AGNOSTICISMO

AGNOSTICISMO

Tudo aquilo que existe, pelo fato de existir, tem de necessariamente poder ser conhecido. Ter a potência de ser conhecido.

A idéia do agnosticismo foi inventada por Thomás Huxley, avô do Aldous Huxley que queria tirar completamente a idéia de qualquer aspecto espiritual da conversa do evolucionismo, ele inventou a idéia do agnosticismo: “Não é que eu não acredito em Deus. Eu não posso saber se ele existe ou não”, diz o agnóstico. Mas o problema do agnosticismo é que ele não se sustenta, porque se alguma coisa existe, obrigatoriamente se faz conhecer. Por exemplo, esse copo aqui existe e se faz conhecer pela mesa sobre a qual ele está depositado. Por quê? Porque se o copo existe e a mesa existe, um conhece o outro, mas claro que eles não se conhecem do jeito humano de se conhecer. Então a mesa conhece esse copo de um jeito mêsico, e o copo conhece a mesa de um jeito copônico. Ora, o que seria teoricamente alguma coisa que pudesse receber o epíteto de não ser conhecido, de não ser cognoscível? Aquilo que não é cognoscível, que não pode ser conhecido de modo nenhum, é exatamente igual a NADA. “NADA” é incognoscível. Se alguma coisa existe, de alguma maneira essa coisa tem que ser conhecida. A razão pela qual nós existimos é justamente dizermos assim: “Mas que obra extraordinária essa que Deus fez”. A existência do homem está associada de alguma maneira com a necessidade ontológica para o conhecimento da própria existência de Deus. Não estou dizendo que Deus é um sujeito vaidoso. Não é isso que estou dizendo. Estou dizendo que Deus precisa cumprir, também, uma regra da estrutura da realidade que é poder ser cognoscível por alguém. Portanto, nós somos os únicos capazes de conhecê-Lo de modo divino a sua semelhança.

Esta entrada foi publicada em Política. Adicione o link permanente aos seus favoritos.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *