Cassação da França, Bertrand Louvel. Isso foi em 29 de abril.
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*No mesmo dia, Noronha participou, junto com outros ministros do STJ* e magistrados franceses, de um seminário sobre direito ambiental.
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Nada, porém, tinha relação com Itaipu, a fonte pagadora das passagens daquele seu périplo europeu.
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*O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, por sua vez, foi outro que aproveitou o evento do colega Gilmar em Lisboa* para passar o feriado da Semana Santa na Europa com a mulher.
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Também com passagens pagas por Itaipu, os dois foram para a capital portuguesa em 14 de abril, oito dias antes do início do fórum, e retornaram no dia 22, depois de o ministro proferir uma palestra no primeiro dia do evento sobre “reformas na Justiça”.
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*Gilmar, o anfitrião, também viajou às expensas de Itaipu.* Ficou em Lisboa de 19 a 28 de abril.
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*O evento do IDP , que tem Gilmar como coordenador centífico, é organizado em parceria com a FGV Projetos.*
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Antes, era o próprio instituto do ministro que recebia diretamente os patrocínios *(só de Itaipu, desde 2016, o IDP recebeu 810 mil reais),* como Crusoé já mostrou em reportagem.
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Agora, é a FGV quem cuida disso – e por essa razão foi ela, a fundação, que recebeu os recursos da binacional para a edição deste ano do evento.
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Para esse mesmo evento também foram convidados *à custa do patrocínio de Itaipu o presidente nacional da OAB, Felipe Santa Cruz, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, o senador Jaques Wagner, o ministro do Tribunal de Contas da União Bruno Dantas, o ex-diretor da Polícia Federal Leandro Daiello* e o desembargador do Tribunal Regional Federal da 4ª Região João Pedro Gebran Neto.
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*Santa Cruz, Ibaneis, Wagner, Dantas e Gebran tiveram as despesas de hospedagem custeadas pela binacional.*
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Foram alojados no luxuoso Tivoli, um dos hotéis mais exclusivos da capital portuguesa. Daiello teve as passagens pagas pela companhia.
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*PALESTRAS REMUNERADAS*
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Não foram só passagens e eventos que *Itaipu bancou para as excelências.*
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A companhia também foi responsável pelo pagamento, via FGV, de *um cachê de 20 mil reais ao ministro do STF Luiz Fux* por sua participação no seminário “A Reforma da Previdência”, realizado no centro cultural da fundação, no Rio, em março deste ano.
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A palestra, intitulada “Contornos constitucionais do sistema previdenciário brasileiro”, foi anunciada pela entidade como a mais importante do seminário, que *contou ainda com a presença dos presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Tribunal de Contas da União, José Múcio Monteiro.*
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Na prestação de contas da FGV não consta que Maia ou José Múcio tenham cobrado para falar.
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*Três ministros do TCU,* Bruno Dantas, Benjamin Zymler e Weder Oliveira, também receberam por palestras no evento.
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Só que, no caso deles, o crédito não chegou exatamente pela pessoa física.
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Foi por meio de empresas que eles abriram exatamente para essa finalidade. *Zymler recebeu 20 mil.*
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*Os outros dois ganharam 15 mil* pela participação no seminário.
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A prestação de contas apresentada pela FGV Projetos a Itaipu inclui ainda uma *despesa de 410 mil reais* para a elaboração de um “sumário executivo” para uma pesquisa destinada a traçar um *diagnóstico da imagem do Poder Judiciário.*
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A pesquisa seria feita, em seguida, pelo Ipespe, instituto do cientista político Antônio Lavareda, com sede em Recife.
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Itaipu foi informada de que *o pedido* para que a pesquisa fosse realizada partiu do *presidente do STF, Dias Toffoli.*
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O pagamento foi feito em maio deste ano.
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Os documentos das prestações de contas também jogam luz sobre detalhes da organização dos eventos jurídicos.
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No ano passado, por exemplo, a *FGV Projetos organizou um seminário em Nova York* para discutir direito e economia. O evento foi realizado na Universidade Columbia.
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Em seu site, a entidade anunciou que *o seminário tinha o “apoio” da tradicional instituição de ensino americana.* Podia até ter.
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Mas não saiu de graça, diferentemente do que a propalada parceria com a instituição americana poderia fazer crer: Columbia cobrou *7 mil dólares para alugar um de seus auditórios* para o palavrório dos brasileiros.
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Essa conta também foi espetada nos cofres de Itaipu.
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Já a Brazilian American Chamber of Commerce, também anunciada como apoiadora do evento, *recebeu 35 mil dólares.*
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Há, no material, casos em que *a patrocinadora Itaipu não tinha sua marca exibida nos eventos.*
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Isso aconteceu na edição de 2017 do evento de Coimbra, por exemplo.
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Para explicar a razão pela qual a marca da binacional não havia sido exposta no pórtico de entrada do evento e na *newsletter da Universidade de Coimbra,* os organizadores mandaram um documento informando que foi *“por problemas de natureza técnica* com o prestador de serviços que teve seus arquivos danificados”.

*LUXO DE GRAÇA*
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Em meio à documentação das prestações de contas, uma outra fatura apresentada pela FGV Projetos chama a atenção.
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*Trata-se do pagamento de 211 mil reais feito em 10 de janeiro deste ano por Itaipu* referentes a reservas em um hotel em Nova York para quinze pessoas, em sua maioria autoridades da cúpula do Judiciário brasileiro, como o *presidente do STF e seu colega Gilmar Mendes, além do presidente do STJ e outros três ministros da corte.*
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O local reservado para as excelências? O luxuoso Hotel Plaza Athénée, *encravado no coração de Manhattan.*
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*As reservas de Toffoli, Mendes, Noronha e mais treze pessoas* iam de 27 de novembro a 1º de dezembro de 2018 e apareciam relacionadas na fatura ao *2º Seminário Direito e Economia, realizado na cidade americana pela FGV.*
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O problema é que o evento, como Crusoé mostrou em reportagem publicada no ano passado, foi realizado no começo do mês. A FGV não esclareceu a divergência de datas.
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Também não explicou se essas reservas se referem a um segundo evento.
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No período que consta dos documentos apresentados na *prestação de contas da GV, Gilmar e Dias Toffoli estavam no Brasil.*
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*Só as passagens de ida e volta de Toffoli* que a fundação anexou à prestação de contas somam 27 mil reais.
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Em outros eventos, as entidades não deixam claro, *nem mesmo na prestação de contas, quem são as autoridades que estão viajando* e ganhando hospedagens com dinheiro público.
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*A FGV Projetos e o Ipeja* utilizam sempre agências de viagens que, muitas vezes, cobram as despesas de várias passagens e hospedagens em conjunto por meio de boletos que não detalham quem são os beneficiários das reservas.
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*Em 2016 a FGV Projetos* pagou, em duas parcelas, faturas referentes à reserva de 40 quartos no Hotel Tryp Coimbra para um seminário realizado naquele ano na cidade, mas não detalhou quem se hospedaria.
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Ao apresentar a fatura do hotel, porém, o estabelecimento português entregou que uma das reservas faturadas dizia respeito a uma *“noite extra de Gilmar Mendes”.*

*O AFILHADO GENEROSO*

As mordomias eram facilitadas porque as excelências convidadas – e também as entidades que as convidavam — *tinham dentro de Itaipu um aliado.*
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Trata-se de Cezar Ziliotto, nomeado em 2013 para o cargo de diretor-jurídico da binacional.
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*A nomeação foi assinada pela então presidente Dilma Rousseff.*
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*Ziliotto chegou lá a partir de uma indicação do ex-governador do Paraná Roberto Requião em parceria com o então deputado federal Ratinho Júnior,* atual governador do estado.
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Percebeu o poder da caneta que tinha em mãos e, em nome da divulgação da imagem da hidrelétrica no universo jurídico, começou a fechar convênios com as entidades e a patrocinar eventos e mais eventos.
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Sua boa vontade nos convênios com entidades jurídicas o aproximou, primeiro, de *Gilmar Mendes, dono do IDP.*
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Depois, ele ficou próximo também de *Dias Toffoli. Os dois ministros, Gilmar principalmente,* acabaram transformando-o numa espécie de afilhado político em Brasília.
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Quando Michel Temer chegou ao poder, em 2016, houve uma corrida pelo cargo, *mas Ziliotto foi mantido.*
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No Planalto, a decisão de deixá-lo na diretoria de Itaipu foi atribuída a um pedido de Gilmar.
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Em janeiro deste ano, logo após tomar posse, Jair Bolsonaro decidiu militarizar a gestão de Itaipu.
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*Pôs no comando da binacional o general Joaquim Silva e Luna. A maior parte da diretoria foi trocada.*
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Os convênios com as entidades jurídicas foram rescindidos. Faltava demitir quem os assinava.
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Luna, porém, encontrou dificuldades para demitir Ziliotto.
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*O esforço de Gilmar e Toffoli para mantê-lo foi grande.* Ziliotto resistiu o quanto pôde.
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Até que um cartapácio *contendo detalhes da farra dos patrocínios na diretoria jurídica chegou ao Palácio do Planalto.*
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Foi o suficiente para que sua exoneração, antes complicada, finalmente saísse.
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Como informou o Diário de Crusoé, a decisão foi *publicada na última terça-feira, dia 7, no Diário Oficial da União.*
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ACESSO FACILITADO
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A estratégia da diretoria jurídica de Itaipu sempre foi se aproximar das cortes para ter um bom trânsito nos gabinetes de seus ministros.
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Muitas das excelências que participaram nos últimos anos de eventos patrocinados pela estatal e, por isso, *tiveram despesas pagas com dinheiro de seus cofres, têm sob sua responsabilidade processos de interesse da companhia.*
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De 2015 para cá, só no STF foram protocoladas 14 ações que têm Itaipu como parte.
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Três deles tratam de ações de reintegração de posse movidas pela binacional contra *famílias que se instalaram na faixa de preservação do reservatório da hidrelétrica e estão sob análise de Dias Toffoli.*
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*Já Marco Aurélio Mello,* que também viajou à custa da empresa, tem sob sua *relatoria uma ação civil que discute se Itaipu pode contratar funcionários sem realizar concurso público.*
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O processo se arrasta na corte desde 2012.
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*Cezar Ziliotto, o diretor que assinava os convênios de patrocínios,* aparece entre os advogados de Itaipu na ação.
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No STJ, só neste ano chegaram quatro processos que têm Itaipu como parte.
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Três foram enviados para gabinetes de ministros que também já foram a eventos pagos pela empresa.
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Além de beneficiar *institutos famosos e próximos do poder togado em Brasília,* os generosos recursos de Itaipu também eram destinados a entidades menores.
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Era raro, mas acontecia de algumas dessas organizações de menor porte e menos prestígio terem prestações de contas serem questionadas pela área técnica da companhia – algo incomum entre as grandes.

Da Amapar, a associação do juízes do Paraná, Itaipu chegou a cobrar informações sobre inconsistências detectadas nos documentos enviados para justificar os gastos em uma série de eventos realizada entre 2017 e 2018 e cujo encerramento ocorreu no luxuoso Mabu Thermas Grand Resort, em Foz do Iguaçu.
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Nesse caso, os auditores de Itaipu quiseram saber os nomes dos beneficiários de passagens aéreas e de hospedagens no complexo.
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A entidade acabou informando quem eram os passageiros — os *ministros do STJ Luis Felipe Salomão, Paulo Ribeiro e Ricardo Cueva* estavam entre eles –, mas deixou claro o incômodo.
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“Destacamos que a exposição de valores individuais viola o direito à individualidade garantido pela Constituição Federal.” A preocupação tinha razão de ser.
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Nessa mesma prestação de contas, havia despesas consideradas incompatíveis com o patrocínio, especialmente bebidas alcoólicas: Aperol Spritz, Dry Martini, vinho, cerveja e chopp.
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No rol de gastos que haviam sido incluídos entre as despesas pagas com dinheiro da companhia havia até mesmo um frasco de desodorante.
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A associação não gostou de ser cobrada:
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“Entendemos que todos os valores deveriam ser contabilizados como pagos”.

*‘INEXISTEM MORDOMIAS’*
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Crusoé tentou ouvir todos os personagens citados nesta reportagem.
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Cezar Ziliotto, o *ex-diretor-jurídico de Itaipu,* disse que não houve pagamento de mordomias para autoridades em sua gestão.
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“Inexistem mordomias. Itaipu sempre teve uma política de incentivo à promoção de iniciativas culturais, sociais e jurídicas.
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O investimento nesses projetos é positivo para a empresa e para a difusão do conhecimento”, afirmou.
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Indagado sobre sua relação com Toffoli e Gilmar Mendes, ele respondeu:
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“O responsável pela coordenação dos processos de Itaipu no Judiciário tem o dever de manter um bom relacionamento profissional e respeitoso com representantes de todo o sistema de justiça.
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Pessoalmente, tenho respeito e admiração por todos os integrantes dos tribunais superiores”.
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*O STF e STJ, para os quais foram enviados questionamentos* destinados aos ministros de ambas as cortes que aparecem como participantes dos eventos, não enviaram resposta.
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Gebran Neto, do TRF-4, afirmou que não tinha conhecimento de quem eram os patrocinadores do evento de que participou, em Portugal.
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A FGV Projetos, ao invés de responder as perguntas, enviou nota atacando os jornalistas de Crusoé.
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*“A FGV PROJETOS* repele, com veemência, as insinuações lançadas, que maculam sua imagem e, em ataque ao próprio Poder Judiciário brasileiro, colocam em dúvida a idoneidade de vários de seus membros”, diz o texto.
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A nota diz ainda que os eventos realizados pela fundação “somente elevaram o conceito do Brasil no exterior”.

Entendeu agora porque o poder judiciário ama o Lula e odeia Bolsonaro e por isso envida todos os esforços para inviabilizar seu governo? Porque não querem o fim da farra com dinheiro público.

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BURROS E JUMENTOS

*QUERIDOS FORMANDOS, BURROS E JUMENTOS!*
Por Maurício Mühlmann Erthal

Se alguém ainda tinha alguma dúvida, o ranking do Pisa provou de uma vez por todas que a tal “pátria educadora”, que encheu péssimas universidades com péssimos alunos formados por péssimos professores, era apenas um embuste.
Distribuir diplomas a pessoas de baixa inteligência, nenhum talento, estúpidas, cotistas, etc, é como carimbar o traseiro de bois e vacas que estão indo para o abate (neste caso justificável).
Na nossa cultura deformada pelo ‘coitadismo’, ou para falar mais academicamente, pelo ethos-igualitarista moderno, teimamos em achar que a Universidade é para todos. Nunca foi e nunca será. Essa é uma das maiores mentiras da modernidade.
A decadência da civilização se iniciou com a universalização do ensino, com a troca da formação espiritual e intelectual puras, “ars gratia artis” no sentido aristotélico, pelo adestramento meramente utilitarista para fins de sobrevivência.
Universidade é para uma elite intelectual. É para quem realmente tem talentos, gosta de estudar e tem uma inteligência privilegiada. Sua prioridade é produzir conhecimento e não formar mão de obra …e muito menos ainda formar militantes revolucionários que irão implantar o comunismo no país.
Para formar profissionais e mão de obra existe o ensino técnico e profissionalizante. As oportunidades que devem ser oferecidas a todos é a de uma boa formação de base onde, por meio da meritocracia, serão revelados aqueles mais capazes de ir para a Universidade PRODUZIR CONHECIMENTO.
Transformar todo mundo em universitário apenas para não ferir a autoestima do jovem maconheiro que usa piercing no nariz e alargador na orelha é algo completamente estúpido! Tudo que o governo do PT conseguiu foi queimar centenas e centenas de bilhões de reais para produzir o pior, o mais idiota, o mais ignorante, o mais analfabeto, e por consequência o mais mimado, alienado e arrogante aluno do mundo!
Nivelaram todo mundo por baixo, destruíram qualquer possibilidade de formar uma verdadeira elite intelectual para o país. São mais de duas décadas jogadas inteiramente no lixo! Trocaram a meritocracia (de alunos e professores) pela “universalização”, pela “política de cotas” e pela “ideologização”.
Nunca reconhecendo que as pessoas são essencialmente diferentes, umas mais inteligentes, mais capazes e mais esforçadas que as outras; enfiam goela abaixo de todos o maldito igualitarismo que sempre favorecerá o vulgar, o grosseiro e o ignorante. Sempre nivelará por baixo, rebaixará a tudo e a todos e produzirá os piores resultados.
Reúna vários alunos inteligentes e todos se tornarão mais inteligentes ainda. Cerquem um gênio de medíocres e vulgares e testemunhará sua lenta e gradual decadência.
Numa era em que a humanidade enfrenta a sua mais radical transformação tecnológica, a civilização cibernética põe em cheque toda a cultura humanista, há uma mudança profunda de quase todos os paradigmas científicos, sociais e econômicos; nanotecnologia, microbiologia, projeto genoma, matriz energética, 5G e 6G, Internet das coisas, etc.
Nós gastamos trilhões em 20 anos para produzir uma geração “Nem Nem” de mimados, estúpidos, deprimidos, feminilizados, vazios, idiotas e arrogantes que votam no PSOL e morrem de medo de se tornar adultos. Uma legião de falsos graduados sem possibilidade de emprego, endividados com o FIES, caminhando para a meia idade, morando com os pais e frequentando a marcha da maconha porque precisam urgentemente legalizar seu suicídio.
(M.Erthal)

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… A VERDADE VOS LIBERTARÁ

Hoje, (28/12) o jornal “O Estado de São Paulo” publicou editorial com o seguinte tema:

‘O País precisa de rumo, que deve ser dado pelo presidente. Até aqui, Bolsonaro não se mostrou, nem remotamente, à altura dessa tarefa e não há razões para acreditar que algum dia estará.’ #estadao

John Kirchhofer replicou com o seguinte texto:

*A cegueira de um grande jornal*

É incrível como um jornal da tradição e tamanho do Estadão continue cego às evidências! Preso a um passado que se desmancha, frente a um presente que seus anacrônicos editores se negam a enxergar!

O mundo muda numa velocidade estonteante. A mídia impressa caminha para a falência. O exemplo da editora Abril não lhes serve para abrir-lhes os olhos.

Acorda Estadão!

Bolsonaro não governará, nem indicará “rumos”, através de discursos eloquentes, retórica brilhante, embromação de longas palavras. Bolsonaro governará com a mais poderosa forma de liderança que o mundo conhece: O EXEMPLO! A VERDADE!

Vocês fazem parte de um tempo em que a admiração por longuíssimos discursos, de uma, duas ou até três horas impressionava as massas e hipnotizava os jornalistas!
Era o tempo do fanatismo aos discursos de Fidel Castro, Carlos Lacerda e Leonel Brizola!

Acorda Estadão!

Este tipo de comunicação ACABOU!
As recentes eleições Americanas e, aqui, no Brasil, sepultaram este tipo de retórica.
E, olhe que a mudança veio como uma tsunami!
99% dos jornais erraram suas previsões sobre a possibilidade de vitória de Bolsonaro.
99% das televisões erraram em seus comentários sobre as chances de Bolsonaro vencer.
99% dos Institutos de Pesquisas apostavam que Bolsonaro perderia para qualquer candidato no segundo turno.
99% dos políticos e partidos deste país não acreditavam na possibilidade de Bolsonaro vencer as eleições.
99% dos jornalistas deste país, zombaram de Bolsonaro e riram de suas fraquezas, quando, de forma franca e verdadeira, dizia que não conhecia de economia e iria deixar esta área estratégica nas mãos de um competente economista. Virou gozação nacional a piada do Posto Ipiranga do Bolsonaro.
Quebraram a cara! Todos!

Achavam ridículo um candidato à presidência se apoiar numa citação bíblica para tocar sua campanha a presidente.
E Bolsonaro, simplesmente, continuava sua pregação perante multidões crescentes:
_“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”_
Nada mais verdadeiro do que isso!

Lamentavelmente, até hoje, os intelectuais, professores e editores de jornais não se deram por conta de que a verdade pode ser dita em 140 caracteres, ou menos!
A verdade cabe num Tweet!

Jornais como o de vocês, do velho Estadão, continuam na anacrônica elaboração de editoriais de 1000, 2000 ou 3000 caracteres!
Gastam papel em vão!
Mas, estão sem saída.
Por quê?
Porque não sabem fazer outra coisa! Se negam a acordar perante a nova política. A REAL POLÍTICA. A política da verdade. A política que nega a “articulação” política! A política que nega as mentiras políticas, a mentira e a embromação!

Acorda Estadão!

Tanto vocês, como o outrora poderoso “O Globo”, baixam, desesperadamente, os preços de suas assinaturas, de 109 para 29 reais mensais, ou seja, tentam vender jornais impressos por 1 real a edição e não conseguem sinal de reação dos consumidores!
Estão apavorados com a falência eminente da ex-gigante “Folha de São Paulo”!

Acorda Estadão!

Não é baixando o preço por edição, nem entrega gratuita de jornais, que fará ressuscitar os Cadernos de Classificados!
As antigas edições de domingo, que chegavam a pesar mais de um kg de papel, hoje está na na faixa de 400 a 300 gramas!
E, assim, caminham para ZERO grama de papel impresso!

Eu sou assinante, mas não leio mais o papel impresso! Só leio a edição digital em meu iPad!
Não me sinto mais satisfeito em gastar horas lendo um jornal escrito por professores, intelectuais, doutores, jornalistas, todos sem prática! Todos teóricos! Todos que formaram o séquito dos 99% que apostaram contra a vitória de Bolsonaro! Todos, viajantes de uma Época que ACABOU!

Acorda Estadão!

O povo está cheio de suas opiniões pessimistas!
O povo quer esperança!
O povo quer verdade!
O povo não quer as armações de suas jornalistas, buscando “arruinar” o mandato de um presidente recém eleito!
Não adianta escrever mil páginas, negando o que foi ouvido da boca de sua jornalista. Não adianta trocar sinais e afirmar mil vezes que era “fake news”! Pois não eram apenas poucas palavras que sinalizaram a verdade. Foram edições e editoriais sinalizando a verdade!

De que adianta esta afirmativa de que -não há razões para acreditar que algum dia estará Bolsonaro, preparado para nos dar um “rumo”?
Ledo engano dos senhores!
Basta o exemplo… Pequenos atos, como cancelar um jantar com show, ao custo de 290.000 reais, que sairiam do bolso do contribuinte, via Embratur e a demissão da presidente do órgão, para que se dê o rumo a este país!

Se o sentido de “rumo”, for o mesmo de “articulação”, “conversa” e outras mais, usadas para esconder o toma lá dá cá, acho que realmente não teremos. Bolsonaro realmente é um cabeça vazia de “idéias” para sangrar os cofres públicos!

Eu, sinceramente, não quero o mal para tão tradicional órgão de imprensa. Mas, se puder lhes dar um conselho de leitor, lhes diria: Tomem outro rumo.

Cordialmente

John Kirchhofer

Engº Civil, MD Coppe/UFRJ, MBA Marketing ESPM/RJ, Executivo. Engº de formação, Fotógrafo por paixão.
[29/12 00:40] +55 61 8466-1940: É Incrível tudo isto…!!! Mais incrível é quem ñ consegue enxergar a nossa nova história e tudo de maravilhoso q está acontecendo…!!! O Brasil nunca ouviu tantas verdades e, para alguns, isso é difícil.
O caso brasileiro é único no mundo. É muito maior do que o Brexit, é gigante perto da eleição de Trump. Não tivemos o impacto de uma mudança radical, como a entrada em massa dos muçulmanos no Reino Unido. Não elegemos um bilionário numa eleição com dois partidos, como nos EUA. Elegemos um capitão do Exército, sem dinheiro, sem televisão, sem apoio, sem celebridades. Mostramos ao mundo a quintessência da democracia.
Bolsonaro não baixou a cabeça. Peitou uma das maiores empresas de mídia do planeta, os artistas formadores de opinião, a elite acadêmica, as milícias sociais, a máquina Estatal, o Stablishment.
Todo o poder estabelecido convulsionava contra o candidato, numa tentativa desesperada de manter seus benefícios escusos. E, ainda assim, ele venceu.
Gramsci, na década de 40, disse: “Não tomem quartéis, tomem escolas. Não ataquem tanques, ataquem idéias”. O filósofo Socialista esqueceu, porém, que o capitalismo evolui e, com sua evolução, DEU VOZ AO POVO. A grande mídia não é mais o principal propagador de notícias. A escola não é mais o principal propagador de conhecimento. Com o advento da internet, podemos nos informar, podemos pesquisar e, principalmente, PODEMOS FALAR.
Atentaram contra a vida do presidente, deixaram-no fora dos compromissos de campanha e, de pijamas e pantufas, NÓS O ELEGEMOS. Derrubamos um plano de poder de 3 décadas, detentor de uma militância violenta e um Estado aparelhado, sem encostar em armas, sem NENHUMA intervenção.
Tristes dos “artistas” que não vêem a beleza do movimento. Tristes dos estudantes que não vêem a importância do momento. Vocês se orgulham de fazer parte da “resistência”. EU ME ORGULHO DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA!

🇧🇷BRASIL ACIMA DE TUDO🇧🇷
DEUS ACIMA DE TODOS.🇧🇷

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PRESÉPIO

O presépio é uma arte milenar criada por São Francisco de Assis. Numa noite de Natal ele quis representar o nascimento de Jesus em Belém. E ele o fez com pessoas vivas da região onde ele estava. Foi uma noite tão emocionante que as pessoas passaram a fazer pequenas estátuas para representar a maravilhosa noite em que o verbo de Deus se fez homem, se fez bebê, por causa de todos nós. O presépio é uma peça cheia de símbolos riquíssimos que contam a história do nascimento de Jesus. Vamos conhecê-los.

*O local*
O presépio é sempre montado num ambiente que nos lembra uma gruta ou um estábulo. A palavra presépio significa o local onde se recolhe o gado, curral, estábulo. O Evangelho de São Lucas 2, 7 nos diz: *”Maria deu à luz seu filho primogênito, e, envolvendo-o em faixas, reclinou-o num presépio; porque não havia lugar para eles na hospedaria.”* O local “presépio” simboliza simplicidade, humildade, pobreza. O Filho de Deus quis nascer num presépio!

*Os animais do presépio*
Os animais do presépio representam as criaturas da terra, que também acolhem o Filho de Deus. Naquela noite fria, eles forneceram calor ao local e deram aconchego ao Menino Deus. Eles simbolizam ainda a simplicidade e humildade do local onde Jesus quis nascer.

*Os pastores*
Depois de Maria e José, os pastores foram os primeiros a saberem do nascimento do Salvador. E quem lhes contou a grande notícia foram anjos de Deus. Por isso eles foram até ao estábulo, conforme o anjo lhes dissera, para adorarem o menino. Este relato também está no Evangelho de São Lucas 2, 8-18. Os pastores também simbolizam a humildade e a simplicidade, pois, naquele tempo, a profissão de pastor era uma das menos reconhecidas, e os pastores eram desprezados.

*Os anjos*
Os anjos ou, apenas um anjo no presépio, representam o céu que celebra e canta louvores a Deus por causa do nascimento de Jesus. O nascimento de Jesus é motivo de muita alegria não só para nós humanos, mas também para o céu, para o Pai, pois o amor de Deus poderá ser demonstrado a todos através de Jesus. Por isso, os anjos cantaram, como nos diz Lucas: “E subitamente ao anjo se juntou uma multidão do exército celeste, que louvava a Deus e dizia: Glória a Deus no mais alto dos céus e na terra paz aos homens, objetos do seu grande amor!” (Lucas 2, 13-14) O anjo do presépio normalmente segura uma faixa onde se lê: “Gloria in exelsis Deo!” Frase em Latim, que significa: “Glória a Deus nas alturas!”

*A estrela*
A estrela simboliza a luz de Deus que guia nossos ao encontro do Salvador. Foi uma estrela que guiou os Magos do Oriente até o local onde estava Jesus. A estrela nos ensina que nós devemos saber ler os “sinais” que Deus coloca em nosso caminho e seguir estes sinais, pois eles nos levarão à vida plena, ao encontro com Jesus, que dá sentido à nossa vida.

*Os Reis Magos*
Belchior, Gaspar e Baltazar eram homens da ciência. Conheciam astronomia, medicina, matemática e outras ciências de então. Este é o verdadeiro sentido da palavra “mago”. Eles representam a ciência que vai até Deus e o reconhece como Deus. Fé e ciência não são incompatíveis. Pelo contrário, a verdadeira ciência nos leva à fé, pois ela nos revela a grandeza da criação.

*Ouro, incenso e mirra*
Os presentes que os magos oferecem ao menino Jesus tem significados profundos. O ouro significa a realeza, era um presente dados aos reis. O incenso significa a divindade. Era um presente dado a Deus, aos sacerdotes. Sua fumaça simboliza as orações que sobem ao céu. Dando este presente a Jesus os magos reconhecem que o Menino é divino. E a mirra simboliza o sofrimento e a eternidade. É um presente profético: anuncia que Jesus vai sofrer, mas também que seu reinado durará para sempre.

*São José*
São José é o pai adotivo de Jesus, o homem que o assumiu como filho, que lhe deu um nome, um lar, que ensinou a Jesus uma profissão, carpinteiro, e também o ensinou a ler, ensinou a Lei, a Torá. São José deu ao menino Jesus a experiência de ser filho de um pai terreno. Trata-se de uma figura extremamente importante na vida de Jesus.

*Maria*
Maria é a Mãe do Menino Deus, a escolhida para ser a mãe do Salvador, aquela que disse sim à vontade do Pai. Graças a seu sim a humanidade recebeu Jesus. Por isso, ela é a “Nova Eva”, a mulher obediente. Por isso, ela é “Nossa Senhora”.

*A manjedoura*
A manjedoura é o lugar onde se colocava a comida para o gado. A palavra manjedoura vem do Latim “manjare”, que significa “comer”. Jesus sendo colocado na manjedoura é prenuncio da Eucaristia: Jesus será o “Pão da Vida” que alimenta os homens. A manjedoura também simboliza a simplicidade, a pobreza de coração, a humildade. É comum entre os católicos montar o presépio no primeiro domingo do advento (4 domingos antes do Natal) e deixar a manjedoura vazia, à espera (este é o sentido da palavra advento) do menino Jesus que vai nascer.

*Menino Jesus*
O Menino Jesus é a razão de ser do presépio. É o Filho de Deus que se fez homem, conforme nos diz São Paulo: “Sendo ele de condição divina, não se prevaleceu de sua igualdade com Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e assemelhando-se aos homens.” (Filipenses 2, 5-7) Esta é a maior de todas as lições de humildade que podem existir. Ele se aniquilou para se tornar um de nós, para se fazer igual a nós e dar sua vida por nós. É por isso que o Natal tem que ser festejado e celebrado, pois, por causa dele, nós poderemos ter nossa morada no céu e chamar a Deus de “Pai”.

Vladimir Duarte Dias
Porto Alegre, RS
BRASIL

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PALAVRAS DO PRESIDENTE BOLSONARO

As mazelas vão durar muitos anos, infelizmente .
O Brasil foi aparelhado para o socialismo/comunista baseado em pilares sustentáveis, como seja:

1-doutrinação nas universidades;
2- distribuição,ajuda ao mais pobre, em vez de dar emprego/dignidade;
3- imprensa com verbas;
4- dinheiro da corrupção para eles e o Partido.

“Ganhamos, acabamos com o PT!” Não…

Tire esse pensamento da cabeça agora!
O PT está caído, sim, mas está muito longe de deixar de ser uma ameaça.

Já se perguntou porque o pior candidato de um partido envolvido até o pescoço em corrupção, cujos principais líderes estão todos na cadeia, recebeu 44 milhões de votos?

A resposta é simples. Conquistamos a presidência, mas o PT e suas variáveis ainda dominam tudo que leva até lá.
A esquerda ainda detém enorme influência e poder. Jamais subestimem um grupo que ganhou 4 eleições, passou 13 anos com acesso a reservas quase infinitas de dinheiro e colocou seu pessoal em absolutamente TODAS as engrenagens da máquina estatal.

A esquerda ainda domina: meio acadêmico, meio artístico, meio cultural, movimentos sociais a grande parte do meio político.
A influência deles é tão grande, que me fizeram , praticamente o culpado da facada que levei.
Fizeram de uma matéria esdrúxula de jornal, sem provas, uma acusação que foi parar no TSE e ficou uma semana em destaque. Fizeram meus apoiadores se passarem por bárbaros descontrolados noticiando ataques claramente forjados.

Acham mesmo que eles perderam esse poder só por que não chegaram à Presidência?
Se não tivessem esse poder, teríamos ganho com 80% dos votos.
O povo sabia que não queria o PT, mas a destruição da minha imagem foi colocada em prática por todo o sistema.
Perdeu-se milhões de votos por conta de calúnias divulgadas pela esquerda com tamanha intensidade que faria Goebbels se sentir um estagiário na xerox do DCE.

Ganhei a eleição para Presidente, mas a máquina está toda podre e comprometida. Não irão deixar-me governar e fazer as reformas que o País precisa, sem apoio de vcs.
Estão me sabotando desde o primeiro dia.

Todas as mudanças na área econômica serão anunciadas pelo sistema como uma tentativa de prejudicar os pobres e retirar direitos do trabalhador.
Todas as mudanças na área social serão anunciadas como uma tentativa de assassinar LGBTs/Mulheres/Negros/Pobres/Nordestinos.
É assim que a esquerda joga.

Estou recebendo o Brasil no pior estado que um Presidente já recebeu, serei criticado pelos seus acertos e massacrado pelos seus erros. Tentarei não errar.
O primeiro ano será bem difícil.
É preciso tomar o poder de influência da esquerda e devolvê-lo ao povo.
O povo tem que se informar por fatos e não por narrativas cuidadosamente construídas por intelectuais em universidades.

Voltarei ao assunto sobre onde estão instalados os inimigos e como desentocá-los.

Não há como acabar com a divisão no País, se não acabarmos com quem está nos dividindo.

Comemoremos a vitória, foi gigantesca. Mas não percamos a noção da realidade. Estamos só no começo.

*Jair Messias Bolsonaro*
(Texto recebido pelo WhatsApp)

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O PAÍS DAS LEIS

O PAÍS DAS LEIS… QUE NÃO FUNCIONAM
– O Brasil tem leis para tudo… Ou quase tudo, porém a maioria delas não funciona. Por que isso acontece?
A maioria das leis não cumprem o fulcro da sua criação. Tem-se a impressão que foram criadas mais para servir de cabide de emprego para a militância, mais para exercer o controle do Estado sobre a população do que para cumprir a finalidade de sua criação. A população, por sua vez, não percebe o estratagema e pede mais Estado, leis mais duras, enfim, mais corda para o próprio pescoço. É assim se forma o ciclo vicioso do totalitarismo: leis para solucionar determinado problema que exigem a criação de estruturas para fiscalizá-las, que exigem mais presença do Estado que exercerá maior controle sobre a população, que resultará na diminuição da liberdade. Assim suprime-se a lei natural e cria-se a presença total do Estado na vida privada do cidadão. A moralidade e o dilema moral configuram-se “letra morta” nas tradições é costumes salutares da populacão.

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PERFUME NA MERDA

*PERFUME NA MERDA*.
(Marcelo Rates Quaranta)

Eu quero agradecer, em meu nome e em nome de todas as pessoas comuns, cidadãos simples do meu país como eu, pelas últimas decisões tomadas pelo nosso Egrégio Supremo Tribunal Federal.

Sim, o Supremo fez de nós pessoas melhores do que pensávamos ser.

Quando olhávamos aqueles Ministros sob suas togas, com passos lentos e decididos, altivos, queixos erguidos, vozes impostadas ditando verdades absolutas e supremas, envoltos numa aura de extrema importância e autoridade, nos sentíamos pequenos, minguados e reles plebeus diante de uma Corte que beirava o sublime, o inatingível e o intangível.

Com essas decisões o Supremo conseguiu fazer com que a minha percepção sobre mim e sobre nós mudasse. Eles não são deuses. São pessoas tão pequenas e tão venais, que qualquer comparação que eu faça de mim e de nós em relação a eles, seria desqualificar-nos a um nível abissal. Tudo aquilo é fantasia, tudo aquilo é pose e tudo aquilo não passa de um teatro, mas nós somos reais.

Foi aí que eu vi o quanto somos mais importantes que eles! Enquanto as divindades supremas encarnam seus personagens de retidão e lisura, mas com suas decisões abduzem a moral e destroem o país (e de quebra a reputação do Judiciário), nós brasileiros comuns e sem toga trabalhamos arduamente dia e noite para construir o país, ou pelo menos para minimizar os danos que eles provocam.

Então… Como é que um dia eu pude vê-los como sendo superiores a nós? Eu estava enganado. Nós somos muito superiores a eles, mesmo sendo zés, joãos, marias, desde o pequeno ambulante ao médico ou engenheiro. Nós somos as verdadeiras autoridades, porque nossa autoridade não foi conferida por um político malandro capaz de tudo com uma caneta. Nossa autoridade nos foi dada pela nossa força de continuar tentando fazer um Brasil melhor.

Fico sinceramente com pena é dos advogados, que são obrigados a chamar esses ministros de Excelência, ainda que com a certeza de que não há excelência alguma nos serviços que eles estão prestando à nação, mas *excrescências* Acho que deve ser o mesmo sentimento de ser obrigado a chamar o cachorro do rei de “milord”.

Agora eu sei o quanto somos bem maiores que eles, mesmo sem aquelas expressões em latim e doutrinas rebuscadas cheias de pompas e circunstâncias, que com toda máxima “data venia” no final significam apenas *passar perfume em merda*.

Se há alguém realmente importante no Brasil, esse é o Excelentíssimo Povo Brasileiro, que apesar de tudo é obrigado a sentir o mau cheiro que vem da grande Corte, e mesmo com náuseas e ânsia de vômito, tem que acordar as 5 da manhã pra fazer aquilo que eles não fazem: *Produzir* os impostos para pagar o mais caros salarios e os adicionais como ajudas de custos, verbas de gabinetes/ indenizatorias e os agregados e polpudos auxilios funcionais. (paletó, educação, moradia, viagens, combustível , veiculo, celular, vinho, petshop, canil, periquita e sogra)

Obrigado, Supremo, por nos mostrar que hoje o rei sou eu e o meu povo, porque nao estou encastelado na ilha de Sta. Helena, podemos andar pelas ruas com liberdade e cabeça erguida sem temor de levar tomates e ovos dos súditos.

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A ESQUERDA NO SEU LABIRINTO

O Estado de S. Paulo, 6 de novembro de 2019.
ANTONIO HAMILTON MARTINS MOURÃO VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Até onde os fatos que se vêm sucedendo vertiginosamente no Brasil são ou serão acontecimentos, só o tempo dirá. Boa parte deles desaparecerá na névoa da desinformação que serve para confundir a opinião pública, prestando-se a propósitos inconfessáveis.
O presidente da República concluiu, com absoluto sucesso, longa e diversificada viagem ao Extremo Oriente e ao Oriente Médio, mas o que se tornou manchete, eclipsando qualquer ganho para o comércio exterior brasileiro, foi a tentativa de vinculá-lo a um crime.
E se não bastasse esse ensaio canhestro de difamação, rapidamente transmutado em polêmica diversionária sobre gravações, emergiu ruidosamente o trecho de uma entrevista de seu filho que serviu de pretexto para manifestações em defesa da democracia movidas a oportunismo e má-fé.
Muito pior do que eventuais lacunas de conhecimento de quem não viveu os anos 60 e 70 é a desfaçatez dos que tinham perfeita compreensão do que faziam à época servindo a uma ideologia assassina e que seguem hoje mentindo para encobrir os seus enganos.
A esquerda no Brasil, para lá de imaginativa, inventou o confronto de um lado só. Feroz em atacar um ato autoritário, o AI5, decretado em dezembro de 1968, ela omite o totalitarismo patrocinado do exterior que movia os atentados terroristas que ceifavam vidas brasileiras.
No que insiste até hoje, fazendo desaparecer os motivos que levaram à reação da sociedade que escolheu nas urnas, em outubro de 2018, Jair Bolsonaro como seu presidente. E, como sempre, fugindo de sua responsabilidade pelo mal que causou com a violência, a agressão e a corrupção praticadas contra a sociedade, cujo ordenamento jamais suportou.
É tempo de a esquerda fazer uma verdadeira autocrítica de seus procederes políticos no Brasil. Autoritária na prática e totalitária no pensamento, como nos julgamentos da extinta União Soviética, ela condena de antemão seus adversários, façam o que fizerem.
Se os militares, da ativa ou da reserva, falassem alguma coisa sobre o AI-5, a esquerda os acusaria de se manifestarem indevidamente sobre assuntos políticos. Mas é rápida em criticálos por não falarem, incapaz de entender que o seu silêncio é a prova do desejo de pacificação da sociedade a que servem.
Essa incompreensão do sentido de pacificação tem custado caro ao País, que tem uma tradição de anistia e da qual não deveria destoar a de 1979. A esquerda no Brasil, contaminada pela vertente revolucionária da luta armada, conseguiu a proeza que Raymond Aron atribuiu ao impasse nuclear da guerra fria: inverter a fórmula de Clausewitz, fazendo da política a continuação da guerra por outros meios.
É o que ela faz até hoje, passados 40 anos da aprovação da Lei da Anistia, buscando invalidá-la pela negação de seu princípio elementar: o esquecimento. Algo que, dado o intervalo de tempo aplicado a outros conflitos internos, como a Farroupilha, equivaleria a perseguir quem dela tomou parte às vésperas da Proclamação da República, um absurdo completo.
A grande razão do fracasso histórico da esquerda foi o seu diagnóstico da realidade. Eficaz na exploração das contradições, sua verdadeira vocação, ela se entregou de tal forma à manipulação dos fatos que perdeu a capacidade de interpretá-los, obcecada com as condições objetivas para a conquista do poder.
Esse é o grande problema de quem se move orientado primordialmente pela ideologia. Ela deixa de ser um fator de motivação, consequente às afinidades de grupos, para ser uma lente através da qual toda imagem da realidade é distorcida, ou até descartada, se não se encaixa no grau dos óculos pelos quais se enxerga o mundo.
Cada um pode tachar de infame o que quiser. Mas ninguém pode dizer que não o seja instituir um regime cognominado de presidencialismo de coalizão degenerado em corrupção institucionalizada. A esquerda vê infâmia em palavras dos outros, mas não a enxerga nos próprios atos, como no mensalão e no petrolão.
Depois de décadas no poder no Brasil, a esquerda não entende o cansaço da população com a sua problematização de tudo o que não resolveu, desde a economia até a segurança, passando pela saúde, pela educação e pela infraestrutura, arrasadas pela incompetência e má gestão. Com isso ela nem sequer apreende a realidade do País, onde ingressam cada vez mais investimentos, as reformas estruturantes avançam, a economia melhora e os índices de violência despencam.
É inútil, portanto, esperar que essa esquerda entenda que o Parlamento, onde ela está democraticamente representada, nunca foi tão livre para deliberar sobre o interesse da sociedade, liberto da pior das ditaduras, a da corrupção. Ou magnânima o bastante para reconhecer que, depois de muito tempo, o País tem um presidente da República que não está envolvido em conchavos de corrupção ou cooptação de parlamentares com dinheiro público.
Uma democracia não prescinde de um amplo e diversificado arco ideológico onde estejam representadas todas as preferências, tendências e percepções da sociedade, incluindo a clássica divisão entre o que se convencionou chamar de direita e esquerda. Uma esquerda democrática e responsável, defensora dos mais fracos e desassistidos, é uma condição da democracia.
Mas, a considerar o que faz e fala a esquerda no Brasil, parece restar-lhe pouco. A apologia da corrupção, ao negar a condenação de Lula em todas as instâncias. A intriga, procurando dividir a sociedade, o governo e o Estado. A falsificação, apresentando-se como centro ou liberal que nunca foi. E a confusão, tentando, aqui e no exterior, misturar o governo democraticamente eleito com os períodos de exceção anteriormente vividos no País.
Assim, atuando em desfavor da democracia no Brasil, a esquerda continuará onde está.
Perdida em seu labirinto.

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LUNÁTICOS OU ABESTALHADOS?

O menosprezo a Bolsonaro já foi muito além do tolerável.

É preciso um basta.

Grande parte o trata como um lunático delirante e irresponsável.

Não levam em consideração que o presidente recebe diariamente informações da ABIN, serviço secreto do Exército, Polícia Federal, Ministério da Justiça, Meio Ambiente, Defesa, enfim, toda a equipe ministerial, além de ter estreitado relações com os serviços de inteligência norte-americanos e israelenses.

Deve ser hoje o sujeito com maiores informações disponíveis sobre o que ocorre no país.

Quando fala que “ONGs insatisfeitas com a perda de receitas e financiamentos estrangeiros PODEM estar por trás de queimadas provocadas” isso precisa ser levado em consideração, investigado e apoiado, não desqualificado.

Não se trata da opinião de um colega de boteco dando pitacos levianos e desinformados.

É a suspeita do nosso PRESIDENTE, portanto do sujeito que tem acesso às maiores e melhores informações em tempo real no Brasil.

Suspeita com certeza fundamentada e imediatamente confirmada pela reação internacional orquestrada contra ele, seu governo e nosso país.

Ou alguém, em sã consciência, acredita que Macron, G7, ONU, Madonna e Leonardo Di Caprio sabem mais e se importam mais com os brasileiros do que os próprios brasileiros e seu presidente eleito pela maioria?

Qual a parte de “A AMAZÔNIA É DOS BRASILEIROS” não ficou bem entendida?

É contra isso que ocorre a reação internacional.

Sempre nadaram de braçadas em nosso país, contando com a conivência de presidentes globalistas, entreguistas, subservientes e lenientes com a exploração de nossas riquezas em troca de alguns afagos midiáticos internacionais.

Somos um país de retardados ou viramos?

Alguém viu o mundo se unindo para intervir na URSS após a catástrofe de Chernobyl?

Ali sim, poderia contaminar todos os países do entorno.

Porém, nem passou pela cabeça dos valorosos líderes mundiais uma idéia como essa, por que?

Porque sabiam que os russos NUNCA permitiriam uma afronta dessas e seriam capazes de se unir em defesa própria e despoletar até uma 3a guerra mundial.

Nosso país pode ser explorado, afrontado, desrespeitado, ameaçado que parte do povo ainda se posiciona contra os nossos interesses e a favor dos que nos exploram.

SOMOS UM PAÍS DE RETARDADOS OU VIRAMOS?

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MÍDIA ESQUIZOFRÊNICA

A política no Brasil definitivamente virou esquizofrenia. É apresentado ao Congresso um projeto de Lei da Liberdade Econômica que vai desburocratizar a vida do pequeno empresário, e ninguém comenta. O Ministro da Educação apresentou um plano para o financiamento das universidades estatais com recursos da iniciativa privada, e ninguém comenta. O mais médicos é relançado com salários variando de R$ 11.000 a R$ 15.000 e um plano de aproveitamento de 2200 médicos cubanos, e ninguém comenta. O governo libera saques no FGTS com capacidade de injetar até R$ 30 bilhões na economia, além de ajudar a milhoes de pessoas a limpar seus nome no SPC, e ninguém comenta. A Petrobras vende parte de sua participação na BR Distribuidora por R$ 9 bilhões e deixa de ser a empresa mais endividada do mundo, e ninguém comenta. O Salim Mattar já tem pronto o projeto de desestatização dos Correios e da Casa da Moeda e ninguém comenta. O Ministro Tarcísio de Freitas completa a ferrovia Norte-Sul que liga o Porto de Itaqui no Maranhão ao Porto de Santos, e ninguém comenta.

Agora, quando familiares do Presidente fazem um voo de 15 minutos de helicóptero (está errado, não deviam ter feito), o mundo vem abaixo. Quando o Presidente bate boca com o presidente da OAB (não deveria ter feito), rasgam as vestes jogam cinzas na cabeça. Qualquer besteira que o presidente diga no café da manhã com a imprensa é um Deus-nos-acuda e vira manchete de jornal.

E o mais impressionante é que gente inteligente e preparada faz coro para denunciar o que todos já sabem, para dizer o que todo mundo já disse, para comentar o que todos já comentaram. Nenhuma originalidade. Nenhuma leitura nova. Nada. Ignoram o que importa e se concentram em detalhes absolutamente irrelevantes. Parece que estão torcendo para tudo dar errado.

Quem melhor descreveu essa marcha da insensatez foi o Alexandre Garcia, que comentou: “É como se os passageiros de um voo estivessem torcendo para o avião cair”. Não faz o MENOR sentido.
O Brasil nunca ouviu tantas verdades e, para alguns, isso é difícil.
O caso brasileiro é único no mundo. É muito maior do que o Brexit, é gigante perto da eleição de Trump. Não tivemos o impacto de uma mudança radical, como a entrada em massa dos muçulmanos no Reino Unido. Não elegemos um bilionário numa eleição com dois partidos, como nos EUA. Elegemos um capitão do Exército, sem dinheiro, sem televisão, sem apoio, sem celebridades. Mostramos ao mundo a quintessência da democracia.
Bolsonaro não baixou a cabeça. Peitou uma das maiores empresas de mídia do planeta, os artistas formadores de opinião, a elite acadêmica, as milícias sociais, a máquina Estatal, o Stablishment.
Todo o poder estabelecido convulsionava contra o candidato, numa tentativa desesperada de manter seus benefícios escusos. E, ainda assim, ele venceu.
Gramsci, na década de 40, disse: “Não tomem quartéis, tomem escolas. Não ataquem tanques, ataquem idéias”. O filósofo Socialista esqueceu, porém, que o capitalismo evolui e, com sua evolução, DEU VOZ AO POVO. A grande mídia não é mais o principal propagador de notícias. A escola não é mais o principal propagador de conhecimento. Com o advento da internet, podemos nos informar, podemos pesquisar e, principalmente, PODEMOS FALAR.
Atentaram contra a vida do presidente, deixaram-no fora dos compromissos de campanha e, de pijamas e pantufas, NÓS O ELEGEMOS. Derrubamos um plano de poder de 3 décadas, detentor de uma militância violenta e um Estado aparelhado, sem encostar em armas, sem NENHUMA intervenção.
Tristes dos “artistas” que não vêem a beleza do movimento. Tristes dos estudantes que não vêem a importância do momento. Vocês se orgulham de fazer parte da “resistência”. EU ME ORGULHO DE FAZER PARTE DA HISTÓRIA!

BRASIL ACIMA DE TUDO
DEUS ACIMA DE TODOS.

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A FARSA ESQUERDISTA

A farsa do “escândalo” causado pelo vazamento das conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol nos traz algumas lições importantes.
A primeira é que ainda há efetivamente um Brasil do atraso, atuando como um bandido velho e decrépito, que reage desesperadamente com todas as suas energias, contra as forças das mudanças, tão desejadas pela imensa maioria da nossa população.
A segunda é que já decorridos cinco anos da primeira fase da Operação Lava Jato, e depois de duas eleições para o Congresso Nacional, o nosso Parlamento aparentemente não passou pela renovação política que a sociedade brasileira tanto almejava e necessitava.
A terceira é que o jogo jogado pelas velhas oligarquias – e os partidos políticos que as sustentam – não têm limites éticos nem freios para o enfrentamento da (talvez) última batalha contra a onda de moralidade que vem varrendo suas bases. Os atores dessa delinquência institucionalizada são capazes de se associarem ao underground da espionagem internacional, de buscarem apoio em potências estrangeiras, e em toda sorte de gangsterismo e mercenarismo periféricos. Não há fundo nesse poço chamado velha política brasileira.
A quarta, e mais triste de todas, é que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal parecem estar dispostos a concorrer para que essas forças do atraso prevaleçam. Aparentemente não conseguem se livrar da influência daquelas lideranças políticas que os indicaram para as suas respectivas cadeiras. Parecem não se importarem em funcionar como guardiões do retrocesso.
A verdade é que nunca estivemos tão perto de começar um processo eficaz para a desconstrução do edifício do crime institucionalizado, que é capitaneado por grande parte dessa elite política anacrônica. E é sabido que a presença de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública será instrumental para que tal processo avance.
Tudo o que se deseja com a celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos (absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade) é travar o avanço da onda trazida pela operação de Curitiba. Os objetivos são claros: retirar o ministro Moro de sua cadeira, enterrar o seu pacote anticrime, torpedear sua indicação para o STF e, dessa forma, fazer a roubalheira voltar ao estágio pré-Lava Jato, obviamente com a absolvição e soltura de todos os políticos incriminados nos processos criminais julgados por Sérgio Moro.
Com tudo isso, percebemos que a reforma a ser operada com o pacote anticrime é ainda mais relevante do que a reforma da previdência, pois a primeira viabilizaria o início de um processo que nos levaria, mais adiante, a um ambiente político e de negócios livre da corrupção desenfreada das últimas duas décadas.
A reforma proposta pelo pacote anticrime do ministro Sergio Moro deve preceder ou, no mínimo, ser operada em concomitância com a reforma proposta pelo ministro Paulo Guedes. São dois pilares necessários para o Brasil seguir em frente e se desenvolver. Não podemos imaginar a economia do país saneada, gerando enormes superávits, com centenas de bilhões de Reais injetados em investimentos de infraestrutura, e a velha política pilotando os mesmos esquemas da delinquência institucionalizada que nos levaram a crise atual. Estaríamos assim promovendo uma reforma para enriquecer ainda mais essa mesma elite política criminosa que nos sequestrou.
As conquistas da Lava Jato nunca correram um risco tão grande. Essa talvez seja a última das reações dos operadores do crime institucionalizado contra os desejos da sociedade, mas talvez seja a mais forte de todas, pois dela advirá um verdadeiro concerto de contramedidas e ataques. Vão aproveitar para rever a prisão após sentença de segunda instância e para travar o pacote anticrime, entre outros expedientes escusos. A hora é da sociedade estar mais atenta do que nunca.

*Jorge Pontes é delegado de Polícia Federal e foi Diretor da Interpol.

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“IMBECILIS TROPICALIS”

“IMBECILIS TROPICALIS”, também conhecido por “otarius tupiniquenses”, é uma sub-espécie humanoide que habita todo o Brasil. Devido à baixa capacidade cognitiva, seus hábitos ainda são um mistério para os pesquisadores. As primeiras pistas indicam que se alimentam de mortadela e têm uma religião primitiva, que adora um deus-ladrão. Ainda não foram registradas atividades laborais, o que leva a crer que sejam alguma espécie de parasita, que sobrevive do trabalho alheio.

Com baixíssima capacidade de entrosamento entre espécies, o “imbecilis tropicalis”, geralmente, é avistado somente em bandos ruidosos, gritando ofensas aos demais.
O aspecto contraditório, aliás, é o que mais intriga os pesquisadores. Dizem-se contra o fascismo, mas defendem leis fascistas, como a CLT brasileira; Acreditam que divulgar um grampo legal, onde uma presidente corrupta é flagrada planejando um crime com um bandido, atenta contra a segurança nacional, mas não vêem problemas em um estrangeiro, envolvido com espionagem internacional, invadir o celular do Ministro da Justiça; Pedem respeito à todas as crenças, mas desrespeitam a crença da maioria; Dizem-se defensores de gays, mas defendem um regime que exterminou homossexuais; Apoiam o feminismo, mas abrem espaço para o islamismo; Militam pelos direitos humanos, mas fazem campanha pelo aborto.

Apesar de raciocinarem como primatas, têm conduta parecida à dos pombos. Fazem muito barulho, muita sujeira e sempre saem de peito estufado. Esse hábito de postura ainda é um mistério.

A maior discussão, entre os cientistas, é como essa espécie se desenvolveu. Alguns apoiam a teoria de que o “otarius tupiniquenses” é fruto de uma época de muitas facilidades, que se acomodou à sombra de um Estado corrupto e paternalista. Outros aventam a possibilidade de uma infecção viral e temem uma epidemia. O terceiro grupo, porém, acredita que são frutos de experiências secretas, realizadas por professores e pela grande mídia, numa tentativa macabra de reengenharia social.

A maior dúvida, que fica, é:
SERÁ QUE TEM CURA?

“Os idiotas dominarão o mundo. Não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos!”
(RODRIGUES, Nelson)

Felipe Fiamenghi – 17/06/2019

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A FARSA DO “ESCÂNDALO”

*MATERIA DO ESTADÃO DE HOJE*

A farsa do “escândalo” causado pelo vazamento das conversas entre o então juiz Sérgio Moro e o procurador da República Deltan Dallagnol nos traz algumas lições importantes.
*A primeira* é que ainda há efetivamente um Brasil do atraso, atuando como um bandido velho e decrépito, que reage desesperadamente com todas as suas energias, contra as forças das mudanças, tão desejadas pela imensa maioria da nossa população.

*A segunda* é que já decorridos cinco anos da primeira fase da Operação Lava Jato, e depois de duas eleições para o Congresso Nacional, o nosso Parlamento aparentemente não passou pela renovação política que a sociedade brasileira tanto almejava e necessitava.

*A terceira* é que o jogo jogado pelas velhas oligarquias – e os partidos políticos que as sustentam – não têm limites éticos nem freios para o enfrentamento da (talvez) última batalha contra a onda de moralidade que vem varrendo suas bases. Os atores dessa delinquência institucionalizada são capazes de se associarem ao underground da espionagem internacional, de buscarem apoio em potências estrangeiras, e em toda sorte de gangsterismo e mercenarismo periféricos. Não há fundo nesse poço chamado velha política brasileira.

*A quarta*, e mais triste de todas, é que alguns ministros do Supremo Tribunal Federal parecem estar dispostos a concorrer para que essas forças do atraso prevaleçam. Aparentemente não conseguem se livrar da influência daquelas lideranças políticas que os indicaram para as suas respectivas cadeiras. Parecem não se importarem em funcionar como guardiões do retrocesso.
A verdade é que nunca estivemos tão perto de começar um processo eficaz para a desconstrução do edifício do crime institucionalizado, que é capitaneado por grande parte dessa elite política anacrônica. E é sabido que a presença de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública será instrumental para que tal processo avance.
Tudo o que se deseja com a celeuma causada pelo vazamento criminoso desses diálogos *(absolutamente corriqueiros e que não encerram nenhuma irregularidade)* é travar o avanço da onda trazida pela operação de Curitiba. Os objetivos são claros: retirar o ministro Moro de sua cadeira, enterrar o seu pacote anticrime, torpedear sua indicação para o STF e, dessa forma, fazer a roubalheira voltar ao estágio pré-Lava Jato, obviamente com a absolvição e soltura de todos os políticos incriminados nos processos criminais julgados por Sérgio Moro.
Com tudo isso, percebemos que a reforma a ser operada com o pacote anticrime é ainda mais relevante do que a reforma da previdência, pois a primeira viabilizaria o início de um processo que nos levaria, mais adiante, a um ambiente político e de negócios livre da corrupção desenfreada das últimas duas décadas.
A reforma proposta pelo pacote anticrime do ministro Sergio Moro deve preceder ou, no mínimo, ser operada em concomitância com a reforma proposta pelo ministro Paulo Guedes. São dois pilares necessários para o Brasil seguir em frente e se desenvolver. Não podemos imaginar a economia do país saneada, gerando enormes superávits, com centenas de bilhões de Reais injetados em investimentos de infraestrutura, e a velha política pilotando os mesmos esquemas da delinquência institucionalizada que nos levaram a crise atual. Estaríamos assim promovendo uma reforma para enriquecer ainda mais essa mesma elite política criminosa que nos sequestrou.
As conquistas da Lava Jato nunca correram um risco tão grande. Essa talvez seja a última das reações dos operadores do crime institucionalizado contra os desejos da sociedade, mas talvez seja a mais forte de todas, pois dela advirá um verdadeiro concerto de contramedidas e ataques. Vão aproveitar para rever a prisão após sentença de segunda instância e para travar o pacote anticrime, entre outros expedientes escusos. A hora é da sociedade estar mais atenta do que nunca.

*Jorge Pontes* é delegado de Polícia Federal e foi Diretor da Interpol.

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A DITADURA DA SUCURI DE DUAS CABEÇAS

*A DITADURA DA SUCURI DE DUAS CABEÇAS*

O povo e o governo Bolsonaro encontram-se sequestrados por uma sucuri de duas cabeças: uma responde pelo cognome de *Suprema Casa da Mãe Joana* e a outra é conhecida como o *Covil de Ali Babá e seus 594 ladrões* (alguns não merecem essa qualificação).
Desde que delineou-se a vitória do Presidente Jair Bolsonaro, as duas cabeças fundiram-se em um só corpo, para forjarem a defesa mútua e enfrentarem a cruzada pela moralização que a sociedade escolheu e estava a exigir. Enquanto as cabeças engendravam planos para salvar suas peles, o corpo serpenteava ao redor da presa, aguardando as oportunidades para envolvê-la em seu abraço letal.
A primeira e desesperada tentativa veio por meio de um golpe de faca, que não foi suficiente para eliminar o Mito. Ao contrário, aumentou-lhe o prestígio e a certeza de que o inimigo estava disposto a tudo para evitar a sua debacle.
Frustrada a investida com arma branca, restaram-lhe as armas sujas que frequentemente usam: o boicote, as tramas de bastidores, as fofocas, as pautas-bomba, as liminares e toda sorte de atos deploráveis nos quais são especialistas.
Ininiciado o período de governo, houve uma trégua devido aos recessos parlamentar e judicial (essa folga remunerada é injustificável, especialmente em ano de transicão de governo).
Logo veio o primeiro golpe baixo: a eleição de dois investigados pela outra cabeça da sucuri para exercer as presidências da Câmara e do Senado, que rapidamente mostraram a que vieram, votando matérias contra o governo na calada da noite, arquivando CPI contra o judiciário e muitas outras manobras na contra-mão dos anseios da sociedade. Estava montado o circo e a sucuri começava a apertar o seu abraço letal.
As mais recentes demonstrações do “amigo chileno” foram a nomeação de um comunista e um socialista, respectivamente, para presidir e relatar na Comissão Especial que irá discutir o mérito da reforma da previdência, crucial para a retomada do crescimento do País; a aprovacão do orçamento impositivo na calada da noite; e a retirada do COAF do comando do Ministro Sérgio Moro, privilegiando a corrupcão.
Já a outra cabeça da sucuri, além de diversas solturas de padrinhos, tirou da lava-jato a ação sobre os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, que passam a ser julgados na Justiça Eleitoral, quando estiverem relacionados a caixa 2 de campanha. Não satisfeitos, validaram as benesses de um indulto natalino obsceno concedido por um ex-presidente ladrão, ao final do seu mandato, reforçando a impunidade e aplicando golpe mortal à luta contra a corrupção sistêmica que assola o País, especialmente naqueles dois poderes.
Chegamos à beira do despenhadeiro e, no momento em que conseguimos fazer meia-volta e começamos a nos afastar dele, parte do Legislativo e do Judiciário tenta nos encurralar e fazer retroceder em direção ao abismo.
Nessa toada, seremos obrigados a escolher entre o bem da Nação e o mergulho na escuridão. Moisés usou seu cajado divino para abrir a imensidão do mar ao seu povo. Nosso cajado não tem tal poder, mas aproxima-se o momento em que terá que ser usado, ou a sucuri nos esmagará e o vermelho que hoje colore artificialmente o Nordeste poderá vir a manchar profundamente as cores do nosso pavilhão.
BRASIL ACIMA DE TUDO, DEUS ACIMA DE TODOS!

*MAJOR-BRIGADEIRO JAIME RODRIGUES SANCHEZ*

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VIVEMOS NUM REGIME PRESIDENCIALISTA?

Nós não vivemos mais num regime Presidencialista!

Que eu saiba, questões de gestão inerentes ao exercício do Poder determinadas pelo Presidente da República, jamais foram contestadas ao longo do tempo.
Nos estranhos diais atuais, onde a esquerda não se conforma em perder o Poder e acha que democracia é o poder que emana do lado esquerdo do povo, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, legitimamente eleito por mais de 57 milhões de brasileiros, virou um títere, um boneco de ventríloquo nas mãos de Congressistas, Juízes, Procuradores e Ministros de má fé suportados pela mídia.
Assim é que a determinação de Bolsonaro em não renovar contratos de radares, um simples ato discricionário do Executivo, foi contestado na Justiça pelo Partido Novo, onde uma Juiza (sempre elas…) rapidamente exara uma decisão ameaçando multar a União em 50 mil diários em caso de desobediência. É o fim dos tempos.
De outro lado, o Senado ameaça desfigurar a Medida Provisória pela qual Bolsonaro configurou seu novo Ministério, enxugando-o. Os Senadores simplesmente querem voltar tudo atrás, criando de volta até o inútil Ministério do Trabalho e, para se protegerem, deslocar o COAF de volta para a Economia.
Outra Juíza, se é que podemos chamá-la assim, condena o humorista Danilo Gentile à prisão por estar exercendo sua função, isto é, fazer piada. Mais uma vez a “vítima”, a queridinha dos protetores de minorias, é a desgrenhada e histérica deputada Maria do Rosário, defensora dos estupradores e defendida pelas juizas plantonistas, equilibristas de prato que precisam manter a esquerda girando.
Como diria a própria, a sexy e equilibrada deputada Maria do Rosário, que parece que gosta de um “bis”, e até de um “triz”: “Mas o que que é isso? Mas o que que é isso? Mas o que que é isso?”

É, meus amigos, acho que este País só tem um jeito: Intervenção militar e fechamento de Congresso, Judiciário e o escambau. Ai esses filhos da puta desses políticos corruptos, esses juizinhos engajados de merda, esses artistas e essa mídia de bosta, toda essa gentalha que não se conforma em perder as eleições, que não admite que o Brasil abomina a esquerda e que não quer ver um governo democrático funcionar, vai ver o que é bom e ai, sim, vai poder discutir, na prática e com conhecimento de causa, aqui e agora, se o que acontecer é golpe, é revolução, é ditadura, é contra-revolução ou é simplesmente a reação de um povo de saco cheio, como o foi em 64.

ps: se concordar, compartilhe, pois estou bloqueado e este perfil é super limitado, não atinge nem 100 pessoas. Obrigado.

(Percy Castanho Jr.)
www.replicante.com.br

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OPINIÃO

29/04/2019
Acho que dificilmente o PT voltará ao poder. Está na UTI, respira por aparelhos e está nos estertores da vida.
Mas o Governo terá que agir fortemente no MEC, fazer uma limpa geral na militância que lá está, pois é lá que se encontra o resto do oxigênio que ainda mantém o PT vivo.
O Editor.

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TENHAM JUÍZO

JOSÉ MAURÍCIO DE BARCELLOS

Referindo-me às dificuldades pelas quais o governo central está atravessando no início do seu mandato, digo que pessoalmente já esperava que os vencidos, dentre os quais se inclui uma gente ruim, da pior espécie, faria realmente uma oposição virulenta, odienta e inconsequente sem se preocupar como Brasil. Lembro que quando, em 1990, o ladrão esquizofrênico Collor de Mello derrotou o “Analfa de Garanhuns”, a quadrilha deste desclassificado, então bem menor e menos ofensiva que a de agora, a se ver impactada e zonza com a derrota acachapante, montou um patético “Governo Paralelo” objetivando destruir o governo que o povo elegeu. A baboseira nem cócega fez e se esvaiu na ridicularia de sua própria pretensão.

Estou lembrando este triste episódio da paupérrima vida política nacional para argumentar perante meus caros leitores que aquela gente mal-intencionada é medíocre desde a origem. A atitude e o procedimento da esquerdalha da época, com Lula e FHC na liderança, servem para bem revelar o baixo nível da trupe que acabou tomando o Brasil de assalto nos últimos 30 anos.

Tudo quanto estão fazendo contra a soberana vontade popular que, no ano que passou, disse nas urnas aos patifes um não rotundo, na essência não é nem um pouco diferente daquela palhaçada da década de 1990. As quadrilhas de Sarney a Temer tramam e torcem para que o Presidente eleito se esborrache. Os antigos parlamentares que não foram escorraçados no pleito eleitoral de 2018, cheios de má intenção, se mexem e se deslocam pelas catacumbas de Brasília, ou seja, pelos porões dos palácios e pelos subterrâneos do Congresso. Quando vejo aparecer na mídia covarde e facciosa uns mequetrefes do PT, do PCdoB ou do PSOL, sem honra e sem verniz, sorvendo cada factoide reverberado ou criado pela extrema imprensa principalmente contra o Capitão e sua família, fico convencido de que o Movimento Revolucionário de 2018 salvou o Brasil de se transformar em algo bem pior que uma Venezuela.

O modelo de jornalista Alexandre Garcia que nunca permitiu ser comprado, ainda outro dia alertou para a ação sorrateira dos inimigos do Brasil que, liderados pelo “Sistema Goebells de Comunicação”, querem porque querem difundir a ideia no sentido de que foi ilegítima a eleição de Bolsonaro. Este é o pano de fundo encomendado pela abominável classe política, bem como assim pelos donos do poder até agora. Tudo está sendo premeditado.

Vejam como estão emporcalhando e comprometendo a Nação Brasileira. O antes desacreditado e agora vergonhoso STF com certeza que está disposto a tudo para destruir a Lava Jato e os magistrados do mal estão prontos para colaborar com seus planos malignos. Nem estão se importando mais em esconder coisa alguma. Como se viu recentemente, um desembargador já acusado de corrupção, pressionado por Brasília durante um fim de semana, traiu a vontade de seus pares e na segunda feira seguinte soltou o grande “Corrupto dos Porões do Jaburu” e o Ministro genro de um dos maiores cretinões da política carioca investigado na Lava Jato no STF e filho de um conhecido camaleão condenado, pela Justiça do Rio, por improbidade administrativa, o mesmo que um dos filhos de Bolsonaro colocou para correr nas últimas eleições.

A desmoralização do Brasil perante a comunidade de Nações livres e soberanas, mesmo que não tenha até aqui logrado empanar o brilho da política externa atual, continua nos fazendo sofrer. A imprensa internacional acabou de revelar que o assassino Cesare Battisti não só confessou seus crimes cruéis, como também escandalizou o mundo dizendo que Lula, Dilma e sua bandidagem no Planalto foram autores dos crimes de auxílio e ocultação de criminoso, delitos previstos na lei Brasileira e na maioria das legislações penais dos países civilizados. Corre pelas redes sociais e está no Twitter do Presidente Bolsonaro, uma foto com vários esquerdopatas rindo e dando as mãos àquele criminoso internacional. Quando a hora chegar penso que todos devem ser processados e cassados como vendilhões da Pátria.

Percebam o que estão fazendo com nossa sociedade. Em cada lar, em cada coração dos cidadãos de bem deste País, já está o temor de que Lula – o traidor do povo – se valha dos petulantes préstimos dos “Mandarins Solta Bandidos” para sair do xilindró. Outro fato: o grande capadócio da Câmara Alta, que depois da prisão do sogro a quem assessorou e obedeceu no governo do “Fora Temer” deveria ter renunciado a seu mandato – proporcionado pela desonesta turma da propina na Odebrecht e na rabeira da corrida eleitoral – teve agora a petulância de agredir gratuitamente o magnifico Sérgio Moro, justo este homem que a comunidade internacional reconhece como “décimo-terceiro maior líder do mundo”. Quem aquele “ordinariozinho” pensa que é?

Tudo isso e mais a revolta da parte podre do Congresso contra a firme atitude do Capitão em defesa dos cofres públicos e contra o indecente aparelhamento da máquina governamental está sendo utilizado contra o próprio Chefe do Executivo para tentar colar nele a pecha de tosco e despreparado, de violento, de intransigente, de fascista, para defini-lo como incompetente e sujeito a um impeachment.

Estes dias correu a notícia veiculada por um jornalão que ficou órfão do erário nacional, que o “Mistério Público”, o tal que a meu sentir não pode escapar do alcance da “Operação Lava Toga”, aliado a meia dúzia de covardes, ladinos sem brios e sem honra, quer requerer o impeachment do Capitão porque este mandou que se comemorasse o dia da Revolução Civil Militar de 1964, que salvou o Brasil das garras do comunismo russo e cubano. Bem que gostaria de cruzar na rua com um porcaria deste para lhe dizer o que pensam os homens de honra desta Nação Verde e Amarela e sentir de que têmpera essa gente é forjada.

A propósito da Revolução de 1964. Aqui tem uma ponta da história que continua solta. É imperioso que os patriotas no Congresso (Alou bancada Verde e Amarela!) legislem no sentido de se mandar rever os atos espúrios e lesivos aos cofres públicos praticados pela tal Comissão da Verdade (ou Comichão que Deu nos Covardes) e que se criminalize toda insidiosa, covarde e mentirosa tentativa dos esquerdopatas de nominar como “Ditadura” o Movimento Civil Militar de 1964. A Nação brasileira deve esta reparação às Forças Armadas que novamente a salvou da desgraça do social-comunismo e ademais nós elegemos o Capitão justamente para isto, também.

Espero que continuem nos insultando e tramando contra nossa Pátria até que a hora do confronto que tanto provocam chegue logo para acertarmos contas antigas. Não há nada demais nisso que almejo, pois se os bandidos guerrilheiros e terroristas que um dia com Lula e Dilma encheram o Planalto tivessem ganho a guerra de 1964, nenhum dos patriotas de hoje teriam sobrevivido ao paredão. Vivo sonhando com o dia em que poderemos ficar frente a frente com os “uspinianos” do tipo FHC, Chauí, Haddad, Manuela, Boulos e Tiburi, bem assim com os famosos da roubalheira Rouanet e tantos outros canalhas, em especial um doente que se vestiu com a faixa presidencial, ultrajando um símbolo da República. Espero que realmente algo aconteça como, por exemplo, o STF soltar Lula e todos os demais presos da Lava Jato, para em razão de uma inevitável ruptura encarar não só os príncipes e mandarins da capa preta, mas também o bandidaço Zé Dirceu, o tresloucado Ciro Gomes, o velhaco Stedile, a turma dos Sindicatos, dos Movimentos invasores e quejandos.

Vamos acabar com essa farsa. Ganhamos em 1964 e agora em 2018, nas ruas e nas urnas. Como diria minha avó, quem não gostou coma menos. São os cativos canastrões do “Sistema Goebells” e a bandidagem da política nacional que darão o tom do enfrentamento. A bola está com eles, como dizem os jovens. Viemos para ficar e digo, sem medo de errar: ninguém arranca mais os militares e os homens de honra de dentro do Planalto “daqui pra frente”. Tentem se tiverem coragem! Em 07 de abril próximo vamos para as ruas, convocados pelos Movimentos Sociais para mostrar que estamos vivos e vigilantes.

Viemos para colocar as coisas nos eixos, portanto permitam que, dentre outros, o Professor Paulo Guedes e Sérgio Moro trabalharem em paz. Somos quase 60 milhões de brasileiros que confiaram o Brasil a Bolsonaro. Viemos para prender os assassinos cruéis e liquidar com o crime organizado. Viemos para trucidar a esquerdalha que antes andava solta com as chaves dos cofres do erário no bolso. Viemos para salvar as famílias, a cultura judaico-cristã, e os valores cívicos e morais de nossa sociedade da sanha deletéria da esquerda delinquente. Viemos para resgatar as escolas e as universidades do comunismo ateu e incompetente. Viemos para salvar a economia da miséria em que foi jogada e colocar a Nação no lugar que há muito faz jus no cenário internacional. Viemos para salvar 15 milhões de desvalidos pelo desemprego das mãos da “petralhada” e de suas agremiações satélites. Viemos enfim para que nossa gente tenha saúde, educação, segurança e muita riqueza como deve ter quem nasce nessa Terra de Santa Cruz.

Com quem aquela gente está contando? Com Maduro? Com os Cubanos? Com o tal exército do Stedeli? Agora que Bolsonaro tirou as mãos sujas da esquerdalha do dinheiro público, de onde virão os recursos para enfrentar as Forças Armadas? Tenham juízo seus covardões! A baiana de vocês não tem essa roda toda. Façam como FHC, como Dilma, como Chico Buarque e muitos canastrões da telinha; como os filhos do “Molusco Enjaulado”; como os Marinhos e se mandem para Europa, Portugal ou Paris, já que para Cuba e Venezuela os sabidões não querem ir. Acabou vermelhada! Deixem o Brasil para quem é capaz de dar a vida pela Nação Verde e Amarela.

Jose Mauricio de Barcellos ex Consultor Jurídico da CPRM-MME é advogado. Email: bppconsultores@uol.com.br).

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ELITE VIRA-LATA

ELITE VIRA-LATA

21.03.2019 Hygino Vieira

Os Estados Unidos financiaram a reconstrução da Alemanha após a Segunda Guerra, e fez daquele país a segunda potência mundial em duas décadas;
Em seguida os Estados Unidos também fizeram do Japão uma potência, ensinando os japoneses a fabricar carros que depois se aproveitaram do mercado americano, aberto, livre para todos.

Os Estados Unidos atenderam apelos dramáticos do ditador Joseph Stalin e mandaram comida para a Rússia, para que o povo russo não morresse de fome; em plena guerra fria, travada contra os Estados Unidos.

Os Estados Unidos fizeram da China uma potência, processo iniciado quando Deng Xiaoping recebeu Richard Nixon e abriu a economia chinesa para o capitalismo, tirando da fome e miséria iminente quase um bilhão de chineses escravizados por Mao Tse Tung, o único barrigudo da China. Repetindo o fenômeno agora com Maduro, o único barrigudo da Venezuela, e Raul Castro o único barrigudo de Cuba.

Os Estados Unidos fizeram da Coreia do Sul uma potência, financiando seu desenvolvimento e abrindo o mercado americano para os produtos coreanos se fartarem.

Os Estamos Unidos estão fazendo da Índia uma potência, ao privilegiar mais investimentos naquele país. Bastou os Estados Unidos desviarem investimentos da China para a India para que a economia chinesa parasse de crescer os 15% ao ano, que impressionavam o mundo. Não deixando dúvidas de que são os Estados Unidos que fomentam as grandes economias, com investimentos e importações;

Os Estados Unidos não fizeram do Brasil uma potência porque desde a década de trinta, século passado, que nossos governos preferem se alinhar com regimes comunistas e investir na ignorância do nosso povo, em benefício de suas ambições políticas.

País nenhum vira potência sem Educação, e há oitenta anos que o Brasil vive às voltas com o arcaismo ideológico comunista, que investe na ignorância para controlar o povo e atrasar o país. Mas mesmo assim, as multinacionais americanas instaladas no Brasil são responsáveis por uma imensa fatia das exportações brasileiras, e do nosso PIB.

Sem os investimentos americanos o Brasil, com sua extensão continental, seria uma África.

A introdução é para que atentem ao fato mais relevante do momento; é a primeira vez na nossa história que um presidente eleito encara os Estados Unidos como aliado sem restrição, o que não ocorreu nem durante o regime militar, que tinha nos Estados Unidos apenas um aliado político contra a expansão do comunismo.

Temos agora a primeira chance para o Brasil se transformar na potência econômica que sempre sonhamos.

Mas para que isso aconteça é necessário enterrar o que há de podre. Na política, na Justiça, principalmente no STF, e na Educação.

A vocação de vira-lata do brasileiro, identificada por Nelson Rodrigues, não é do povo, essa vocação é da elite, dos políticos. O povo é vítima dessa elite de gangsters, de esquerdistas. Temos que destruir essa canalhada de traidores da pátria, para que o Brasil comece a se transformar naquele país do futuro que o mundo apregoa há muito tempo. O futuro é agora.

Para conseguir isso é compulsório destruir a imprensa comunista, os políticos canalhas e os quatro pilares do imoral, vulgar STF, o quanto antes. O Brasil tem pressa. São mais de oitenta anos jogados fora, que precisam ser esquecidos.

E esses idiotas que tentam desqualificar a aproximação do Brasil com os Estados Unidos, primeiro ato sensato de um presidente eleito pelo povo; esses traidores motivados por pura inveja e sensação de inferioridade, que vão todos para a puta que pariu.

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