O MAIOR PERIGO PARA UMA NAÇÃO: Leia, medite questione-se e responda as perguntas.
Talvez a pergunta mais importante deste ano que devemos fazer para cada uma de nós, seja: Que Brasil nós estamos deixando para os nossos filhos? Não responda agora, pare e pense. Porque talvez o maior perigo para uma nação, não seja uma crise econômica. Não seja uma eleição, nem mesmo um governo ruim. O maior perigo começa quando um povo se acostuma com aquilo que jamais deveria aceitar. Quando a mentira deixa de causar a indignação. Quando a corrupção vira mais uma notícia. Quando a violência passa fazer parte da rotina, e quando trabalhar, progredir e prosperar começam ser tratados como um defeito e milhões de pessoas deixam de se perguntar, e isso está certo?
Quando isso acontece e ninguém questiona, é sinal realmente que atingimos o fundo do poço. E não é apenas falar de política, é falar de consciência. Porque antes de sermos eleitores, somos pais, somos mães, somos filhos, e somos, acima de tudo, brasileiros. Existe uma responsabilidade que ninguém pode exercer por cada um de nó: a responsabilidade de pensar. E nisso a Bíblia nos oferece um critério extraordinariamente simples: “Pelos seus frutos os conhecereis” Pensem um pouco nisso e reflitam. Sintam a força dessas palavras: “Pelos seus frutos os conhecereis”. Então façam exatamente isso. Olhem os frutos, não olhem apenas os discursos. Não se deixem seduzir por slogans. Não entreguem suas consciências às ideologias. Olhem para aquilo que realmente está acontecendo no nosso país, sem nenhuma paixão e pergunte-se: o povo realmente prosperou? A família está vivendo melhor? O país está mais seguro? Quem trabalha consegue avançar? As pessoas estão mais livres ou não? Existe mais esperança? Quem empreende em nosso país ele é estimulado ou é sufocado? Porque prometer cuidar dos pobres é fácil, mas depois de anos no poder, existem menos pobres? Dizer que defender o trabalhador também é fácil, mas 0 trabalhador consegue viver melhor com aquilo que ganha? Falar de justiça também é fácil, mas ao praticá-la ele também alcança os poderosos? Obviamente que não.
Tudo isso uma piada, tudo balela, tudo mentira descarada. E a palavra enganação é o que define o que nós vivemos hoje. Cara de pau, é o que define os que nós assistimos todos os dias na mídia. Existe uma coisa que me incomoda profundamente: a tentativa permanente desse governo de dividir o Brasil. Parece que para alguns já não basta sermos brasileiros, é preciso também nos separar, colocar o rico contra o pobre, o hetero contra o homossexual, o patrão contra o empregado, o sul contra o norte, o branco contra o negro. E até quando isso? Em que momento nos permitimos que nossas diferenças fossem transformadas em trincheiras? Em que momento nos permitimos que precise odiar aquele que tem mais para defender aquele que tem menos? Desde quando defender os direitos de uma pessoa significa atacar os direitos da outra? desde quando patrão e empregado precisam ser inimigos? Se um precisa do outro para que o trabalho e a prosperidade existam? Desde quando a cor da pele deveria defender um lado ou outro em de que nós estamos? E desde quando nascer no Sul ou no Norte deveriam nos tornar adversários? Nós somos um só povo. Nos aprendemos isso desde criança na escola. Aí aparece o anticristo semianalfabeto com sua corja de igual intelectualidade, incendiando a nossa sociedade no que para nós não tem divisão. Precisamos tomar cuidado com aqueles que se transformam as nossas diferenças em combustível para conquistar o poder. Existe uma estratégia política tão antiga quanto perigosa: dividir para governar. Quando você convence o pobre de que o rico é seu inimigo, quando você convence o empregado de que o patrão é seu inimigo, quando você coloca negros contra brancos uns contra os outros, quando transforma a orientação sexual, a cor da pele, a religião em campo de batalha, algo muito perigosos acontece. Deixa de enxergar uns aos outros como brasileiros e começamos a nos enxergar como verdadeiros inimigos. Em uma nação ocupada brigando consigo mesma, ela deixa de perguntar aquilo que realmente importa: O que esse governo está fazendo para nós até hoje? O que ele está fazendo de real? Ele está cumprindo o que prometeu? A picanha chegou na mesa do trabalhador ou ficou só lá no discurso? Ele está combatendo a corrupção? Ele está criando condições para o povo prosperar? O salário do brasileiro ele compra mais ou ele está comprando menos? O supermercado ficou mais barato? O imposto diminuiu ou o governo encontra novas maneiras de cobrar mais? O dinheiro desviado dos aposentados está sendo recuperado? A segurança melhorou? O cidadão de bem ele se sente mais seguro dentro da própria casa? O PCC terrorista ele teme a lei ou é o trabalhador que vive no medo? A saúde pública melhorou na vida real ou apenas está nas propagandas? As crianças nas escolas estão aprendendo cada vez mais? Ou elas estão sendo doutrinadas? O Brasil está formando jovens mais independentes ou gerações dependentes do governo? A liberdade de expressão aumentou ou hoje o brasileiro pensa duas vezes antes de dizer o que pensa? Pergunte o que ele (o governo) entregou. Não olhe para o discurso, olhe para sua casa, seu salário, o seu supermercado, a sua segurança, os seus impostos, o futuro dos seus filhos e de todas as pessoas que você ama, e depois responda: O governo está servindo você ou você que está servindo o governo? E ao questionarmos tudo isso, talvez alguém pergunte: Mas vocês não têm medo de enfrentar esse podre poder? Medo? Medo de que? Medo de bandido? Medo de criminoso? Medo de quem ameaça porque não aceita ser questionado? Medo de quem ocupa um cargo poderoso? Ele pode usar esse cargo contra qualquer um de nós aqui na sociedade? Medo de que?
Amir El Haje
Médido – Cirurgião plástico.